Revenge: O preço
53 Capítulo 53 - Não aguento mais!
Notas iniciais
Regina: Oi Emma. – Usei um tom de voz comum tentando amenizar o clima dotado de tensão, já minha mãe analisava a loira de um jeito invasivo. –
Emma: Co...Cora! – Seus olhos arregalados mostravam a confusão em sua cabeça naquele momento. – Desculpem, eu não sabia que... volto outra hora!
Cora: Imagina Emma, não fique sem graça, venha aqui. – a mulher puxou-a pela mão subindo seu olhar pela loira como se a analisasse fisicamente deixando-a nitidamente corada. – Olha só pra você... como está linda!
Regina: Você não já estava de saída mamãe?
Cora: Não seja inconveniente Regina! – Seu olhar fora completamente reprovador fazendo-me recuar voltando a olhar para Emma que nitidamente queria evaporar. – E você minha querida, não me olhe assim assustada, lembro como costumava ser doce e calada, continua calada pelo menos...
Emma: É....
Cora: Tem namorado? Aposto que sim! Um Swan não fica sozinho por muito tempo... – Endureci minhas expressões no mesmo instante assim como a loira. –
Emma: Na verdade estou noiva, o casamento será após o Natal...eu acho. – Suas últimas palavras foram sussurradas fazendo-me sorrir sem disfarçar, Emma não queria Neal de forma alguma e isso me animava. Egoísta? Porque não? – Estou surpresa em ver você depois de tanto tempo.
Cora: Talvez tenha sido bom ter partido, olhe só quem minha filha é agora, uma mulher incrível não acha? – a loira sussurrou “uhum” não escondendo o brilho nos olhos ao me encarar. O momento fora interrompido sem dó. – Qual o nome do seu noivo mesmo?
Emma: Neal. – Os olhos de minha mãe paralisaram, sua sobrancelha arqueou como quem realmente estivesse surpresa, fiquei a fita-la buscando um motivo para aquilo. –
Cora: O filho de Charles, éramos bons amigos... Você é uma mulher de sorte, tenho certeza que será tão feliz quantos os pais dele...Ah não, espera, esqueci que Milah morreu e Charles sumiu no mundo. Hahaha Que inconveniência a minha. – Sua voz irônica me chocara, não sabia tão bem do passado de Neal e ouvir aquilo da boca de minha mãe não ajudou em nada. – Então que você seja tão feliz quanto seus pais, esses sim sabem o que é o amor.
Regina: Já chega mamãe! – Endureci a voz espalmando as mãos em minha mesa. –
Cora: Porque está tão nervosa? Vocês duas, aliás... Estão escondendo algo? – Seu olhar intercalou entre nós duas trazendo-me a postura seca que tinha antes, já a loira corou ainda mais quase desmaiando. –
Emma: CLARO QUE NÃO! Só estava aqui por perto e decidi passar aqui. – Sorri feito uma idiota piscando o olho disfarçadamente. – Vocês têm muito o que conversar, vou nessa!
Cora: Ah não se preocupe, voltei tem alguns dias... Achei que ela tinha contado sobre minha volta. – Engoli a seco com a expressão de ambas. –
Emma: Ela não... me contou.
Cora: Não fique chateada. Regina passa tanto tempo com Killian que esquece de contar as novidades a cunhada. Mas que mal tem, afinal você é só a cunhada. – Juro que quis matar Cora nesse momento, que diabos aquela mulher estava falando? Parecia querer provocar a todo custo. –
Emma: Tenho mesmo que ir! Foi um prazer Cora! – Seu olhar decepcionado como quase sempre encarou-me enquanto dava as costas. – Nos vemos por aí...
Regina: Emma! Emma! – Cheguei a gritar sendo ignorada, fiquei a mirar a porta que bateu forte, minha expressão gélida fora interrompida pelo olhar assassino de minha mãe. A mirei com raiva. – Não precisava ter falado com ela daquele jeito, não precisava ter dito aquelas coisas.
