Revenge Is Never Sweet
12 I Love You.
Depois de dois dias, Luke estava impaciente. Penelope se estabilizou, graças a uma força divina e ela pode finalmente ser retirada do ventilador. Ela não acordou e isso estava fazendo Luke pirar.
Cada minuto que ele não ouvia sua bela voz ou via seus olhos o olhando era como uma tortura.
Spencer ainda estava aqui. Ele não conseguia deixar as lembranças de uma Penelope quase morta na sua frente. Não era justo. Cat estava com raiva apenas dele, ele deveria ter sido punido.
Olhando para o novo quarto que Penelope fora colocada, ele viu Luke, lágrimas ainda em seu rosto. Era injusto que ele tivesse Abby por perto e Luke não tivesse Garcia com ele.
Ele levantou da poltrona e foi até o amigo.
— Ei. – Reid o chamou. – Como está indo?
— Difícil. – Luke respondeu. – Ela não acordou ainda.
— Eu sei. – Reid tinha uma dor de cabeça começando. – Eu sei que Penelope não vai querer perder o anuncio que eu tenho a fazer.
— Você pode esperar quanto? – Luke se sentiu egoísta. – Você sabe, ela adoraria ver você e Abby felizes.
— Nós precisamos contar antes de oito meses. – Ele viu o olhar de Luke. – Abby descobriu que está grávida e tinha certo receio de contar para mim, mas eu vou ser um pai.
— Parabéns Spencer. – Luke abraçou o amigo. – Então ela está de um mês?
— Incrível, não é? – Reid sorriu abertamente. – Eu tinha desistido de ter filhos. Veio totalmente de surpresas. Abby está radiante e talvez ela possa querer esperar os três primeiros meses.
— Sei que Penelope ficaria feliz com isso. – Luke comentou. – E eu acho que ela queira ter alguns bebês em um futuro próximo.
— Seria lindo ver Penelope Grávida. – Reid confessou. – Ela, acima de todos merece ser feliz e ter filhos.
— Acha que ela vai ficar bem? – Luke perguntou. – Eu sei que quanto mais tempo ela demora para acordar mais baixa fica a tendência de isso acontecer.
— Não perca as esperanças. – Reid apertou o ombro do amigo. – Estamos falando de Penelope Garcia. A garota que disparou uma arma uma única vez e ainda se culpou por semanas. Apenas quando ela voltar, conte a ela sobre o que você sente.
— Obrigado. – Luke sorriu. – E como você está?
— Já estive pior. – Reid disse honesto. – Minha concussão não é tão ruim e eu estou com analgésicos fracos.
— Spencer... – Luke queria perguntar algo.
— Não vá lá Alvez. – Ele sabia o que era. – Você não tinha noção de quem era Lisa.
— Calvin Shaw. – Luke finalmente disse em voz alta. – como ele fica em tudo isso?
— Eu não sei. – Reid foi honesto. – Ele é ex-agente do FBI, sabe que não pode falar com ninguém sobre seus planos.
— Isso quer dizer que ele vai tentar me matar e a Penelope? – Luke foi direto. – O quanto podemos dizer que isso vai acontecer?
— As probabilidades são grandes. – Reid ainda era sincero. – Mas eu gosto de pensar que um de nós pode quebrar qualquer confiança ou tentativa que ele possa ter ou fazer.
— E Lisa? – Luke sentiu raiva ao dizer o nome dela. – Como ela fica?
— Ela vai para um presidio feminino, com guardas mulheres. – Reid explicou. – Mesmo que ela fique na solitária o resto de sua vida, ela não vai conseguir fugir.
— Você sabe que ela é próxima de Shaw, Spencer. – Luke sabia o risco. – E se Penelope não acordar a tempo?
— Um dia de cada vez. – Spencer sorriu. – Eu ainda estou me recuperando de uma concussão, então acho que eu vou para casa.
— Obrigado por vir. – Luke o abraçou. – Digo a ela se ela acordar.
— Deus te ouça, Luke. – Reid olhou para Garcia. – Eu prometo estar de volta.
Quando a porta do quarto foi fechada, Luke correu até uma das gavetas e tirou um pote de vidro colorido. Ele havia desligado por causa de Spencer e sua dor de cabeça.
