Quando o sexto mês de gravidez de Abby chegou, Pen havia planejado um pequeno chá de bebês. O tema foi Halloween de bebê. Ambos os pais adoraram a idéia de Garcia.

Penelope estava no quarto mês de gestação. Como ela estava esperando duas meninas, o chá de bebê foi todo decorado de rosa. Coroas, imagens de gatinhos e outras coisas, que claramente gritavam Garcia ao total.

Eles estavam felizes agora. O que mais poderia acontecer?

Quatro meses depois...

A chegada do final de gravidez de Abby e Penelope estava relativamente bem. Pen ficava mais cansada e precisou de alguns dias internada no sétimo mês. No entanto, ao contrário, as suas bebezinhas não nasceram. Luke fez um ensaio gravidez para sua esposa e Reid também. Eles saiam juntos porque se uma entrasse em trabalho de parto, a outra poderia ajudar.

Nada poderia prever o que aconteceria. Nem mesmo Reid e sua extensa sabedoria em estatísticas poderia chutar sobre suas duas grávidas entrando juntas em trabalho de parto.

Era uma manhã de sol, céu e azul e Reid teve a ideia de fazer um piquenique no parque. Abby e Penelope, assim como Luke e Spencer convidaram o restante do time, que consistia em Hotch, Emily e Anthony, uma vez que Jack estava na faculdade.

— Então, o que acontece se uma de vocês duas entrarem em trabalho de parto? – A chefe de seção perguntou. – Ou as duas?

Tanto Abby como Pen soltaram seus lanches e bateram em uma arvore próxima. Não seria nada engraçado para Luke, uma vez que ele estava esperando duas garotinhas.

Reid, no entanto, estava ansioso por ser pai. Seu bebê chegaria e ele finalmente poderia realizar o sonho de anos.

Tudo ia muito bem e a comida era realmente ótima. Tara, Simmons, JJ e Rossi chegaram para completar a família. Penelope pegou um geladinho que Luke fez em casa e chupou, abafando o calor que estava. Seus pés estavam um pouco inchados considerando tudo.

— Spencer. – Abby começou a sentir dor. – Reid!

Spencer a olhou de onde estava e correu até ela. Vendo os sinais óbvios, seus olhos aumentaram e seus lábios fizeram um sorriso.

— Amor. – Reid colocou a mão em sua barriga de bebê. – Você está em trabalho de parto.

— Aí! – Penelope ofegou e sentou rápido. – Meu deus, agora não.

— Penelope! – Luke gritou. – Você está bem?

— Não. – Ela ofegou de novo. – Luke, acho que estou em trabalho de parto.

— O que? – Luke sentiu seu peito parar. – Mas você e Abby...

— Isso vai ser divertido. – Hotch riu. – Eu fico com Spencer e você Dave, ajude Luke. Parece que ele vai precisar de alguém antes de cair no chão.

— Alvez. – Rossi se aproximou. – Não é hora de morrer. É hora de ajudar sua esposa, ok?

— Mas era só daqui a dois meses. – Luke se virou quando Penelope gemeu outra vez. – Calma, Pen. Vai dar tudo certo.

— Luke. – As pernas de Penelope se encheram de água. – Eu preciso de um hospital agora.

— Certo. – Luke tentou respirar. – Vem comigo.

— Tudo bem, Abby. – Spencer estava sorrindo. – Eu não acredito, eu vou ser pai.

— Isso é uma aventura. – Emily comentou. – Duas mulheres em trabalho de parto. Quais as chances?

— Pequenas. – Reid comentou de longe. – Eu poderia citar a frequência que isso pode acontecer.

— Mas não vai. – Penelope estava com dor e com medo. – Ai, Luke! Deixe de ficar aí parado feito uma estátua.

— Eu sinto muito. – Luke pegou a mão de Pen. – Você consegue caminhar?

— Talvez. – Penelope conseguiu murmurar entre contrações. – Como você pode estar calmo, Reid?

