Ribellarsi

24 Capítulo XXIV


Notas iniciais
Olá joaninhas!! Comigo promessa é divida, vocês bateram minha meta e eu estou aqui para postar mais um capítulo quentinho! Eu li todos os comentários e fiquei extremamente feliz com a repercussão do capítulo anterior, independente do numero de palavras de vocês e do modo de expressar o que gostou ou não, as vezes um apenas "amei" "M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A" "EMOCIONANTE!!", já fazem toda diferença para nós como autoras. Por isso queria agradecer muitíssimo pelos comentários de todxs. Eu gostaria de ter respondido os comentários no mesmo esquema dos anteriores, mas como vocês bateram a meta achei mais justo não enrolar e postar logo o capítulo. Certo? Beijos Joaninhas!

O silêncio reinava pelos corredores da nossa casa, parecia que até os insetos sabiam que algo muito grande estava acontecendo. Anthony andava na minha frente com Pietro em seu colo, seus braços rodeavam o filho como se ele fosse fugir a qualquer momento. Quando chegamos no quarto de Pietro ele sentou no chão com as costas escoradas na cama, colocou Pietro sentado sobre suas pernas e de frente para ele, Anthony me chamou com o olhar e eu me sentei próxima de ambos em uma posição que eu tivesse visibilidade para observar ambos.

— Pepi... – Anthony murmurou acariciando as bochechas de Pietro.

— Você vai me deixar ir embora? – Pietro indagou cabisbaixo.

— Você quer realmente ir embora? – Anthony questionou.

— Você e a mamãe só brigam! – se justificou.

— Você quer realmente ir embora, campeão? – Indagou com mais firmeza.

— Eu amo a mamãe, as meninas e o Matteo. – respondeu.

— Você quer ir ou não, campeão? – Anthony estava indo a fundo com Pietro e eu estava com medo do emocional dele.

— Não, mas.. – falou e Anthony lhe cortou não dando chances de argumentação.

— Sem mas ou mais! Você não quer ir embora e você não irá embora. Eu não permitiria que você fosse embora, mesmo que você quisesse. – falou suspirando. – Eu errei muito contigo campeão, eu fui um péssimo pai e continuo sendo, mas você não tem culpa. – Anthony tinha o olhar perdido e tinha agarrado Pietro contra seu peito. – Quando você nasceu as coisas estavam muito complicadas, eu tinha assumido os negócios da minha família a pouco tempo e minha vida estava uma bagunça. Eu nem sabia da tua existência se não tivessem me ligado para ir te buscar no hospital, naquele momento eu simplesmente entrei em desespero e não sabia o que fazer. Bella não estava comigo naquela época, talvez se ela estivesse provavelmente teria me matado e cuidado de você desde pequeno, tua mãe sempre soube o que fazer nessas situações. Só que talvez se ela estivesse comigo você não existisse hoje, pois eu jamais iria me relacionar com outra pessoa estando com ela. Eu não me arrependo de você existir, mas sim da forma em que tudo aconteceu. Talvez por isso eu tenha sido covarde e deixado você naquele orfanato, pois mesmo sendo apenas um bebê e não pronunciando nenhuma palavra, você me dizia o quanto eu fui irresponsável e infiel a tua mãe. – Pietro tinha a cabeça no vão do pescoço do pai e uma de suas mãos brincava com a barba. – Talvez você nunca acredite, mas eu te amo Pepi. Você conseguiu acabar comigo quando me jogou na cara o pai miserável que eu sou e o quanto desejavas ter outra pessoa como pai. Você me desestabilizou quando disse que preferia ser parecido a tua mãe do que comigo, tuas palavras inocentes conseguem me atingir de uma forma que tu nem imagina. Você está conseguindo me entender? – Pietro levantou seu rostinho e fez uma careta estranha.

— Acho que sim, porque você me abandonou? – perguntou confuso.

— Eu era covarde demais naquela época e puni pessoas inocentes pelos meus erros. – Anthony murmurou.

— Você ia ao orfanato. – Não era uma pergunta e sim uma afirmação.

— Sim, pelo menos duas vezes ao mês e quando você ficava doente.

— Por quê? – questionou encarando o pai.

