Ribellarsi

27 Capítulo XXVII


Notas iniciais
J.O.A.N.I.N.H.A.S.!.!. Que saudades de vocês!!! Meninxs eu estava atolada de coisas da minha bolsa e do meu TCC, mas consegui colocar tudo em ordem... Então voltarei a postar mais seguido, não posso prometer dois por dia ou um, pois não quero deixar as coisa se acumularem e eu voltar a sumir... Espero que vocês gostem!! Beijão.. ♥ AAAAAH' leiam as NOTAS FINAIS, pois tem NOVIDADES!

POV' Anthony

Sentia pequenas mãos se movimentarem por entre meus cabelos, uma cabeça escorada em minhas costas e algumas vozes cochichando, apurei minha audição e percebi que era a televisão, não lembrava se tinha ou não desligado ela quando voltei para o quarto.

— Príncipe – Escutei passos e a voz da minha mulher se fez presente.

— Shiii, papai está dormindo! – Murmurou para Isabella.

— Que tal deixar o papai dormindo e ir almoçar conosco? – sua voz tinha um misto de diversão e felicidade.

— Não posso deixar o papai sozinho, ele pode acordar assustado e ficar com medo. – Minha vontade era de rir, assim como Isabella estava tentando controlar seu riso sem sucesso. Esse meu garoto, meu peito inflava de orgulho pela criança maravilhosa que ele é e arrependimento por ter negado por tantos anos meu amor por ele.

— Certo, Sr. Eu protejo meu papai! – Falou rindo. – Teu pai precisa acordar para almoçar também ou colocarei os dois de castigo, então teu desafio é acordar esse velho aí e os dois descerem para almoçar em cinco minutos, pois teus irmãos já estão quase chegando. – Escutei seus passos se distanciando e um bufar de contrariedade de Pietro. Minha vontade era jogar ela nessa cama e mostrar quem era o velho.

— Que coisa! É os minions! – Resmungou enquanto se mexia e sentava nas minhas costas. – Papai! Papai! – Murmurava nos meus ouvidos e passava os dedos pela minha barba. – Vou ter uma barba assim também... serei grande e forte como você. Irei até trabalhar com o senhor, a mamãe podia deixar eu ir na empresa junto, né? Eu já até pedi e ela fez cara feia e disse que não era para eu te dar ideias, isso é ruim? – Pietro divagava enquanto seus dedos contornavam o lado esquerdo do meu rosto. Me sentia o fodido mais sortudo do mundo quando escutava essa admiração que ele tinha por mim, mesmo depois de toda merda que eu fiz com ele. Fiquei imaginando as caras e bocas da Bella quando ele falou que queria trabalhar comigo, ela surtaria quando ele fosse maior.

— Tenho certeza que você será igualzinho ao papai, só que mil vezes melhor. – Falei me virando, agarrando ele e fazendo ele sentar sobre a minha barriga.

— Mamãe disse que precisamos ir almoçar ou ficaremos de castigo. – Ele fez um bico com os lábios que me fez prender a respiração, era o mesmo bico que Isabella fazia quando ficava contrariada com algo. O DNA até não poderia ser o mesmo, mas a maldita convivência e os laços de afeto já estavam presentes em Pietro. – Papai, você me leva um dia para trabalhar com você?

— Prometo conversar com a mamãe sobre isso e se ela concordar você pode ir comigo, agora vamos levantar e descer antes que fiquemos sem sobremesa. – Pietro saiu rapidamente e saltou da cama indo ao banheiro, fui atrás escovar meus dentes enquanto auxiliava ele nas suas necessidades. Descemos de pijama mesmo, na verdade Pietro de pijama e eu de calça moletom, quando chegamos na sala Nessie e Matteo estavam se encarando como se fosse arrancar a cabeça um do outro e Julia quicava no sofá olhando para eles como se fossem a coisa mais divertida do mundo. – O que houve crianças? – Questionei ao mesmo tempo que Isabella e Jacob entravam na sala, deveriam estar vindo da cozinha. O rosto de Jacob continuava todo desconfigurado e mais uma vez meu sangue ferveu me lembrando que precisava acabar com James.

— Nessie ... – Julia iria delatar a irmã quando Renesmee lhe lançou um olhar mortal fazendo Julia se calar. Renesmee era tão Isabella que me deixava apavorado!

— Estou esperando. – Falei me fazendo presente, já que ela e Matteo resolveram voltar a se matarem com os olhos.

