— Que bom ver você acordada, senhorita Garcia. – O médico sorriu. – Ficamos com medo de você não acordar.

— Mas ela acordou. – Luke sorriu. – Então, eu tenho certeza que ela vai ficar bem.

— Isso, eu que decido, senhor Alvez. – O médico olhou para Penelope. – Então, alguma dor?

— Só minhas costelas. – Penelope respondeu, francamente. – Eu acho que vai ser assim por um tempo.

— Você foi espancada de um jeito terrível. – Ele examinou Pen. – Se não se importar, podemos levar você para um raio-x ou tomografia para vermos as lesões.

— Claro. – Ela olhou para Luke. – Acha que ele pode vir?

— Se sentiria mais confortável? – O doutor escreveu em sua prancheta. – Pode ser arranjado. Apenas me de alguns minutos.

— Obrigado. – Pen olhou para Luke, sorrindo de um jeito bobo. – Então?

— Então. – Luke se aproximou. – Eu sei que há algumas coisas para serem explicadas.

— Eu posso esperar. – Penelope estendeu a mão para ele. – Eu sei que há tempo para isso.

— Ok. – Ele assegurou a ela. – Quando estiver um pouco melhor, vamos conversar.

— Promessa? – Ela fez sua melhor cara de apaixonada. – Sobre tudo?

— Absolutamente. – Luke tocou seu nariz. – E quando estiver em casa, eu vou te tratar como uma rainha.

— Não me tente, Luke. – Pen fez beicinho. – Não quando tudo o que eu tenho agora é uma cama de hospital e uma IV no braço.

— Ei, isso é melhor que antes. – Ele pegou seu rosto. – Eu tive que ver você com tubo na garganta e em estado grave. Você teve quatros paradas na mesa de operações porque Cat te espancou tanto que você morreu nos braços de Reid.

— Está pronta para o exame? – O médico interrompeu a conversa. – Seu namorado pode vir também.

Nenhum dos dois quis corrigir. Luke segurou o quanto pode a mão de Pen até que foi forçado a fazer.

B.A.U

— Então o que sabemos sobre o relacionamento de Lisa e Calvin? – Emily se sentou com Rossi e Lewis. – Não acho que Phill tenha juntado eles sabendo disso.

— Acho que Calvin já estava atrás de algo para usar e por acaso encontrou Lisa. – Rossi ofereceu. – Ela é médica. Atenderia um paciente passando mal.

— Nem você acredita nisso. – Emily disse francamente. – Acho que Alvez não seja o alvo.

— Por qual razão Calvin Shaw quer se vingar de Penelope? – Rossi não entendeu. – Pelo o que sabemos, Penelope nunca o viu nem ele viu ela.

— Mas ela visitou Spencer. – Lewis disse. – Ele pode ter visto ela e logo depois Luke foi falar com ele. Ele foi transferido por Alvez para Michigan para onde os homens que ele traiu estão.

— Isso pode explicar o motivo. – Emily abriu o arquivo de Calvin. – Mas não como ele chegou a um nome. Ao nome de Garcia.

— Talvez alguém de fora o esteja o ajudando. – Rossi respirou fundo. – Se o que achamos é a verdade, Calvin Shaw vai querer se vingar de Garcia assim que descobrir sobre Lisa ser presa.

— Ele já sabe, na verdade. – Emily tentou não se sentir doente. – É uma questão de tempo até que ele arrume outra pessoa para fazer o trabalho sujo.

— Vou aumentar a segurança no quarto da Garcia. – Rossi disse. – Eu sei que você é a chefe, Emily, mas não dá para brincar com isso.

— Não mesmo. – Prentiss concordou. – E como Spencer está?

— Ele está um pouco melhor. – Lewis falou. – Fiz uma sessão com ele hoje, parece aceitar o fato que Penelope foi torturada, mas se mostrou hesitante quanto saber que a culpa não era dele.

— Ele se culpa por isso. – Emily balançou a cabeça. – Vai ser um longo caminho para ambos.