Cora: Emma é ingênua e você é burra! Existem um milhão de mulheres nessa droga de mundo, como você vai...arg...pela filha do homem que matou o SEU PAI! – Seu tom de voz fora alto me assustando por um zilhão de motivos, Cora sussurrava “que castigo” vezes suficiente para que me sentisse ainda pior. –
Regina: Do que você tá falando?
Cora: Não nasci ontem criança. Sei que é por causa dela que você tem agido que nem uma boba chorona. Você se apaixonar por uma mulher não me surpreende, agora a filha de David? – Um silêncio eterno tomou conta do lugar, era tão claro assim? Mas como? Permaneci calada contendo as estúpidas lágrimas que já desciam. – Precisa mesmo de mais motivos para ir embora? Acha que seu pai está orgulhoso disso? Acha que David vai poupa-la?
Regina: PARA POR FAVOR! – gritei segurando minha cabeça com força, sentia meu corpo doer tão quanto minha alma, sentei na cadeira tentando voltar a mim mas parecia impossível, ela não parava. –
Cora: Amor é fraqueza Regina. No começo parece real, ahhh sempre parece... mas é uma ilusão, ele acaba e você fica de mãos abanando.
Regina: O que você sabe sobre o amor Cora? A menos que ele seja pelo dinheiro. – Levantei a cabeça secando o rosto demonstrando toda mágoa que sentia por aquela mulher que me colocou nesse maldito mundo. –
Cora: Tola. Sei o suficiente para querer colocar nessa sua cabeça vazia que isso que você acha que está sentindo não é amor. Acha que ela vai escolher você invés do pai? Acha que ela ainda vai ama-la? Ou se quer perdoa-la?
Regina: Ela acredita em mim. – Voltei a chorar olhando pro nada, buscava me apegar a crenças que outrora jamais fariam parte de mim. –
Cora: Então fuja com ela, tire ela de um bom rapaz que nunca lhe fez nada de mal, esqueça que ela é filha do homem que estragou nossas vidas, que me fez abandonar você.
Regina: O que eu faço mamãe? – A encarei sem forças, não aguentava mais, queria Emma, queria justiça, queria arrancar essa dor à força. –
Cora: Ah minha filha... Você já tem seu império... Poder dura para sempre. Isso é o suficiente para que nunca precise pedir ajuda ou implorar, muito menos se submeter a coisas terríveis para ter o que quer. – Cora dizia mais a si mesma do que para mim, se aproximou me puxando para um abraço apertado e irrecusável. – Amor se acha em qualquer lugar, tem outras mulheres por aí... Eu vi vocês e aquilo que achou que sentia não era real.
Me desfiz de seu abraço sendo perfurada pela seca lembrança de Paris, minha expressão de dor foi trocada pela de susto. Minha mãe sabia machucar com palavras, mas também sabia ser sincera.
Regina: Era você... – “O quê?” disse baixo enquanto quase apavorada continuei a perguntar. – Era você em Paris não era? Porque não me deixou falar com você?
Cora: Pare de drama, você não tem mais idade pra isso. – A mulher se desfez do abraço me dando as costas sem piedade alguma. – Tudo tem seu tempo e agora vim ao menos abrir teus olhos já que você não é capaz de o fazer sozinha.
Vi minha mãe sair e bater a porta sem se quer olhar para trás. Minha cabeça girava enquanto sentia um aperto em meu peito capaz de sufocar minha alma. Sentei buscando forças para decidir quais seriam meus próximos passos e uma única coisa Cora tinha razão: Emma não iria me perdoar.
Era minha vingança ou Emma.
De: Regina Mills
Para: Emma Swan
“As oito em ponto estarei no estacionamento do hotel, temos que conversar!”
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Estacionei no lugar mais discreto possível da Dreams em Storybrooke, faltavam quinze minutos para as oito e meu corpo inteiro tremia, minhas mãos soavam mesmo com o ar ligado, não sabia ao certo o que queria dizer, mas me sentia devendo todas as explicações do mundo à loira e não demorou muito para que a porta abrisse e Emma sentasse no banco do carona com a mesma expressão de quando saíra de minha sala mais cedo.
