Revenge Is Never Sweet
11 No sugar in my coffee.
Logo que soube que Spencer estava a salvo e Penelope em estado crítico, Abby correu da sala de Penelope e entrou no elevador.
Ela e Spencer namoravam há alguns meses atrás. Eles se ajudaram em seus traumas e depois de uma noite de declarações, eles tiveram sua primeira vez.
Foi tão intensa e maravilhosa que Abby não sabia como dizer a ele que provavelmente a quarta vez que eles transaram, ela acabou grávida de Spencer.
Agora não era a hora ainda de contar. Penelope se tornou uma amiga de Abby no momento que Spencer as apresentou a primeira vez.
Ela pegou um táxi até o hospital para onde sua amiga e seu namorado estavam.
Virginia hospital Center...
Quando o helicóptero pousou no heliporto, os enfermeiros aguardavam Penelope ansiosamente. Seu estado acabou piorando, se isso fosse possível. Ela precisou de ar o tempo todo manualmente.
— Mulher, 40 anos. – O enfermeiro gritou. – Múltiplas contusões. Provável pulmão perfurado e marcas de chicote nas costas.
— Algum ouro problema? – Ela viu o paramédico empalidecendo. – Qual o problema?
— Ela codificou duas vezes. – Ele disse hesitante. Quase a perdemos três vezes, na verdade.
— Para a cirurgia agora! – A médica gritou. – Comecem a entubar ela.
— Agente Reid. – Uma pegou Spencer e o levou para outro lado. – Ela vai ficar na cirurgia por no mínimo quatro horas e você precisa ser verificado.
— Spencer! – Abby gritou ao ver o namorado. – Oh meu deus.
— Abby! – Reid a abraçou. – É tão bom ver você aqui.
— Onde ela está? – Abby estava preocupada. – Onde Penelope está?
— Eles a levaram para a cirurgia. – Spencer quase caiu. – Desculpa, eu recebi algumas pancadas também.
— Vá ser verificado. – Abby o obrigou. – Eu vou estar aqui caso Pen precise até seus amigos chegarem.
Reid aceitou a ajuda da enfermeira e foi ser verificado. Mantendo a palavra, Abby ficou na sala de espera.
O silêncio no SUV era estressante. Luke foi impedido por Dave de dirigir. Se ele soubesse, ele estaria a toda no auto estrada e já bastava dois agentes espancados. Ele não queria outro no hospital.
— Você sabe que mesmo que ela fique em estado crítico ela vai ficar bem, certo? – Rossi disse, quebrando o silêncio. – É de Penelope Garcia que a gente está falando.
— Eu sei, Dave. – Luke estava sofrendo. – Ainda não acredito que matei alguém com punhos.
— Hotchner fez a mesma coisa que você. – Ele viu o agente latino o olhar. – Quando Foyet matou Haley, ele perdeu a capacidade de pensar e o atacou com os próprios punhos.
— Isso significa que eu me tornei Hotch? – Luke subiu uma sobrancelha. – Eu não gostaria de ser comparado a ele.
— Não Luke. – Rossi riu. – Eu quero dizer que você ama Garcia e considera muito Spencer para pensar em sua carreira e sua vida sem eles.
— Você a ama, Alvez. – JJ falou do banco de trás. – E nem negue. Você se ofereceu para falar com Lisa, desafiou Emily e buscou ajuda com seu colega para encontrar os dois antes de nós.
— Ela ainda se machucou, porém. – As lágrimas caíram. – Não foi cedo demais.
— Mas ela tem uma chance. – Tara ofereceu. – E Spencer apesar de ter aparentemente uma concussão e machucados óbvios, está bem.
Luke ficou quieto. Ele tinha mesmo que agradecer. Ele só precisava que Penelope ficasse bem, para que ele finalmente dissesse a ela o quanto a amava.
Virginia Hospital Center...
— Como ela está? – O cirurgião perguntou. – Ela está estável?
— Por enquanto. – A enfermeira mantinha os olhos em Penelope. – Ela passou por tanto.
— Eu sei. – O cirurgião disse. – Ela levou um tiro anos atrás. Eu a operei.
— Eu sabia que ela era conhecida. – A mulher alisou os cabelos de Penelope. – Eu ouvi dizer que ela e um amigo foram mantidos por quatro dias.
— Tem um agente que matou um dos crápulas no punho. – O assistente comentou. – Ele está apaixonado por ela.
— Vamos focar. – O cirurgião repreendeu. – Santo Deus. Precisamos de mais material.
— O pulmão foi perfurado. – A enfermeira ofegou. – Eu acho que ela vai levar mais tempo para se recuperar.
— Ai droga! – Foi tudo que a enfermeira conseguiu gritar. – Ela está codificando de novo.
— Quatro vezes? – O médico estava impressionado e não de um jeito bom. – Eu aceito como um muito pior.
Pegando as pás, ele a ressuscitou de novo.
Ele esperava que ela ficasse bem. Pelo bem dele e do homem que a amava.