Era um pisca-pisca em um pote de vidro, feito por uma das garotas do hospital.
Ela sabia que Pen gostaria de ver quando acordasse e era uma pequena distração dos problemas.
A sequência verde e azul e laranja e vermelha piscava em intervalos e Luke achava calmante. Pegando a mão dela, Luke se preparou para despejar palavras. Ele só precisava falar para não enlouquecer.
— Ei Pen. – Ele acariciou sua bochecha com o dedo. – Eu sei que pode ter sido extremamente doloroso saber que eu nunca chegava, que nós nunca chegávamos, mas nós conseguimos. Eu não sei o quanto você sabe sobre Lisa ser a mente por trás de tudo, mas eu vou te contar. Cada pedaço.
O som de bip era a única resposta. Ele desejou que ela o chamasse de novato de novo.
— Uma das médicas examinou o seu caso. – Ele continuou certo de era a coisa certa a se fazer. – Ela disse que nunca teve uma paciente durona. Todos os nossos amigos estão aqui, sabia? Derek e Hotch vão vir hoje de novo. JJ vai levar Henry e Michael e Will também. Rossi vai trazer Krystall e Joy. Todos querem estar aqui. Eu posso repetir todos os dias até seus olhos abrirem, Pen. Eu te amo, Penelope Garcia.
Então ele sentiu. Um aperto tão leve que ele pensou ter imaginado no começo. Sua cabeça subiu e suas esperanças foram renovadas quando um segundo mais forte foi sentido.
Sua Penelope estava ainda com ele. Agora ele queria finalmente que ela estivesse acordada.
Emily embalou a última prova na casa da fazenda. Ela e Rossi vieram para coordenar a busca de provas. Cat estava sob vigilância até ser enviada para o Brasil.
O sangue no chão do quarto onde Garcia estava antes de ser levada para o hospital estava cheio de sangue e ela começou a chorar. Rossi a tomou nos braços e confortou ela. Por fora ele estava profissional, mas por dentro seu coração estava destruído.
— Ela vai voltar para nós. – Rossi garantiu. – E então ela pode ser feliz com Alvez.
— Alguma pista de Lindsey ou de Meadows? – Emily perguntou. – Já fazem três dias.
— Policias vasculharam casas por aqui. – Rossi tirou um bloco de papel. – Meadows roubou um carro que já soltamos o alerta. Lindsey foi capturada em um hotel. Estão levando para Virginia.
— Espero que Pen fique bem. – Emily olhou para as correntes. – E que Spencer também fique bem.
Já era praticamente de noite. O sol estava se pondo e dando lugar a uma noite cheia de estrelas. A primeira em três noites. Luke se distraiu com o pote de luzes e então o monitor cardíaco de Pen parecia subir e descer.
Saltando de seu lugar atual, ele foi até ela e viu o que fez ele começar a chorar. Os olhos dela ensaiavam uma dança por baixo das pálpebras e ele agradeceu qualquer que fosse a força.
— Isso, Penelope. – Luke segurava a mão dela. – Acorde para mim, sim? Você consegue.
Penelope sentiu-se cada vez mais perto de acordar. Ela podia ouvir o que ela descreveria como a voz mais linda a chamando de volta e como ele declarou seu amor para ela.
Seus olhos abriram como se a venda fosse retirada. Ela focou para cima e de volta para o homem ao seu lado.
— Luke? – A voz seca tentou adivinhar. – É você?
— Pen! – Seu coração pulou de seu peito. – Sim, sou eu. Meu deus, é tão bom ver você acordada.
— O que aconteceu? – Ela olhou para os fios em seu braço. – Onde Spencer está? Ele está bem?
— Sim, Penelope. – Luke limpou uma lágrima dela. – Eu estou tão feliz por você finalmente acordar.
— Você quis dizer aquilo? – Ela viu a realização nos olhos de Luke. – Que você me ama?
— Cada palavra, meu amor. – Luke se aproximou. – Permissão para te beijar?
— Só depois que chamar o médico, Luke. – Ela parecia muito bem. – Depois ganha todos os beijos.
Ele apertou a campainha do médico e ficou olhando para ela. Era tão bom ver que ela parecia bem. Ele esperaria o médico sair e então faria a pergunta.
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