— Naquela época eu achava que era para manter minha consciência tranquila, mas hoje acredito que era por instinto paterno. – falou suspirando. – Eu me negava a aceitar que eu sentia algo por você, por isso me mantinha distante.

— Eu não sei se eu entendi. – falou com a testa franzida.

— É bem provável que não, mas eu errei com você Pietro e eu queria pedir perdão por minhas palavras de hoje cedo.

— Eu não quero ser um problema! – meu coração quase se quebrou com as suas palavras inocentes.

— Você nunca será um problema, campeão!

— Você e a mamãe não irão brigar mais por minha causa? – perguntou inseguro.

— Provavelmente eu e a mamãe iremos ter algumas brigas, é normal um casal brigar, mas prometo que nossas brigas não serão mais por causa de vocês. – Anthony falou afagando o emaranhado cobre de Pietro. – Precisa cortar esse cabelo, campeão!

— Mamãe já falou isso! – disse contrariado.

— Que tal amanhã nós dois irmos cortar o cabelo juntos, depois vamos escolher teu cachorro. – falou tentando convencer a Pietro ceder.

— Mamãe pode ir junto? – perguntou inseguro.

— Sempre! – prometeu. Era fantástico a forma como Pietro gostava de me ter presente, mas conforme ele fosse confiando em Anthony iria fazer os dois terem momentos sozinhos. – Você me perdoa campeão?

— Você me quer igual a mamãe? – Pietro falou se enrolando com as palavras. Anthony acenou positivamente com a cabeça. – Nunca mais irá me abandonar?

— Nunca!

— Mamãe você também vai perdoar o papai? – Pietro perguntou se virando para mim.

— Querido, eu e o teu pai precisamos conversar. – falei suavemente.

— Nós estamos conversando, né papai? – Anthony tinha um sorriso besta e olhava admirado Pietro.

— Sim, campeão!

— Viu mamãe, podemos conversar! – falou como se fosse simples.

— Ok, príncipe! – falei suspirando. – Só irei perdoar seu pai se ele prometer pensar antes agir. Se nunca mais em hipótese alguma gritar com você ou com os teus irmãos em momento de raiva ou brigas. Se prometer não haver mais segredos entre nós. Se prometer tratar todos da mesma forma. – Anthony olhava dentro dos meus olhos e aquelas esmeraldas eram tão fascinantes que eu me negava a desviar o olhar.

— Você promete papai? – Pietro questionou fazendo Anthony desviar seu olhar do meu para olhar o filho.

— Prometo campeão!

— Então você não está mais de castigo e já pode voltar a morar conosco! – falou de forma tão simples e ingênua que foi impossível não rirmos dele.

— Certo pequeno ardiloso, agora vamos descer que temos uma família a nossa espera! – falei me levantando com certa dificuldade. Quando fiquei em pé senti uma leve pontada na minha barriga, olhei para baixo esperando ambos levantarem, Anthony me olhava de forma preocupada e Pietro com uma careta de nojo e susto.

— O que houve ragazzi? – perguntei sorrindo.

— Campeão, você vai levantar, descer devagar as escadas, chamar a vovó Esme e a Tia Rose e dizer para elas irem para o quarto da mamãe. Ok? – Anthony falava ainda me analisando.

— A mamãe se machucou? – eu não estava entendendo nada.

— Sim, só um pouquinho, por isso a levarei para o quarto. – falou acariciando os cabelos de Pietro. – Devagar na escada, ok? – Pietro concordou e saiu rapidinho do quarto.

— Pode me explicar o que houve? Tudo isso só para ficar sozinho comigo? Que feio enganar uma criança, Masen! – falei rindo e ele me olhou chocado se levantando.

— Você não está sentindo nada passione? – perguntou inseguro e aquilo começou a me assustar.

— Você está me assustando! – falei recuando um passo e indo para frente do espelho do quarto de Pietro. Ao ver a minha imagem e o sangue que se encontra em meu vestido amarelo entrei em pânico e as lagrimas já escorriam dos meus olhos. – É minha culpa! – foi a única coisa que eu consegui dizer.