— Ela está namorando, padrinho! – Rugiu Matteo e eu senti meu sangue fugir do meu corpo. Respirei três vezes e senti a mão da minha mulher segurar a minha e a de Jacob no meu ombro em sinal de apoio, ambos tinham sorrisos debochados na cara, eles estavam debochando da minha pobre alma, rindo da minha cara!

— Certo! – Falei mais para mim do que para eles, estava tentando absorver as informações. Matteo me lançou um olhar de descrença e as meninas e Jacob de surpresa. – Quero conhecer o garoto! – Matteo sorriu presunçoso e Nessie me encarava chocada.

— Não existe N.A.M.O.R.A.D.O! – Nessie proferiu exasperada e Julia se contorcia rindo no sofá.

— Não estou entendendo mais nada! – Isabella tinha a voz divertida enquanto com a mão livre alisava a barriga.

— Ele te beijou! – Guinchou Matteo passando os dedos pelos cabelos.

— Ele não me beijou... – Renesmee deu um passo à frente batendo com o dedo em seu peito. – E mesmo que tivesse me beijado não é da tua conta! Não é você que está todo de rolinho com aquela vadia da tua sala? Não é você que fica defendendo a cobra mesmo quando não falo nada? Não é você que disse para os teus amigos que está apaixonado? – Gritou fazendo Matteo dar um passo para trás e ficar branco feito papel. – Então seja um corno apaixonado e vá ficar com a tua queria, mas cuidado, pois já fiquei sabendo que ela andou com todo o colégio. Você não será o primeiro e nem o ultimo ali! – Eu não saberia dizer quem estava mais chocado com essa cena dos dois, eu, Isabella ou Jacob. – Cuida da tua namorada Matteo e deixa eu viver a minha vida em paz com quem eu bem entender! – Suspirando ela se virou para nós, em seus olhos tinha um pedido mudo de desculpas e se retirou subindo as escadas.

— Matteo.. – Isabella chamou tentando trazer o garoto de volta a realidade.

— Ela entendeu tudo errado, ela escutou as coisas pela metade e fica tirando conclusões precipitada, eu não defendo ninguém, só não quero que ela vá parar da detenção e evito que se meta em confusão. – Eu entendia ele, já tinha passado exatamente por isso.

— Calma, garoto! – Me aproximei fazendo ele parar de andar de um lado para o outro e me encarar. – Depois que ela se acalmar conversa com ela e explica as coisas como realmente são.

— Chega de confusão e vamos almoçar, vá chamar a tua irmã Julia. – Isabella ordenou. Minha mulher é tão linda, mas com aquela barriga me deixava ainda mais apaixonado por ela. – Príncipe da sua mamãe você está tão quietinho... – Pietro ainda estava em meu colo.

— Matteo e Nessie brigam igual a você e o papai. – Murmurou sapeca, fazendo Jacob gargalhar e se contorcer de dor por causa dos seus cortes em seu rosto.

— Que belo exemplo estamos sendo Anthony! – Murmurou chateada. Ué, até agora estava rindo e somos ótimos exemplos, ela mesmo tinha falado sobre isso, não temos culpa da personalidade difícil dessas criaturas.

— Passione, vamos almoçar ou daqui a pouco Eleonora vai brigar conosco. – Fungando ela se abraçou em mim, me deixando mais perdido com esses hormônios malucos. Limpei seus olhos com a mão livre e fomos para a sala de jantar. Pietro não queria sair do meu colo e ficava encarando Jacob de forma estranha. – Vamos lá campeão, tem que se sentar no teu lugar para almoçar. – Ele apenas negava a cabeça e se agarrava em mim. – É só o Jacob, campeão, amigo da mamãe e do papai, ele só está dodói. – Cochichei em sua orelha para não constranger Jacob, já que os outros pareciam ignorar seu estado, acredito que Isabella ou Eleonora já deveriam ter conversado com eles. Relutante ele se sentou na cadeira a minha esquerda e Isabella a minha direita. Matteo e Jacob já tinham ocupado seus lugares e logo Renesmee e Julia adentraram a sala batendo boca e se sentaram.

— Por favor, chega vocês duas. – Isabella pediu de forma tranquila, mas firme. Ignorando o pedido de Bella, continuaram de picuinha me fazendo contar até dez para não perder a paciência. Começamos a comer em silencio menos as duas que em vez de comer ficavam se alfineteando.

— C.H.E.G.A! – Rugi furioso, atraindo a atenção de ambas que me olhavam com os olhos arregalados. – Eu já tinha pedido, já tinha conversa do e esclarecido as regras. Vocês duas não sabem seguir regras, mas irão aprender por bem ou por mal. A mãe de vocês ainda está se recuperando de um possível aborto, Jacob está todo machucado e eu estou extremamente cansado de tanta infantilidade. – Suspirei passando a mão pelos meus cabelos. – Ambas estão de castigo e conforme já tinha explicado quero todas as coisas na mesa do escritório. Vocês aprendem a se respeitar ou eu tomarei medidas mais drásticas.

