Ribellarsi
14 Capítulo XIV
Notas iniciais
Quando dei por mim estava sentada no balanço da pracinha que tinha a três quadras da casa da vovó.
— Sabia que te encontraria aqui. – suspirei levantando meu rosto para ele.
— Foi nessa praça que me confidenciou teu segredo. – falei sorrindo para ele
— E como a pessoa maravilhosa que és, tu não me julgaste por eu ser gay. Pelo contrário tinha achado um máximo, pois sempre quis ter um amigo gay. – ri me lembrando.
— Eu fui muito maquiavélica com ela? – perguntei em um sussurro.
— Foi e eu te entendo. Ela é você com aquela idade, quando eu vi ela parecia que eu estava voltando no passado e te vendo ali, brigando com o mundo por ninguém brigar contigo. – falou rindo.
— Ela me odeia, Jacob! – falei em desespero.
— Não querida, ela só está magoada. – falou de maneira suave.
– Eu não sei o que fazer, Jacob! – eu estava cansada.
— Claro que sabe, você é mãe e mãe normalmente nunca erra. Ela precisa de você, a ficha está caindo, quando me recuperei e analisei a situação, ela ainda não tinha se recuperado de todas as merdas que tu tinhas jogado sobre ela. Rosalie e Anthony estavam conversando com ela, enquanto Emmett tentava convencer Julia de que você estava bem. –Julia era tão protetora que chegava a ser engraçado. – Posso te pergunta algo que até agora ninguém perguntou?
—Você sempre teve toda liberdade do mundo comigo, Jacob.
— Agente se conhece desde crianças, eu vi todo o teu sofrimento durante a tua infância e adolescência, vi tu sendo negligenciada, maltratada, humilhada e agredida pelos teus pais, eu presenciei coisas que nem o Emmett e a tua avó sonham que aconteceram contigo, Sweet. – ele esfregou suas mãos em seu rosto. Ele sempre me protegeu! – Eu entendo que tu sempre precisaste ser forte, eu entendo que você se tornou arrisca por medo das pessoas te machucarem mais ainda e não te julgo, pois você nunca me julgou. Só que querida o que aconteceu de verdade para que do nada a garota fechada e na dela, se tornasse a garota rebelde. Eu vejo Julia e me lembro tanto de você e quando eu vi a Nessie naquela sala eu te via também. Você foi como as duas Isabella, ser retraída na infância e não confiar era teu instinto de proteção, mas o que mudou para ter ficado tão rebelde. Nessie ficou assim por causa da tua partida, ela se sentiu abandonada, mas e com você Sweet. O que aconteceu naquela casa de verdade que te deixou com ódio do mundo? – ele olhava dentro dos meus olhos, era como se ele conseguisse ler a minha alma. Nunca na minha vida alguém tinha me questionado isso, as pessoas apenas me julgavam e como eu nunca me importei, apenas ignorava. Meu coração estava acelerado e minha boca secou, eu não sabia como falar aquilo.
— Não acho que seja o momento, Jacob. – tentei soar fria, mas minha voz tremeu.
— Eu não irei desistir, querida! – seus olhos castanhos tinham uma determinação que me dava medo.
