Revenge: O preço

51 Copítulo 51 - Cora Part I


Notas iniciais
Passei dias escrevendo esse capítulo e corrigindo em seguida. Motivo? Começamos aqui o fim dessa história que me faz tão tão feliz escrevendo! Sei que muitos desistiram de ler ou de comentar... Mas estou aqui e espero que vocês voltem e amem cada pedacinho dessa história.. Aos que ainda estão por aqui muito obrigada e surtei em saber que teve gente que acertou sim a verdade sobre o final e eu aplaudi de pé porque vocês prestaram mais que atenção aos detalhes. No capítulo final saberemos quem acertou hahah' Espero de coração que gostem! Emma e Regina vão passar pelo caminho mais estreito, mas antes, muito muito muito amor para essas duas! E hot é claro! Boa leitura mores!

Emma estava parada a minha frente, com um vestido vermelho na altura dos joelhos e um decote saliente. Seus cabelos soltos com ondas marcantes e uma leve maquiagem que deixava seu olhar ativo me dava um frio na barriga que fez-me lembrar a primeira vez que a vi, ainda de costas naquele evento, onde achei que tinha tudo sob controle e a loira me prendeu na melhor armadilha de todas: seus braços.

Emma: Não vai entrar? – balancei a cabeça buscando voltar para o momento – Você tá bem?

Regina: Poderia rasgar seu vestido com o dente aqui na porta mesmo. – disse em meu tom sexy de costume adentrando a suíte . –

Emma: Você com certeza tá muito bem. – sussurrou com uma expressão tímida, eu diria, esfregando uma mão na outra. A loira não disfarçava quão nervosa estava. –

Regina: Qual era a urgência meu amor?

Emma: Te ver! Se não te deixasse com senso de urgência você jamais estaria aqui agora. – um sorriso irônico instalou-se no seu rosto aquele instante. Percebi que havia criado um monstro! Mesmo rodeada de segredos Emma Swan me conhecia muito bem e me desvendava mais a cada dia que passava. –

Regina: Qualquer ordem sua eu iria obedecer senhorita Swan. – disse enquanto era laçada por seus braços criando entre nós uma proximidade única. – Como posso ter me apaixonado por você assim tão depressa e tão intensamente a ponto de ter a deixado entrar na minha vida?

Emma: Mudei a minha vida por você, os meus princípios joguei no lixo por você. Mereço uma eternidade ao seu lado senhorita Mills.

Sorrimos felizes, éramos completamente leves naquele momento. Levei a mão esquerda até seu rosto jogando seus cabelos para trás. Ali iniciamos um beijo calmo, lento, ausente de todo êxtase que era quando fazíamos amor. Apenas sentíamos o vento soprar na janela e apreciávamos o melhor de nossa relação, sem medos, sem muros, sem as cruéis verdades...Sem uma vingança.

Emma: Quer saber a história do quarto 303? – engoli a seco lembrando do passado de Emma. Se aquele fosse o quarto que Ariel transou com Killian? Aquela seria uma vingança e não suportaria a hipótese de... – Regina! Quer saber? – Emma interrompeu meus pensamentos como se soubesse o que tinham neles, assenti que sim como uma criança temerosa. – Ele é uma obra pessoal de Henry Mills. Estava vendo uns documentos antigos sobre o projeto de arquitetura da Dreams, e papai me confirmou tudo com mais clareza.

Me desfiz do abraço ao ouvir aquele nome, era impossível ao menos uma vez esse ódio não me acompanhar? A loira segurou minha mão como se soubesse a dor que aquilo causava, e só então reparei no espaço. Era um quarto enorme, com certeza o maior que existia naquele hotel. Todo seu espaço era coberto por um carpete bege envolto por uma arte cor vinho, o sofá também na cor vinho era em formato circular, as paredes brancas com cortinas na cor vinho e espelhos em ouro velho lembrando a riqueza da época medieval. Cada móvel lembrava os de um castelo e uma escada preta levava ao que pudera perceber: a cama. Meu coração fora tomado por um orgulho imenso de meu pai, era como se estivesse mais próxima dele.

