Reverso
16 ♦ Capítulo 16
Notas iniciais
Boa leitura!
Reverso
By Amanur
Capítulo 16
...
Hoje Sakura descobriu que além de uma grande mentirosa, é corajosa. E isso é engraçado, por que passou a vida inteira com medo dos seus pais. Bom, do seu “pai” mais precisamente. Homem autoritário, apesar de carinhoso.
Mas enfim, ela ainda está encantada consigo mesma para pensar em qualquer outra coisa. Jamais teria imaginado fazer todas essas coisas que fez em um só dia. Saiu de casa deixando apenas um bilhete; foi à casa de um garoto sozinha; saiu de moto com um deles e para um lugar totalmente desconhecido; se jogou ao perigo sem pensar duas vezes, correndo o risco de ter morrido esmagada por duas rodas; ligou para mentir; e agora, o mais importante de todos, se despia para um deles. O fato de ele ser o Sasuke, seu cunhado, já não importava tanto assim. Ela estava seminua na frente de um rapaz, e isso era tudo o que tinha em mente.
Acho que estou ficando rebelde!, pensou. A Karin diria que ela está evoluindo, mas Sakura não tinha certeza de que aquela realmente fosse a palavra certa. Não seria isso tarde demais? Será que não estou velha demais para isso?, se perguntou. Tinha vinte e poucos anos; já passou da fase de rebeldia adolescente — fase pela qual, na verdade, ela nunca passou devidamente. E por isso, achava que deveria se manter fiel aos seus padrões morais.
... Se é que eram mesmo delas. Por que eles meio que foram impostos à garota.
Coragem sempre foi uma palavra que ela tentava evitar. Tanto para falá-la, quando para escrevê-la. Por que sempre achou que não fazia parte do seu DNA. Mas talvez a coragem fosse uma daquelas coisas que se aprende a capturá-la nos momentos de sufoco. Talvez a coragem não fosse bem algo que fizesse parte do ser, mas do desenvolver. Na hora da conturbação, ela aparece.
Ousadia também era outra palavra da qual Sakura sempre se esquivou. Até por que elas meio que são sinônimos. Mas cá estava a garota, cheia de coragem e ousadia no peito. Mas de repente, a ficha caiu, e ela se viu nervosa também. Tremendo da cabeça aos pés com medo do que ele possa estar pensando.
Talvez eu não devesse mesmo ter feito isso!, indagou. Afinal, se deu conta de que estava na frente do Sasuke... O garanhão da faculdade. O cara que não está nem aí para nada nem ninguém.
Bom, isso era o que diziam as más línguas, mas não era o que ela realmente acreditava. Achava que ele só era incompreendido. Às vezes as pessoas ficam tão focadas em seus próprios problemas, que se esquecem de olhar para os outros e perguntar se ela está bem. E Sakura achava que foi o que aconteceu com o Sasuke. Tudo bem que ele fosse realmente meio mal criado, mas ela sabia que seu jeito era apenas uma forma que ele encontrou para chamar a atenção. Como aquelas crianças que fazem traquinagens para despertar os olhares alheios para si, por que no fundo se sente só.
Mas, voltando ao assunto, ela suspeitava de que o que puxou o gatilho da sua coragem foi quando ele disse que não precisaria de ninguém para criticá-lo.
Foi aí que se deu conta de que os dois tinham algo em comum. Ou quase. Ela teve uma súbita vontade de desabafar com ele, mas as palavras não saíram. Havia certas coisas que ela não conseguia expressar nem com um lápis em seu caderno. Então, resolveu que ainda não lhe diria o que queria dizer. Além disso, era embaraçoso, vergonhoso e constrangedor demais. Só de pensar, tinha vontade de se afogar ali mesmo, naquela água suja que misturava o suor de ambos. O suor de um dia cheio de emoções e aventuras. Um suor cheio de primeiras vezes para ela. Era um suor cheio de significados que, talvez, para ele, não passasse de uma perda de fluído líquido, consistido principalmente de cloreto de sódio e uréia em solução, secretado pelas glândulas sudoríparas na pele de mamíferos. Talvez, para ele, aquilo não passasse de dejetos. Mas não para ela.