— O que eu disser aqui irá morrer nessa praça. – suspirei pegando folego e ele concordou. Olhei para os meus pés buscando coragem. – As paredes daquela casa escondem mais segredo que você possa imaginar, Jacob. Emmett é tão inocente e crê tanto nos meus pais que eu chego a sentir pena por ele. Eu vi coisas que nenhuma criança deveria ver, eu fui obrigada a fazer coisas que nenhuma criança deveria fazer. Nós tínhamos dez anos e teus pais se separaram nessa época e você foi ficar com a tua mãe até as coisas se acalmarem. Você passou o verão todo fora, Emmett por ser o filho perfeito deles ganhou passagens para ir passar o verão em um acampamento de férias e eu continuei naquela casa. No início não foi ruim, eles passavam mais na empresa do que em casa e quando tinham algum tempo livre iam para a casa de alguns amigos. Estava tudo perfeito até primo de Renné chegar do nada. Ele na época tinha uns vinte e poucos anos, eu não sei. Renné e Charlie receberam ele maravilhosamente e disseram que ele podia ficar o tempo que fosse possível. No começo ele não parava muito em casa, mas depois começou a ficar mais em casa que na rua. Um dia eu estava tomando banho quando ele entrou no meu banheiro e ficou me olhando, mas logo depois saiu. No dia seguinte a mesma coisa e assim foi por uma semana, as portas dos nossos quartos não tinham tranca, Renné achava perigoso. Um dia resolvi tomar banho no quarto deles pois possuía fechadura, eu consegui tomar banho sem medo pela primeira vez naquela semana. Só que quando eu saio do quarto e fui para o meu ele estava sentado na minha cama sem roupa e acariciando seu membro, quando eu fiz menção de sair ele me agarrou e disse que se eu não fizesse o que ele queria seria bem pior e que não iria adiantar eu querer falar para os meus pais, pois eles não iriam acreditar em mim. – suspirei. – Sabe o quanto as palavras dele me doeram, pois eu sabia que era verdade! Charlie e Renné iriam dizer que eu era uma mimada e que estava inventando coisa para chamar a atenção deles. Naquele dia eu fiz o meu primeiro boquete, ele não tinha escrúpulos, ele forçava aquela coisa na minha boca sem dó até gozar. Nunca houve penetração e só Dio sabe o quanto eu agradeço por isso, Jacob. Só que eram todos os dias, ele roçava o pau dele pelo meu corpo, me fazia chupar ele e tocar nele, ele fazia eu ficar pelada e ficava me tocando enquanto se masturbava. Foram três meses dessa tortura todos os dias, eu sentia ódio de mim, eu sentia ódio e nojo do meu corpo, eu sentia ódio dos meus pais, ódio daquele homem, eu sentia ódio de você por ter ido com a tua mãe, de Emmett por ele ser melhor do que eu e todo esse ódio se acumulou dentro de mim. Quando aquele inferno acabou eu já tinha mudado e algo dentro de mim tinha se quebrado. – Olhei para Jacob e ele chorava. – Me desculpa por ser grossa, me desculpa por não ser a pessoa mais fácil, amorosa ou sentimental. Só que eu tento fazer o melhor que eu posso, por vocês. – falei suspirando. – Eu me tornei uma garota Rebelde naquele início de outono, era à minha maneira de extravasar. Eu melhorei um pouco quando meu pai apareceu com Nessie, eu me apaixonei à primeira vista por ela. Só que quando ele disse que ela era uma aberração, uma bastarda e que provavelmente ela seria uma incompetente e sem utilidade como eu, eu fiquei puta da vida. Logo descobri que ele tinha deixado ela em um abrigo, liguei para vovó infernizei a vida da Dn. Marie e consegui convencer de ela pegar a guarda de Renesmee. Depois disso comecei a ajudar vovó com as despesas e ir ficar com elas todos finais de semana, graças a Dio, Charlie achava que me dando 3 mil euros por mês era o bastante como seu papel de pai e Renné também me depositava sei lá quanto por mês. Eu nunca me importei, pois nunca tinha usado aquele dinheiro, mas quando Nessie chegou veio muito a calhar. Logo depois os pais de Renné morreram e sabendo da boa bisca que ela era, deixaram tudo para Emmett e eu. Quando completei a maior idade eu já era rica e nem sabia, tu entendes o absurdo disso tudo? Só que ao mesmo tempo foi maravilhoso, foi minha carta de alforria e o restante da história tu sabes melhor do que eu. – disse pegando a sua mão.
— Eu não sei o que dizer, querida. Eu nunca suspeitei de nada! – falou com a voz dolorida. Ele olhou dentro dos meus olhos e lhe olhei de forma terna e calma, estava tudo bem. Eu não ligava mais! Ele assentiu entendendo meu olhar e se recompôs. – Vamos voltar, Sweet, não é bonito uma mãe de família fugir assim de casa. – falou fazendo graça!