Emma: Porque não me contou que sua mãe voltou? – Disse prontamente em voz baixa mirando o nada. –
Regina: Queria te contar, mas fiquei com medo, não quero que ninguém saiba, ninguém, me entendeu?
Emma: Não contei a ninguém se é isso que quer saber. Não vou atrapalhar essa sua...vingança. – Seus olhos reviraram me fazendo engolir a seco outra vez, finalmente Emma olhou-me. – E quer saber? Porque não acaba logo com isso? Nunca vai ter fim?
Regina: Eu não posso, não ainda...
Suas expressões me reprovavam aumentando a dor que era recíproca, respiramos fundo ao mesmo tempo, o silêncio se instaurara pouco tempo até a loira voltar a falar.
Emma: Sua mãe... Por isso você ficou tão diferente, fechada como quando te conheci... –Buscamos ficar ao máximo de frente de uma para outra, a tristeza em seu rosto era nítida. – Cora disse coisas que doeram, ela quer que você fique com meu irmão.
Regina: Peço desculpas por ela... Minha mãe não é boa com as palavras. – “Percebi”, sussurrou fazendo-nos rir. – E mesmo que ela quisesse... Eu quero você e só você! Prefiro ser fraca sendo sua do que poderosa sem nunca mais tê-la em meus braços.
Emma: Eu te amo tanto... Tenho suportado tudo para ficar ao seu lado, mas por favor não piore as coisas. Estou prestes a me casar e você não toma uma atitude, mesmo que eu desista agora e por mim mesma, se você me machucar outra vez, juro por Deus que não tem volta.
Regina: Se você tiver que subir naquele altar, eu juro que te arranco dele a força e vamos para outro mundo se for preciso.
Emma: Não me faça machucar Neal mais do que já irei.
A puxei para um abraço apertado, fiquei minutos ali, só sentindo seu cheiro e apertando-a com toda a força que tinha. Não queria ter de encarar a realidade que nos aguardava fora daquele carro. Minha alma gritava pedindo por justiça, mas meu coração não tinha mais muros, ardia por ela e para ela. Havia me tornado a coisa que mais lutei para nunca ser: fraca!
Regina: Você acha que seria feliz com ele? Acha mesmo que ele cuidaria bem de você?
Emma: Porque está perguntando isso?
Regina: Me responda!
Emma: Aprendi a amar Neal por tudo que me proporcionou, não é paixão, mas é algo especial. Ele é bom e meus pais confiam nele...
Regina: Você realmente se importa com o que seus pais pensam. – Não foi uma pergunta, foi uma conclusão clara em minha mente e isso significava que não teria o perdão da loira e talvez nem sua coragem de assumir a todos. – Acha mesmo que nosso amor é o suficiente para te fazer suportar o ódio que terão de você por estar comigo?
Emma: Se não podem me apoiar a amar a mulher da minha vida, então algo está errado.
Regina: Consegue viver sem ter os...
Emma: Para! Nada disso foi importante antes, porque seria agora? Meus medos e minha família nunca foram barreira pra tudo que fizemos Regina.
Regina: Agora tem muita coisa em jogo.
Emma: Seja honesta.
Regina: É você ou a cabeça dele. – A reação da loira fora indescritível, não havia medo em seus olhos, havia pavor, horror e tudo de pior. Emma sabia que não estava disposta a abrir mão de minha vingança e talvez tenha sido isso que a fez chorar. –
Emma: Você só terá o vazio e nunca será feliz... – As lágrimas já escorriam de seus olhos sem controle fazendo com que as minhas também molhassem minha face. – A dor que irá me causar será a maior de todas.
