— Então, como se sente senhorita Garcia? – O médico checou sua IV. – Ainda sente dores?

— Um pouco. – Penelope foi sincera. – Apenas minhas costelas parecem ter uma rocha.

— Vou prescrever morfina para você. – Ele rabiscou o receituário. – Esse aparelho ao seu lado pode ser ajustado para receber a dose necessária.

— Obrigado. – Penelope sorriu. – Então. Sobre Lisa?

— Eu sei que tenho te contar. – Luke se sentou ao lado dela. – Ela e Calvin Shaw estavam trabalhando juntos.

— E ela se juntou a Meadows e Cat. – Pen deixou o sorriso escorregar. – Ela me queria morta.

— Mas você está aqui. – Ele aproximou seu rosto dela. – Deus, eu queria tanto te beijar agora.

— O que está esperando, Luke? – Pen bateu os cílios. – Eu venho há algum tempo esperando por isso.

Luke se aproximou e passou seus braços gentilmente dela. Em um segundo eles se tornaram viciados um no outro. Se ela não estivesse aqui....

— Desculpe. – Uma enfermeira entrou, constrangida. – Eu só vou deixar a morfina e configurar. Você provavelmente vai dormir um pouco.

Ela olhou para Penelope tão fria quanto o vento do Alasca. Saindo, ela pegou o celular e fez uma ligação longe do quarto.

— A operação ”mate a loira” está pronta. – A mulher se livrou dos trajes médicos. – Em poucos minutos, ela vai apagar tanto que não vai saber o que a atingiu.

— Obrigado. – O contato de Calvin desligou. – O dinheiro estará na sua conta.

Luke deitou Penelope quando ela começou a querer dormir tão desesperada. Ele, aos poucos viu o rosto dela passar de corado para branco e depois, extremamente branco. O monitor cardíaco se alinhou e houve um fluxo intenso de médicos e enfermeiras.

Luke foi jogado para fora da sala, e ficou com a mão sob o vidro, com o coração quebrado.

— Afastar! – O médico aplicou o choque. – Descubra o que está havendo.

— Doutor, estamos perdendo ela! – A enfermeira de verdade gritou. – Doutor! Epinefrina!

O médico pegou a seringa e aplicou. Luke fechou os olhos ao ver a seringa passar pelo coração de Penelope.

Felizmente, ela voltou a si. Luke caiu de joelhos de alivio e começou a chorar.

— Luke. – Derek o ajudou a se levantar. – Eu corri até aqui quando ouvi o número do quarto de Penelope ser chamado.

— Ela estava bem. – Luke tinha as mãos tremulas. – E de repente, ela caiu e ela.... Ela morreu nos meus braços, Derek.

— Ei. – Derek o fez olhar para ele. – Ela vai ficar bem.

— Calvin Shaw. – Luke sentiu o ar sair. – Aquela enfermeira que administrou a morfina em Penelope. Ela olhava para Garcia com frieza.

— Calvin Shaw? – Derek estava em alerta. – Fique com Garcia. Não deixe ninguém desconhecido se aproximar dela.

Derek correu até a sala dos enfermeiros e procurou. Um avental de enfermeira, agulhas e seringas estavam no lixo.

Tudo fazia sentido. Calvin havia adiantado seu plano maligno e era apenas um tempo até ele chegar possivelmente até Spencer e Abby.

— Emily. – Derek praticamente gritou. – Proteja Abby e Spencer ainda mais. Calvin Shaw começou seu plano de vingança.

— Derek, o que está havendo? – Emily olhou para o casal sentado no bullpen. – Penelope está bem?

— Eles conseguiram trazer ela de volta. – Derek respondeu. – Luke está em choque.

— Vou informar a todos. – Emily respondeu. – Mantenha Alvez e Penelope seguros.

Descendo para o bullpen, Emily viu JJ e Abby trocando informações sobre crianças.

— Emily? – Reid viu a amiga. – O que está havendo?

— Você e Abby precisam ficar aqui. – Emily sinalizou para um guarda. – Calvin tentou matar Penelope no hospital, dando uma overdose de algo.

— Ela está bem? – JJ levantou rápido. – Ela vai ficar bem?

— Sim. – O olhar de Emily era triste. – Eles estão vendo o tamanho do dano. No momento, ela está em um ventilador.