Ele não estava surpreso, ou enojado, ou seja lá que outra reação alguém poderia expressar ao vê-la sem roupa. Ele parecia mais desconfiado, ou confuso. E não olhava para o corpo dela. Sakura percebeu que os olhos dele focavam os olhos dela — o que tornava as coisas ainda mais complicadas para a garota. Pois é difícil de sustentar o olhar quando se está na posição em que ela se encontrava ali. Não só pelo fato de ter se metido a tomar banho com ele, como também por ter se despido, como se fossem conhecidos de longa data. O que não eram, e Sakura tinha plena consciência disso.
Depois da troca de silêncio, Sasuke apenas jogou a cabeça para trás, apoiando-a na borda da banheira, e fechou os olhos. Como se nada tivesse acontecido! Ele parecia exausto, no entanto.
Na batente ao lado da banheira, havia sais de banho espumantes, óleos, hidratantes, xampus, sabonetes e sais efervescentes. Mas, pelo visto, os sabonetes eram tudo o que ele costumava usar, já que o restante dos produtos parecia intocado.
Ela jogou para dentro da água um pouco dos sais, e pegou um dos sabonetes. Passou em todo o seu corpo. Ela tentava convencer a si mesma que outro motivo a levara a cometer tal ousadia. Como o fato de sentir-se suja e precisar de um banho também. Sentia-se como se precisasse lavar até a alma. Além disso, tinha outra questão. E então, hesitou.
Devo ou não devo?, se perguntou, olhando para ele, que mantinha os olhos fechados.
Resolveu ousar mais uma vez, aproveitando a onda de coragem que corria em seu sangue.
Aproximou- se dele para passar o sabonete em seu corpo. Começou pelas mãos. Ele ainda estava quente, mas a temperatura parecia ter baixado um pouco. Talvez a água fria tenha ajudado!, imaginou.
E Sasuke permaneceu imóvel enquanto ela passava o sabonete pelas partes do corpo. As partes que cabia a ela tocar, é claro. E achou que ele tivesse adormecido, ao ver sua cabeça pender para o lado sem apoio. O coitado estava tão cansado que não seria capaz nem de banhar a si próprio. Mas como ele realmente precisava daquele sabonete no corpo, ela continuou a banhá-lo. Lavou seu rosto, e até os cabelos embaraçados dele.
As mãos dela tremiam ligeiramente, toda vez que tocava a pele levemente áspera e quente do rapaz. E ela tentava ensaiar, mentalmente, algumas palavras que poderia dizer caso ele resolvesse abrir os olhos de repente, enquanto reparava nos detalhes do rosto dele. Às vezes, ele franzia a testa como se estivesse tendo algum pesadelo. Mas em seguida voltava a suavizar a expressão. Na verdade, eram apenas espasmos nervosos que Sasuke tinha, toda vez que dormia, já que raramente sonhava alguma coisa. Ou, pelo menos, ele não se lembrava dos sonhos que tinha.
Depois que a garota repetiu aquela operação em si mesma — e após lavar suas partes íntimas, discreta e rapidamente sem tirar as peças de roupas de baixo, aproveitando que ele dormia —, saiu da banheira à procura de uma toalha nos armários dele. Achou uma pilha de toalhas de rosto e banho, e se cobriu com um roupão que encontrou também. Depois se sentou sobre a cama, pensando no que poderia fazer.
E se repreendeu por não ter trazido na mochila roupas limpas, mesmo não tendo como ter previsto que aquele dia iria acontecer. Mas assim mesmo, ela pensava em como é bom vestir roupas limpas depois de um banho. Como é bom vestir roupas limpas para dar uma cochilada também... Pois ela também estava cansada. Exausta, na verdade. Mas só não pregou os olhos porque seu celular tocou.
— Sakura... São quase seis horas da manhã de domingo, e sua mãe me ligou perguntando se você estava aqui!
— Droga! — praguejou.
— Eu disse que estava, mas não sei se ela acreditou mesmo. Da próxima vez que você se aventurar, me avise antes para me preparar, por favor.
— Desculpa...
— Você acha que ela seria capaz de vir aqui em casa, só para comprovar que você está mesmo aqui?
— Naah!
— Argh! Sakura, até agora você só disse três palavras! E nem sei bem se essa última foi uma. Onde você está?
Odeio fazer isso!, pensou consigo mesma.
— Estou com o Itachi.