Nos olhamos entre as lágrimas deixando que o silêncio reinasse sobre a nossa dor, um filme de tudo que vivemos desde que a vi pela primeira vez passou por minha cabeça, seu sofrimento só aumentava e em mim o que crescia podia ser chamado de desespero. Emma cortou o silêncio nos ferindo mais.
Emma: Quem é ele? ME DIZ QUEM É ELE? SÓ ME DIZ!
Regina: Me ame por favor, me ame por favor. – Passei a implorar desesperada enquanto a loira gritava, estava totalmente fora de mim, minha cabeça rodava, devo ter batido-a no volante três vezes até Emma me segurar pelos braços assustada. –
Emma: Você é e sempre será minha escolha. Desde o primeiro momento que te vi senti algo que me fez ir contra tudo e não me arrependo. Você me deu vida Regina, por mais louca e complicada que seja, minha vida começou quando você me beijou naquele banheiro... Não tem mais volta!
Regina: Ninguém teve ou terá meu coração senão você Emma Swan! Entreguei-o em suas mãos, cuide ou esmague até virar pó, ele é seu.
A loira riu irônica em meio as lágrimas como se minhas palavras fossem absurdas, talvez fossem, mas combinavam perfeitamente com os meus sentimentos ridiculamente desesperados, continuar ou desistir já eram desejos iguais e chegava cada vez mais perto da escolha quando olhava Emma.
Nossos olhos vermelhos e desesperados se perderam por longos minutos até que sua boca se aproximou da minha devagar, seus lábios doces bailavam com os meus em um momento cheio de caricias, o toque de Swan me era incansável, a apertava com medo de que nunca mais pudesse o fazer, cheguei a dizer que a amava um número de vezes suficiente para me considerar insana, lutei para me fazer presente em sua vida e agora me sentia cuspindo no almoço de quem quase morreu de fome.
O tempo havia passado rapidamente e nossos telefones já tocavam acordando-nos para a dolorosa realidade. Nos olhamos com tristeza e amor, sorrimos e nos abraçamos com força...
Emma: Eu acredito em você! – A loira sussurrou em minha orelha destruindo-me por dentro ainda mais depressa. –
Fiquei olhando-a sair do carro. Vi Emma ir embora enquanto atendia a ligação da minha inútil realidade.
Regina: Oi.
Killian: Onde você está amor?
Regina: Estou muito ocupada Killian, nos falamos depois tudo bem?
Killian: Entendo... Meu pai quer falar com você amanhã cedo, pediu que fosse a sala dele as oito, ok?
Regina: Certo.
Desliguei sem se quer me despedir, a voz de Killian induzia-me ao vômito. Fiquei pensando o porquê ainda estava a namora-lo, não sentia a menor vontade de toca-lo, porém, meu medo das atitudes de David prendiam-me àquele rapaz e agora mais do que nunca ele era o que me manteria segura até toda a documentação está completa.
Cheguei em meu apartamento e nem sinal de minha mãe, me perguntei onde ela estava tão tarde, e tenho de confessar que comemorei ao cogitar que a mulher havia ido embora...outra vez. Amava Cora, era minha mãe, mas o que ela fazia com minha cabeça era capaz de me deixar ainda mais seca e cruel do que já era por mim mesma.
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Cheguei à Dreams 15 minutos adiantada, queria ver Emma, sua presença sempre me deixava controlada, mas para a minha negativa surpresa a secretária afirmou que ela estava com Neal e pediu que não fosse incomodada, senti meu sangue ferver e sabia que derrubaria aquela maldita porta com um toque das mãos de tanta ira. Respirei fundo até que a minha entrada na sala daquele maldito homem fora autorizada.
David: Bom Dia Regina, espero que não tenha a feito esperar. – Sorriu com animação. –
Regina: Não, tudo bem. A conversa com sua secretaria estava ótima. – Sorri irônica e sentando sem se quer esperar um convite, quanto mais rápido, melhor. – Porque me chamou aqui?
