Revenge: O preço

50 Capítulo 50 - Encurralada


Notas iniciais
Eu não demorei e mereço um abraço por isso, ou serve jujubas!!! Vamos falar desse capítulo que estou sem ar, sério mesmo! Está dividido em 3 momentos importantes em... Percebi que muitos estão sentindo falta dos momentos de Emma e Regina juntinhas e também curiosos pela resposta da vingança. Juro que não estou enrolando vocês e logo logo vão entender porque cada diálogo é necessário. Espero que gostem e a todos os novos leitores sejam muito bem-vindos e para os que já leem tô com saudades de ler o que vocês estão achando :( Apareçam please ♥ Boa leitura mores!!!

Regina: Nunca é uma hora ruim pra você! – sorri ao vê-la entrar com sua postura forte e séria, se Emma fosse uma policial estaria feita na vida, aliás, essa era uma fantasia que pretendia realizar... –

Emma: No que você tá pensando?

Regina: Em você vestida de policial me algemando. – disse de maneira sexy enquanto levantava caminhando para a frente de minha mesa. –

Emma: Você não presta. – seu sorriso era capaz de iluminar toda a sala, incrível como Emma Swan despertava apenas sentimentos bons dentro de mim.–

Regina: Não viu nada ainda Senhorita Swan. – encostei em minha mesa acionando o botão que abria as cortinas de minha sala, a luz entrara deixando a loira ainda mais iluminada, literalmente. – Senti saudades, parece cada dia mais difícil ficarmos a sós.

Emma: Porque você quer!

Sorrimos de maneira doce, lacei Emma pela cintura trazendo-a comigo para a mesa, mordi seu lábio sentindo o gosto doce de sua boca, os beijos foram ganhando vida na medida em que minhas pernas encaixavam-se entre as da loira, suas mãos apertavam meus braços com força e desejo me arrancando gemidos suaves, seu celular começou a vibrar entre os seios deixando tudo ainda mais interessante, riamos entre beijos e uma felicidade absurda capaz de ignorarmos vozes que ecoavam da recepção. Emma fora abrindo os primeiros botões de minha blusa enquanto deitava-me sobre a mesa, sua mão fora em minha coxa e glúteos os apertando firme...

XxXx: Que horror!

Um grito nos fizera levantar com uma pressa absurda, Emma ficou pálida instantaneamente, sentia meu coração bater fora do peito. Ruby estava de lado cobrindo os olhos balbuciando coisas inaudíveis enquanto Belle permanecia paralisada de olhos arregalados tentando assimilar tudo que vira.

Belle: Desculpe Senhorita Mills! Tentei avisa-la que não era uma boa ideia.

Regina: Definitivamente não era uma boa ideia criança! – fuzilei Ruby com os olhos bufando irritada. –

Ruby: Abotoa a blusa Regina! – seus olhos desviavam por todos os cantos da sala em um choque que chegava a ser engraçado, e com um riso nos lábios a obedeci. – arg... vocês duas são muito irresponsáveis, porque você não atende a merda do celular Emma?

Emma: eu...eu...Aconteceu alguma coisa? – A loira agora estava corada de vergonha ao mesmo tempo que buscava organizar as palavras que sumiam de sua boca. –

Ruby: Killian tá vindo pra cá, tentei te avisar, mas como você não atendeu atrasei ele pedindo que fosse comprar um doce qualquer e vim de táxi, vamos embora agora!

Revirei os olhos terminando de me ajeitar e limpar o batom borrado, Emma fazia o mesmo enquanto buscava ar para suportar essa situação que a feria tanto quanto a mim. Tentei dar um beijo na loira como despedida que desviou indo para perto da irmã, seu olha triste com um sorriso torto fora a despedida.

Regina: Emma eu...

Ruby: Você tem que parar, as duas tem que parar! Não vou ajuda-las outra vez, se não são capazes de assumir isso então acabem tudo de uma vez!

