Ribellarsi

2 Capítulo II


Notas iniciais
hey, pessoas maravilhosas! O que estão achando? Não recebi nenhuma opinião.. só escrevo a base de comentários e opiniões.. beijos de luz e espero que gostem dessa capítulo.

Acordei com aquela sensação gostosa em minha pele, o calor dos rios de sol iluminava o quarto ao mesmo tempo que aqueciam minhas costas. Senti uma leve cutucada em minha barriga e já sabia quem estava agitada querendo atenção. Com muita calma para não acordar minha Sweet fui levantando para ir ao banheiro, minha bexiga estava estourando. Gostaria de saber a razão pelas quais as mulheres têm a tendência a falar só sobre o lado belo da gravidez e não sobre os pés inchados, barriga enorme, fome enorme, mal humor enorme, oscilações de humores enorme, dores nas pernas, dor nas costas e tudo mais. Eu realmente não fui enganada, Mia foi o planejamento mais maluco da minha vida, assim como Julia. Só que toda vez que me lembro daquele maldito livro de autoajuda para mães solteira que minha obstetra havia me dado e que tudo era lindo e cheio de rosa e frufrus, eu ficava irritada. Graças aos Deuses, que eu possuo uma ótima educação e tenho meus pés voltados bem para a realidade e com isso eu consegui me manter firme nas piores situações. Depois de esvaziar a minha bexiga e receber uma leve mexidinha de Mia pelo seu contentamento, fui escovar os dentes. Pelo espelho vi minha menina inteligente começar a ficar agitada e isso só significava uma coisa: pesadelos. Enxaguei minha boca e fui ao seu encontro, sentei na beira da cama e comecei a fazer leves carinhos em seus lindos cabelos ruivos ao mesmo tempo em que cantava a nossa canção da Anavitória.

“Tu és trevo de quatro folhas, é manhã de domingo à toa, conversa rara e boa, pedaço de sonho que faz meu querer acordar, pra vida ... Ai ai ai “

Aos pouquinhos seus lindos olhos chocolate foram se abrindo e se acostumando com a claridade, ela sorriu aquele sorriso preguiçoso e logo ficou séria e se sentou, Julia ficou olhando para suas mãos enquanto brincava com seus dedos. Ela estava criando coragem para falar sobre o sonho, era sempre assim quando ela tinha o pesadelo ou as lembranças.

— Bom dia, mia bella!

— Bom dia, raio de sol! Dormiu bem? – As perguntas tinham que ser feitas com cuidado, nada direto e brusco. Sempre perguntas suaves as quais davam a ela a segurança de poder mudar de assunto caso não se sentisse segura para falar.

— Mais ou menos. – Julia continuava na mesma posição olhando para seus dedos.

— Quer falar sobre isso? – Ela negou com a cabeça e eu respeitei sua decisão. – Sabe quem já está acordada e morrendo de saudades tuas, principessa? – Julia olhou no mesmo momento para minha barriga e sorriu. AHH, aquele sorriso, eu daria tudo para ver aquele sorriso sempre em seus lábios e olhos. – Isso mesmo, Mia está quase enlouquecendo a mamãe por causa de uma certa garota esperta que não acordava. – Ela gargalhou e se jogou contra mim, deixando um beijo de esquimó em meu nariz e um selinho em meus lábios para depois se abaixar e encher de beijos minha barriga enquanto levantava minha blusa.

Assim que consegui fazer minha garota esperta tomar um banho comigo e escovar seus dentes, fiz duas chiquinhas muito fofas em seus lindos fios ruivos e lhe vesti com uma calça jeans, um All Star rosa, uma blusa leve por cima. Depois de deixar Julia devidamente arrumada e assistindo desenho, fui me arrumar. Coloquei um vestido meia manga preto com um sinto marrom na minha cintura deixando mais evidente minha barriga e uma botinha de cano curto e salto médio marrom. Dentro da minha bolsa guardei as meias calças mais grossas de lã que eu encontrei para nós, uma blusa térmica para Julia e nossos dois casacos de lã eu levaria na mão. Escovei meus cabelos cor de mogno e os deixei secando ao natural. Quando tudo estava pronto peguei Julia pela mão e fui até o restaurante do hotel, no segundo andar, onde estava sendo servido o café da manhã.

— Principessa, pegue um prato que irei nos servir. – Pegamos nossos pratos e conforme o que ela ia me pedindo para comer, eu ia verificando se achava saudável para uma garotinha, de apenas seis anos, logo pela manhã sair comendo. Depois de servidas nos sentamos e eu busquei suco de uva para ambas.