David: Recebi ontem as últimas documentações, a partir de agora somos a “Balder Company” a décima companhia de turismo em atividade nos Estados Unidos. – Sorri vitoriosa junto de David. – Entretanto, só poderemos realizar quaisquer movimentações financeiras quando saírem os últimos papeis. – Ele leu meus pensamentos? –
Regina: Os que chegarão antes do Natal? – “uhum”, confirmou respirando fundo. –
David: Sabe, confiei em nosso plano pelas coisas que li sobre a Ocean Tur e por Killian, ele não parava de dizer o quanto você era competente e merecia ser a empresa escolhida para esse acordo que buscávamos há uns dois anos. – O homem dizia entre gestos e expressões que me davam mais e mais enjoo. Queria vodka! – E saber que você é uma Mills só me deixou mais seguro, aliás, isso tudo será de meus filhos um dia.
Regina: Honrarei sua confiança David.
David: Fico pensando comigo mesmo, que engraçado...Igual ao passado. Será meus filhos e a filha de meu melhor amigo trabalhando juntos e Neal seguindo os mesmos passos do pai e se tornando o diretor financeiro.
Regina: Confia mesmo em Neal para esse cargo? – Disse no impulso revelando a desconfiança e os ciúmes que sentia daquele homem cuja atitudes eram indecifráveis. –
David: Charles, o pai de Neal, foi embora levando uma enorme quantidade de dinheiro dos caixas da Dreams, Neal lutou muito para se tornar diferente do pai, é meu braço direito e vai ser beneficiado assim como nós dois. – David deixou claro que queria dar a ele boas “oportunidades”, cogitei a hipótese de... não, ele não seria capaz de fazer isso com Emma, o mataria. Já guardava muitas dúvidas sobre Neal e isso acabava de piorar –
Regina: Charles deu um golpe na Dreams? – Sabia que esse “detalhe” não sairia da minha cabeça até que perguntasse, o passado parecia mais confuso do que podia imaginar. –
David: Ele aproveitou a morte de seu pai para realizar o golpe, pra minha sorte Gold me contou tudo e deu tempo bloquear a maior parte. Nunca pensei que o homem que me ajudou era o assassino de seu pai.
Regina: Você mesmo disse que talvez ele não fosse o assassino.
David: Mas é ele quem está na cadeia. – Seu olhar direcionado aos meus fez tudo rodar, aquilo era uma confissão, aquilo era uma maldita confissão, certo?! – Enfim, estamos absolutamente perto de um enorme passo e devo isso a você e seu desejo de voltar a esta cidade.
Regina: Tenho muito o que fazer por aqui ainda...
David: Creio que sim! – O homem ajeitou-se na cadeira e involuntariamente fiz o mesmo, pretendia correr dali, mas ele insistiu em continuar. – Mas então... como estão as coisas com meu filho?
Regina: Bem, mas... – “Mas?” insistiu que continuasse e pensei em ver as possíveis reações dele se eu desistisse dessa ridícula atrocidade que fiz em namorar Killian. – Tenho me perguntado se o que tenho sentido é o bastante.
David: O amor é complicado, você não o ama?
Regina: Não sei se o suficiente.
David: Killian é um homem como poucos e louco por você, com o tempo verá que ele era o cara certo.
Regina: Mas se eu machuca-lo?
David: Terei de matá-la. – Fechei o rosto congelando, sua voz soou calma o que me deixou ainda mais assustada até o homem começar a gargalhar me enchendo de uma ira incomum. – Isso é uma brincadeira Regina, mas ficaria magoado... Ter você em minha família é importante.
Regina: Tenho que ir, nos vemos em breve.
Cumprimentei David com pressa, estava transtornada com tantas informações e expressões ameaçadoras, queria me ver longe dali, praticamente corri porta a fora esbarrando com Ruby que me segurou pelo braço para que tivesse minha atenção.
Ruby: Ei, você está bem Regina?
Regina: Nunca estive melhor... – Meu sorriso irônico deixou a menina nitidamente preocupada, tentei me sair sendo novamente puxada. –
Ruby: O que está havendo? Você não está bem.