Emma: Se isso te deixou assim precisa ouvir o resto. – encarei-a com uma expressão boba, toda a minha atenção aquele instante era para a história que seria contada. – Esse quarto é o segundo maior e mais bem localizado da Dreams, perde apenas para a cobertura, é claro. Henry pediu para ficar com ele por um motivo especial. Vem comigo! — sua mão apertou a minha ainda mais forte, seguimos para as imensas janelas de vidro onde uma porta dupla dava a visão clara do que imaginava, a varanda. Algo que meu pai amava e me fez amar também. – Ele mesmo desenhou essa varanda, papai contou que Henry exigiu que o quarto 303 fosse apenas para quem estivesse disposto a ficar, descansar e por um minuto esquecer os problemas. Pensei que você se sentiria melhor em jantar aqui.

De todas as coisas que já havia sentido em 30 anos de vida, aquela era de longe a mais assustadora e surpreendente de todas. A varanda era enorme e toda branca com um degrau a esquerda que levava a uma almofada imensa na cor vinho e uma hidro, os guarda-sóis também na cor vinho, sua decoração era clean e sofisticada. O chão amadeirado trazia uma paz de cidade pequena. Mas havia duas coisas ali que me desarmaram por completa: A vista ficava para as docas onde muitos barcos se encontravam estacionados a uma meia luz incrível e a nossa direita uma pequena mesa a luz de velas, que claramente nos esperava para um jantar. De todos, aquele era o melhor presente que Emma poderia ter me dado e a certeza que eu tinha nessa vida era que o amor era a magia mais poderosa capaz de mudar até o ser humano mais perverso do mundo. A emoção que sentia foi demonstrada em lágrimas sutis que desceram sem esforço de meus olhos.

Emma: Desculpa, não queria que você ficasse triste.

Regina: Não são lagrimas de tristeza Emma. Isso... são lagrimas de felicidade.

A loira entrou suíte a dentro me deixando sozinha com meus devaneios, me aproximei da sacada e fiquei a mirar a beleza daquela paisagem. Como uma história tão linda podia ter um final tão...tão...deplorável? Era essa a palavra? Emma prontamente apareceu com duas taças de vinho a mão, tratei de secar o copo em segundos, a loira pasma fez o mesmo..

Emma: Era pra apreciarmos antes do jantar, mas já que degustamos tão rápido... – disse irônica direcionando-me para a mesa do jantar. –

Ficamos a conversar e comer durante uma hora, a conversa era a melhor possível, falávamos sobre filmes, viagens, piadas sem graça e tudo que poderia vir de um casal...comum. Assim que terminamos Emma me arrastou até a imensa almofada do outro lado e ali deitamos uma do lado da outra de mãos dadas olhando as estrelas. Emma sussurrou algo inaudível que me deixou curiosa.

Regina: O que disse?

Emma: Eu...eu só tava agradecendo. – disse baixo mirando as estrelas. – Tenho certeza que algumas dessas estrelas bem iluminadas é Henry e sei que ele olha por você, cada dia Regina, ele olha por você.

Regina: A amo tanto Swan... tanto.

Emma: Então porque ainda não estamos juntas?

Regina: Você me odiaria se eu dissesse que ainda não superei o passado?

Emma: Só me diga o que seus planos de vingança têm a ver com o fato de ainda não ficarmos juntas de vez.

Regina: Você o conhece. – disse em um impulso desesperado recebendo um “o quê” e uma expressão de dúvida assustadora. – Você conhece ele Emma, o assassino.

Emma: Me deixe saber quem é, se... se eu puder te ajudar de alguma forma, eu juro que...

Regina: Ei Ei, olha pra mim. Sabe o que nos faz tão diferentes? Seu coração é limpo Emma e seus valores fieis a sua essência, o ódio escureceu meu peito e o rancor fez da minha mente algo que ninguém gostaria de conhecer de fato. Essa é uma das coisas que mais amo em você: a pureza do seu coração. Jamais o corromperia.

Emma: Isso é o que nos impede de ficar juntas não é?

Regina: Não!

Emma: Você também ama o Killian?

Regina: Não, quer dizer, sim. Mas como um bom amigo. – o silencio se instaurara mais alguns minutos, voltamos a mirar o céu e novamente Emma me encara. –

Emma: É alguém que eu gosto?

Regina: Só continue a ser forte como me prometeu, e em breve, se conseguir me amar depois de tudo isso Emma. Viveremos a nossa eternidade.

Emma: Eu sempre vou amar você!

Regina: Acima de tudo?

Emma: Até meu coração parar de bater e além. – sua mão acariciou meu rosto trazendo uma paz. – Mesmo quando eu for uma estrela no céu, como seu pai. – a loira apontou para as estrelas recebendo de mim um abraço dolorido e apertado. –

Emma estava sendo tão honesta que sentia vontade de morrer, de sumir, de fugir com ela. Busquei todas as forças que ainda tinha para me apegar a sua promessa de me amar acima de tudo, respirei fundo, sorri e a beijei. Deitadas ali sob a luz das estrelas ficamos um bom tempo entre beijos e caricias seguido de piadas idiotas que nos matavam de tanto rir.

