Revenge: O preço
54 Capítulo 54 - Fundo do poço
Notas iniciais
Senti minhas forças esvaírem ao desligar o telefone, em um único reflexo corri para a rua até que um dos malditos taxis finalmente parou, gritava com o taxista exigindo chegar rapidamente ao hospital.
Busquei algum rosto conhecido, mas não havia nenhum familiar, aquele imbecil podia morrer e não colocou o nome dos pais no contato de emergência, que belo idiota! A recepcionista disse que ele estava fora de perigo, apenas os ferimentos que eram graves e isso me aliviou, entretanto, os médicos ainda iriam dar um diagnóstico conciso. Estava fora de mim, tinha que confessar o quanto estava preocupada com Killian. Aquele era meu carro, revisado com frequência e havia ficado na empresa de David....
Paralisei assim que a ficha caiu, aquele maldito homem não seria capaz, ele acabara de machucar o próprio filho, ele acabara de despertar um verdadeiro monstro.
Mary: Onde ele está Regina, quero o meu filho, onde ele está? – A mulher vinha rápida em minha direção sacudindo-me pelos braços, encarava seus olhos sem reação alguma. –
Ruby: O que aconteceu? – A voz de Ruby me despertara, seus olhos lacrimejados fizeram com que me sentisse pior, a menina segurou a mãe esperando uma explicação qualquer. –
Regina: Deixei meu carro na Dreams hoje de manhã, precisava cuidar de alguns assuntos.... Pedi a Killian que o levasse até a Ocean Tur e recebi a ligação. – Minha voz soava distante, engolia a seco enquanto mirava um ponto qualquer falando pausadamente. –
David: Era o seu carro? – Arregalei os olhos olhando para o lado e vendo aquele homem se aproximar. Seus olhos estavam vermelhos e seus passos firmes, entretanto me recusei a recuar. –
Regina: Tentaram me matar igualzinho fizeram com meu pai. – O encarei recebendo um olhar indecifrável. –
Ruby: Calma Regina! Foi um acidente. – Ouvi sua voz tranquila enquanto me sentia mais e mais fora de mim. –
David: Ele não tinha que está naquele carro, ele não tinha! Se acontecer alguma coisa com ele eu...
Regina: VOCÊ O QUÊ? – Gritei arremessando David na parede, o encarei com um olhar pesado e cheio de ódio fazendo-o me olhar...assustado? Segurei-o pela gola da camisa. – Se acontecer alguma coisa com Killian eu juro por Deus que voc....
XxXx: PARA REGINA! – A única voz capaz de me controlar soara alta, continuei a encarar David que sussurrou “se acalma”, respirava profundamente, olhei para Emma que parecia assustada e então fraquejei, como sempre faria por ela. – Cadê o meu irmão?
Neal: Viemos o mais rápido possível, o que aconteceu? – Ruby fez um resumo dos fatos enquanto me levava para longe do pai, ninguém ousava questionar minhas atitudes, nem mesmo o próprio assassino. –
XxXx: Vocês são os parentes de Killian? – “Sim” dissemos em coro enquanto o médico se aproximava. – Sou Victor Frankenstein. O rapaz está bem! Teve um ferimento grave na perna direita e está em cirurgia, um vidro entrou na sua mão esquerda, algumas escoriações no rosto.... Entretanto, nenhum risco.
Respirei aliviada junto aos outros sem perceber, ver David sofrer era tudo que queria, mas isso jamais significaria querer ver alguém ferido além daquele próprio desgraçado. Sua única sorte era o fato de não ser Emma ali, ou nessa altura, David Swan estaria morto.
Killian estava inteiro e isso bastava, de forma grosseira dei as costas a todos e já caminhava até a saída quando aquela conhecida voz soara alta para que ouvisse, outra vez.
Emma: Onde você vai?
Regina: Até o local do acidente. – Encarei cada uma daquelas pessoas como uma clara ameaça que não pudera ser escondida. – Se isso foi de propósito, eu vou descobrir.