— Itachi? Com o Itachi às seis da manhã? Quando foi que isso aconteceu? Desde quando? Por que não me contou? Você não pretendia me contar?
— Segunda feira eu conto tudo, Ka! Mas, por favor, não diga nada a ninguém!
— Duh. Como se eu tivesse para quem contar... Vou querer saber de todos os detalhes sórdidos.
A única sordidez ali eram as suas mentiras. E talvez o volume dentro da cueca do Sasuke!, lembrou, sentindo o rosto esquentar, sem nem acreditar que reparou naquilo. Mas isso ela não contaria a ninguém.
Assim que pôs o celular de volta à mochila, Sasuke apareceu enrolado numa toalha lhe perguntando que horas eram.
— São seis da manhã. — respondeu.
— Preciso dormir por uma hora. Só uma horinha, ok? Aí eu te levo de volta. — ele arrastou os pés até a cama, e se jogou de barriga para baixo no colchão, com o rosto virado para ela e olhos fechados.
Ele precisava era dormir por vinte e quatro horas, no mínimo, isso sim!
Ela deitou-se ao lado dele, olhando para seu rosto sereno, cansado. Ele respirava alto, com um pouco de dificuldade. E estava precisando fazer a barba. Também precisava retocar o corte de cabelo, e precisava de uma boa hidratação, principalmente, nos lábios. Estavam rachados, completamente ressecados. Talvez fosse culpa da gripe também.
Era estranho olhá-lo tão de perto. Conheciam-se há uma semana, mas parecia uma eternidade. Chegava a ser ridículo. E então, olhando para o irmão do seu namorado, ela acabou pegando no sono.
Quando ele acordou, a mão dela estava em seu rosto. Foi tão estranho! Estranho, mas de um jeito bom. Ela dormia com os lábios levemente abertos. O seu roupão, que na verdade era dele, estava meio aberto e mostrava boa parte de seu seio machucado. E a toalha que pegou para cobrir a cintura, depois que saiu da banheira e tirou o boxer, já estava toda embolada nos pés da cama.
Ele queria despi-la toda, mas não ousou fazer isso. Seria covardia. Além disso, não sabia que história o corpo dela guardava. Não sabia que reações a mente dela escondia para explodir, caso ele realmente se atrevesse a tocá-la. Foi então que um pensamento lhe ocorreu.
Quantas vezes seu irmão a tocou? E aí, mais um turbilhão de indagações o inundou. Como ela gostava de ser tocada? Seu irmão sabia mesmo satisfazê-la? Quantas vezes por semana eles transavam? Que gosto ela tinha? Que expressões ela fazia? Ela era do tipo quieta, ou daquelas que gemia alto? Quanto mais as perguntas lhe vinham em mente, mais frustrado ele se sentia. Só que Sasuke ainda não queria admitir o porquê. Não queria confessar para si mesmo que realmente estivesse desejando a namorada do irmão. Ele queria poder levar adiante seu plano de dar o troco ao Itachi, mas, quanto mais tempo passava com ela, mais difícil isso ia ficando para ele.
E cá estava ela dormindo com uma expressão tão calma que o fazia querer prolongar a sua preguiça ali, deitado na cama. E ele se deu conta de que nunca dormira tão bem assim. O silêncio calmo e sereno entre os dois era perfeito. Sasuke não era romântico, ou, pelo menos, não se considerava assim, mas imaginava a cena perfeita para acordá-la com beijos por todo o seu corpo a envolvendo em seus braços. Mas tudo o que fez, foi fingir que tocava a pele do rosto dela, sentindo apenas o calor que ela emanava.
E então, repreendeu-se pelo pensamento estupidamente piegas — afinal, aquilo não era do feitio dele. Nunca deu bola para romances —, e, com todo o cuidado possível para não acordá-la, levantou da cama e se vestiu com as roupas que tinha no armário. Um jeans, e uma camiseta branca. Ele se sentia bem, com dores leves no corpo. O ferimento na canela ainda incomodava, mas não parecia ser nada grave. De qualquer forma, foi até ao banheiro para fazer um curativo. E notou que não sentia mais a febre. Uma boa descansada era tudo o que ele realmente precisava. Descansar, e se livrar do estresse que os últimos dias lhe causaram. Aquele incômodo todo também não era bom para sua saúde.
