Revenge Is Never Sweet

21 Never gonna Be Alone


Nem nos seus piores sonhos, Luke poderia imaginar estar de volta ao começo. Ele e Penelope estavam felizes, com um bebe a caminho. Provavelmente, ele ainda não tinha a certeza.

Ele sempre quis crianças e se ela estivesse esperando, Deus, como ele gostaria. Mas o destino era cruel e ela estava a caminho do hospital.

No momento que as linhas planaram, sua respiração ficou presa na garganta. Não, isso não deveria acontecer agora.

— Preciso que se afaste. – O paramédico o fez recuar. – Comece com 360. Afastar.

O som do corpo saltando o fez sentir sua respiração se esvaziar. Não era o começo de casamento que ele queria, não era o fim também.

A mensagem de Rossi o fez suspirar, um pouco. Lisa estava morta. Ele não sabia se deveria se sentir feliz ou com raiva, se ele deveria sorrir ou chorar.

Ele estava preso em uma situação horrível.

E como ele queria acabar com tudo o que tivesse sobrado de Lisa. Isso não traria tudo de volta, mas talvez o fizesse melhor.

Grande erro dar tudo certo. Penelope sairia dessa ela era forte, ele a arrastaria para o primeiro cartório e colocaria uma aliança de casamento no lugar da de noivado.

Três choques foram suficientes para ela voltar.

— Acho que temos um problema doutor. – A assistente olhou para ele. –Eu acho que ela está grávida.

— Merda. – Ele disse. – Me diga que o feto está bem?

— Pelo que eu pude ver sim, mas precisamos correr. – Ela falou. – A bala rasgou e irrompeu o baço ela.

— Merda. – Ele odiava as más notícias. – Prepare ela e a entube. Agente Alvez, você é o marido dela, certo?

— Noivo. – Luke não sabia se era uma boa coisa. – Por que?

— Se precisarmos escolher entre a mãe e o bebe. – O paramédico viu Luke ficar branco. – Você vai ter eu fazer isso.

— Salve ambos. – Luke gritou. – Eu não quero perder nenhum.

O paramédico assentiu. Ele não queria fazer a escolha também.

Rossi estava desesperado. Cada pedaço da vida de Luke e Garcia estava em cinzas. Telefones, roupas, bolsas e o quarto reservado para ser o de um futuro bebê. Ele olhou para a única caixa intacta de fotos e slides. As fotos eram de Luke e os Slides eram de Penelope.

Ele mesmo não teria se perdoado se esses tivessem queimados. Tomando-a para si, ele resolveu fazer algo que nunca se arrependeria. Revelar os slides e transformá-los em dvd.

A casa inteira havia sido consumida pelo fogo. Era mais do que qualquer um poderia prever a loucura de Lisa. Tudo o que sobrou da garota foi ossos.

Chegando ao hospital, Luke sentiu seu mundo se tornar um pesadelo. Ele foi separado de Penelope e ficou, com Roxy na entrada.

Penelope foi encaminhada ao centro cirúrgico, tão rapidamente quando entrou.

— Mulher. – O cirurgião chegou correndo. – Dois tiros. Um no abdômen e outro no ombro. Ela pode estar grávida.

— Comece um soro e sangue. – O cirurgião avaliou. – Colha sague e analise. Procure pelo hormônio agora.

— Doutor. – A enfermeira chegou correndo. – Precisamos entubar ela e rápido.

— Eu já ia dizer isso. – Ele estava correndo contra o tempo. – Ela precisa de tesouras, gazes e qualquer remédio que seja indicado na gravidez.

— Qual deles? – Estavam todos no limite. – Temos muitos.

— Chega dessa briga. – Um separou. – Vamos ser profissionais agora.

— Ela está codificando!! – O assistente estava desesperado. – Não morra.

Luke sentiu seu mundo girar e ele encontrou o chão alguns segundos depois. Roxy começou a grunhir desesperada pelo dono no mesmo momento que Matt e Spencer chegaram.

— Vamos para o sofá. – Reid suspirou. – Luke, pode me ouvir?

— Foi demais para ele. – Matt suspirou. – É demais para qualquer um.

Colocando Luke no sofá, Matt se deixou chorar pela primeira vez. Tudo isso estava acontecendo na mesma medida que coisas boas aconteciam.

Duas horas depois...

Toda a equipe, incluindo uma grávida Emily e ma grávida Abby aguardavam noticiais. Luke tinha um pacote de gelo na cabeça e Roxy dormiu.

JJ não conseguia deixar de ter alguma esperança, mas mesmo ela estava perdendo.

Um médico cansado parou na frente da equipe, metade dormindo, metade quase dormindo.

— Penelope Garcia? – Ele suspirou. – Vocês estão aqui para a senhorita Garcia?

— Sim. – JJ quase caiu. – Ela está bem? Ela vai ficar bem?

— Agora, eu acho que sim. – O médico deu um sorriso triste. – Tivemos uma boa briga la dentro.

— Ela sempre foi lutadora. – JJ respondeu. – Ela está?