Quando Luke chegou ao hospital, ele encontrou Abby primeiro. Ele não a tinha conhecido antes, então ele não sabia que ela estava aqui para seus amigos.
— Oi. – Abby sabia que ele era Luke. – Abby Sciuto. Namorada de Spencer.
— Luke. – Ele a cumprimentou. – Eu não sabia que Spencer tinha uma namorada.
— Estamos mantendo isso de vocês. – Abby foi sincera. – Ele está fazendo uma tomografia e raios x.
— Alguma notícia sobre Pen? – Luke mexia as mãos em nervosismo. – Qualquer coisa?
— Ainda não. – Abby viu Luke ficar frustrado. – Ei, ela vai ficar bem.
Luke apenas a olhou. Reid voltou e se sentou ao lado de ambos. Sem nenhuma palavra sequer.
O resto da equipe se juntou a eles. Os únicos sons eram de JJ chorando pela amiga e o barulho normal de hospital.
Ninguém se atrevia a dizer uma única palavra.
Duas longas horas se passaram. Luke praticamente estava andando pelas paredes do hospital no final da segunda hora.
— Penelope Garcia? – O médico perguntou. – Vocês são a família da senhorita Penelope?
— Somos o que ela mais tem perto de uma família. – Emily respondeu. – Eu sou a agente Emily Prentiss e esses todos são a família dela e o homem que a ama.
— Certo. – O médico suspirou. – Deixe-me dizer que descartamos violência sexual. E dito isso, sua agente é uma garota durona. Perdemos ela quatro vezes. Dada a condição critica dela é normal. Conseguimos consertar o pulmão dela e as costelas. Ela está desidratada, com machucados, cortes e abrasões. Ela vai ter uma boa luta.
— Podemos ver ela? – Luke falou primeiro. – Por favor.
— Ela está na UTI, em um ventilador. – O médico viu Luke ficar triste. – Mas eu posso autorizar visitas. Alguns pacientes podem ouvir enquanto estão em coma.
— Luke e Reid. – Emily decidiu. – Vocês vão primeiro.
Eles acenaram e foram com o médico. Entrando no quarto, Luke sentiu seu peito doer. Lá estava ela, deitada, com um tubo em seus lábios, fios e máquinas. Seus cabelos loiros espalhados pelo travesseiro formando uma moldura de cinema.
Reid observava tanto Luke quanto Garcia. A amiga estava em coma induzido pelos médicos, mas ela praticamente já estava em um quando chegou.
Luke avançou e pegou sua mão, levando-a aos lábios e segurando aquele momento. Os dois seguranças na porta, porque Meadows e Lindsey ainda estavam soltas. Cat e Lisa estavam presas outra vez.
Rossi providenciou que Cat fosse mandada para uma cadeia de segurança máxima no Brasil. O lugar mais longe que ele poderia pensar. Ela já havia sido escorregadia das primeiras vezes. Talvez agora, no Brasil, ela fosse mais bem-educada.
— Eu estarei aqui. – Luke beijou sua bochecha. – Eu sempre estarei aqui por você, meu anjo.
— Estou feliz que ela esteja bem. – Reid sorriu. – Eu não saberia viver sem ela.
— Você e Abby então? – Luke o provocou. – Aquela garota te ama.
— Eu não sei como vivia antes dela. – Reid sorriu. – Eu realmente quero me casar com ela algum dia. Fique com ela, Alvez. Eu estarei na emergência. Vou mandar Rossi e Matt para cá.
Na sala de emergências, JJ não parecia melhor. Pen ainda estavam em perigo de vida. Ela não tinha certeza se iria contar a Henry que sua madrinha estava em uma UTI.
Michael, seu filho mais novo também já entendia dos perigos, mas sempre achou que a tia Pen estivesse a salvo.
— Jennifer. – Emily veio e a abraçou. – Ela está bem. Ela vai ficar bem.
— Eu preciso ver ela. – JJ praticamente implorou. – E eu preciso ir para casa e trazer Henry.
— Quando Reid voltar, você poderá ir, ok? – Emily a confortou. – Não precisa se desesperar. Eu mesma estou desse jeito.
— Derek? – A voz de Rossi as tirou de seus abraços. – O que faz aqui?
— Eu ouvi dizer que Pen e Spencer estão a salvo. – Derek disse em pânico. – Por que não me chamaram?
— Você não é mais agente, Derek. – Emily o repreendeu. – Deixe JJ ir primeiro, ela precisa ver a amiga.
— Claro. – Derek a abraçou. – Então, qual a situação de Penelope?
— Critica. – Emily respondeu. – Os médicos estão otimistas, no entanto.
Spencer voltou e se sentou ao lado de Abby. JJ foi até o quarto de Pen.
— Alguém gostaria de um café? – Rossi ofereceu. – Eu pago.
— Eu quero. – Derek pediu. – Sem açúcar.
Rossi assentiu e foi buscar café. Seria uma noite longa.
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