Reverso
20 ♦ Capítulo 20
Notas iniciais
Reverso
By Amanur
Capítulo 20
...
A morte, para alguns, é o fim de tudo. Para outros, é apenas o começo. E, infelizmente, ainda há aqueles que acredita ser a solução para tudo. Quem nunca imaginou a morte de outra pessoa? Por alguns míseros segundos que fosse, pelo menos?
Quando Karin voltou do banheiro, viu quando Sasuke se aproximou do pequeno grupo de cercava a Sakura. Discretamente, pegou uma bandeja da pilha e foi servindo algo para comer, enquanto os observava de longe. Viu também quando Ino se debruçou em sua amiga, e quando se afastou com cara emburrada. A loira estava tão aborrecida que passou reto pela Hinata.
Assim que Ino deu as costas, Sasuke sentou de frente para a rosada, cruzando os braços sobre a mesa. Sakura sorriu para si, jogando uma mecha do seu cabelo para trás da orelha, e o olhou sentindo-se meio sem jeito.
— Eu não preciso ser defendida.
— Ah, eu sei. Eu sei que você poderia morder a língua de todo mundo! — ele responde, em tom de brincadeira — Mas eu tenho esse tique natural de sair dando com a língua nos dentes também. — e ainda expôs sua língua, batendo nos dentes da frente, erguendo as sobrancelhas enquanto sorria.
Ela sorriu de lábios colados, desviando o olhar. Não sabia mais onde colocar suas mãos. Viu o horário de intervalo chegou, pois os alunos de outras turmas entravam no restaurante, ávidos pela refeição. Além disso, o murmurinho no recinto ia ficando cada vez mais evidente. Mas Sakura não sentia fome. Sentia um ligeiro frio encabulado. E Sasuke notou que estava perdendo assunto para o silêncio dela. Então, resolveu dizer qualquer coisa.
— Como se sente sendo o mais novo objeto de fofoca da turma? Eu, como sendo o tópico favorito da boca deles, sinto que é um privilégio, não acha? — comenta, em sarcasmo.
— Só que as coisas sairam um pouco do meu controle. E agora, todo mundo já sabe que eu, numa festa, com um copo de bebida alcoolica na mão, não dá certo! Não era bem esse o desfecho que eu queria... E eu também não costumo fazer isso — ela estirou a língua para fora da boca para demonstrar sobre o que falava —, só para que você saiba.
— Hehe... É eu percebi que o Itachi ainda tem a língua intacta. Mas eu não me importaria se você arrancasse a língua dele também, sabe? — ele sugere.
Ela sorriu torto, meio encabulada, meio sem jeito. O olhou de soslaio, e começou a mecher em suas unhas para disfarçar o rubor que cobria sua face.
— Eu acho que estava dopada. Quando ele começou a... passar a mão em mim, eu me irritei. — ela mechia nas cuticulas de suas unhas, enquanto as palavras saiam de sua boca. Não queria pronuncia-las olhando em seus olhos. E Sasuke percebeu o acanhamento dela — Eu tentei afastá-lo algumas vezes, mas quanto mais o tempo passava, mais estranha eu ia me sentindo. Mais vulneravel. E aí, ele..ele tentou me beijar. Quando vi, eu já estava com o gosto de sangue na boca e alguma coisa na língua. Não foi totalmente de propósito. Foi meio impulsivo...
Sasuke apoiou o cotovelo sobre a mesa, tapando metade do rosto, enquanto a observava mecher nas mãos.
— Vocês dois deveriam estar dopados... Não que isso justifique algo, quero dizer! Bom, se ele me beijasse, eu também teria arrancado a língua dele! — o rapaz diz, em tom que alternava entre a seriedade e o escárnio.
E então, ela riu mais uma vez. E para indagar a dúvida que lhe atormentava terrivelmente, em sua consciência, Sakura precisou olhar nos olhos dele.
— Você acha que eu sou louca? — sua voz saiu fraca, demonstrando com toda a clareza o receio que tinha em ouvir a resposta. E Sasuke percebeu, pois era bastante perspicaz quando precisava ser.
— De louco, todos temos um pouco, não é mesmo? E afinal, o que é a loucura? O que é loucura para você, não é para mim.