Quando adentramos a porta de entrada, observei que todos estavam na sala sentados conversando. Anthony estava com Nessie em seu colo e Julia estava enrolada em Rosalie. Assim que todos perceberam a minha presença e de Jacob se calaram. Foi no mínimo desconfortável, olhei para Jacob que deu de ombros e passou os braços pelos meus ombros em proteção. Anthony arqueou uma sobrancelha e Jacob lhe encarou do mesmo modo. Por Dio, sempre se deram tão bem!
— Seja mais homem, Anthony! O dia que tiver que se preocupar comigo, se mate! É mais fácil eu querer te agarrar do que Isabella. – Não aguentei e ri ao ver Anthony vermelho de vergonha. Emmett logo começou a rir e folgar no amigo.
Senti um pequeno baque nas minhas pernas e vi uma Julia sorridente me olhando.
— Tudo bem, mamãe? A Mia está bem? –perguntou colocando as mãozinhas na minhas barriga. – Lembra que o médico disse que Mia sente o que a senhora sente e que a senhora não pode... como é mesmo? Aquele negócio de emoções mamãe! – disse toda atrapalhada.
— Sofrer fortes emoções. – disse suavemente. Fazendo carinho em seus fios ruivos.
— Isso mesmo, a senhora não pode e eu vou contar para ele na próxima consulta. – disse toda cheia da razão. Jesus! Revirei meus olhos e me abaixei beijando sua testa.
— Relaxa, pequena rebelde! Mamãe está bem, Mia está bem, estamos todos bem. Na próxima consulta você delata tudo que a mamãe fez de errado para o médico. – disse suavemente arrancando um riso da mesma.
— Na próxima vez coisíssima nenhuma, Rosalie vai arrumar outro médico. – Já vai começar. Abracei Jacob que tinha pego uma Julia nos braços e ficamos assistindo a cena desenrolar.
— Não mesmo! Aquele médico é o obstetra mais renomeado da Itália, Isabella irá continuar indo lá. Eu fiz milhares de telefonemas para conseguir aquela consulta, não ouse Emmett. – Disse uma Rose furiosa.
— O que aconteceu na consulta? – Perguntou Anthony calmamente. Jacob se engasgou com a saliva, Nessei colocou a mão na testa dele, Emmett mantinha um sorriso vencedor, Rosalie analisava ele com a sobrancelha arqueada e vovó tinha um sorriso contido. Mas foi Julia e sua pureza que fez a pergunta de um milhão de dólares.
— Tony, você está bem? – Ele olhou abismado para ela.
— Claro que sim, querida. Então Emmett, o que aconteceu na consulta? – Essa versão estava me deixando assustada.
— O médico estava jogando seu charme descaradamente para cima de Isabella. – Silêncio absoluto se fez presente.
Olhei para um Anthony que me analisava, ele respirou fundo, travou o maxilar e apertou a mãos em punhos. Nessie faz carinho em sua bochecha e ele foi relaxando. Isso aí minha garota. Ela me olhou e mandei uma piscadela, ela baixou o olhar e ficou com as bochechas vermelhas. Eu vou te recuperar, garota!
— Mas ele não chamou a mamãe de gostosa, só de linda. – e agora sim um rugido foi escutado. Nessie olhou chocada para Julia, a mesma deu de ombros. – Pode ficar tranquilo, Anthony! – Julia me matava com sua inocência e a primeira risada a se escutar foi de Rosalie, depois Jacob, vovó e Emmett. Nessie e eu nos olhávamos e olhávamos para ele.
— Tudo bem! – suspirou, mas parecia que estava falando consigo mesmo. – Eu só gostaria de estar presente nas próximas consultas a partir agora. Pode ser, passione?
— C-cla-claro. – foi impossível não gaguejar! Eu estava chocada, ele tinha prometido se controlar, mas isso foi mais rápido que eu esperava.
— Isabella, isso não tem graça! O que fizeste com Anthony noite passada? – Emmett me olhou indignado.
—Você realmente quer saber, Emmett? – perguntei arqueando minha sobrancelha em desafio.