Killian: Acabar o quê? Perdi alguma coisa por aqui? – o homem adentrara a porta completamente perdido ao ver suas irmãs, eu e minha secretária com expressões nitidamente desconcertadas. – Você não deveria está em casa agora? – Killian mirou Ruby com desconfiança. –

Ruby: É... É... Emma me chamou pra um café. – A loira estava tão desconcerta quanto sua irmã, eram péssimas em mentiras, que educação medíocre haviam recebido. Como sempre tive que resolver tudo. –

Regina: Você sabe como estragar surpresas não é Killian?

Killian: Quê? O que eu fiz?

Regina: Pode ir Emma! Não vou mais fazer joguinho, seu irmão não sabe brincar não é Killian? – revirei os olhos caminhando até minha cadeira, busquei alguns catálogos em cima da mesa e apontei para que Killian os pegasse. – Emma estava me ajudando a escolher nosso próximo destino, já que você não pôde ir a Paris comigo.

A reação de Emma deixava claro que ela não havia gostado nenhum pouco do que tinha dito, infelizmente foi a coisa mais rápida e convincente que consegui pensar aquele instante. Ruby deu um beijo em Killian puxando Emma consigo que também se despediu do irmão com um beijo rápido sendo seguida por Belle que continuava com os olhos tão abertos quanto antes. A expressão do rapaz mostrava o quanto ele estava perdido, mas acreditou ou ao menos fingiu bem quando pedi que escolhesse seu lugar preferido. Ficamos algumas horas entre conversas e beijos forçados até que finalmente Killian precisou ir embora, havia dado permissão para que saísse com amigos, por mim nem precisava voltar.

Fechei todas as luzes respirando fundo, não conseguia sequer pensar na hipótese de ligar para Emma, a essa altura a loira deveria estar com seu noivo e com ódio de mim, pra variar. Peguei meu casaco e sai do prédio dando de cara com Zelena encostada em meu carro de braços cruzados me olhando com...definitivamente não sabia interpretar seus olhares, mas era tão ausente de sentimentos quantos os meus.

Zelena: Porque você não me atende? – sua voz a princípio soara normal. Nem se quer a olhei de fato, apenas continuei a me aproximar enquanto falava em tom ríspido. –

Regina: Porque não quero. Achei que tinha ficado claro em nossa última conversa.

Zelena: Você não faz ideia de onde está se metendo e com quem pode chegar a mexer. – A mulher segurara em meu braço sutilmente fazendo-me parar, sua voz parecia um misto de ameaça e preocupação. –

Regina: Está me ameaçando? Você está junto do seu pai nessa? Cortou os freios do meu carro igual seu papai fez com o meu?

Zelena: Não seja louca! O ódio cegou você completamente e se acha que vai ficar mais forte com toda sua pretensão e autossuficiência, isso significa que você é muito imbecil.

Regina: O que você quer? – Mirei seus olhos com ira intimidando-a. –

Zelena: Te ajudar! Você precisa se perguntar se está no caminho certo. – Desde que voltei as coisas haviam sido um misto de falhas e acertos constantes, e naquele instante percebi que ter voltado a falar com Zelena fora uma falha grande. Suas palavras eram tão ameaçadoras quanto cuidadosas. E já estava cansada de ouvir as pessoas me dizerem o que seria melhor ou não pra mim, até porque já vim para Storybrooke com toda a certeza do que queria. –

Regina: Ouça Zelena. Essa é a última vez que perco meu tempo com você, sei que deve guardar algum rancor por seu pai está na cadeia, mas o meu está morto! Recolha a sua insignificância e suma de uma vez por todas. Você não vai me fazer mudar de ideia, pequenina!

Zelena: A vingança é solitária Regina, depois que opta por ela não tem mais volta. Até onde você está disposta a ir?

A mulher me encarou de frente, trincou os dentes esperando de mim alguma resposta, novamente meu ódio adormecido retornara como quando cheguei à cidade, segurei no queixo de Zelena e me aproximei ainda mais, sorri com todo meu veneno antes de despejar as últimas palavras que aquela mulher ouviria de minha boca.