Me retirei da mesa assim que terminei de falar e meu celular a tocas, dei um beijo nos lábios de Isabella que tinha um olhar de orgulho para mim e lancei um olhar ameaçador para ambas que se encolheram na cadeira.

— Masen! – Atendi enquanto subia os degraus.

— Chefe, tenho novidades. – Era Enrico.

— Estou ouvindo.

— James realmente entrou na Itália, de forma clandestina e tudo indica que infelizmente entrou com a ajuda dos chineses, sabe como nossa aliança está desestabilizada com eles...

— Resolva isso para ontem! – Meu sangue borbulhava em minhas veias e que queria matar cada bastardo chinês que eu enxergasse na minha frente.

— Com um informante descobri que ele não entrou sozinho, uma mulher veio junto.

— Sabe o paradeiro deles? – Questionei, me indagando que tipo de mulher se envolve com esse tipo de homem.

— Eles desapareceram feito fumaça, mas estamos de olho. – Vi que Enrico estava hesitante em falar algo.

— Fala logo, homem!

— Tivemos problemas com uma das cargas navais e tudo indica que seja os Russos que armaram.

— Os Chineses e agora os Russos, vá investigar como anda a aliança entre eles. – Suspirei. – Já estou indo para o escritório, nos encontramos lá. – Desliguei, tomei um banho e entrei no closet vestindo um dos meus ternos. Quando desci, Matteo já me esperava pronto e Pietro ao seu lado.

— Poderei ir trabalhar hoje com vocês, papai? – Meu garotinho queria acabar comigo desse jeito, ele estava todo arrumado, calça jeans, All Star vermelho e uma camisa social branca dobrada até os cotovelos. Busquei Isabella com os olhos e ela estava escorada na entrada da sala que dava acesso ao corredor com uma sobrancelha arqueada, se ela achava que os negócios é que dariam dor de cabeça nela, imagina a hora que Pietro começasse a aparecer com namoradas em casa.

— A mamãe deixou? – Questionei apelando para o lado que ela tem controle e comanda as coisas.

— Você falou que iria falar com ela. – Me ajuda Pietro.

— Então, mamãe... – falei agarrando Pietro no colo e me virando para ela. – O que você acha do nosso campeão ir trabalhar comigo e com Matteo hoje? – Dei meu melhor sorriso torto e observei Pietro fazendo igual.

— Estou perdida com vocês dois... – murmurou suspirando e nos dando as costas. – As 18:00 quero os três em casa, bom trabalho e se comportem!

— Conseguimos, papai! – Comemorou eufórico, fazendo eu e Matteo rir enquanto nos dirigíamos para a empresa. Assim que chegamos Matteo foi direto para a sala dele fazer o balanço do dia anterior, analisar tudo que temos para receber e entregar, fazer contato com alguns clientes e me passar o feedback da semana.

Por onde eu passava com Pietro as pessoas me olhavam de forma estranha, até parece que eu tinha raptado uma criança ou fosse uma coisa de outro mundo ver uma miniatura minha. Pietro passou o tempo todo dentro da minha sala desenhando em algumas folhas enquanto eu chegava meu e-mail, lia e assinava alguns contratos.

— Papai, posso ir na sala do Matteo? – Ri, pois ele deveria estar tão entediado quanto eu ficava na sua idade quando vinha para a empresa e apesar disso eu não deixava de vir, pois eu de certa forma sempre gostei.

— Claro campeão, é na sala ao lado da minha. Qualquer coisa é só voltar ou pedir para a minha secretaria. – Pietro concordou com a cabeça e se retirou da sala fechando de forma suave a porta em suas costas, pela janela de vidro eu conseguia enxergar tudo que acontecia do lado de fora, mas ninguém via o que acontecia aqui dentro. Observei ele passando pela secretaria e lhe abanando fazendo a mesma suspirar por ele, esse garoto daria muito trabalho. Quando vi ele indo em direção a sala de Matteo voltei minha atenção aos contratos. Olhei para tela do meu computador e vi a hora, pulei da cadeira, Isabella iria me matar, já eram 18:10 e eu tinha perdido o horário. Sai da minha sala indo em direção a sala de Matteo e no meio do corredor encontro Matteo com sua postura rígida segurando a mão de Pietro e uma mulher loira que eu tinha a absoluta surpresa de não trabalhar na minha empresa, ela era alta, corpo de modelo, roupas justas, loira com os cabelos cacheados, ela tentava uma aproximação com Pietro que não estava se mostrando muito confortável em com a situação.