– Isabella eu ainda sou teu irmão! – guinchou exasperado fazendo cara de nojo. – Pobre Mia que nem nasceu e tem que presenciar tais atos. – Dei de ombros, ignorando a bobagem que ele falou.
Andei até Anthony e me sentei na perna que estava sobrando, ele circulou minha cintura com o braço e colocou a mão na minha barriga. Nessie deitou a cabeça no ombro dele e ficou me olhando, depois olhava para a mão dele e depois voltava a me olhar.
— Nessie! – Chamou uma Julia agitada. – Me dá a tua mão. – ela não esperou resposta, agarrou a mão de Renesmee e colocou na minha barriga. – Essa é a Mia, nossa irmã mais nova! – falou aquilo com tanta naturalidade que fiquei desconcertada e senti Anthony suspirar no meu pescoço. Nessie não reagia, só olhava de Julia para a minha barriga. – Sente, Mia está te dizendo “Olá”. – Mia chutou as mãos delas e ambas me olharam, Nessie estava assustada e Julia feliz da vida.
— Isso não machuca? – Perguntou Nessie em um sussurro.
— Um pouco, mas já me acostumei e a tendência é piorar. – falei piscando. Eu nunca consegui resistir a ela, desde bebê. Ela tinha um imã que me puxava como se fosse um abismo sem fim. Levantei minha mão suavemente e vi que ela me olhava em expectativa, encostei meus dedos suavemente nos seus emaranhados acobreados e fiz o cafuné do jeito que ela sempre gostou. Senti um aperto na minha cintura e olhei para Anthony que tinha um olhar de orgulho e paixão, lhe dei um selinho e olhei para Nessie que tinha os olhos fechados e uma expressão tranquila no rosto. O resto do pessoal mantinha conversas paralelas, Emmett falando bobagem com Jacob, vovó e Rose crucificando Charlie e Renné e assim se passou um tempo até Julia voltar de algum lugar que não faço ideia de qual seja.
— Papai, eu também quero colo. – falou emburrada parando na nossa frente. Eu parei de respirar, Nessie abriu seus olhos e ficou encarando Julia e o barulho da sala morreu. Senti Anthony fungar e sorrir nas minhas costas.
—Claro, principessa, vem cá! – falou para Julia que se jogou entre eu e Nessie. Resolvi sair do colo dele e me sentar ao seu lado, ele ajustou cada uma em uma perna e circulou a cintura delas.
— Pai.. – Chamou Nessie.
— Sim, amore mio. – falou suavemente para ela que apenas deu de ombros. Ela estava testando ele, eu entendia ela. Era apenas medo de perder o homem da vida dela. Ele me olhou sorrindo abobalhado, pois percebeu o mesmo que eu e eu ri piscando para ele.
— Eu não decidi de quem eu tenho mais pena, se do Anthony por ter três filhas mulheres, se das garotas por terem um pai tão ciumento ou dos futuros namorados delas. – Emmett falou rindo.
— Não esqueça que teu telhado é de vidro meu amigo! – Anthony falou, piscando para ele. Emmett logo ficou sério e olhou para Rosalie que segurava a risada.
— Se tivermos uma filha ela irá para um convento, principalmente se sair parecida com a minha irmã! – falou sério. Eu queria voar nele, vovó lançou um olhar repreendedor para ele que baixou a cabeça. Bem feito, idiota!
— Emmett é mais fácil eu te mandar para a suíça sem passagem de volta do que minha filha para um convento, deixa de ser absurdo. – Rose disse revirando os olhos e dando um peteleco na cabeça dele. Eu já falei o quanto eu amo aquela loira?
— Feliz sou eu com essa penca de filhos de vocês, principalmente mulheres. Terei parceiras para as festas pro resto da minha vida.! – disse Jacob arrancando risadas minhas e de Rose e bufos de Emmett e Anthony.
— Chega crianças! Está na hora da janta, vamos comer! – Disse vovó
Jantamos em meio a muitas risadas e logo fomos nos arrumar para dormir. Arrumei o quarto de Nessie e quando iria me virar para sair vejo ela parada na porta me observando.
— Eu não tenho mais oito anos. – falou andando até a cama.