— Não, passione! – falou me agarrando no colo e subindo comigo para o meu quarto. Adentrou meu banheiro comigo em seu colo, me sentou no vaso e isso fez com que mais uma vez eu sentisse uma pontada na barriga. Ele tirou a sua roupa, me ajudou a tirar as minhas, ligou o chuveiro e me ajudou a me lavar, eu estava em pânico não conseguia reagir. – Querida fale comigo, passione! – implorava enquanto me ensaboava.

— A Mia, Anthony, a minha garotinha! – e o choro veio compulsivo.

— Vai ficar tudo bem, eu estou aqui! – falou me abraçando e deixando a água correr entre nós.

— Anthony! Bella! – Esme chamava do quarto.

— No banheiro! – Anthony avisou fazendo uma Esme nervosa entrar banheiro a dentro, nunca tive problemas com o meu corpo e de ficar nua na frente de mulheres que eu confio, mas estar nua com Anthony em um banheiro me deixou desconcertada.

— Filha! – falou preocupada quando me viu chorando. – O que houve queridos?

— Bella teve um sangramento, precisamos chamar o médico dela agora! – Esme me olhou com compaixão e se retirou, eu escutava a voz de Esme e Rose no quarto, mas não fazia questão nenhuma de entender o que diziam. Anthony me ajudou a sair do banho e me enrolou em um roupão, depois vestiu outro, me pegou no colo e me levou de volta para o quarto me depositando na cama. Rose estava escorada na minha penteadeira com o celular nas mãos, Esme não estava mais no quarto.

— Loira pega uma roupa para Bella no closet, por favor? – Rosalie concordou com a cabeça e foi andando escrevendo freneticamente no celular. – Vou no banheiro colocar minha roupa e já volto, não se mexa! – ele ia saindo e segurei o seu braço.

— O lado direito do closet e o final são meus, mas o lado esquerdo é teu. – Seus lábios conseguiram me dar um vislumbre de um sorriso, mas em seus olhos ainda a preocupação estava estampada. – Tem algumas peças de roupas que tinham ficado no apartamento. – Ele se abaixou selando nossos lábios e depois beijo minha barriga.

— Vai ficar tudo bem, ok? – eu não tinha certeza se a pergunta era para mim ou para ele mesmo, mas concordei com a cabeça.

— Anthony, peguei umas roupas para você também! – Rose chegou jogando as roupas nele. – Vou ajudar ela a se vestir, pode ir se arrumar tranquilo que em dez minutos no máximo o médico já vai ter chego. – Anthony deu um beijo na bochecha da loira que sorriu toda boba e foi para o banheiro.

— Eu juro que amo essa versão do teu marido! – falou me fazendo sorrir. – Está sentindo dores? – questionou enquanto me ajudava a colocar roupas intimas e um pijama de malha da Victoria’s Secret, a blusa era estilo um corpete só que mais soltinha e deixava minha barriga toda exposta, o short era soltinho em um tom azul poá.

— Não, durante a tarde eu senti desconforto e agora senti apenas duas vezes uma fisgada. – A loira revirava seus olhos a cada vez que seu celular vibrava. – O que houve?

— Alice descobriu que Jasper está conosco e ele não atende as ligações dela, agora fica me ligando como seu eu fosse resolver alguma coisa. Já mandei ele atender ela, mas ele desde que foi viajar pediu um tempo e está parecendo que não quer mais voltar. – Rose narrou em um folego só. – Ela me mandou uma mensagem horrível, me xingando, dizendo que eu e Emmett estávamos contra ela, que estávamos fazendo a cabeça do meu irmão contra ela. Jesus Bella, ela só pode estar enlouquecendo. Tudo bem que eu e ela nunca fomos melhores amigas e só nos tornamos amigas graças a você, assim como ela só conheceu o meu irmão graças a você, mas eu nunca quis o mal dela, pelo contrário sempre apoiei a relação deles.

— Eu realmente gostaria de entender o que aconteceu com Alice, não pode ser só por minha causa! – Eu realmente não entendia, ficar brava? Ok! Não querer falar comigo, também tudo bem! Só que nada justificava ela ofender meus filhos, pirar a vida do noivo por minha causa, não acreditar no irmão e achar que Emmett e Rose estão contra ela.