Sakura sabia bem a definição daquela palavra. A loucura tanto pode ser um desarranjo mental que, sem a pessoa afetada estar ciente do seu estado, lhe modifica profundamente o comportamento e torna-a irresponsável; quanto pode ser, simplesmente um ato de insensatez. Uma aventura impensada.Umagrande extravagância.Mas ela considerava mais como sendo umaalegria extrema, diabrura. Como travessuras decrianças. Como Paul Ambroise Valeru, ela acreditava que toda ação, é considerada uma loucura passageira.
— Há na loucura um prazer que só os loucos conhecem. E eu te entendo. Também tenho meus dias de fúria. — ele adicionou.
Ela adorou ouvir aquela resposta, completamente livre de julgamentos. Sentiu-se aliviada, na verdade. E Sakura, então, se lembrou de um poema que escrevera há algum tempo. Tirou seu caderno da mochila, e folheou algumas páginas procurando por ele.
— Tem algo que eu quero que leia.
— Quer que eu leia! — ele exclamou, impressionado com ela.
— Uhum. Mas não agora. Leia quando chegar em casa, ok? — ela tinha vergonha que lessem algo que ela mesma escreveu, em sua frente.
— Hum. Ok.
Ela arrancou a folha do caderno, e o entregou após verificar que havia apenas algumas palavras irrelevantes escritas soltas atrás. Dobrou a folha em quatro partes, e o entregou. Imadiatamente, ele puxou a carteira do bolso de trás da calça, e guardou o papel ao lado do outro poema que levava consigo. Sakura notou a folha ali, e se perguntou porque ele a guardara junto com seus pertences pessoais.
E então, neste momento, Karin se aproximou com sua bandeja cheia.
— Quem mais está com fome? — perguntou, enquanto sentava-se entre os dois.
— Eu estou! — Sasuke respondeu, roubando um dos pães de queijo que ela havia trazido.
Ao final do dia, Sakura esperou pelo seu pai no portão de entrada da faculdade com seu guarda-chuvas. A água que caia do céu era mais fraca agora, porém, mais fria. Mas apesar dos dados metereológicos apontar temperatura baixa, Sakura se sentia quente e aquecida por dentro. Mas a confusão de sensação térmica ficou mais evidente quando viu o sedã do Itachi passar. Enquanto Sasuke a olhava calorosamente, Itachi tinha o olhar mais frio que já recebeu.
Quando mais nova, em suas seções de terapia, Sakura foi instruida a olhar para os homens de forma irrelevante. Ela deveria olhar para eles como se não passassem de meros objetos, para poder superar seu medo. Junto com remédios para ansiedade, que precisava tomar, ela tinha seções de análises comportamentais. Ela sentava numa poltrona e contava toda a sua experiência ao lado dos colegas de classe, ou, até mesmo, em casa com seu pai. Com o tempo, aprendeu a ver as pessoas como iguais.
Portanto, se sentia estranha por não saber como lidar com aquela situação. De fato, ela sentia algum afeto pelo Itachi, afinal, passaram um ano juntos. Talvez não tão juntos quanto a maioria dos casais por aí, mas já era algo bastante significativo para ela. Pois, além de tudo, ele foi seu primeiro namorado. E ainda havia o respeito e admiração que ela sempre sentiu por ele. Mas Sakura também não podia negar a decepção que teve por tê-lo como namorado. Ao contrário do que dizia para todos, ela não sentia-se satisfeita com aquela relação. Ela desejava que ele fosse mais proativo. Que gostasse de se aventurar e a levasse para passeios cheios de emoção. Que fossem acampar nas férias, ou fizesse alguma viagem juntos. Mas tudo o que ele parecia se importar era com os estudos. Não que ela não desse bola para isso também, mas queria viver de uma forma diferente, pois estava cansada de viver enclausurada dentro de casa. Ela queria sentir adrenalina. Como sentiu daquela vez em que fugiu de moto com o Sasuke.
Seu pai havia chegado no horário combinado; nem um minuto adiantado ou atrasado. Simplesmente em ponto. Ele parecia relaxado, tranquilo. Quando Sakura prendeu seu cinto de segurança, ele se aproximou para beijar-lhe a face.
— Como foi o dia?
— Tranquilo.
— E seu namorado? — embora ela nunca tivesse contado formalmente aos pais sobre o Itachi, o senhor Haruno desconfiava das escapadas da Sakura.
— Não tenho nenhum.
— Hum. — ele não sabia se ela estava mentindo, ou se algo aconteceu — Bom, concentre-se nos estudos. Isso ajuda a superar qualquer perda.
— Não tenho nada a superar.
— Você quem sabe.