Regina: Até onde for necessário!

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Era mais um dia daqueles insuportáveis em que tinha de comparecer ao escritório da Dreams, havia passado o dia inteiro trocando mensagens com Emma, me sentia tão ridícula e tão..normal. Era estranho e ao mesmo tempo era como se sempre tivesse pertencido a Emma Swan.

O contato dos meus saltos com o chão produzia um barulho que ecoava por todo o corredor do escritório, os olhares como sempre eram inteiramente voltados a mim, encontrei Killian em sua sala e prontamente nos dirigimos a sala de reuniões onde mais uma centena de documentos foram assinados, os diretores de ambas as empresas precisavam aprovar a abertura de uma companhia de gestão única para fundir Ocean Tur e Dreams, uma burocracia chata que traria a minha glória. Emma não participou da reunião, estava a receber um grupo de artistas plásticos que se hospedariam no hotel, por fim David me chamou em sua sala para uma reunião particular.

Regina: Posso entrar? – bati na porta entreaberta com um sorriso suave e uma grande interrogação estampada no rosto. –

David: Fique à vontade. – David arqueou a cabeça ajeitando-se em sua poltrona imensa, sorriu e encarou a pulseira que havia me dado, a que pertencia a meu pai. – Vejo que gostou bastante da pulseira que lhe entreguei.

Regina: É uma das poucas coisas que tenho de meu pai. Enfim, o que queria falar?

David: Sabe Regina, a fusão que estamos fazendo é grandiosa e arriscada, é uma união de confiança assim como a que fiz com o seu pai. Falamos sobre toda a parte burocrática, mas agora é hora de falarmos sobre os valores do que estamos fazendo. – disse enquanto apontava para a cadeira frente a mesa. –

Regina: A diferença é que seu plano de confiança com meu pai acabou com ele morto, enquanto a nossa David... A nossa cumprirei meus deveres perfeitamente. – usei meu melhor tom autoritário enquanto caminhei até a cadeira sentando-me devagar. –

David: Gold cometeu um grande erro. Era um amigo especial, nunca imaginei que pudesse se tornar um assassino. – seus olhos fitavam a mesa não me permitindo julgar a verdade ou mentira em seus olhos. –

Regina: Vocês eram amigos? – disse quase em um sussurro, o sangue começava a ferver em minhas veias e o autocontrole a se esgotar. –

David: Foi Henry que contratou Gold para trabalhar conosco, era inteligente e cuidava muito bem da recepção do hotel, nos tornamos bons amigos, Gold era obediente e fazia tudo que lhe fosse designado.

Regina: Então o que levaria ele a sabotar o carro que matou meu pai? – cruzei as pernas e umedeci os lábios buscando a calma que parecia não vir, David estava finalmente mostrando quem realmente era. –

David: Ele poderia ser inocente, não sei... Pensei muito sobre isso, se ele levou a culpa para salvar a pele de outra pessoa. – aquela fora a gota d’água, minha maior vontade era subir naquela mesa e enforca-lo até a morte. Ele continuou. – No mundo em que vivemos, diferente dos contos de fadas que seu pai lhe ensinou acreditar, as pessoas são capazes de qualquer coisa por dinheiro e reconhecimento. Muitas vezes esse desejo de estar no topo chega a ser maior do que o amor, eu diria.

Regina: Ao contrário de Gold então... Meu pai morreu por ser bom e integro e tenho orgulho dele, Henry foi e é o maior exemplo de homem pra mim e isso não tem dinheiro que pague. – pensei em Emma, no quão aquele homem a faria sofrer, disse cada palavra pensando no quanto precisava protege-la de seu pai. –

David: E sua mãe? Nunca ouvi você falar de Cora e também não sei como ela está.

Regina: Ela deixou de ser minha mãe no dia em que foi embora sem se despedir. – retruquei de imediato pigarreando. –

David: Cora...Cora... Sinto muito por você.