— Loira não era para o médico já estar aqui? – Anthony perguntou voltando do banheiro.

— Vou descer para ver o que aconteceu. – fala dando um beijo em Mia e na minha testa.

— Estavam falando de Alice? – perguntou desconfortável.

— Sim, estávamos tentando entender ou encontrar algo que justificasse as ações dela. – falei pensativa. Anthony concordou com a cabeça e fugiu do meu olhar. – Você sabe de alguma coisa! – afirmei e ele me olhou se fazendo de rogado. – Lembra da promessa que fizeste na presença do teu filho? Sem segredos e mentiras entre nós?

— Donna, mia donna! O dia que qualquer coisa passar por você despercebida o mundo acabará. – falou tentando brincar comigo e me enrolar, mas mantive a cara neutra deixando claro que não iria me exaltar por Mia e que também não iria desistir. – Ok! – suspirou e se deitou ao meu lado me envolvendo em seus braços. – Alice passou alguns dias me perturbando, me ligava, ameaçava que iria se matar se eu continuasse contigo, ameaçava fazer algo a vocês, então marquei um encontro com ela e ela está mais desequilibrada que o normal. Estou para conversar com os meus pais sobre ela a alguns dias, mas coisas sempre acontecem e eu me esqueço. Fiquei tão preocupado com seu estado que coloquei alguém vigiando ela, vai que ela pire e faça algo contra si ou alguém. – falou suspirando. Realmente as coisas não batiam, ninguém fica assim só porque a amiga viajou e não avisou. Isso é comportamento de alguém doente.

— Você deveria priorizar isso e falar urgentemente com teus pais, ela pode estar com algum transtorno. – falei preocupada.

— Farei isso, mas por favor, não se preocupe! Eu quero no momento cuidar de você e garantir que Mia vai ficar bem. – falou acariciando minha barriga no mesmo instante que o médico, Rosalie e Esme passavam pela porta. – Já passava da hora, achei que teria que chamar outro médico. – Anthony falou mal-humorado e eu lhe cutuquei com o cotovelo.

— Como vai Isabella? – falou o médico sorrindo e se dirigindo a mim. – Vim o mais rápido possível! – falou se justificando.

— Obrigada, Hugo, este é meu marido. – falei fazendo as apresentações. O médico mediu Anthony da cabeça aos pés e eu rezava para que Anthony não surtasse com o médico.

— Edward Anthony Masen Cullen! – falou de forma firme e impertinente. Foi impossível não sorrir ao ver sua postura de macho alfa. O médico ao escutar os sobrenomes olhou chocado de Anthony para mim e refez sua postura.

— Muito prazer Sr. Cullen! – Aff, mais um submisso a ele. – Vamos começar então! – falou pegando suas coisas e se aproximando. – Irei tocar e fazer pressões em alguns pontos da tua barriga, necessito que seja sincera se sentir qualquer desconforto o mais leve que for pode ser importante. – assim se passou alguns minutos, em alguns momentos doía em outros não. – Irei fazer uma ecografia para avaliarmos Mia e a placenta. – Como minha barriga já estava de fora ele só derramou aquela coisa gelada e foi espalhando com detector e senti Anthony se aproximar e segurar a minha mão enquanto a imagem de Mia ia surgindo na tela. Os batimentos cardíacos foram tomando conta do ambiente e escutei dois soluços e movi meus olhos até eles, Rose e Esme estavam abraçadas mais próximas de nós olhando para a tela também. – Olha Isabella, como eu já havia falado e você provavelmente ignorou, sua gravidez se tornou de risco. – nesse momento meu coração perdeu uma batida e as lagrimas já transbordavam de meus olhos. – Se acalme, as chances de conseguirmos levar ela até o final é de quase 100% caso você desta vez me escute e faça exatamente o que eu disser. – fui tentando me acalmar e ver o lado positivo. – Houve um deslocamento de placenta que pode ou não se tornar um grande risco e problema na hora do parto, mas isso irá depender absolutamente só de você. – falou olhando para o monitor portátil. – Você está estritamente proibida de ter estresse, sem brigas, sem emoções, sem nada de preferência. – falou rindo e depois ficando sério e olhando para Anthony. – Eu realmente não quero ter que chegar na hora do parto e ter que te pedir para escolhe entre uma delas, então essa tarefa de manter ela na linha também é sua e de toda família. Normalmente gravida por causa dos seus hormônios ficam com o temperamento forte, explosivo e sensível. – enquanto o médico falava sentia a mão de Anthony ir apertando mais forte a minha. – Por isso será obrigação da família participar ativamente para que esses três favores não sejam acionados facilmente e nem com grande frequência. Certo?