— Eu treinei para isso. – Ele riu. – Ok, moças, nós treinamos para isso.

— Spencer. – Abby o chamou. – Está muito forte.

— Eu sei, eu sei. – Ele pegou sua mão e a ajudou. – Vamos finalmente para o hospital.

— Pen? – Luke pegou a esposa logo que ela desmaiou. – Você não pode desmaiar agora.

— Já chamei uma ambulância para elas. – Tara correu. – Ela precisa acordar Luke.

— Ele disse que isso aconteceria. – Luke suspirou. – Eu deveria ter deixado ela no hospital.

A ambulância encostou e viu Luke carregando Penelope em seus braços. Ela estava acordada, mas sentia muita dor. Abby conseguia caminhar e Spencer segurava sua mão.

— Coloque-a na maca. – O atendente pediu. – Ela está em trabalho há quanto tempo?

— Quase uma hora. – Luke informou. – Ela desmaiou em algum tempo, mas conseguimos trazer ela de volta.

— Alguma coisa que deveríamos saber sobre ela? – O homem viu a cara de Luke mudar. – O que?

— Ela deveria estar no hospital. – Agora Luke se sentiu culpado. – Ela foi baleada logo que engravidou. E são gêmeos.

— Vamos apressar com isso. – Ele começou um IV no braço dela. – Senhorita Garcia pode me ouvir?

Penelope acenou positivamente, apesar da dor que sentia. Cada contração era piorada e ela não sabia o quanto poderia aguentar, antes de os pontos rasgarem.

— Vamos levar você para o hospital. – Ele continuou. – Agente Alvez? Pode vir se quiser. A senhorita Sciuto vai na ambulância seguinte.

Ele entrou na ambulância e sentou-se segurando a mão de Penelope na sua. A cada contração, ele sabia que a proximidade de seus bebês nascerem sem complicações era perigosa. Mas ele ficaria com ela até o fim. Foi isso que ele prometeu no dia em que eles se casaram.

Abby estava rindo. Apesar de estar em trabalho de parto, Spencer a estava distraindo com seus fatos aleatórios sobre parto de bebês gêmeos e normais e as probabilidades ter um bebê escondido.

Quando ele lembrou outra vez que isso ia mesmo acontecer, a conversa com JJ durante um caso veio em suas lembranças.

O que você acha sobre o Hotch?

Eu acho que é uma merda.

O que nós fazemos?

Nada.

O que você quer dizer com nada?

Eu não quero que ele vá embora.

Pelo menos ele ainda estará por perto.

Sim, com o nome dele nos nossos relatórios.

Olha, tenho certeza que tem sido difícil para ele na estrada.

Ele não vai admitir isso, mas um trabalho na mesa seria mais fácil para Jack.

Ele vai sufocar.

Você não entende.

Por quê? Porque eu não tenho filhos? Eu teria.

Você ainda vai, Reid.

E agora ele estava tendo. Olhando para a sua esposa, Reid sabia que depois que ela tivesse o bebê, ele a conduziria pela igreja e sairia de lá casado.

— Muito bem. – O paramédico olhou para os dois jovens. – Você está quase pronta para trazer seu bebê ao mundo.

— Ótimo. – Reid piscou para Abby. – Está pronta para isso?

— Completamente. – Ela sorriu. – Eu só queria saber como Penelope está.

Penelope estava cada vez mais pálida. Seu pulso diminuía a cada minuto que passava. Sangue começou a se misturar e o paramédico precisou pedir ao motorista para acelerar.

Ela chegou praticamente inconsciente no hospital. Sendo levada direto para uma cesárea de emergência, Luke não podia ficar perto. Ele ficou em uma sala próxima com um vidro apenas assistindo.

Nada sairia bem para Penelope. Ela foi sedada e a cesárea começou em seguida. O que todos temiam havia acontecido. Os pontos haviam rasgado e ela estava com hemorragia.

Abby foi conduzida a maternidade, com Spencer ao seu lado. Enquanto uma ia bem, a outra não estava nada bem.