E então, seguiram direto para o prédio do escritório onde ele trabalhava. Sua mãe já os esperava na sala, impaciente. Balançava a perna esquerda sem parar, enquanto fumava um cigarro. Quando os viu atravessar a porta, se pôs de pé, apagando o fogo no cinzeiro de vidro sobre a mesa dele.
— Vamos! Quero logo acabar com isso! — ela disse, enquanto se dirigia para fora da sala.
Sakura quis abraçá-la, para desejar-lhe o bom dia que nunca conseguia dizer por sair cedo demais, mas a mulher mal a olhou. Deveria estar tão nervosa com aquela seção de fotos quanto ela própria se sentia. Tirar fotos nunca foi um de seus passa-tempos favoritos mesmo. Mas ambas faziam pelo bem do pai, que praticamente era quem sustentava financeiramente a família. Sua mãe costumava a trabalhar com jornalismo, escrevendo grandes matérias para o jornal nacional, mas, depois que engravidou, não voltou mais a exercer a profissão. Não como antigamente. Agora, tudo o que a mulher conseguia fazer era escrever algumas crônicas mal escritas para uma revista barata local, ao qual era dona, mas que ninguém dava bola. Mas Sakura tinha muito orgulho da mulher, pois acreditava ter recebido o dom da escrita graças a ela.
A primeira fotografia foi tirada no topo do prédio, apenas com a familia. Mãe, pai e filha juntos pela união do sagrado patrimônio, exibindo seus melhores sorrisos para que a sociedade inteira os invejasse. Não que fossem os mais ricos do pais, mas, as vezes, saiam em revistas com algum prestígio. Além disso, a mãe de Sakura poderia não se orgulhar do empreguinho de merda que tinha, mas se orgulhava da reputação e imagem de boa mãe e esposa perfeita, que, ainda por cima, era engajada socialmente. Para contribuir com a divulgação da causa social de seu marido, ela, de vez em quando, conseguia publicar alguma materia relacionada em sua revista também.
Depois daquela primeira seção, foram para o hospital ao qual contribuiam com doações. Passaram o restante do dia com as crianças doentes, tirando fotos de todos e do local. Mais tarde, o pai de Sakura precisou se retirar por uma hora, para resolver os últimos ajustes burocráticos com a publicação e etc. Somente ao final do dia, quando já estava anoitecendo, foi que a familia Haruno voltou para casa.
Enquanto isso, quando chegou em casa, a primeira coisa que Sasuke fez foi jogar-se em sua cama, para ler o que Sakura queria que ele lêsse. Estava bastante satisfeito com o progresso que havia conseguido, e estava confiante de que, dalí pela frente, as coisas tinham somente a melhorar. Além disso, precisava livrar-se do péssimo mau humor desagradável do seu irmão. Para não ter que voltar para casa sozinho embaixo de chuva, precisou sair alguns minutos mais cedo da aula, para conseguir pegar carona com o Itachi. Caso contrário, sabia que seu irmão não o esperaria. Mas arrependeu-se de sua astúcia logo em que o viu atravessar o estacionamento unversitário. Itachi fazia uma cara de poucos amigos estupidamente desprezível. Sequer esperou Sasuke fechar a porta para dar a partida no carro, e correr pelas ruas como se estivesse louco para se livrar do irmão mais novo.
Não trocaram uma palavra sequer. Quando estacionou o carro em frente a casa, Itachi saiu praticamente correndo, sem nem esperar o mais novo sair do automóvel para acionar o alarme. Sasuke não tinha visto seu irmão na porta da sala, antes da aula começar, e não fazia idéia da pequena conversa que Itachi tinha tido com a Karin também. Achou que ele estivesse daquele jeito apenas por que teria que ir ao escritório do pai para assumir o lugar do velho sozinho. Mas claro que isso também atormentava o cabeludo.
Mas além do Itachi, havia mais uma coisa que incomodava Sasuke. Pouco depois que passaram de carro pela Sakura, na faculdade, Sasuke teve a ligeira impressão de ter visto Deidara em sua moto, do outro lado da rua. E se não lhe falha a memória, o cretino sorria. Mas quando virou novamente para certificar-se de que era realmente ele, se deparou com um loiro cabeludo estranho, talvez um estudante da universidade. Só que a imagem do seu rival ficou registrada em sua memória, de forma que não o deixaria descansar. Aquele sorriso típico do loiro, o fazia ter certeza de que era ele. Mas preferiu ignorar o caso. Eles tinham suas diferenças, mas acreditava que Deidara não poderia ser tão louco assim, a ponto de fazer alguma besteira.