Neal: Vou com você Regina. – Fiz cara de indiferença pensando porque diabos aquele homem que NADA tinha a ver com isso estava se oferecendo. Impressionar Emma talvez?...arg... –
Regina: Você é o que menos tem a ver com isso, agregado!
O taxi me levara até o local onde 3 policiais controlavam o trânsito. Fiz um escândalo exigindo um relatório completo da perícia, parecia mentira, mas ninguém fora capaz de dizer algo, ao menos não até um dos peritos mais jovens me olhar encantado a ponto de alertar que havia encontrado algo estranho nos freios, mostrou-me um objeto estranho carbonizado e disse sussurrando como se o que dissesse pudesse prejudica-lo: “Essa coisa pode ter causado isso, senhorita.”
Era isso, David queria me assustar ou me matar, finalmente havia mostrado as garras. Agora estava declarada a guerra!
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Aquele já devia ser o quinto objeto que arremessava contra a parede, Cora assistia tudo sem esbanjar qualquer reação, me deixou ali gritando todos os tipos de ameaças mais grotescas possíveis até que os vidros espalhados pela sala e a falta de ar me trouxessem um pouco de calma.
Cora: Agora pode me contar o que houve? – Disse seca enquanto sentava no sofá me analisando. –
Regina: Ele tentou me matar mamãe, ele tentou me matar! – Cora arregalou os olhos e sussurrou algo como “o quê?”, fechou as mãos em punho o que na hora estranhei, mas não dei atenção. – Lembra que deixei meu carro na Dreams essa manhã? Pedi que Killian fosse até a Ocean Tur me entregar, mexeram nos freios do carro, ele podia estar morto agora, EU PODIA ESTÁ MORTA!
Cora: Miserável! – Seu olhar nutria um ódio incomum, mas não parecia se referir a mesma pessoa que eu, cheguei ao ponto de desconfiar da minha própria mãe? Talvez! – Esse homem não tem escrúpulos, achei que soubesse disso! Pare de ser teimosa. Esse seu orgulho ferido podia ter matado-a.
Regina: Se Emma estivesse naquele carro, se ela tivesse se machucado... ele estaria morto, ia esmaga-lo como um inseto pequeno e inútil.
Cora: Se quer protege-la, deixe-a em paz! Você está se afundando e levando ela com você. – Paralisei mirando o céu através das vidraças de minha sala. Emma era tudo e eu sabia disso. – Isso não é amor, é teimosia!
Regina: EU AMO EMMA SWAN! – Gritei me aproximando de Cora e sentindo-me livre, o que não durou muito até sua mão marcar minha face com força em um tapa. Respirei fundo ainda com o rosto virado e disse pausadamente. – Sai da minha frente, agora!
Cora: Regina, eu... não queria...
Regina: Posso até perder o amor dela, mas David Swan vai sofrer. – A encarei com lágrimas nos olhos e um ódio incomum. – E do seu sofrimento virá a minha vitória!
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Depois do que aconteceu Cora fora para um hotel, disse que não iria embora de Storybrooke até que eu decidisse “acordar” e ir junto com ela seja para que inferno fosse. Faltava pouco e mesmo com o coração completamente destruído pela atitude que havia decidido tomar, ainda sim, acreditava mais do que nunca que a máscara de David tinha de cair, dele e de toda sua corja da qual estava desconfiada que Neal fazia parte, mesmo que ainda não soubesse como ou porquê.
Killian se recuperava cada dia mais rápido, a mão estava enfaixada e iria ter de usar apoio por um tempo já que a perna estava em um estado deplorável, fiquei parte dos dias de sua recuperação acompanhando-o no hospital, o que aumentara mais a culpa, sentimento que não existia antes de Emma deixar-me nesse estado...arg...sentimental.
Killian: Ruby me disse que você acha que tentaram matá-la...
Regina: Estava assustada quando disse isso.... Foi uma trágica coincidência, apenas!
Killian: Está escondendo algo de mim? Você parece cada dia mais.... Eu não sei, é que.... Não consegue nem disfarçar.
Regina: Não seja louco, ando preocupada com você.... Aliás, ainda guarda aquele meu presente de aniversário?