Emma: Vou ao banheiro, já volto. – recebi um selinho rápido até vê-la sumir apartamento a dentro. –

Fiquei ali admirando o céu pensando em nada, apenas sentindo o doce sabor da felicidade. Emma estava demorando mais que o necessário entretanto tudo parecia tão tranquilo que optei por ficar ali...

XxXx: Você está presa Regina Mills. – olhei para a direção de onde vinha a voz em um súbito susto, dei de cara com Emma vestindo uma capa marrom estilo detetive com algemas na mão, queria rir, queria correr pular em seus braços... –

Regina: Você não tá falando sério. Está?! – fiquei de pé praticamente babando na loira vestida daquele jeito, não podia acreditar, sentia o resultado de seu feito entre minhas pernas. –

Emma: Vai pagar o preço por ser uma mulher tão...cruel.

Emma veio em minha direção e virou-me de costas de forma brusca me fazendo suar, algemou meu punho esquerdo e puxando-me pela outra argola da algema nos levou suíte adentro, subimos as escadas depressa, a loira não dizia absolutamente nada. Ao fim da escada me deparei com uma área aberta como um salão e apenas uma janela que ia de uma ponta da parede a outra em vidro fumê. A cama king tinha um formato antigo ainda com cabeceira e preta, lençóis brancos e travesseiros e edredom cor vinho, tudo era um convite. Ao redor haviam sofás, poltronas, baús, uma mesa de vidro e uma penteadeira enorme.

A loira me levou até a cama e com um sorriso intimidador me jogou na mesma, sussurrava para que eu fosse obediente e tudo que conseguia aquele instante era... lhe obedecer. Quando dei por mim estava com as duas mãos algemadas a cabeceira com a expressão de superior que nunca saia do meu rosto.

Emma: Desde que nos conhecemos sempre fui passiva pra você! Em todos os sentidos...agora Regina é a minha vez. – seu sussurro em minha orelha encharcou minha intimidade de imediato, não sabia o que a loira pretendia e estar “presa” me apavorava mais, porém naquele instante eu só queria ser de Emma. –

Seus beijos iniciaram em meu pescoço e foram descendo junto com meu macacão, minha pele exposta tinha contato apenas com uma calcinha pequena de renda preta e um sutiã que seguia o mesmo modelo, Emma salivava como um lobo prestes a atacar, não poder revidar era desesperador...

Emma: Sabe qual a minha maior vitória Regina: — “Não”, sussurrei buscando ar. – É ver seus instintos domados, totalmente domados...

Emma se pôs de pé na cama me dando uma visão de seu corpo memorável, sem pressa alguma foi desfazendo o laço do casaco que havia colocado sem motivo, ao menos achei que não tinha motivo até vê-lo deslizar revelando uma lingerie vermelha que parecia ganhar vida em suas curvas. Senti de imediato a vontade de possui-la e então entendi o porquê a loira havia me algemado, o ódio misturado ao desejo me fizera debater-me buscando quebrar aquelas algemas se possível, um desespero que arrancava risadas gostosas da loira, um completo deleite e a pior vingança de todas.

A loira deitou sobre meu corpo iniciando um beijo completamente sexual, “me solta” sussurrava em tom de desespero tendo apenas risadas como resposta. Em um movimento de mão meu sutiã voou longe revelando seios rígidos e depois de muito acaricia-los me provocando completa tortura, ela os arremata em sua boca sugando um e outro com tanta atenção que me manter presa tornava-se algo insuportável. “Quanto mais tentar sair mais se machuca.” A frase dita em tom sexy doera por um motivo que aquele instante precisava ignorar. Não aguentava mais gemer e pedir para ser tocada até que num súbito de...misericórdia? Fui obedecida, e explodi em um gozo fora do comum, sua boca molhada revelava o quanto de prazer havia sentido. Sem dedos, não deu tempo para eles.