Para aliviar o estresse, ele ligou o seu aparelho de som, em volume razoável, e tirou o poema de dentro da carteira. Seus dedos pareciam tão ansiosos por desdobrar aquela folha, quanto ele se sentia por ler o que ela havia escrito.
“Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deus As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepital
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.”
Sasuke ficou um tempão lendo palavra por palavra, para entender o significado de cada uma delas. Ele sabia que poetas escrevem em metáforas, e queria interpretá-las corretamente. Até pegou seu caderno para reescrevê-las na esperança de que, assim, conseguiria um resultado mais satisfatório. Ele pegou também seu notebook para pesquisar mais sobre metáforas, e significados das palavras, para conseguir identificá-las. Ele ficou tão concentrado nisso, que nem percebeu o tempo passar. Quando se deu conta, já passava das duas da madrugada, quando o sono começou a se manifestar, e viu-se obrigado a fazer uma trégua. Para ajudá-lo a dormir, desceu as escadas para pegar um copo de leite. Quando passou novamente pelo quanto do Itachi, o ouviu resmungar algo. Na curiosidade, abriu a porta do quarto, vendo-a destrancada. Seu irmão estava prestes a cair no chão, enrolado em cobertores. Parecia estar tendo algum pesadelo, enquanto se remechia pelo colchão.
Há quanto tempo ele não pisava no quarto do Itachi? Quando menores, costumavam dividir o quarto, mas apenas por que seu pai os obrigava. Mas os dois insistiram tanto para serem separados, por que não se suportavam, que o velho Fugaku não aguentou e resolveu dividir a enorme sala destinada aos treinos de piano do Sasuke, para constuir o quarto do mais novo. E agora, vê-lo ali, o fez lembrar das noites mal dormidas por causa dos pesadelos do cabeludo. Mas como havia anos que não dormiam sob o mesmo teto, que Sasuke se surpreendeu ao vê-lo agonizando ali.
Não soube explicar, no entanto, por que resolveu cessar o tormento do irmão. Talvez por estar mais velho, e não fazer questão de fazer birras infantis como costumava fazer. Talvez por estar cansado de todas aquelas discussões inúteis que não os levariam a nada.
Mas foi preciso uns bons tapas no braço do Itachi para fazê-lo se desprender dos sonhos pesados que parecia estar tendo.
— Acorda, saco!
Itachi dispertou com um susto. Estava com as costas e a testa suada, além da respiração ofegante.
— Continua com aquelas merdas de pesadelos? — Sasuke perguntou, lhe oferencendo o copo de leite que tinha em mão.
Itachi o olhou de canto, tentando conter as arfadas. Precisou de alguns segundo para se dar conta de que estava sonhando. Acomodou-se sentado na cama, e aceitou o copo. Estava com a boca e garganta seca.
— Fazia um tempo que não tinha esse pesadelo. — o cabeludo comentou.
— Com nossa mãe?
— Hum.
Sasuke sentiu uma pontada de inveja atingi-lo.
— Pelo menos, você está vendo-a. — comentou.
— Você não iria querer vê-la como vejo. — Itachi resmungou, entre um gole e outro. E Sasuke desconfiou.
— Você nunca contou o que era esse pesadelo.
— Por que não há necessidade.
Itachi se levantou da cama, largando o copo sobre seu criado mudo, com leite pela metade. Pegou sua toalha pendurada no encosto da cadeira de sua escrivaninha, e foi se dirigindo para o seu banheiro. Sasuke viu uma colher, aparentemente limpa, ao lado do relógio despertador do irmão. Parecia estar ali a toa, ao lado do copo.
Os seres humanos é a espécie animal mais misteriosa para a ciência. A capacidade que cada um guarda dentro de si é, até hoje, um mistério. Uma das coisas que mais fascina os cientistas é o cérebro humano, por ser é capaz de criar coisas inimágináveis. Sonhos, ilusões, sensações, sentimentos... E umas das áreas de estudo mais intrigante é a persoanlidade. Caráter essencial e exclusivo de uma pessoa.Aquilo que a distingue de outra... As possibilidades são inúmeras, as diferenças são únicas. E todos guardam um segredo. E assim como Sakura e Sasuke, Itachi também tinha o seu. Só que seu irmão sabia de um deles.
Notas finais
Esse poema pertence à Castro Alves!
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