— Já pegou tudo o que precisava? – Spencer perguntou ansioso. – Sabe que provavelmente não vamos voltar aqui por um tempo.

— Sim. – Abby jogou um sorriso de volta. – Eu já fui parte de uma agência do governo, Spencer. Sei como é ser ameaçada por bandidos.

— Desculpa. – Ele a abraçou. – Sempre me esqueço daquele seu ex psicopata.

— Não fale mal dos mortos. – Abby o repreendeu. – Mesmo que ele não prestasse ainda era meu ex.

— Agora, vamos falar de algo que me interessa. – Reid deu um sorriso sedutor. – Gostaria de ver Penelope?

— Indique o caminho, amor. – Ela o beijou. – Vamos ver aquela garota finalmente. Estou com tanta saudade dela que até dói.

— Então aperte seus cintos, docinho. – Reid entrou e ligou o carro. – Lewis E Rossi estão atrás de nós por segurança.

— Acha que ele está atrás de nós – Abby deixou seus medos saírem. – Eu sei o que você passou na cadeia, por tudo o que me contou.

— Shaw pode ser perigoso o suficiente. – Reid apertou a mão dela. – Não vou deixar ele te machucar ou machucar Pen.

— Tão protetor. – Ela o beijou. – Como tive a chance de te pegar para mim?

— Acho que preciso te lembrar todos os dias. – Ele deixou a mão cair em seu estomago. – Logo teremos um pequeno para correr entre todos.

— Tem certeza que Luke não contou a Pen? – Abby queria fazer surpresa. – Eu gostaria de dizer a ela.

— Tenho certeza que ele não contou. – Spencer sorriu. – Vamos.

Ele pôs o carro em movimento. Ele sabia que Meadows ainda estava solta e sua mãe estava segura. Emily conseguiu que Diana ligasse para ele há dois dias. Ele estava realmente feliz por poder ouvir a mãe.

Meadows entrou em uma mercearia. O lugar estava vazio e ela sabia que precisava de comida, água e o mais importante: dinheiro. Dinheiro suficiente para poder fugir.

O dono do lugar, temendo por sua vida, ficou escondido. Ele não sabia o que ela fazia aqui, mas ele a reconheceu dos noticiários.

— 911. – A operadora de emergência atendeu. – Qual sua emergência?

— Eu vi a moça que está sendo procurada. – Ele sussurrou. – Ela está na minha mercearia.

— Senhor, vamos rastrear a chamada. – A operadora de emergência fez o procedimento. – Consegue um lugar para se esconder?

— Estou em um quarto escondido. – Ele se abaixou, ainda com visão. – Eu não tenho certeza se ela sabe desse quarto.

— Por favor, não tente nenhum movimento. – A mulher passou o endereço a uma viatura. – Estamos chegando, não desligue.

Três tiros soaram pelo receptor. O homem caiu no chão morto. Meadows pegou o aparelho e desconectou.

Quando os policias chegaram, ela já havia fugido. O corpo do homem, com três tiros na cabeça era a cena de crime mais recente.

Virginia hospital center.

— Agora sim. – Reid estava em êxtase. – Uma visão para olhos doloridos.

— Spencer! – O sorriso de Garcia se abriu. – Eu senti sua falta.

— Tome cuidado. – Alvez estava todo protetor. – Você ainda precisa se cuidar.

— Ei, mocinha! – Abby sorriu, em direção a Garcia. – Eu pensei que tínhamos perdido você.

— Nunca. – Pen sorriu. – Eu estou feliz por você estar aqui, Abby.

— Bem. – Abby pegou a mão de Spencer. – Eu não poderia te deixar ou deixar Spencer.

— Pen, há algo que queremos que você saiba antes. – Spencer ficou sério. – Eu vou ter um bebê.

Penelope não falou por mais de um minuto. A crescente onda de pânico fez Spencer querer se arrastar para uma concha.

— Você está falando sério, Spencer? – Penelope olhou para o casal. – Como em você e Abby tendo um bebê juntos agora?

— Sim, Pen. – Abby foi para sua amiga. – Eu descobri há alguns dias.

— Desculpe. – Pen corou. – Vocês vão ter um bebe juntos. Eu acho que só estava em choque.

Spencer suspirou. Na verdade, foi desse mesmo jeito que ele ficou, apenas três dias atrás.

