Spencer olhava para a mãe ainda dormindo. De algum jeito, ele conseguiu fazer funcionar ter a mãe com ele. Ele se sentia em paz cada vez que ele voltava e ela estava dormindo.

Ele sabia que não podia frear a doença. Então tudo o que restava era ser um bom filho até o final da vida dela e depois, honrar.

A ligação de Emily reacendeu velhos medos. Ele não entendia porque afinal, Cat, Lindsay e Meadows foram para o mesmo presidio ou como Cat fugiu da solitária.

Faziam quase dois anos desde o último encontro e pelo o que sabia, ela havia tido um bebe.

A voz de Emily ao telefone parecia mais preocupada do que geralmente estava nessas situações. A agente usava muitas vezes, vocês, eles o os dois. Ela não estava falando de sua mãe, no entanto. Era alguém próximo a ele também em perigo.

Sua mente tentou adivinhar e só havia realmente alguém que poderia ser outro alvo...

— Não. – Reid disse alto. – Não deve ser ela.

Ele pegou seu livro e foi para seu quarto. Olhando para a foto na mesa de cabeceira, com Penelope e Luke junto a ele durante uma das festas do FBI, ele sabia que o agente latino estava interessado em Penelope e não conseguia entender porque ele começou a namorar Lisa.

Parecia que nos últimos meses ele sempre escolhia uma desculpa para tocar Penelope. Um caso, conforto e até ajuda para descer a calçada não realmente alta.

Ele fechou os olhos e puxou as cobertas por cima e adormeceu. Não foi um sonho, mas um pesadelo terrível que ele se viu.

Ele e Penelope estavam amarrados a uma parede com correntes grossas. Penelope tinha hematomas de agressão pelo rosto, braços e costas. Ele tentava gritar para Cat parar de agredi-la, mas ela apenas aumentava as agressões.

Quando a vez de Spencer chegou, ele foi marcado nas costas com ferro em brasa.

No sonho dele, ele era o único a sair vivo. Penelope havia morrido segundos antes de Luke chegar e resgata-los.

Isso foi o que o chocou. A presença de um Luke irado. Ele teve uma leve sensação de dejavu quando acordou.

Rossi se acomodou na cadeira de Emily. Foi uma noite agitada. De estar embaixo das cobertas a vigiar o sono de Penelope. Não que ele se importasse. Ele confortou Garcia quando ela começou a ter outo pesadelo.

No entanto, Rossi se perguntou se devia contar a Luke sobre o que estava acontecendo. Ele estava “feliz” com Lisa, mas no fundo todos sabiam que ele tinha uma queda por Penelope. Ok, talvez uma queda fosse pouca. Era mais do que uma queda, era uma paixão reprimida por anos.

Penelope abriu os olhos no sofá e se espreguiçou, não lembrando de onde estava. Ela percebeu que ainda estava na sala de Emily no FBI. Se sentando, ela viu Rossi sorrindo para ela e então se lembrou.

— Bom dia, Garcia. – Rossi disse. – Se sente melhor?

— Tirando a dor nas costas? – Ela perguntou. – Talvez.

— Emily me contou o que está acontecendo. – Dave passou a analista uma xicara de café. – Apenas nunca duvide que nos nunca vamos deixar nada de ruim acontecer com você e Spencer.

— Obrigado. – Pen ainda tinha sono. – Eu deveria ir para casa.

— Anderson vai te acompanhar. – Rossi a impediu de protestar. – Garcia, é para sua segurança.

Aceitando a proteção de Anderson e precisando de um banho e se trocar Garcia foi para casa.

Ela fez uma mala para passar um tempo longe daqui. Era lógico que ela entraria em uma proteção a testemunhas novamente e pegou seu fiel Sérgio.

Ela se arrumou e foi direto para a agência de novo, tentando ter um dia normal.

— Ligue para mim se precisar de algo. – Spencer disse ao agente. – Meu número está na cozinha, junto com os dos meus colegas e do Bureau. Não a deixe sozinha. Cheque o quarto antes de deixar ela entrar e converse com ela. Suas chances de ser aceito serão maiores.