E só então foi que se atinou a olhar para o relógio despertador digital sobre seu criado mudo. Eram quatro horas da tarde de Domingo.
— Puta merda, passei dos limites! — praguejou — Acorda, Sakura, acorda! Já são quatro da tarde! — a sacudiu até que abrisse os olhos sem entender o que estava acontecendo.
— Hãn? Quatro da tarde? — rapidamente, ela se levantou — Droga, eu não posso perder mais aula! — e então correu para o banheiro.
— Hoje é Domingo, sua múmia! — ele a repreendeu. Além disso, eles tinham aula até as três da tarde, em alguns dias da semana.
Aí, ela apareceu na porta do banheiro, com os olhos cerrados, por não conseguir enxergar direito através da claridade que vinha da janela do quarto. Apesar de estar chovendo, ela acordou de repente do sono pesado que estava tendo sem deixar suas pupilas se acostumarem com a luz do dia. Além disso, ela estava com os cabelos todo arrepiados, fazendo cara emburrada.
— Então qual é o problema? — perguntou.
Aí, Sasuke riu.
— Hehehehe. Até parece que somos um casal e que você não precisa voltar para casa! — disse, sarcasticamente.
Ela arregalou os olhos e correu de volta para o banheiro, fechando a porta.
Enquanto ela se vestia, Sasuke foi até a sua cozinha para ver o que tinha para comer. Seu estômago estava roncando como um leão selvagem na selva. Mas tudo o que tinha eram algumas frutas de plástico sobre a mesa.
Coçou a barba rogando-se mil e uma maldições. Bom, mas o que é um peido para quem já está cagado?, pensou. Não iria fazer muita diferença se parassem no meio do caminho para comer algo, certo?
Foi o que fizeram. Se meteram embaixo da chuva, e pararam em uma lanchonete, às cinco horas e quinze minutos. O estabelecimento era meio capenga, mas como não tinham muitas opções, justamente por ser Domingo, foi o que deu. Além disso, como estavam ensopados pela chuva, não tinham como entrar em algum lugar melhor. Então, eles sentaram em uma mesinha redonda, de madeira, meio bamba. Um de frente para o outro. Depois que fizeram os pedidos, eles continuaram em silêncio, trocando olhares e desviando deles. O clima entre os dois estava meio estranho, desde que saíram do apartamento dele. Não haviam mais se falado desde então. E ainda por cima, ela parecia ter uma farpa na bunda, por que volta e meia ela se remexia na cadeira, se coçando para dizer algo. Havia algo na mente da Sakura que não queria mesmo se calar, e ela já previa que logo-logo teria que abrir a boca. E Sasuke começou a contar quanto tempo ela levaria para quebrar o silêncio. Mas, na verdade, foi os dois quem o quebraram ao mesmo tempo. Ele com sua tosse, e ela com uma pergunta.
— Por que você não perguntou?
— Quatorze. — ele pigarreou.
— Hãn?
— Nada... Não perguntei o quê?
— Sobre mi... A Karin. — ela desistiu. Era difícil demais para ela se abrir. Nem mesmo para Karin, sua atual melhor amiga, não conseguia. Sakura acreditava que havia detalhes sobre ela e sua vida que morreriam junto com ela, sem que ninguém soubesse de nada. No fundo ela esperava que aquilo mudasse, que seu namorado pudesse aliviar o peso que sentia nos ombros, mas, sua experiência com o Itachi foi um fracasso, nesse quesito. Afinal, como ela poderia se abrir para alguém que falava pouco sobre si mesmo?
Mas Sasuke logo percebeu que não era da ruiva que a rosada queria falar. E lamentou por ela não conseguir falar com ele, da mesma forma que ele conseguia falar com ela. E se perguntou se, talvez, o problema não fosse ele mesmo. Talvez não inspirasse confiança suficiente para ela, como ela o inspirava.
— Sobre a Karin? — ele suspirou, pesadamente — Bom, por que, basicamente, eu sei tudo o que precisaria saber sobre ela. — e deu de ombros, vendo que a atendente da lanchonete voltava com os pedidos.
Depois que a mulher deixou seus sanduíches com sucos sobre a mesa, e deu as costas para eles, Sakura voltou a falar.
— Está melhor da gripe?
