Ribellarsi

25 Capítulo XXV


Notas iniciais
Boa noite, joaninhas! Tem novidades nas notas finais, não deixem de ler, pois é sobre a nova história. Ela já foi postada sabiam? Pois é! Fiquei sabendo que tem narração de ANTHONY nesse capitulo e o nosso mafioso em ação. beijos de luz ;)

POV ISABELLA

Acordei com meu celular tocando, olhei para o lado e Anthony estava com ele em mãos já fazendo careta.

— Quem é? – Perguntei sonolenta.

— Jacob! – Falou me fazendo acordar totalmente, arranquei o celular de suas mãos e atendi no mesmo instante.

— Jack? – Chamei.

— Bella!! – Sua voz estava abafada.

— O que houve? – Silêncio. – Jack?? – Chamei aflita. – Fala comigo homem!

— Quem está contigo? – Perguntou murmurando.

— Anthony, mas. – Ele me interrompeu.

— Passa para ele! – Jacob nunca tinha falado de forma tão distante comigo, estava tão sem ação que simplesmente entrei o celular para Anthony sem conseguir pronunciar uma palavra.

— Fala Jacob. – Anthony escutava o que Jack falava e me analisava. – Faça o seguinte, fiquei exatamente onde você está que eu irei mandar alguém te buscar e você irá ficar aqui conosco. – Eu não conseguia entender o que estava acontecendo. – Sim, estaremos aqui te esperando. Será uma pessoa de total confiança minha e eu irei conversar com ela. – Falou me analisando. Anthony encerrou a ligação e pegou seu celular, pelo que eu entendi estava conversando com Austin. Levantei e fui ao banheiro, odiava ficar no escuro e não saber o que se passava, mas esperaria e manteria a calma, Mia não podia ficar agitada e nem eu nervosa. – Bella! – Anthony chamou parado no batente da porta do banheiro, terminei de lavar o rosto e me virei para fitar ele. Anthony estava tenso, seu maxilar estava travado e seus ombros rígidos, sua respiração era controlada e nem um pouco natural. Algo muito sério tinha acontecido.

— Você irá me contar o que está acontecendo, certo? – Ele concordou com a cabeça. – Sem fatos pela metade ou distorcidos? – Ele fez uma linda careta de desgosto, mas concordou. – Ok! Podemos conversar.

— Jacob voltou hoje da viajem e não nos avisou. – Falou contrariado por não ter controle das situações. Me segurei para não rir, quem vesse ele falando deste modo iria pensar que Jack tem dezoito anos e deve satisfações a Anthony. – Ele saiu com uns amigos para algum barzinho alternativo e quando estava voltando para casa em vez de pegar um taxi, resolveram ir caminhando a pé até o apartamento. – Suspirou. – No meio do caminho Jacob deixou o amigo em algum lugar e seguiu sozinho. Porra, Bella! Roma, tarde da noite, um modelo gay andando sozinho! Vou matar Jacob! – Olhei confusa, não estava entendendo bulhufas.

— Continuo sem entender o alarde, já cansamos de andar pelas ruas de Roma em altas horas da manhã sozinhos. – Falei.

— Roma não é mais a mesma de seis anos atrás, nem Jacob era um modelo famoso e muito menos gay assumido. – Falou esfregando suas mãos no rosto. – Existem muitos grupos homofônicos hoje em dia que fazem horrores com o pessoal da classe LGBT. – Disse murmurando e fazendo minha ficha cair.

— Ele está bem? – Falei nervosa.

— Ele está machucado, mas ficará bem. Já mandei Austin buscar ele e alguns capangas atrás desses caras. Só que agora você precisa ficar calma, se ficar nervosa irá te fazer mal e a Mia, além de que o Jacob não precisa da nossa pena, mas sim do nosso apoio e nossa amizade. – Falou me abraçando.

POV ANTHONY

Andava dentro do galpão inquieto, meus pensamentos estavam na minha mulher e no seu estado, aquele médico conseguiu me assustar. Eu não posso perder ela, não vou dar conta deles sem ela, se com Pietro eu não consegui e morri de medo, imagina com Nessie e Julia que são as copias da mãe, principalmente na personalidade e agora mais essa com Jacob!

— Patrão! – Enrico entrou no galpão arrastando um homem que mais ou menos um metro e oitenta e deveria ter uns trinta anos. – Eram três, mas só esse saiu vivo. – O sorriso diabólico era a prova da satisfação que estava sentindo em ter sobrado um vivo para poder brincar.

— Ótimo! Vamos ao que interessa. – Peguei uma cadeira e me sentei em frente ao pequeno espetáculo que foi armado. Tinha duas correntes de aço compridas fixas no teto para amarrar o indivíduo e manter ele em pé. Uma bateria, um balde de água e vários instrumentos de corte para tortura. Quando o homem já estava preso e teve força para levantar a cabeça, foi impossível não enxergar o horror que se passava em seus olhos.

