Lisa deu sorte naquela noite. Trabalhando na cozinha ela tinha acesso a canela moída.

Adélia tinha hipertensão e a quantidade errada de canela podia matar ela sem aviso.

A mulher tomava todas as noites um copo de leite com chocolate, cortesia de um acordo com a justiça. Então era fácil adulterar a bebida. Mascarando o sabor com essência de baunilha, ela entregou para a amiga.

Nos últimos três meses, Lisa e Adélia montaram planos para se vingarem de Penelope e Luke no processo.

— Lisa? – Adélia começou a sentir falta de ar. – Eu preciso de ajuda.

— Amiga? – Lisa fingiu. – Eu preciso de ajuda! Ela está tendo um ataque.

Lisa, como era médica foi junto com a amiga. Infelizmente (ou felizmente) para Lisa, Adélia havia falecido a caminho do hospital.

— Sinto muito senhorita. – O enfermeiro com elas falou. – Não há mais nada a se fazer.

— Na verdade.... – Lisa pegou o bisturi. – Ainda há muito a se fazer.

Ela cortou a garganta do enfermeiro ao mesmo tempo que jogava uma seringa no guarda.

Abrindo as portas da ambulância, ela olhou para o corpo da ex-amiga morta e riu.

— Desculpe querida. – Lisa zombou. – Mas essa vingança é toda minha.

Saltando da ambulância, ela parou um carro e roubou o motorista. A arma do segurança em suas mãos, um vidro de gasolina roubado do armário de suprimentos, era hora de vingança. E ela não era doce.

Emily foi logo informada dessa vez. Mesmo que ela estivesse prestes a ter o bebê, ela não poderia deixar de ficar mais grata por isso.

— Dave. – Emily pôs a mão na barriga. – Nós temos um problema. Lisa escapou.

— E ela vai atrás de Luke e Garcia. – Dave pegou as chaves do SUV e correu. – Estou a caminho da casa deles. Vá descansar Emily.

Lisa havia conseguido tudo o que queria sobre Penelope e Luke. Eles compraram uma casa juntos. A casa que ela e Luke deveriam ter comprado juntos.

Entrando pelo portão, ela sabia que Roxy estaria com eles na casa. Ela entrou pela janela do quarto de Pen e Luke.

Penelope parecia estar doente, mas ela não se importou.

— Hora de pagar de volta cadela. – Lisa puxou Garcia pelos cabelos. – Eu disse que estaria de volta.

— Não!! – Penelope gritou de medo. – Me deixe em paz.

— Espero que Luke esteja em casa. – Ela jogou Penelope no chão com força. – Vocês dois acabaram comigo. E eu vou acabar com vocês.

Luke abriu a porta e viu Penelope no chão e Lisa brandindo uma arma.

— Apenas o homem que eu procuro. – Lisa riu. – Entre Luke, precisamos conversar.

Ele entrou e fechou a porta atrás dele. Ele não tinha um bom pressentimento sobre isso.

Se aproximando de Penelope, Lisa o impediu de tocar ela. Luke estava com receio de qualquer movimento brusco.

— Vamos conversar, certo Lisa. – Luke implorou. – Não vamos fazer isso ficar pior.

— Ficar pior? – Lisa gritou. – Eu passei quatro meses em uma cadeia feminina quando eu poderia estar esquentando sua cama.

— Você me traiu com Calvin! – Luke gritou. – Queria que eu te estendesse um tapete de rosas?

— Você nunca foi um amante descente, Luke! – Lisa puxou os cabelos de Penelope. – Essa vaca, no entanto, anda esquentando seus lençóis com todo seu corpo gordo.

— Ela é muito melhor que você! – Luke estava cansado. – Você sabe que tudo o que ela me deu, você nunca foi capaz de dar.

— Do que você acha que está falando, Alvez? – Lisa mirou em Penelope. – Vire-se cadela. Agora!

Penelope sabia que era um erro, mas mesmo assim se virou.

— Eu vou acabar com você de uma vez por todas. – Lis tinha olhos cheios de ódio. – Adeus vadia.

Lisa pressionou o gatilho, atirando duas vezes em Penelope. A primeira bala atingiu a perna esquerda e a segunda a barriga de Garcia.