— Estou quase novo em folha! — ele responde de boca cheia, devorando o sanduíche — Mas com essa chuva, sou capaz de piorar. E você? Não pega gripe não?
— Às vezes! — deu de ombros — Você deveria passar o resto do dia na cama, tomando remédios. — comentou.
— Uhum.
— Hum... — ela deu um gole no seu suco — Então, o que você espera que eu faça? A despeito da Karin, quero dizer.
— Fale sobre mim para ela. — foi tudo o que ele conseguiu pensar em dizer.
— Falar sobre você?
— Uhum. Conte sobre o cara legal que eu sou. — ele piscou o olho, sorrindo de canto. E ela revirou os olhos, mas manteve-se séria, olhando para sua refeição.
— Posso contar a ela tudo o que eu sei? — ela perecia estar se perguntando aquilo. Pois não sabia até onde deveria dizer. Algumas coisas, talvez, ele devesse contar.
E Sasuke logo entendeu ao que ela estava se referindo, mas não disse nada. Que ficasse ao seu critério a contar o que quisesse. Particularmente, ele já não estava mais nem aí para o que dissessem sobre ele. Mas como aquele era um assunto ao qual não sentia o menor prazer em discutir, Sasuke resolveu mudar o tema da conversa. Só que não era uma mudança totalmente drástica, por que meio que tinha a ver com a sua proposta.
— O que achou da corrida? — ele tentou parecer o mais casual o possível — O Itachi fica mais alucinado do que eu consigo ficar.
— É mesmo? — ela perguntou, desconfiada.
— É sim.
— Hummm. Bom, no início achei a maior chatice ficar esperando ali. Sem falar que fiquei o tempo todo apreensiva. Deve ser dureza para as namoradas daqueles caras ter que ficar esperando pela chegada de seu homem, sem a certeza de que o verá novamente. Tipo... Aquela poderia ter sido a última vez que o veria... É muita loucura! Eu não compreendi. Achei que fosse estupidez. Por que elas permitiam isso?, eu me perguntava. Mas quando você apareceu, todo triunfante e sorridente, entendi. Entendi que aquilo é parte de quem você é. Não adianta querer transformar um cavalo em uma zebra. Provavelmente aquelas mulheres já pensaram em algo, alguma vez, para tentar fazer seus homens desistirem daquilo, mas viram que seria pior. Eles perderiam parte da identidade deles. — ela disse, lembrando do que Juugo lhe dissera — E acho que mesmo que você tivesse chegado por último, o consideraria vitorioso. Só por ter conseguido voltar a salvo daquela corrida maluca... Mas, Sasuke, só não me faça mais pular na moto daquele jeito, ok? Acho que bati minha canela em algum lugar quando caí de bunda na moto. Só de pensar que minha perna poderia ter sido triturada naquela roda, me dá nos nervos! — ela diz, levantando a barra da calça para mostrar um hematoma leve — Devo ter machucado a virilha também. — ainda resmungou, sentindo dores no local.
— Foi mal.
— Mas foi legal. Não me arrependo. — e disso ela tinha certeza. Aquele dia lhe ficaria marcado na memória para sempre. E como algo muito especial.
— Que bom.
— Você me avisa quando for correr de novo?
— Uhum. Aviso sim.
Terminaram suas refeições em silêncio. Depois que voltaram para a moto, enquanto vestiam o capacete, ela fez mais uma pergunta que ele não pôde lhe responder.
— Por que você está sorrindo, Sasuke?
Notas finais
Ah, repararam que eu mudei a moça da capa da fic? :D Ela se chama Emily de Ravin. É atriz australiana, se não me engano. Troquei por dois motivos. Primeiro: ela está com uma roupa preta, que condiz mais com a Sakura da fic. E aquela moça anterior (a Kirsten) estava com uma blusa branca e azul, se não me engano. E segundo: por que o tom de loiro dela me permite fazer esse tom de rosa aí que vocês verão, mais claro, e que eu gosto mais. :D E é isso. Até amanhã, com o próximo capítulo! :D
Pessoal, no meu blog, deixei um tutorial sobre como eu pinto os cabelos das minhas Sakuras. Para quem tiver interesse, o link é:
http://amanur.blogspot.com/2011/10/pintando-cabelos-do-ps.html
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