– Vamos garotos. – Falei ao me aproximar me mostrando presente.

– Papai! – Pietro tinha alivio em seus olhos e correu para mim, me abaixei e peguei o pequeno garoto nos braços.

– Boa tarde! – Cumprimentou a mulher arrumando sua postura, me analisando da cabeça aos pés e sinceramente eu não gostei nem um pouco do seu atrevimento, ninguém me olhava daquela forma.

— Trabalha em qual setor, Senhora? – Questionei e vi ela ficar visivelmente nervosa e logo se recompor.

— OH! Não trabalho aqui, vim visitar uma amiga e acabei me perdendo. – Sua mentira soou tão falsa quanto o par de seios que carregava.

— Ótimo, pois jamais admitiria meus funcionários andando pelo setor na presidência sem autorização, assim como não admito pessoas estranhas circulando pela minha empresa. – Ela estava visivelmente desconcertada, não parava de mexer nos cabelos e no decote de sua blusa. – Irei agora mesmo pedir para que lhe acompanhem até a saída. – Busquei meu celular no bolso do palito e enviei uma mensagem para a segurança.

— Não será necessário, pode deixar que encontro a saída sozinha... Eu apenas me perdi e acabei encontrando essa criança maravilhosa, que devo deduzir ser seu filho... Realmente uma ótima genética! – Senti meu rosto esquentar e não foi de vergonha e sim de raiva, se Isabella estivesse aqui já teria matado essa mulher.

— Realmente, minha mulher e minhas filhas são tão belas quanto. – Falei grosseiramente no momento em que o segurança chegou.

— Senhor! – Saldou se colocando ao meu lado.

— Bruno, por favor, acompanhe essa senhora até a saída e garanta que nunca mais uma pessoa não autorizada e muito menos que não seja funcionário da empresa fique vagando pelos corredores. – Bruno arregalou os olhos e concordou com a cabeça, segurando o cotovelo de maneira discreta e firme da mulher a retirando do locar. No último segundo a mesma se dirige a mim me lançando um olhar de ódio que fiz o favor de retribuir com o mais frio e cortante que eu tinha.

— Padrinho, eu não gostei dessa mulher... – Murmurou Matteo ao meu lado enquanto as portas do elevador foram se fechando. Pietro murmurou um “eu também” e se agarrou ao meu pescoço.

— Amanhã mesmo tomarei providencias sobre isso, podem ficar tranquilos. – Me retirei com eles pelo elevador privado que dava diretamente a minha vaga na garagem e vamos para casa, já se passava das 18:50, realmente Isabella iria me matar.

Notas finais
O QUE ACHARAM? COMENTÁRIOS? FAVORITOS? RECOMENDAÇÕES? ********** N.O.V.I.D.A.D.E.! Como eu já tinha dito eu estou escrevendo uma outra história também... Resiliência! Vou deixar um trechinho de um dos capítulos para vocês... "— Você irá se arrepender das suas palavras, garota. – Ele me girou me fazendo ficar de quatro enquanto eu só conseguia rir do seu orgulho ferido e foi com isso que começamos mais uma roda de sexo, outras vieram na sequência e uma estava sendo melhor que a outra. Em algum determinado momento ele me perguntou se eu não queria saber seu nome e eu disse não, ele me observou e nada mais foi dito. Tudo foi resumido a sexo até cairmos exaustos na cama as cinco da manhã, esperei ele cair no sono e juntei minhas coisas espalhadas pelo quarto, usei seu banheiro fazendo o mínimo barulho possível, me vesti, peguei minha mini bolsa e meus salto com as mãos para não fazer barulho. – Eu sei que você já está fugindo e não esperava que fosse realmente fosse ficar. – Travei entre a porta e o corredor, sua voz saiu de forma suave pela primeira vez e eu não sabia o que fazer exatamente, continuei de costas, preferi não me virar e ter que lhe encarar. — Só estou antecipando o que já sabemos que irá acontecer e evitando futuros constrangimentos para ambos. Boa noite estranho! – Me retirei como um raio não dando margens para questionamento. Seu apartamento era amplo e funcional, típico apartamento masculino, tons neutros, um bar recheado de bebida no canto da sala. Desci pelo elevador até a recepção, recebi um olhar questionador do porteiro por eu estar com os saltos em mãos e descabelada, dei de ombros e rapidamente peguei um táxi até a boate." Beijinhos!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.