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Se sentia orgulho disso? Nenhum! A vida cobra um alto preço pelas escolhas que fazemos e assim como a minha vingança trouxe Emma, ela também estava levando-a, iria conhecer o verdadeiro fundo de um poço talvez, mas David Swan estaria lá comigo.
Todos aguardavam ansiosos a saída de Killian, com a ajuda de uma bengala e o apoio de meu braço o homem fora andando com calma até ser abraçado e beijado por todos, ali estava toda a família Swan e...arg...Neal, reunidos festejando a recuperação de seu ente querido...
Killian: Confesso que estou feliz pelo que aconteceu... – “Quê?” Esbanjaram perplexos. – Acho que isso ajudou a ajustar as coisas entre nós. – O homem me encarou apaixonado, sorri engolindo a seco toda a atuação que tinha de fazer. –
Ruby: O que querem dizer com isso? – A menina me olhou com espanto e medo. –
Havia um nó em minha garganta que impedira de sair qualquer palavra, tudo que consegui foi mostrar minha mão que agora era composta de um detalhe a mais: Uma aliança Tiffany Co.
Mary: Você não pode estar falando sério? – Seu sorriso idiota me fizera buscar forças para não revirar os olhos, fui abraçada por Mary com força. –
David: Meu Deus! – O infeliz nos envolveu em um abraço apertado, o estranho era que ele parecia mesmo feliz, cheguei a pensar que esse era o único plano, me aproximar de Killian mesmo que pela culpa. – Que surpresa...maravilhosa!
Ruby não conseguira disfarçar o choque, me olhava com dúvida lutando para que ninguém percebesse, coisa que Emma não conseguiu de maneira alguma. Olhei-a com imensa vergonha, a loira apertava os braços de Neal como se fosse cair, seus olhos marejados e sua boca entreaberta faziam com que meu coração sufocasse mais rápido.
Killian: Minha maninha não vai me dar parabéns? – Encarou a irmã que parecia estar completamente fora de si. –
Emma: É claro. E...E...Eu estou tão feliz por você!
Emma abraçou o irmão de forma desconfortável, seus olhos miraram os meus por cima dos ombros de Killian e o que vi foi completamente assustador. Não havia expressão, estava séria mesmo que lágrimas descessem de seus olhos, vi o desprezo e o ódio enche-la naquele instante fazendo-me transbordar em lágrimas, disfarçava com um sorriso que era ainda mais doloroso e a loira fez o mesmo quando olhou o irmão e beijou-lhe a testa. “Seja feliz e me perdoa”, sussurrou para ele tirando-me o chão, levantei a mão pensando em toca-la até que encarei todos nos olhando e voltei a mim. Enquanto achavam que nossas lágrimas eram de comunhão e emoção, nós duas, apenas nós duas e talvez Ruby sabíamos que aquele instante havíamos morrido e nossos corações agora nada mais era...que pó.
~Emma narrando~
Sai do hospital sendo levada por Neal, não sentia meu corpo e nem minha alma, segurei as lágrimas o quanto pude. Regina olhou para trás antes de entrar no carro e mesmo não querendo que ela visse a dor que sentia, permiti que o fizesse, porque depois daquele instante, nunca mais Regina Mills me veria destruída por sua culpa.
O caminho fora em total silêncio, olhava para a janela me sentindo a pessoa mais ingênua e idiota que existia, afinal era exatamente isso que era. Me perguntava como o amor havia me deixado tão cega, sempre enxerguei a mentira nos olhos de qualquer um, mas Regina havia me transformado em alguém passiva de qualquer dúvida. Lutei e acreditei naquela maldita com todas as minhas forças e no final ela escolheu ficar noiva... do meu irmão? Isso era assustador, ela disse que era sua vingança ou eu, e então escolhe ficar noiva de Killian? Nada fazia sentido e nessa altura já nem se quer acreditava nessa história de vingança. Regina se divertiu e agora havia feito sua escolha, acabando de vez com meu coração que parecia nem se quer bater no peito. Continuei a olhar a janela do carro até que uma lembrança cruel veio em minha mente...