— Pode ter certeza que a partir de agora ela estará sendo vigiada 24 horas por dia. – eu queria matar Anthony e o médico, mas eles tinham razão e eu não seria egoísta para ignorar isso.

— Fico muito agradecido pela participação Sr. Cullen. – falou enquanto guardava suas coisas. – Irei lhe receitar mais alguns remédios, mas serão só até a placenta estabilizar e não houver mais risco dela se deslocar novamente. – foi impossível não fazer caretas, pois eu odiava tomar remédio. – é os remédios ou você internada em um hospital no soro.

— Obviamente os remédios, doutor! – falei murmurando.

— Ela irá tomar tudo certinho. – falou Rose se manifestando pela primeira vez.

— Certo! – falou me analisando e depois olhando para Anthony. – Ela precisa fazer exercícios físicos, mas no seu estado no máximo alongamentos e mais adiante pilates. Será muito bom se ela fizer algum tratamento relaxante, por exemplo: acupuntura ou massagens.

— Irei providenciar tudo doutor! – falou sério, era nítido o medo que todos estavam de algo dar errado.

— Ótimo! Você estará com ótimos auxiliares, por isso nada de gracinhas. Outra coisa importante, você não pode ficar se levantando e agachando, assim como não pode mais pegar peso, isso inclui pegar seus filhos no colo. – aquilo me partiu ao meio, mas era necessário pelo bem de Mia. – Irei voltar em uma semana, mas caso sinta qualquer coisa me liguem imediatamente. Você teve sorte por não ter sentido dores, Isabella. – falou se despedindo e se retirando com Esme.

— Rose.. – Chamei a loira para ver se ela conhecia algum massagista ou acupunturista para me indicar.

— Querida, já está tudo resolvido! Você fará massagens na terça e quinta, acupuntura e pilates segunda, quarta e sexta. Será tudo pela manhã! – A loira falava enquanto digitava freneticamente no celular. – Minha secretária já conseguiu para que a acupunturista venha amanhã mesmo. – falou sorrindo e foi impossível não sorrir de volta, ela era fodastica!

— Obrigada loira! – Anthony falou abraçando Rose que ficou maravilhada.

— Já sou obrigado a te ver agarrando minha irmã, agora serei obrigado a te ver agarrando minha mulher? – Emmett falou entrando no quarto. – Larga ela Anthony Masen! – riso foi geral. – Como você está? – falou se sentando perto de mim na cama.

— Melhor do que eu esperava, terei que entrar em recesso e não posso mais ter fortes emoções. – falei

— Ótimo! Você estava mesmo precisando sair da boca do furação um pouco e relaxar. – Disse afagando meus cabelos.

— Iremos vir dormir aqui no mínimo três vezes na semana ou mais já que temos nosso quarto aqui! – Rose falou eufórica. – Durante o dia não temos muito o que e como te ajudar, mas de noite te fazemos companhia e ajudamos com as crianças.

— Vai ser ótimo! – falei sorrindo.

— Certo, agora iremos embora, pois temos que levar Jasper ainda. – Emmett se manifestou. – Qualquer coisa me ligue! – concordei com a cabeça e eles se despediram de nós e saíram. Anthony andava de um lado para o outro e aquilo estava me deixando tonta.

— Gostoso, para com isso! – falei manhosa. Ele se virou e sorriu, veio até mim e se deitou ao meu lado. – O que houve? – tinha aflição em seus olhos.

— Eu sei que tivemos aquela conversa com Pietro a pouco tempo e que o sangramento é minha culpa, pois você já estava exausta quando eu cheguei e em vez de ajudar eu só piorei as coisas te deixando mais nervosa. – Anthony falava com remorso. – Talvez você não tenha me perdoado totalmente, mas eu acho extremamente importante que eu volte a morar com vocês, principalmente nessa situação. Posso trabalhar um turno em casa e no outro na empresa, será mais fácil estabelecermos uma rotina assim e darmos segurança para as crianças.