— Penelope e ele foram sequestrados e torturados. – Rossi sorriu tristemente. – Cat presa, Lisa também. Lindsey ainda aguarda a prisão permanente e Meadows está desaparecida.

— Acho que as coisas estão mudando. – Emily sorriu ao ler a mensagem. – Garcia acordou. Ela parece estar melhor, mas está fazendo exames.

— Penelope acordou? – O rosto de Rossi se abriu em um sorriso. – O que estamos esperando?

Os três levantaram e se dirigiram a uma das SUV's. Apesar de toda a pressa, Rossi notou o carro azul destoando de todos os outros.

— Acho que estamos sendo vigiados. – Rossi falou, casualmente. – Carro azul.

— É o mesmo carro que Spencer viu. – Emily sacou a arma. – Parado! FBI!

O carro arrancou e Emily acertou dois tiros em seus pneus. Porém, quando chegaram ao veículo, o motorista já havia fugido.

— Mande a perícia vir aqui. – Emily olhou para a câmera esquecida. – Espero que ele tenha deixado o cartão de memória.

— Acha que é alguém de Calvin Shaw? – Tara perguntou. – Ele tem uma 9 mm no banco.

— Ligue para Luke. – Emily olhava a rua. – Acho que as coisas vão começar a ficar estranhas agora.

— Hã, Emily. – Rossi olhou para agente. – Temos que avisar a Reid também.

— Santo inferno. – Emily olhou para as fotos da pasta. – Busque ele e Abby e o leve para o FBI.

— Achei que estávamos livres de ameaças. – Rossi estava irado. – Agora é com Shaw que devemos lidar. Há fotos de Penelope aqui, e ela não carrega uma arma ou uma Taser, inferno, ela está em um hospital.

— Vamos para lá. – Emily respondeu. – Você e Tara vão para a casa de Spencer e busquem os dois. Abby está grávida e Reid não será um homem feliz se algo acontecer.

Rossi e Tara ligaram o SUV e foram as pressas para a casa de Spencer. Sem chance de deixar algo acontecer.

Hospital...

Penelope estava descansando depois da bateria de exames pós despertar dela. Luke banhava-se na perfeição de sua namorada dormindo tão calma.

Ele tocou seus cachos dourados e suspirou. Seus belos olhos estavam dormindo e seus lábios tinham um pouco de gloss que uma das enfermeiras colocou.

Ele sabia dos efeitos que esses eventos fariam nela. Pesadelos e gritos a noite, medo de qualquer barulho. Ele estava mais do que disposto a trabalhar para que ela ficasse melhor.

Passos rápidos foram ouvidos e os seguranças se posicionaram. A ligação de Emily que alguém ainda rondava a equipe o deixou em alerta. Felizmente, era apenas Derek.

— Qual é a dos seguranças? – Derek sorriu para Luke. – Achei que Meadows fosse a única ameaça.

— Morgan. – Luke guardou a arma. – Fico feliz por vir. A equipe descobriu que Shaw ainda está vigiando Reid e Pen.

— Aquele ex agente? – Derek levou as mãos à cabeça. – Diga que você vai ficar aqui o tempo todo.

— Preciso ir para casa e buscar Roxy. – Ele pediria um favor a Derek. – Se algo acontecer a ela, Penelope ficara muito triste.

— Eu sei o que você vai pedir. – Derek balançou a cabeça. – E a resposta é sim. Fico feliz de que você finalmente disse a ela que a ama.

— Morgan. – Luke apontou para Penelope. – Tome conta dela como se ela fosse sua esposa. Por mim e por Roxy.

— Certo. – Derek piscou. – Acho que Spencer vai adorar quando chegar e eu estou aqui.

— Ok. – Luke beijou a testa de Garcia. – Eu já volto, meu anjo.

Ela resmungou algo, mas não acordou. Luke sorriu para a imagem dela e para Derek.

Saindo pela porta, Luke observou cada pessoa da emergência a saída. Ele sabia que Prentiss havia causado um acidente atirando nos pneus e que a pessoa ao menos precisaria de atendimento médico.

Se ele estivesse perseguindo Pen e Spencer, ele mesmo atiraria nesse cara.