Três dias atrás...

— Tem certeza que não quer ver um médico? – Reid estava preocupado. – Meu amor, você está vomitando desde que eu cheguei em casa.

— Estou. – Abby o olhou. – Spencer, nós temos que conversar.

— Ok. – Ele largou a xicara na mesa. – Certo.

— Eu acho que estou grávida. – Abby viu a expressão de Spencer. – Eu sei que tomamos proteção e deus me livre querer pescar um homem assim, mas aquela noite depois do show, nós estamos meios altos e acabamos indo sem proteção.

— Você está esperando um filho meu? – A percepção de Spencer o fez ajoelhar. – Eu já tinha desistido de ser pai. Quantos meses?

— Apenas um. – Abby respondeu. – Eu sei que é seu.

— Nunca duvidei disso. – Spencer a puxou para cima com cuidado. – Você vai se casar comigo agora certo?

— Sabe que eu não posso abandonar a fundação. – Abby passou seus braços por ele. – Eu devo a Reeves.

— Nunca pediria isso. – Ele a beijou. – Só quero que você diga a toda nossa equipe e a Penelope quando ela acordar. Acho que essa é a melhor notícia de hoje.

Spencer puxou Abby para seus braços e a levou para a cama. Eles não fizeram amor naquela noite. Mas Spencer dormiu com as mãos na barriga dela, sentindo que a partir de agora, uma parte de ambos crescia dentro dela.

Atualmente...

Penelope estava encantada com Spencer contando a história. Sua mão estava com a de Luke durante o tempo todo.

— Então vejo que vocês se acertaram. – Reid comentou. – Muito bom.

— Você nos deu um empurrão, Reid. – Luke o cumprimentou. – Talvez se eu tivesse prestado atenção mais em Lisa isso não teria acontecido.

— Você já sabe que a Lisa é a irmã perdida de Meadows. – Era uma afirmação. – Isso foi tão desconcertante. Passou batido naquele lugar.

— Meadows ainda fugindo. – Luke apenas disse. – E há um homem vigiando a equipe.

— É por isso que estamos aqui. – Reid informou. – Acho que Shaw ainda não desistiu de nos atormentar.

— Bem. – Rossi entrou. – Ele mexeu com as pessoas erradas. Se ele acha que vamos deixar ele livre disso, ele está engando.

— Achamos impressões digitais no carro e na câmera. – Emily entrou em modo agente. – Temos um nome, uma foto e descrição, mas ele parece ter sumido.

— Garcie! – JJ abraçou a amiga. – Meu deus, eu tive tanto medo de perder você.

— JJ. – Pen disse, um pouco sem ar. – Eu te amo, mas eu preciso de ar.

— Oh. – JJ se sentiu mal. – Desculpa te abraçar desse jeito. Eu realmente senti sua falta.

— Eu também. – Os olhos de Garcia sorriram. – É bom ver todos.

— Nunca mais nos assuste, Penelope. – Rossi a abraçou. – Eu senti uma parte minha morrer quando você parou de respirar.

— Ei. – Ela o fez olhar para ela. – Você pode me ver. Eu estou aqui.

Ele sorriu, cheio de lagrimas nos olhos. Penelope e Reid eram assim como o resto da equipe, seus filhos.

Michigan...

— Então? Acha que pode ser arranjado? – Calvin passou uma foto de Penelope. – Eu acho que o agente Alvez precise de uma lembrança de mim.

— Pode ser sim. – O falso advogado respondeu. – Mas ela ainda está no hospital.

— Sim. – Seu sorriso era diabólico. – E ela tem um IV no braço.

— Quer matar ela com uma overdose de morfina? – O homem riu. – Diabolicamente excitante.

— Luke Alvez precisa saber que eu posso matar sua querida daqui mesmo. – Calvin olhou para o homem. – Ele pode ter prendido Lisa e pode ter achado que tirou meu homem da jogada, mas eu vou mostrar quem ri por último.

Ele trocou apertos e voltou para sua cela. Ele não podia mais ver seu filho, então Luke perderia a única pessoa que ele amava.

Como Reid e sua namorada seria muito óbvio, chegar a Penelope era o melhor. Uma foto de Penelope rindo estava em sua parede. Traçando seus lábios, ele ficou chateado de nunca ter conhecido a garota.