— Cullen! – Logo depois que proferiu meu nome começou a se debater freneticamente, não me aguentei e comecei a rir sendo acompanhado de Enrico. – Me soltem! Por favor! – Gritava

— Talvez seja mais fácil do que esperamos chefe. – O deboche estava em casa letra pronunciada por Enrico. – Calado, cazzo! – Enrico gritou proferindo um lindo soco de direita no homem. Andei em direção do homem e agarrei seus cabelos fazendo ele me encarrar.

— Serei bem objetivo, deseja uma morte lenta ou rápida? – Seus olhos faiscavam ódio. – A escolha é completamente sua. – Larguei seus cabelos e puxei a cadeira para me sentar mais próximo. – Qual o motivo de espancarem o modelo Jacob Black?

— Ele é tua amante por acaso Cullen. – Eles realmente achavam que insinuar coisas sobre minha masculinidade iria me incomodar? Suspirei, pensando em como essa madrugada seria longa e que provavelmente não iria conseguir chegar no horário que Bella me pediu, isso sim me deixava irritado.

— Todas as unhas das mãos. – Ordenei.

— AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH... – Me recostei na cadeira e fiquei ouvindo seus gritos enquanto assistia Enrico arrancar suas unhas, a satisfação era nítida em cada ação que meu capanga tinha, ele amava torturar e isso me divertia.

— Álcool. – assim que ele terminou de arrancar unha por unha e jogar álcool, o último grito de dor veio junto com um desmaio. – Minha esposa está me esperando e não posso perder tempo, água com bastante gelo para acordar esse maledetto. – O homem acordou no susto e olhava apavorado para todos os lados. – Irei repetir minha pergunta e espero que seja inteligente para responder. – Fui até uma mesa de canto e peguei um copo e servi um pouco de uísque. – Por que espancar Jacob Black?

— Trabalho – rolei meus olhos para a resposta idiota.

— Obviamente foi trabalho, mas a mando de quem? – Voltei-me a sentar na cadeira na sua frente. Percebi que ele se negaria a responder. – Unhas dos pés. – E mais uma sessão de gritos por parte do homem e risadas por parte de Enrico veio. Ainda bem que sempre deixava alguns dos meus uísques, Johnnie Walker 12 anos, no galpão para essas eventualidades, caso contrário estaria morrendo de tédio. – Unhas você já não possui, teremos que partir para outras coisas. – Falei observando Enrico arrancar a última unha. – Quem foi o mandante? – Repeti a pergunta rodopiando o liquido no copo.

— Não vou falar! – Gritou. – Você irá me matar de qualquer forma!

— Exatamente, mas como eu disse pode escolher morrer de forma rápida ou devagar.

— Jamais! – Eu ficava impressionado com a burrice, pois eles iriam falar, sempre acabavam falando, mas parece que gostam de ser torturados.

— Choque. – Resolvi sair um pouco não tinha paciência para isso, nunca tive na verdade. – Tudo certo por aqui? – Questionei os homens que estavam na entrada do galpão.

— Tudo tranquilo, chefe. – A noite estava tão fria e ao mesmo tempo tão bonita, eu só queria estar em casa ajudando Isabella com Jacob e Mia.

— Chega de choque, vamos aos dedos. – Falei cansado me sentando outra vez na cadeira. Olhei meu relógio e já marcava cinco e meia da manhã.

— Mãos ou pés chefe? – Questionou Enrico.

— Tanto faz, não são os meus mesmo. – Falei rindo. A gritaria começou novamente, foram mais meia hora até ter todos os dedos de uma mão amputados, o galpão estava um nojo de tanto sangue. – Então, quem foi o mandante? – Questionei ao homem. Ele soluçava e sinceramente aquele choro não me abalava. – Orelhas. – Falei dando de ombros.

— Chega, por favor Dom Cullen. – Chorava e gritava. – Clemencia. – A única coisa que eu conseguia fazer era rir, serio que ele tinha acabado de pedir por clemencia? O cara que espancou Jacob a mando de alguém e ainda protege a pessoa?

— Seja homem e me diga quem encomendou o serviço e terei clemencia. – Rugi sem paciência.

— Que assim seja, Dom Cullen. – Eu odiava que me chamassem assim, isso me lembrava o velho Edward, meu avô, do qual Isabella odeia. Peguei minha arma e engatilhei, mirei em sua testa e fiquei esperando, era nítido a briga interna que se encontrava. – James.. – E meu tiro foi instantâneo, assim como o arrepio que não consegui conter que desceu pela minha espinha.

Notas finais
HEY HEY HEY! O que acharam do POV ANTHONY? HEIN? HEIN? Estou com uma fanfic nova, quem quiser acompanhar e participar será muito bem-vindo. https://fanfiction.com.br/historia/756463/Resiliencia/ BEIJINHOS ;**