— Eu acho uma ótima ideia. – falei fazendo ele suspirar aliviado e me abraçar.

— Que ótimo que já estão bem! – Carlisle falou entrando com Esme e as crianças no quarto. Julia veio correndo e quase se jogou em cima de mim, mas Anthony foi mais rápido e conseguiu pegar ela no ar.

— Não querida! – falou sentando ela na cama. Julia olhou magoada para ele e seu lábio já começou a tremer. Eu acho que era a primeira vez que ele falava não para ela. – Pincipessa, mamãe ainda está dodói e Mia também. Você pode chegar perto delas, mas devagar e sem bater na barriga da mamãe. – falou fazendo ela concordar com a cabeça, mas sem tirar o bico dos lábios. Anthony suspirou e me olhou pedindo ajuda.

— Juju, vem cá! – chamei fazendo ela sorrir e se deitar ao meu lado. – Não seja uma menina má, você é a minha garota esperta e o papai só falou aquilo para o bem da Mia. – falei acariciando seus fios ruivos. – Queremos que a Mia não fique triste, certo? – ela concordou com a cabeça acariciando com a mãozinha minha barriga. Nessie e Matteo se aproximaram e se sentaram próximos de mim para ficar acariciando minha barriga também, enquanto Esme narrava para Carlisle tudo que o médico tinha falado. Pietro estava parado imóvel e olhava fixamente para minha barriga.

— Pepi, vem cá com o papai. – acho que Anthony percebeu a mesma coisa e Pietro foi rapidamente para o colo de Anthony sem desgrudar os olhos da minha barriga. – O que houve, campeão?

— Não vai machucar se tocar? – falou em um sussurro.

— Se tocar de vagar não, campeão. – Anthony e eu trocamos um olhar cúmplice, ele só estava preocupado. – Não quer tocar em Mia e ver se ela está bem? – falou incentivando. Pietro negou e me olhou com receio.

— Vem príncipe! Não vai machucar a mamãe. – garanti. Ele suavemente foi se aproximando e ficou do lado de Julia. Com uma mão ele segurava firmemente a mão de Anthony que tinha um sorriso besta nos lábios e com a outra ele ia suavemente passando pela minha barriga. – Viu como não machuca, pelo contrário faz bem para a mamãe e para Mia. – ele concordou com a cabeça e suavemente aproximou a cabeça e deu um leve beijo em minha barriga. Passamos um bom tempo assim, até Esme e Carlisle irem embora com a promessa que voltariam ainda aquela semana para nos ver. Anthony pediu para que as crianças ficassem comigo até ele voltar, mas eu senti que tinha algo mais naquele pedido. Nessie e Matteo ficaram me narrando a preocupação de todos na sala com a chegada do médico, disseram que ficaram chateados com Rose, pois ela proibiu que eles subissem para me ver.