— Para mim, você será eternamente um bebê. – falei ignorado seu protesto. – Vai pôr teu pijama. – mandei suavemente e ela foi.
— Julia é um bebê. –falou argumentando enquanto se vestia.
— Vocês duas serão eternamente bebês para mim e para o Anthony, independentemente da idade que tiverem. Quanto antes ambas aceitarem isso mais fácil será. – falei e dela deu de ombros. – Vem! – Chamei levantando suas cobertas. Ela revirou os olhos, mordeu o lábio para disfarçar, mas seus olhos a entregavam. Ela estava adorando aquilo. Depois de estar deitada, ajeitei as cobertas na sua volta e lhe dei um beijo na testa. – Boa noite, la mia farfalla. – usei o nosso apelido e ela sorriu.
— Você vai estar aqui manhã? – perguntou, seus olhos repletos de medo. Ah, minha garota!
— Não pretendo ir a lugar nenhum, não sem você conosco, la mia farfalla. – liguei seu abajur e desliguei a luz, sai fechando a porta. Entre na porta da frente e Julia já se encontrava atirada no meio da cama não deixando Anthony trocar sua roupa. Suspirei, ela precisava confiar e ele ir com calma. – O que se passa por aqui? – Ambos se viraram para mim.
— Julia não deixa eu colocar o pijama nela para podermos dormir, passione. – falou suspirando cansado.
— Julia, por que você não explica para o seu pai o motivo da sua atitude. – falei arqueando uma sobrancelha e cruzando os braços. Deixando bem claro que eu não iria explicar nada. Anthony se sentou na cama e ficou olhando para ela.
— Papai, é que eu tenho dodói nas minhas costas e eu não gosto que me toquem lá sem roupa. Só mamãe não faz doer. – Suspirei e andei até eles, Anthony tinha os pulsos fechados. Ele estava com raiva e eu compreendia. Coloquei minha mão no seu ombro e ele relaxou.
— Que tal confiarmos no papai e o papai provar que ele também não vai fazer doer? – perguntei suavemente.
— Promete, papai? – perguntou receosa.
— Sempre, querida! – ela saiu do canto da cama e veio até ele, parou na sua frente e levantou os bracinhos. Incentivei ele com o olhar, ele retirou a blusa dela e delicadamente girou ela para ver suas costas. Ela não tinha mais machucados, eram só cicatrizes, os machucados ficaram no psicológico dela. – Papai vai dar um beijo em cada um e eu prometo que eles irão melhorar, ok? – Ela concordou com a cabeça e ele foi beijando cada cicatriz. Quando terminou seus olhos estavam cheios de lagrimas, eu entendia, sentia essa dor todos os dias quando ia dar banho nela. – Doeu querida? – ela negou. – Aliviou a dor? – Ela concordou. Era apenas o seu psicológico se curando mais um pouquinho pela confiança nele. Ele sorriu para mim e virou ela de frente para vestir o pijama. Peguei minhas coisas e me troquei no banheiro, quando voltei para o quarto eles já estavam deitados. Julia com a cabeça em seu peito e uma mão brincando com a barba rala dele.
—Mamãe? – Acordei meio perdida, olhei para figura na minha frente atordoada e Nessie estava parada me olhando. Ela me chamou de MÃE! Eu sabia que essa novidade tinha a palavra ciumes e Julia na mesma frase.
—Vem, farfalla. – chamei ela brindo espaço na cama. Olhei para o lado e Julia dormia praticamente nas costas de Anthony.
— Mãe, me desculpa? – Suspirei e puxei ela para os meus braços.
— Está tudo bem, pequena farfalla. – falei beijando sua cabeça. – Eu peguei pesado contigo também. Agora vamos dormir, pois se Julia acordar, ninguém mais irá dormir e seu pai irá nos matar. – ela concordou com a cabeça e enterrou seu rosto no meu pescoço se colando em mim. Voltei a dormir pensando que teremos que comprar uma cama maior para o apartamento.
"Notas sobre ela: ela soube que estava no caminho certo quando escutou a frase "Você enlouqueceu"." (Zack Magiezi)
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