Olhei Ruby nos olhos e no lugar de quebrar algo como sempre fazia para me sentir melhor, apenas a abracei e com muita força, a menina sem entender retribuiu afagando minhas costas, por algum motivo ou melhor, sem motivo algum, nutria uma forte admiração por aquela pirralha, via uma fortaleza em Ruby, sentia que o que a diferenciava de mim era apenas o fato de que seu coração era puro e bondoso.
Regina: Nunca esqueça o quanto você é incrível meu bem. – A apertei ainda mais forte voltando a olha-la. – Admiro você Ruby!
Ruby: Aprendi a admirar você Regina. É louca, mas é alguém que vou amar ter em minha família. – Sorrimos com doçura e aquilo acalmou meu coração, sentia vergonha do quão ridícula estava sendo desde Paris. –
Regina: Minha escolha é Emma e sempre será, escolhi Emma eu juro! Só preciso de mais tempo, mais tempo Ruby.
Ruby: Você precisa acabar com seu namoro e com aquele casamento. Urgente. – Seu olhar nutria esperança, apertava seus braços os soltando ao ouvir algo que já sabia, mas não queria confessar. – Não tem mais tempo!
Regina: Cuide dela por mim!
Sentia ódio pelas coisas que David havia dito, sentia medo, mas não tanto quanto sentia ódio, se tivesse que morrer seria levando David comigo. De repente uma tontura tomou conta de meu corpo, senti meu peito apertar como se houvesse levado um soco no estômago, segurei firme nas paredes do elevador sendo despertada pelo meu celular.
Regina: O que quer mamãe? – Quase sussurrava buscando ar. –
Cora: Onde você está?
Regina: Na Dreams, o que quer?
Cora: Estou indo busca-la, vamos dar uma volta.
Regina: O quê? Que loucura é essa?
A mulher desligou sem dizer nenhuma palavra se quer, respirei fundo buscando forças para não expulsar minha mãe de Storybrooke aos gritos, poucos minutos na recepção e já avistei um carro preto com os vidros fechados encostar, corri com medo de que alguém pudesse ver aquilo.
Regina: Estou de carro mamãe, era só me dizer o lugar.
Cora: Calada! Depois você busca-o, vamos visitar o túmulo de seu pai.
Estava transtornada em meio a tantas sensações horríveis ao ponto de não ter mais nenhuma reação se quer, fiquei ali sentada, calada, mirando o nada sentindo que ia sufocar e morrer a qualquer instante, e foi assim durante toda a visita ao túmulo de meu pai.
Diferente de quando estive lá com Emma, dessa vez não queria se quer chegar perto do espaço no qual costumava sentar. Cora sussurrava palavras inaudíveis enquanto eu tratava de enviar mensagens e mais mensagens para Emma que não respondia me deixando ainda mais irritada.
Almoçamos em um lugar qualquer, me mantive em silêncio o quanto pude, Cora tentou conversar comigo sobre Emma sendo ignorada, fui deixada em minha empresa onde me cerquei de muito trabalho até o anoitecer, o Natal chegaria depressa e consequentemente nossas vendas saltavam tal qual meu trabalho. Pedi a Bel que me servisse um café forte, respirei fundo e enquanto esperava Killian trazer meu carro acabei por me perder em meio aos pensamentos de derrota que se tornaram maior que tudo.
A verdade era que queria os braços de Emma que devia estar nos braços do noivo: “Preciso de você Emma.”
O telefone tocou fazendo com que abrisse um enorme sorriso que se desfez ao ver o nome de Killian no visor, só então notei que o rapaz estava mais que atrasado e atendi sem a menor paciência...
Regina: Porque está demorando tanto?
XxXx: Desculpe, é a Regina Mills?
Regina: Sim!
XxXx: Seu telefone está no contato de emergência, o carro perdeu o controle e causou um acidente, os médicos estão fazendo o melhor que podem.
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