— Agora que estamos sozinhos, eu quero conversar com vocês! – Anthony falou entrando no quarto. Todos ficaram eretos e se viraram para ele. – Primeiramente voltarei a morar com vocês, já que Pietro convenceu a mãe de vocês a me tirar do castigo. Segundo o médico proibiu que a mãe de vocês passe por qualquer tipo de situação estressante ou nervosa, todos e isso inclui a mim também, estamos e somos responsáveis para que ela não se estresse. Por isso, eu não quero nem imaginar vocês dois, Julia e Pietro, fazendo artes pela casa ou brigando, estamos entendidos? Caso contrário quem irá lidar com a situação será eu e eu não sou delicado e paciente como a mãe de vocês! – falou deixando Julia e Pietro com os olhos arregalados e concordando freneticamente com a cabeça. – Quando a mãe de vocês falar não é não, se eu precisar repetir vocês irão ficar de castigo! – disse andando de um lado para o outro, eu estava chocada e ao mesmo tempo querendo rir do Sr. Comandante querendo colocar ordem na situação. – Os castigos serão bem diretos, vocês irão perder o direito de usar ou fazer aquilo que mais gostam até eu achar que aprenderam a respeitar as regras. Esse castigo vale para todos, incluindo a mãe de vocês se não obedecer ao que o médico disse. – As crianças olhavam chocados de mim para Anthony e eu apenas dei de ombros, pois eu sabia que se eu saísse da linha ele iria me punir. – Agora Pepi e Juju podem ir se arrumando para dormir que eu já desço para dar boa noite e colocar vocês para dormir. – Quem era esse homem? Mordi minha língua para não proferi em voz alta a pergunta e não tirar sua autoridade na frente das crianças. Os dois menores se despediram de mim com beijos na bochecha e na minha barriga. Quando estávamos só nos quatro, Anthony puxou a cadeira da minha penteadeira e se sentou de frente para os mais velhos. Matteo estava duro no lugar e seus olhos fixos no padrinho, a legitima postura de quando estavam trabalhando. Nessie olhava entediada para o pai, ela ainda iria dar uma boa dor de cabeça para ele. – Agora é vocês dois, eu realmente espero não ter que lidar com vocês como se tivessem a idade de Julia e Pietro, vocês já são adolescente e sabem melhores do que ninguém o quanto a Bella precisa de ajuda nesse momento. Eu não vou estar em casa sempre.. .

— Assim como você não estava antes e nós nos virávamos muito bem! –Nessie retrucou e eu fechei meus olhos só escutando o suspiro de Anthony.

— Como eu estava dizendo conto com a colaboração de vocês dois principalmente, irei passar só um turno na empresa e outro em casa para ajudar a mãe de vocês no que for necessário. – falou de forma cortante. Metteo concordou com a cabeça e Nessie deu de ombros. – podem se retirar. – Ambos se despediram de mim e saíram, Anthony esfregava o rosto com as mãos. – Eu fui tão duro ou rígido que merecia tanto descaso da parte dela?

— Hey gostoso! – chamei batendo ao meu lado, ele veio e colocou a cabeça em minhas coxas. – Você sabe que ela escutou tudo, que irá obedecer à risca e será a que mais irá controlar os menores, mas é a fase da pré-adolescência, fingir que não liga para o mundo, que não se importa com nada nem ninguém, que é durona e não tem sentimentos, mas nós sabemos que ela tem e que sofre muito mais que os outros exatamente por agir assim. Só tenha paciência com a nossa garota, daqui uns dois anos ou até Mia nascer ela amolece mais um pouco. – Falei sorrindo e fazendo ele rir.

— Ela me lembra tanto de você. Eu chego a ficar arrepiado de pensar que terei que livrar ela das mesmas coisas que você se metia, o bom que já passei por isso e será mais tranquilo. – falou nostálgico.

— Infelizmente não será você o cara que irá salvar ela das enrascadas que irá se meter, gostoso. – Anthony se virou para mim e me presenteou com um sorriso torto.

— Eu sei, mas me deixe sonhar que serei eternamente o herói dela. – foi impossível não rir.

— Você sempre será o herói dela, mas ela precisa do bad boy para colocar ela na linha. – falei acariciando seus cabelos.

— Preciso me preocupar com eles? – falou inseguro.

— Quando chegar a hora pensamos nisso, Matteo ainda não quer aceitar que vê ela de outra forma, então isso ainda vai desenrolar muitas confusões. Vamos esperar e aguardar. – falei rindo.

— Certo, irei colocar os pequenos para dormir e já volto para te fazer dormir. – falou selando nosso lábios e me deixando estasiada pelo rumo que as coisas tinham tomado hoje.

Notas finais
HEY! HEY! HEY! Próximo objetivo é conseguirmos chegar aos 450 comentários, se em menos de 12 horas conseguimos 25 comentários acredito que conseguiremos isso até no máximo domingo, principalmente pelo número de leitores que temos. —-> Outra coisa, estou escrevendo outra história e os pontos chaves dela são: personagens originais, mas inspirados em personagens da saga Crepúsculo e de Fifty Shades Of Gray (50 tons de cinza). Acontece em Florença na Itália. Famílias Mafiosas. Personalidades fortes. Drama e ação com muito romance. Quero saber o que vocês acham?