— Sim. – Ele suspirou. – Dois meses e contando. A senhorita Garcia e o bebê estão em boas condições. Ainda temos um bom tempo para sabermos se ela vai ficar completamente bem e ir para casa, mas eu realmente preferia que ela ficasse no hospital até o fim da gestação.

— E se ela ficar na cama? – Luke finalmente acordou. – E eu se eu trouxer tudo na cama, a mimar muito?

— Não temos garantia ainda de nada. – O médico foi sincero. – Nesse ponto, tudo o que ela já passou anteriormente, é mais indicado ela ficar aqui e a gente monitorar.

— E os enjoos? – JJ já havia tido filhos para saber. – Se ela está apenas de duas semanas, por que todo esse enjoo?

— Algumas mulheres têm enjoos logo no início e outras ficam sem saber que estão grávidas. – O médico olhou para JJ. – Você já teve filhos, certo?

— Dois. – Ela respondeu. – Então eu sei como é.

— Vocês podem ver ela. – O médico mudou de assunto. – Eu vou avisar quando ela estiver no quarto.

Ele saiu do alcance dos agentes, antes que qualquer um dissesse algo. JJ e Luke eram os únicos acordados agora.

— Ele está escondendo algo. – JJ apontou. – Viu a cara dele?

Luke observou sua noiva saindo da sala de operações, com tubos. Ele precisou respirar.

Andando pelo corredor, um preocupado Derek o abraçou sem nenhuma outra palavra.

Ele nem sabia de onde vinha, mas ele aceitou o abraço de Derek. Ele era macho o suficiente para admitir que precisava de um abraço.

— Eu estou aqui. – Derek apenas disse. – Por vocês dois.

— Obrigado Morgan. – Luke se sentia seguro. – Eu precisava disso agora.

— Vamos ver Penelope. – Derek sorriu. – E todos os outros.

Eles caminharam até o quarto onde Penelope estava descansando e Luke sorriu. Ele queria entrar, mas o médico ainda não havia liberado o acesso.

Não era como se ele não pudesse apenas entrar, porque ele podia. Ele só precisava ver ela em seu sono, mesmo sabendo que ela não estava aqui porque apenas queria dormir.

— Eu fiquei sabendo. – A voz de Derek o tirou de seus pensamentos. – Penelope será uma boa mãe.

— Eu nunca quis tanto ser pai até conhecer Penelope. – Luke sorriu. – Até ela se entregar para mim.

— Você vai ser um ótimo pai, Alvez. – Derek sorriu para ele. – Você sabe, eu fiz um voto de proteger Penelope há anos atrás, depois de uma situação terrível para ela. Acho que é hora de passar o bastão para você.

— Eu nunca tive ciúmes de você, Derek. – Luke falou. – Tudo o que você fez com ela, eu não posso ser mais grato.

— Kevin foi o único que não entendeu meu relacionamento com Garcia. – Derek odiava tocar naquele nome. – Ele a machucou, eu deveria ter prestado mais atenção.

— Posso pedir um favor? – Luke estava feliz com Derek. – Não saia da vida da Penelope. Eu nunca vou te pedir isso.

— Acho que posso fazer isso. – Derek riu. – De qualquer forma, ela vai ser sempre uma irmãzinha para mim.

— Já podem entrar. – O médico abriu a porta. – Acho que você deveria ver isso. – Ele entregou uma cópia preta e branca. – É o seu bebê, Agente Alvez.

— Mas aqui tem dois. – Luke abriu os olhos. – Oh meu deus. Era por isso que você...

— Luke! – Derek pegou o agente, antes que ele caísse no chão. – Pegue a cadeira.

Derek colocou Luke na cadeira do quarto. Morgan começou a rir de nervoso quando olhou para o ultrassom e sorriu na direção de Garcia.

Sua Baby girl estava esperando gêmeos e ele não podia deixar de ficar mais feliz por ela.

Emily estava sentada na poltrona da sala de descanso do hospital. A gravidez de quase nove meses foi estrategicamente escondida de Mateo Cruz. O diretor da equipe havia dito a Emily que ela não poderia se ausentar e que a demitiria.

Então quando ela descobriu que sua noite de romance com Hotch havia rendido um bebê, ela escondeu do chefe de sessão.

Apenas os colegas de equipe e Aaron sabiam sobre a gravidez. Penelope havia dado um chá de bebê com o tema mais propicio para um chá de bebês escondido: Briefing de caso. Em vez dos doentes usuais, a equipe perfilou alguns bebês.

Caso Mateo, o babaca entrasse de surpresa, eles trocariam as fotos de bebês por fotos montadas. Penelope havia pensado em tudo.

Emily sentiu a primeira contração a atingir. Uma médica que entrava olhou para a agente e viu quando sua bolsa estourou.

— Precisamos de ajuda aqui! – Ela viu JJ e Rossi correr. – Senhora, vamos levar você para a sala de parto.

— Hotch! – Emily começou a se desesperar. – Chame Aaron.

— Nós vamos. – JJ tentou sorrir. – Eu prometo.

Estava acontecendo tudo de uma vez só.