~flashback~
Paris, Torre Eiffel, poucos meses atrás
Emma: Limpa essas lágrimas, assim vou acabar acreditando que você é sensível... – disse enquanto passava meus polegares em sua face deixando-a.... envergonhada? Sim, a rainha Mills estava com vergonha. – Você é o amor da minha vida, sei disso cada vez que a olho, sabia?
Regina: Você não é o amor da minha vida, você é a minha vida Swan. – Sua voz soou tranquila a ponto de minhas pernas tremerem. As luzes da torre continuavam acesas, Regina abraçou-me por trás e continuou a falar enquanto olhávamos toda Paris. – Não me vejo em um mundo sem você ao meu lado, não mais. Não vejo uma Regina sem Emma Swan para inferniza-la para sempre.
Emma: Vou usar isso contra você um dia. – Rimos enquanto virei-me de frente para a morena acariciando seus cabelos, o perfume de Regina pairava no ar. –
Regina: Por favor, use... talvez seja mesmo necessário.
Emma: Grite isso para toda Paris ouvir. – “O quê?” Seus olhos arregalados me arrancaram uma risada, estava a desafia-la e amava seu jeito grosseiro de lidar com isso, insisti. – Grite Regina, deixe que toda a França a ouça, deixe que seu coração exploda, uma única vez.
Regina: Você está louca?
Emma: Tem medo que um certo alguém escute? – A morena revirou os olhos e riu irônica como se aquilo fosse ridículo e absurdo me deixando de certa forma, triste. Tentei fingir que estava tudo bem, aliás, sabia com quem estava lidando, mas quando não esperava, Regina levantou meu rosto e sorriu doce, isso mesmo, doce. –
Regina: Isso vai morrer aqui entre nós, okay?
Emma: Isso o quê?
Regina: VOCÊ É AMOR DA MINHA VIDA EMMA SWAN! – Gritou chegando mais perto da grade e inclinando fazendo-me arregalar os olhos, ela estava mesmo fazendo aquilo? SIM, ELA ESTAVA! – VOCÊ É O AMOR DA MINHA VIDAAAA!!!
XxXx: Senhoras, é proibido incomodar às pessoas neste local, terei que pedir que se retirem imediatamente.
Emma: Pardonne-nous, nous sommes déjà sortis. (Nos perdoe, já estamos de saída.)
O guarda deu as costas nos fazendo cair na gargalhada como duas bobas apaixonadas, Regina era a mulher mais incrível desse mundo quando deixava seu coração a frente de seu cérebro e de seu...ódio. Descemos as escadas de mãos dadas e naquele instante eu sabia que Regina seria minha mulher, que com ou sem essa vingança de que tanto falava, ela era a minha mulher e com o cuidado necessário ela iria desistir, tinha de acreditar que iria.
~Dias atuais~
Entrei no apartamento de Neal e antes mesmo de passar da porta as lágrimas já desciam incessantes, não podia acreditar no que estava acontecendo. Ela mentiu para mim o tempo todo, mentiu para mim desde quando nossos olhos se cruzaram naquela maldita festa, Regina não me amou mesmo que meu coração houvesse sentido que sim. Levei as mãos à cabeça e de uma vez por todas desabei.
Neal: Emma...
Emma: Me perdoa, só me perdoa. – Dizia sem parar enquanto o choro aumentava, passei a puxar meu cabelo com força, tudo que sentia era vergonha e desespero. – Perdi o controle, a noção, o senso... nunca quis machucar ninguém eu juro que... – Neal me interrompeu abraçando-me com força. –
Neal: Do que você tá falando? Ei, porque está assim? Na verdade, há meses, muitos meses você está assim. – Segurou meu rosto para que o olhasse, não via preocupação em seus olhos, mas Neal parecia mesmo se importar. – O que está acontecendo amor?
Emma: Não aguento mais, não posso mais seguir com isso. – Declarei com a voz falha enquanto buscava conter o choro desesperado. – Me perdoa, achei que podia te proteger disso tudo ou mesmo que ficássemos juntos tudo voltaria ao normal, mas não tem como.