Regina: Não sinta! – seus olhos encararam os meus com um brilho que chegava a parecer piedade, se eu não soubesse quem David era de verdade. –

David: Se lhe serve de consolo, você tem muito mais de Henry do que dela.

Regina: Tenho muito de mim mesma, apenas de mim mesma. – sorri enquanto me levantava olhando para o relógio como se estivesse atrasada para algo. –

David: É por isso que aceitei esse acordo, é o melhor para todos nós e temos muito a crescer juntos. Depois do casamento de Emma tudo irá mudar. – seu sorriso e seu braço estendido só aumentara minha ira. –

Regina: Com toda a certeza do mundo! – confirmei apertando sua mão com força tendo em mente que havia assinado um contrato com o senhor das trevas. –

Sai daquela sala com mais ódio que quando cheguei a esta cidade, era impossível sentir raiva mais do que estava sentindo, David TINHA que pagar pelo que fez e iria. Rastejar feito micróbio pedindo ajuda e piedade enquanto eu pisaria bem na sua cabeça. Entretanto, suas palavras haviam de fato me feito tremer, aquele homem parecia ter planos tão sagazes quantos os meus, uma pena se diferente de meu pai ele estivesse lidando com Regina Mills.

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Diante do que ocorrera a chances de Emma subir ao altar eram enormes tanto quanto meu desespero, só queria estar em seus braços, esquecer de todo esse pesadelo que havia se tornado uma vingança tão simples e principalmente protege-la de David. Como se pudesse ler meus pensamentos meu celular vibra:

De: Emma Swan
Dreams, quarto 303, estou a sua espera senhorita Mills. Você tem duas horas.

Sem pensar duas vezes corri para o banho, vesti um macacão bege com cinto dourado acompanhado de um scarpin preto e uma bolsa carteira bege, prendi os cabelos em coque deixando algumas mexas soltas e completei com uma leve maquiagem, olhei-me no espelho e tive de rir por pena e felicidade. Como Emma fora capaz de ressuscitar as borboletas em meu estômago? Elas estavam mortas. Sentimentos de nervoso e ansiedade eram cadáveres que enterrei com orgulho e de repente estava tudo tão confuso, de uma coisa eu sabia: Não queria e não iria abrir mão de Emma Swan até o último segundo de minha vida.

Cheguei ao hotel receosa, temi que na verdade fosse uma surpresa de Killian e houvesse me perfumado para nada, temi que fosse uma emboscada depois da conversa com David. Emma não seria capaz de estar do lado dele, era loucura não era? Por favor com certeza isso seria impossível...espero. Respirei fundo, joguei as chaves nas mãos do manobrista e adentrei o hotel do qual meu pai deu a vida para vê-lo chegar àquele nível.

Regina: Quarto 303. – Disse séria quase sussurrando com medo de ser reconhecida, a mulher apenas sorrira de um jeito indecifrável o que me fez arrepiar a espinha e praticamente correr até o elevador. –

Confesso que não conhecia muito bem o hotel, tudo era uma surpresa e só conseguia pensar no orgulho que meu pai sentia de seu império, cada detalhe era minunciosamente organizado e elegante, o alarme avisando que havia chegado ao andar correto fizera meu coração disparar, caminhei pelo corredor até o quarto esquerdo, as paredes cor vinho deixava um ar sombrio e elegante. Bati na porta três vezes até que ela se abrisse devagar fazendo meu coração pular fora do peito.

Regina: Ah...Meu...Deus!

Notas finais
Gente eu tô nervosa, acho que todo mundo matou o Henry não é possivel OMG Li as teorias de vocês e fico babando no quanto vocês prestam atenção nos detalhes. Esse papo do David e da Zelena me deixou preocupada e vocês? Obrigada pelos elogios, é muito importante saber que gostam e me desculpem se houver falhas! Me contem o que acham que tinha na porta que deixou Regina chocada ta bom?! Vamos descobrir logo logo. Até loguinho ♥