Os membros da equipe se olharam. Não esperando uma ordem de Emily, JJ correu para o elevador. Emily sabia onde ela iria.

— Deixe-me levar você. – Emily deslizou para dentro do elevador. – Você não pode dirigir assim, Jeniffer.

— Eu sei. – JJ caiu nos braços de Emily. – Por que ele está fazendo isso com Pen?

— Eu tenho que contar algo. – Ela impediu JJ de falar. – Você não pode falar uma palavra para os outros, Jeniffer. Quando revistaram a cela de Calvin Shaw eles encontraram fotos de Penelope na parede.

— Oh meu deus. – JJ foi segurada pela amiga. – Ele estava...?

— Não quero pensar nisso. – Emily suspirou. – Vem, eu te levo.

— Em? – JJ viu a amiga se virar. – Não deixe te parrarem.

— Não nessa vida, JJ. – Emily sorriu. – Eu ligo as sirenes.

Apesar da velocidade e das sirenes, elas demoraram meia hora para chegar ao hospital. Luke estava sentado do lado de fora da UTI, com as mãos na cabeça.

Derek apoiado a parede, frustrado. Isso não deveria acontecer de novo. Não agora.

— Alvez! Morgan! – Emily chamou a atenção dos dois. – Qual a situação dela?

— Melhor. – Luke respondeu. – As imagens mostram a falsa enfermeira vindo e aplicando a dose alta de morfina em Pen.

— Doutor Rhodes não viu o problema até fazer testes. – Luke olhou para Penelope. – Ela precisa de um tempo no ventilador.

JJ foi até o quarto onde a amiga estava. Parecendo frágil novamente, ela abriu a porta e entrou. Suas lágrimas doíam tanto e ver Penelope naquela situação não ajudava.

— Garcie. – JJ pegou a mão da amiga. – Eu prometo que ele nunca mais vai te machucar.

— Ei. – Emily entrou. – Eu achei que você estaria aqui.

— Eu sei que não deveria. – JJ abraçou a amiga e chefe. – Por que ela não pode ser feliz uma vez?

— Eu tenho que contar algo. – Emily adorava aquelas palavras. – Spencer foi até Michigan. Ele foi atrás de Calvin Shaw.

— Por que? – JJ estranhou. – Por que se expor assim?

— Porque ele não quer deixar Abby exposta também. – Emily respondeu. – Então ele tomou a situação nas próprias mãos.

As duas olharam, ainda abraçadas para Penelope. Se elas estivessem confiantes, a amiga ficaria melhor.

Luke entrou no quarto vendo JJ e Emily por aqui. Ele não tinha certeza se poderia suportar mais dessas coisas. Ele, porém, nunca desistiria de ficar com Garcia.

O dia passava lentamente e quando Luke percebeu, o médico entrou e sorriu.

— Acho que estamos prontos para retirar a senhorita Garcia do ventilador. – Ele disse calmamente. – Talvez você queira ir fazer um lanche.

— Certo. – Luke realmente precisava de um agora. – Eu volto.

Michigan...

Spencer apertou as mãos em nervosismo. Fazia tempo que ele não estava em uma cadeia dessas. A pessoa que ele iria visitar esteve com ele na outra.

— Agente Spencer Reid? – O guarda o chamou. – Estamos prontos.

— Obrigado. – Ele caminhou pelos corredores. – Então como Calvin tem sido aqui?

— O pessoal da máfia nunca o deixa em paz. – O guarda abriu a porta. – Constantemente ele está na enfermaria. Tivemos um problema na semana passada e descobrimos que ele tem fotos da sua colega com ele.

— E quem manda as fotos para ele? – Spencer olhou para o corredor de telefones. – Acho que prefiro algo mais privado.

— Claro. – O guarda assentiu. – O agente Rossi garantiu isso.

— Você não respondeu minha pergunta. – Eles entraram em um corredor. – Acha que é alguém de fora?

— Ele trocou de advogado tantas vezes. – O guarda respondeu. – Cada vez é alguém diferente.

Entrando na sala privativa, Spencer ficou cara a cara com o grande responsável por tentar matar Penelope.

Se os machucados eram um indicativo, ele não teve um bom tempo aqui. Internamente, Reid sorriu. Se sentando, ele sabia que era hora de confrontar.