“Só me solta” sussurrei outra vez, sem ar e sem dignidade talvez. “Calma” foi a resposta carinhosa que recebi quando novamente a loira levantou, deixou que dessa vez a calcinha vermelha deslizasse até o chão e no vocabulário mais chulo posso dizer que a loira sentou e rebolou na minha cara até o ultimo segundo que pôde suportar, dando-me espaço para buscar folego. Tirou as chaves de seu sutiã e buscou acertar o pequeno buraco das algemas nos arrancando risadas sem fim. Quando finalmente conseguiu tal feito sua expressão fora de desespero, ela não havia soltado Regina Mills. Havia soltado um monstro insaciável.

Fiquei por cima penetrando dois dedos sem dó, Emma se contorcia entre quase gritos de “não para” e “me fode”, maravilhosa! Não demorou muito até que a loira derretesse em meus dedos, lambi tudo com prontidão. Até recuperar o folego de ambas, fiquei ali admirando sua beleza e perfeição; Emma era a mulher mais linda deste mundo, era a mulher da minha vida e sabia disso, a única coisa que não entendia era o porquê da angustia em meu peito estar cada vez maior. Como se aquele fosse nosso último momento ou o que fosse. De ar recuperado, me encaixei entre suas pernas, esfregávamos nossas intimidades com prazer, rapidez e com gemidos ofegantes até novamente gozarmos e gozarmos feito duas desesperadas por um contato eterno que por minha culpa e principalmente por culpa de seu pai, talvez nunca mais fosse possível.

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Regina: Você sempre estará acima do bem e do mal pra mim. Tudo que construí não tem mais valor algum perto de você Emma. – Sussurrei encaixando-me em seu abraço apertado. –

Emma: Isso inclui esse seu desejo incessante por vingança?

Regina: Não. Prefiro perde-la pela honestidade do que machuca-la com tantas mentiras.

Emma: Se sua vingança inclui me ferir e você não consegue abrir mão disso, sinceramente não suporto mais. Apenas o faça!

Regina: Do que você tá falando?!

Emma: Chega de adiar o inevitável. Você não vai abrir mão dessa vingança por mim, se fosse nunca teríamos voltado de Paris. – Emma se ajeitou na cama fazendo nossos olhos se encontrarem. – Tudo que você fez foi adiar e tudo que fiz foi fingir que acreditava na sua desistência. Apenas faça!

Regina: Eu te amo, para sempre! Você mudou a minha vida e agora sei que existo. Sei que tenho uma alma e um coração porque eles estão aqui pra você.

Emma: Só prometa que vai voltar pra mim, ao menos isso pode me prometer?

Regina: Eu prometo! – Era a primeira vez que prometia algo a Emma, e a última. –

Após longos beijos e caricias caímos no sono abraçadas. O dia amanhecera depressa, acordei com o som dos talheres de uma bandeja farta, após um longo banho juntas nos deliciamos com tudo que tínhamos direito. Killian, Neal, David e outros dois assessores estavam em Boston para negociações, quanta sorte! O dia estava perfeito, decidi me dar um dia de folga da Ocean Tur e convidarmos Ruby para fazer compras. Passamos o resto da tarde assim, entre risadas, roupas novas, lanchinhos nada saudáveis e tudo que uma pessoa comum tinha direito, estava mais viva do que nunca, era uma mulher completamente...feliz!

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Entrei em meu apartamento já passava das oito da noite, Emma havia ido pra casa com a irmã para evitar mais suspeitas, até porque por algum motivo seu medo de Mary Margaret era surreal. Arremessei a bolsa e as sacolas no sofá e um cala frio me arrepiara toda a espinha, ouvi um barulho vindo de meu quarto e só então reparei que havia outra chave na porta trancada pelo lado de dentro. Gelei tirando os saltos e caminhando sem respirar, não há nada neste mundo nem em outro que possa descrever o tamanho do desespero que me possuíra. O baú com tudo que guardava sobre os Swan, com os contratos assinados e com o certificado de falência que usaria, tudo jogado pela cama, bagunçado, revirado...

XxXx: Você gosta mesmo de guardar lembranças Regina... Até as ruins.

Notas finais
Acho que escrevi "cor vinho" mil vezes, desculpem, mas não sabia descrever de outra forma. kkkkk' Confesso que doeu muito ver a Emma preferindo que Regina se vingue em troca de tê-la por completo :'( E esse final? Vocês tem estrutura pro que vem a seguir? Porque eu não sei se tenho gente, é sério! Sinto falta de tanta gente que sempre comentava e me dava aquele incentivo sabe :( Mas fico muito muito feliz com o que li esses dias, obrigada por estarem aqui e por serem as leitoras mais espertas que eu respeito haahh' Vamos nessa!!! Até loguinho! (loguinho meeeesmo)