Revenge Is Never Sweet

1 Revenge Is Never Sweet


Houve uma fuga na prisão. As três mulheres presas na mesma prisão não dariam certo de qualquer jeito. E de algum jeito, todas tinham algo em comum: o BAU.

Todas as três foram presas pelas mesmas pessoas. Elas queriam vingança. E queriam sangue.

De todos os agentes daquela unidade dois eram seus alvos: Spencer Reid e Penelope Garcia. Cat foi presa quando a equipe montou uma armadilha para impedir ela de matar Penelope como era para ser feito. E Reid foi a mente por trás de tudo.

Lindsey foi presa por ajudar a incriminar Spencer pela morte de Nadie Ramos no México e por sequestro da mãe do agente. Penelope, aquela garota nerd, havia encontrado suas digitais na cena do crime. Então era óbvio que ela queria vingança contra ambos.

Mary Meadows havia sido um pouco mais ousada, sequestrando ambos os agentes, mas acabando sendo presa. Penelope a havia atropelado com um carro. Seu braço nunca mais foi o mesmo e de algum modo ela descobriu onde ela e seu culto de assassinos mantinham Spencer.

Quando elas se encontraram na mata, elas sorriram para a sorte e começaram a formar um plano.

— Todos aqui temos algo em comum. – Cat riu. – Odiamos as mesmas pessoas.

— Se fala de Penelope Garcia e Spencer Reid. – Meadows a interrompeu. – Então sim. Nós temos.

— Qual o plano? – Lindsey era a mais medrosa, apesar de ser mais malvada. – Sequestrar eles de algum jeito?

— Separe, pegue, leve e mate. – Cat resumiu. – Podemos ter cada uma das nossas vinganças.

— Eu conheço uma quarta pessoa. – Meadows interrompeu. – Lisa Douglas. Namorada do agente Alvez e trabalha para Calvin Shaw.

— Ela também tem rancor de alguém em comum? – Cat a olhou divertida. – Diga que é de Penelope.

— Sim. – Meadows piscou. – Ela não suporta aquela nerd estupida.

— Sabe como contatar ela? – Cat pegou um copo de água. – Sem levantar suspeitas?

— Talvez. – Meadows revistou o corpo da moradora assassinada. – Posso ligar desse celular e ela pode vir até nos.

Lisa estava de plantão essa noite. Ser uma médica, ainda que disfarçada e namorar Luke ao mesmo tempo a mando de Calvin eram ocupações demais. Ela estava querendo sair a muito tempo.

A sombra de Penelope ao redor de seu namorado a deixava maluca. Ela queria que Calvin decidisse logo sobre matar ou não aquela nerd. Ela estava cansada.

Seu celular tocou e ela não reconheceu o número. Se fosse Luke do outro lado, ela atenderia profissional.

— Doutora Douglas. – Ela disse, casualmente é falso. – Em que posso ajudar?

— Tenho uma emergência médica. – Meadows respondeu. – Avenida Mess, cinco três um dois. Venha sozinha.

Lisa desligou e avisou que precisava sair, por uma emergência médica. Ela não sabia o que esperar ou quem iria encontrar. Ela sabia que isso poderia ser algo maior.

B.A.U

Penelope correu em rápidos passos para o escritório de sua chefe de seção. A notícia da fuga das três rivais da unidade em uma mesma vez a deixava apreensiva.

Cat e Lindsey já eram perigosas sozinhas, mas acompanhadas de Meadows e deus lá sabe quem mais, eram ainda mais perigosas.

— Eu já ligo para você. – Emily viu Penelope em pânico absoluto. – Garcia, qual o problema?

— Elas fugiram, Em. – Penelope soltou um suspiro com dor. – Cat, Lindsey e Meadows.

— Ei, acalme-se por favor. – Emily tentou ajudar a amiga. – Nós vamos pegar elas.

— E se elas forem atrás da mãe de Spencer de novo? – Penelope não podia se controlar. – E se elas vierem atrás de nós?

Emily tentou ver o lado de Penelope, mas a analista estava em um pânico horrível. Levando a garota para o sofá, Emily a deixou chorar até que por milagre, ela conseguiu dormir.