— Bella, o que iremos fazer hoje? – Sua pergunta tão ingênua e doce me pegou desprevenida. Não tinha pensado ainda em como lhe contar que iriamos viajar.

— Ontem depois que você dormiu, minha principessa, eu comprei duas passagens para o Rio de Janeiro. – Falei de forma calma e precisa ao mesmo tempo que fiquei esperando sua reação. Ela suspirou e me olhou.

— A Vick gostava de ir para o Rio, lembra? – Sim, eu lembrava melhor do que ninguém como Victória amava o Rio de Janeiro e suas praias.

— Lembro, principessa, mas nós não iremos ficar no Rio. Quando chegarmos ao Rio iremos pegar outro avião. – Nesse momento seus olhos estavam me estudando, alguma coisa ela percebeu, pois, o brilho que passou em seus olhos e o sorriso torto que surgiu em seus lábios, foram rápidos e intensos. Cheguei a me questionar se não foi algo da minha cabeça, mas eu conhecia a minha menina esperta e tinha certeza que ela já possuía suas opiniões sobre a viagem. – Quer mais alguma coisa, minha menina esperta? – Observei que seu prato já estava vazio.

– Não! Já podemos ir? – eu ri pela sua espontaneidade e animação. Concordei com a cabeça, peguei minha bolsa e nossos casacos. Julia veio ao meu lado e segurou a minha mão, me presenteando com um dos seus belos sorrisos. Fomos até a recepção e fiz o check-out. Solicitei ao recepcionista que chamasse um táxi para nos levar ao aeroporto.

Chegamos ao aeroporto vinte minutos depois, paguei o taxista e desci com Julia, ela possuía aquele maldito sorriso torto em seus lábios. Ficamos caminhando entre uma loja e outra, até dar nosso horário. Depois de fazermos o check-in, imprimir as passagens e mostrar nossos documentos, embarcamos no avião.

Nosso voo foi rápido, uma hora e vinte minutos e já estávamos pousando no Rio de Janeiro.

Boa parte do voo Julia passou jogando em meu celular e eu perdida em meus pensamentos. Eu estava tentando a todo custo decifrar as possíveis reações dos meus amigos e da minha família, mas eles não são pessoas previsíveis e muito menos suas atitudes. E era exatamente aí que eu quase entrava em pânico, em não saber suas reações por mim, por Julia e Mia.

Fiz nosso check-in mais uma vez e passamos por todo processo de documentos e passagens para podermos embarcar.

— Mia Bella, quando irei conhecer meus tios? – Eu sabia exatamente o que dizer, porém não como dizer. Estava me preparando para ter essa conversa dentro do avião com ela, mas Julia sempre me surpreendia.

— Ah.. Minha menina esperta, logo você irá conhecer eles. – E você nem imagina o quão perto está este logo.

— Eu queria tanto conhecer meus tios...

— Sim, principessa, você irá conhecer eles e talvez esteja mais próxima disso do que imaginas. – Ela novamente me presenteou com aquele sorriso torto e inocente. Eu já previa muitos fios brancos nos meus cabelos antes dos trinta anos.

Olhei para o portão de embarque e pensei seriamente se deveria, ou não, avisar alguém que eu estaria voltando. Observei Julia sorrindo para a foto que estava como tela de proteção do meu celular e jurei que se algum deles tratassem mal as minhas meninas, eu odiaria eternamente aquela pessoa.

– Mamãe, para onde estamos indo? – Me surpreendi, pois, foram raras as vezes em que Julia me chamava de mãe, ela sempre me chamava assim quando estava tendo pesadelo e precisava de mim como seu bote salva-vidas.

— Estamos indo para Itália, principessa! – Falei pausadamente para que ela absorvesse a informação e como a garotinha esperta que era, ela entendeu que estávamos voltando para casa.

Deixei minha garota elétrica e animada, quicando na poltrona ao meu lado e peguei meu celular e enviei a mensagem para a pessoa mais responsável que eu conheço e que sempre foi o meu porto seguro. Ela iria me matar, me esquartejar, comer meu fígado, vender meus órgãos no mercado negro, mas jamais iria deixar de me amar e me apoiar nas maiores confusões que eu me metesse. E foi com esse pensamento que eu enviei apenas uma mensagem simples e direta, para depois desligar o celular e tentar relaxar.

Sim, ela realmente iria me matar!

“Rosalie, estou voltando! Chego as 21 horas em Roma. Bella”.

Notas finais
Tentarei postar no máximo em um intervalo de uma semana, se eu conseguir antes vou ir postando. beijos ;**