— Penelope! – Luke se abaixou desesperado com o sangue que escorria. – Meu amor, não me deixe.

— Se afaste dela. – Lisa estava em fúria. – Eu ainda não terminei.

Seu mundo girava ao redor dele em câmera lenta. O amor de sua vida, caída sangrando.

Ele ouviu um barulho no andar de baixo. A equipe estava aqui.

Lisa perdeu o ultimo juízo que tinha. Quebrando a garrafa com a gasolina no chão, a vela que era para ser romântica, serviu como estopim e o fogo começou a queimar as cortinas e se espalhou pelo chão.

Logo o quarto todo parecia estar em chamas. Pegando a própria arma na cômoda ao lado dele, Luke tomou uma decisão. Era Lisa ou Penelope. Ele só poderia salvar uma das duas e Lisa, ela machucou seu verdadeiro amor.

— Chamem os bombeiros! – Rossi gritou. – E uma ambulância.

Subindo os degraus, ele e Simmons ouviram dois tiros, uma arma caindo e um corpo seguindo.

— Penelope. – Luke arrastou Garcia. – Meu deus. Fique comigo.

— Alvez! – Rossi veio ao encontro dos dois. – Nós temos que sair daqui.

— Eu preciso voltar lá. – Luke olhou para o quarto agora em chamas. – Nossas roupas, os cartões do seguro.

— Esquece isso! – Rossi disse. – Matt, chame Spencer e levem ela para baixo.

— Ela está perdendo sangue demais. – Simmons colocou Penelope nos braços. – Ela precisa de um hospital e agora.

— Precisamos sair daqui. – Rossi arrastou Luke. – Me escuta, Alvez, a casa vai desmoronar e a menos que você queira acabar como Lisa provavelmente acabou, nós temos que sair daqui.

Luke olhou uma última vez para o quarto e saiu correndo. Lisa estava morta e ele sabia disso.

O fogo a alcançou. Lisa ainda podia sentir seu corpo em chamas, mesmo que a morte já a tivesse carregado. Era dolorido e ela gritou com todas as forças que ela poderia gritar.

Foi tudo em vão. Em uma tentativa de subir para o céu, ela se viu cada vez mais sendo atraída para o chão. Ela pousou com baque e viu o que aconteceu. Ela chegou ao inferno. O lugar planejado para pessoas feito ela.

— Olá Lisa. – Adélia a chamou. – Achou que se livrou de mim?

— Eu não sei do que está falando. – Lisa se afastou da mulher. – Eu não fiz nada.

Adélia sorriu e cruzou os braços. Algo puxou Lisa e ela tentou de tudo, mas nada estava dando certo.

— É hora de pagar, Lisa. – A voz diabólica praticamente cantou. – Você tentou duas vezes e não conseguiu.

— Não!! Não!! – Lisa se debateu. – Eu a matei! Eu matei Penelope!

— Não matou. – O diabo riu. – Ela ainda está lutando.

Lisa sentiu sua carne arder de novo e depois um novo baque. Estava acontecendo e estava acontecendo rápido.

Tudo o que ela sentiu foi dor. E depois ela fechou os olhos e nada mais.

— Não morra, Penelope. – Luke implorou. – Não posso viver sem você.

JJ correu e colocou a única coberta que conseguiu resgatar da casa na terra longe da casa.

— Roxy! – Luke se desesperou. – Ah, graças a Deus você está aqui.

A cadelinha correu para Luke, meia cheia de fumaça. Luke buscou conforto dela.

A casa toda estava em chamas e os bombeiros tentavam controlar. Confusão e a ambulância com Penelope sendo atendida.

Ele sentiu suas pernas dobrarem e seu coração ser esfaqueado.

— Coloque uma bolsa de sangue agora! – O paramédico gritou. – Precisamos ir agora.

— Agente Alvez! – O paramédico gritou. – Quer vir com ela?

— Sim. – Luke e Roxy pularam na ambulância. – Nos encontrem lá.

A equipe olhava para Penelope em condições críticas. Dois tiros e tanto sangue.

A ambulância arrancou direto para o hospital. A mão de Luke segurou a de Penelope e ficou assim até que o monitor se alinhou.