O homem levantou mudando sua expressão para uma que quase me assustara, me encarou sério...
Neal: Não está pensando em terminar agora está? – Me senti um monstro, nenhum pedido de perdão parecia substituir a culpa que sentia. – Ficou louca? VOCE FICOU MALUCA?
Emma: NÃO OUSE GRITAR COMIGO! – Disse ainda mais alto escondendo o espanto pela forma grosseira que ele falara comigo. Nenhum homem faria eu sentir acuada, NUNCA! – Fui sincera com você desde o início, as coisas sempre foram bem claras, mas agora... não aguento mais.
Neal: Nosso casamento é em um mês Emma, um mês. – Seus olhos me encaravam.... preocupados? – Você não pode me deixar, não depois de tudo que fiz por você, depois de tudo que enfrentamos. Não existe motivos para você querer isso, não estrague a minha... a nossa vida.
Emma: Você foi e é especial pra mim, o amo por isso. Mas um casamento Neal? É algo sério demais. –O segurei pelos braços, estava sendo honesta, não queria esse casamento, só queria a ausência da presença de Regina. – Preciso de um tempo pra mim e por mim, quem sabe quando voltar, não sei. Mas...
Neal: Ouça, me ouça. – Sua voz desesperada doera, o homem me segurou pelo rosto com certa força, ignorei diante da situação. – Seja lá o que tenha acontecido eu perdoo você, eu perdoo, esquece isso e vamos seguir em frente. Não me deixe Emma, não agora.
Seu modo de agir o deixou irreconhecível, em todos os anos que passei com Neal nunca o vi tão fora de si. Seus olhos marejados encaravam os meus com angustia e um quase desespero que fazia com que me sentisse pior. Tudo que queria era deixa-lo livre para alguém que o amasse por completo e sumir para apagar quaisquer lembranças de Regina.
As lágrimas aos poucos limpavam minha alma enquanto minha mente brigava para não ir atrás daquela mulher e dizer o quanto ela era um ser humano deplorável e digno de pena. Respirava fundo tentando me recompor enquanto Neal andava de um lado para outro me deixando nitidamente assustada, até que finalmente parou sentou na mesinha de centro ficando de frente para mim...
Neal: Case comigo Emma, me dê mais uma chance de mostra-la que tudo passa... você me permitiu fazer isso uma vez e foi feliz, não foi? – “Uhum”, sussurrei ao lembrar que antes de conhecer Regina aquele homem parecia quase o suficiente. – Então... faremos o seguinte.
Emma: Olha pra mim. – O interrompi passando a mão em seu cabelo, Neal soava e ficava cada vez mais vermelho, o encarei. – Agora é diferente, você não tem que suportar isso, não tem.
Neal: Essa escolha é minha. Case comigo, vamos a lua de mel, vamos esquecer tudo Emma, esqueça tudo! Se quando voltarmos, ainda sim, não conseguir me amar como antes... prometo deixa-la ir e ser feliz como quiser. Mas case comigo.
Fiquei olhando para o nada tempo suficiente para sentir toda raiva daquela morena consumir-me por inteira, aceitei estragar a vida das pessoas que mais amo para tê-la e tudo que tive em troca se resumia a culpa e dor. Neal foi suficiente uma vez, talvez pudesse ser de novo e se não fosse estava liberada para desistir. Regina brincou comigo e agora iria ser parte da minha família, ou seja lá que porra ela tenha em mente, mas se em algum momento aquela mulher me amou como dizia ter amado, então Regina Mills iria sofrer.
Abracei-o com força sussurrando longos pedidos de desculpas e sendo afagada com promessas de que tudo acabaria bem, Neal me levou até o quarto e deitou-me com cuidado, sentia-me fora de mim e o ar ainda circulava em meus pulmões com dificuldade. Abracei o travesseiro sentindo toda a dor voltar até que o homem antes de me deixar sozinha disse algo que me deixou confusa...
Neal: Espero que tenha entendido que, bom, para algumas pessoas Emma... O amor nunca irá vencer o ódio.
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