— Certo. – O agente sorriu. – Ela está em boas mãos.

— Assim espero. – Reid fechou a porta.

Indo até o carro, ele notou o carro azul estacionado na rua. Ele fingiu que não viu nada até entrar no carro. A placa estava longe, mas ele anotou a hora e uma descrição.

Reid: Emily, um carro desconhecido parado na minha rua. Pode não ser nada, mas na dúvida peça para Pen checar.

EmliP: Farei isso. Apenas chegue aqui o quanto antes.

Aos poucos, todos os agentes chegaram. Matt e Luke sentados ao lado um do outro. JJ com Tara no outro lado próximo e Rossi no meio. Emily estava na frente e Penelope ao seu lado, distraída.

Luke percebeu e ficou focado nela. Não parecia em nada com o comportamento dela. Algo estava errado.

Reid chegou e notou a tensão da sala. As fotos das três mulheres no telão fizeram seu sangue gelar.

— Obrigado por virem tão rápido. – Emily começou. – Temos problemas chegando e precisamos de toda a ajuda que podemos ter. Vocês conhecem essas três e bem, talvez Matt um pouco as duas primeiras.

— São Cat Adams e Lindsey, certo? – Matt perguntou. – Elas raptaram Diana e incriminaram Spencer.

— Certo. – Emily sorriu. – A terceira, Meadows não precisa de apresentação. Elas fugiram do presidio de segurança máxima há duas noites. Recebemos o alerta assim que perceberam.

— Como elas fugiram? – Luke perguntou. – Cat estava em isolamento para a vida toda.

— Houve uma violação de um dos guardas. – Emily mostrou a foto do guarda. – O nome dele era Christian e ele foi morto 24 horas atrás.

— Maravilha. – Pen resmungou. – Agora estamos no escuro.

Todos notaram o estado que ela estava. Isso parecia afetar Penelope muito mais.

— Eu chamei todos aqui porque temos uma ameaça a dois dos nossos agentes. – Emily olhou para Spencer. – Reid, você precisa deixar o trabalho de campo por um tempo. É muito mais perigoso do que uma simples ameaça.

Spencer esperou Prentiss dizer que era o outro agente. Ele tinha suas dúvidas.

— Penelope. – Emily encontrou o olhar da amiga. – Vai dar tudo certo.

— Eu estou com medo. – Penelope resolveu se abrir. – Por Spencer e por mim. E por Diana. Não quero que nada aconteça de errado com ela.

— Nada vai acontecer com ela. – Rossi prometeu. – E nada vai acontecer com você e Reid também.

Penelope assentiu com algumas lágrimas. Reid a estava olhando com medo. Ela não sabia o que o agente mais novo diria e o quanto ele seria afetado.

— Spencer. – Penelope o viu se aproximando dela. – Eu sinto muito.

Sorrindo carinhosamente para ela, ele a abraçou com força. Penelope era como a irmã mais velha que ele não tinha e ele não permitiria que nada acontecesse a amiga.

Luke estava olhando para Penelope e os nós de seus dedos estavam brancos de tão apertados.

Sua noite com Lisa foi uma merda. Ela chegou depois da cinco da manhã e ele sabia que ela não tinha feito plantão como ela lhe dissera.

Ele presumiu que fosse um outro homem e como ele queria. Ele poderia terminar com ela e ficar com Penelope de uma vez.

A amiga estava estrelando sonhos cada vez mais indecentes em sua noite e ele quase chamou Lisa de Penelope durante uma noite. O namoro com Lisa só tinha começado porque ele achou que Penelope não o queria. Ele estava engando, mas só percebeu quando era tarde demais.

Todos se reuniram ao redor de Penelope e Reid na mesa redonda e começaram a traçar um plano de proteção. Eles não sabiam que Lisa estava envolvida. E muito menos que era uma espiã.