Pegando o arquivo que Penelope havia trazido até ela, Emily deu uma olhada. Era o pior cenário.

Ela se lembrava o quanto Spencer havia sofrido nas mãos de ambas as mulheres. Meadows, porem, havia ido mais longe. Ela havia sequestrado Garcia também e a técnica, uma vez brilhante parecia não estar completamente bem.

— Emily. – Rossi provavelmente estava acordando. – O que foi? Temos um caso?

— Algo pior. – Prentiss respondeu. – Muito pior. Em quanto tempo pode chagar aqui?

— Alguns minutos. – Rossi jogou as cobertas. – Talvez uma hora. É muito grave?

— Algo terrível. – Prentiss olhou para Penelope dormindo. – Temos uma ameaça contra a equipe. E algo me diz que isso não vai ser uma ameaça apenas.

Quando Emily desligou, Rossi colocou o resto das roupas. Algo parecia urgente e as duas da manhã, realmente era urgente.

Ligando o carro, Rossi foi para o BAU.

— Ei Pen. – Emily tentou acordar a amiga. – Você quer ir para casa?

— Não quero. – Penelope resmungou, sonolenta. – Eu quero ficar aqui.

— Tudo bem. – Emily sorriu. – Eu vou buscar café e algo para você comer.

Lisa desligou o carro e saiu em direção ao endereço que ela recebeu. Ela conhecia Meadows, mas ela estava presa. Era quase impossível que ela estivesse solta.

— Demorou, hein? – Meadows estava brava. – São duas da manhã.

— Desculpe. – Lisa estava em choque. – Transito.

— Venha comigo. – Mary a levou. – Elas vão gostar de ver você.

— Achei que estava presa. – Lisa abriu um sorriso. – E que eu nunca mais te veria.

— Os relatos sobre a minha prisão foram muito exagerados. – Meadows ironizou. – Eu me juntei a duas outras que odeiam o BAU e tudo o que ele representa.

Entrando na casa, Lisa sorriu. Cat e Lindsey estavam sentadas a mesa e sorriram. Era engraçado se fosse dizer. Quatro mulheres, todas tinham algo contra a mesma agência e contra os mesmos dois agentes.

— Muito bem senhoras. – Cat começou. – Esse é o plano.

Rossi entrou na agência e viu Emily sentada no meio do bullpen. Ela mantinha um olho direto na sala dela e de vez enquando suspirava.

— Eu reconheço isso. – Dave se sentou ao lado dela. – Qual o problema?

— Cat Adams, Lindsey e Meadows escaparam da cadeia. – Prentiss foi direta. – E há uma chance que dois agentes estejam em perigo.

— Uma chance? – Rossi subiu uma sobrancelha. – Spencer é um deles, com certeza.

— Penelope é a outra pessoa. – Ela voltou a olhar para o escritório. – Eu a deixei dormir no meu sofá. Ela está com medo demais para ficar sozinha.

— E você chamou a mim apenas. – Rossi começou a juntar. – Você quer fazer o que agora?

— Coloque Spencer e Penelope com proteção 24 horas, traga a Garcia junto para os casos. – Emily precisava de uma alternativa. – Eu realmente preciso saber o que fazer sobre isso.

— Você é capaz de fazer isso sozinha. – Ele vu o suspiro da amiga. – Mas eu entendo o porquê. Ter um agente ameaçado já é horrível. Ter dois é pior.

— Avisei a Reid para colocar Diana sob proteção de uma amiga. – Emily olhou para o amigo. – Eu não sei como ele vai reagir quando descobrir que Penelope está em perigo também.

— Vamos esperar que ele não entre em confusão. – Rossi se levantou. – Eu posso ficar com Penelope aqui hoje. Vá para casa, Emily. Descanse e vamos montar nosso plano de Backup logo pela manhã.

Prentiss sorriu e se levantou. Dando uma última olhada na agência, ela foi para casa. Rossi entrou no escritório e viu Penelope dormindo. Seu instinto paternal apitou.

Ele se lembrou da ameaça dos Dirty Dozen e seu coração torceu ao pensar em como seria a partir de agora.

O que eles não sabiam era que havia alguém vigiando o prédio do FBI.