Horas...

Minutos...

Segundos...

Nada que Luke sonhou anteriormente sobre esse momento acabou sendo pouco perto da agonia que ele sentia. Um enfermeiro, sabendo o quando Penelope significava o fez vestir uma roupa especial.

Foi o médico que disse que nenhum pai deveria perder esse momento. Ele agradeceu tão silenciosamente e foi para perto da esposa, agora sedada. Ele sabia que ela não conseguiria dar à luz naturalmente, mas isso foi agonizante demais.

— Preparar para nascer a primeira garota. – O médico disse. – Está pronto para ser pai?

— Sempre estive. – Luke respondeu e deixou as lagrimas escaparem. – Eu só queria que ela estivesse acordada.

— Eu sei. – O médico foi solidário. – Acredite Agente Alvez. Ela vai poder ter mais bebês. E ela vai estar acordada para isso.

— Doutor. – O assistente o chamou. – Estamos prontos para a primeira princesa.

— Certo. – O médico sorriu. – Aí vamos nós.

Ele puxou algo de dentro de Penelope. Uma criança saiu ainda conectada ao cordão umbilical.

— Parabéns, agente Alvez. – O médico o olhou. – Você tem uma princesinha.

Ele passou a garotinha para Luke, envolta em um cobertor. Ela era absolutamente maravilhosa. Olhando para Pen, Luke desejou que sua esposa não tivesse levado aquele tiro.

Eles estavam vendo nomes na última semana. Nomes que ambos gostaram. Penelope sugeriu Ziva para uma das garotinhas. Luke passou a amar mais a esposa. Ela era espetacularmente maravilhosa em tudo.

Então ele passou a garotinha para a enfermeira. Ele beijou a testa da esposa e sussurrou palavras apaixonadas.

A segunda bebe seria um pouco complicada, mas tudo iria dar certo.

Enquanto isso...

— Muito bem. – A médica parou na frente de um Spencer ansioso. – Vamos trazer seu filho ao mundo?

— Por favor. – Spencer sorriu. – Eu estou ansioso.

— Eu soube que você já trouxe um bebê ao mundo. – A médica sorriu para Spencer. – Não quis ter a honra?

— Eu realmente preferi assistir dessa vez. – Spencer entrou na brincadeira. – Acho que Abby ficaria mais feliz.

— Hora de fazer força, senhorita. – A médica falou para Abby. – Hora de trazer seu bebê para o mundo.

Reid segurou a mão dela. Abby começou a empurrar.

— Mais força, meu amor. – Reid a encorajou. – Mais força.

— Arghh! – Abby gemeu, fazendo força. – Deus do céu.

— Mais um, senhorita! – A médica a encorajou. – Mais um!

— Ohhhh! – Abby sentiu seu corpo se rasgar. – Oh, meu deus!

Um choro de bebê foi ouvido no quarto e Spencer começou a chorar. O bebê estava finalmente aqui.

— Gostaria de ter a honra? – A médica passou uma tesoura. – Gostaria de cortar o cordão dele?

Reid tomou a tesoura da médica e seguindo as instruções dela, cortou o cordão. Abby sorriu e pegou seu filho nos braços, assim que ele foi envolto em um cobertor do hospital.

— Ele é tão lindo. – Spencer sorriu para o menino em seus braços. – Tão parecido com você.

— Mas ele tem seus olhos. – Abby o beijou. – Uma perfeita misturada nossa.

— Nós precisamos dar e ele um nome. – Reid disse. – Não podemos chamar ele de bebe.

— Qual que você gostou? – Abby o olhou. – Então?

— Que tal Andrew? – Reid a viu sorrir. – Gostou?

— É perfeito. – Abby o beijou. – Vá comunicar a sua equipe que nós finalmente tivemos nosso bebê.

Reid deixou a sala de parto. Agora ele não era apenas um garoto gênio. Agora ele tinha seu próprio filho, do mesmo jeito que a equipe tinha.

Passando pelo corredor, ele sentiu algo ficar tenso. Ele se lembrou que Penelope foi trazida para a cesárea de emergência e não tinha ideia do que fazer.

— Spence? – JJ correu até ele. – Então?

— Ele nasceu. – Reid disse. – Ele se chama Andrew e é sensacional.

— Ficamos felizes. – JJ o abraçou. – Você tem um filho agora.

— Como Penelope está? – Ele sentiu o ar mudar de novo. – O que?

— Uma das meninas nasceu, mas... – JJ precisou de ar. – Penelope não está bem.

Eles olharam para o fim do corredor. Esperando boas notícias.

— Conseguimos parar o sangramento. – O enfermeiro disse. – Mas a B.P dela está caindo. – Precisaremos fechar o ferimento agora.

— Vamos tirar a menina e fazer. – O ginecologista respondeu. – Merda.

Logo que tiraram a menina, a pressão de Penelope caiu demais e ela começou a codificar.

— Pegue as pás. – Ele gritou, misturando com o choro do bebê. – Vamos lá, Penelope. Não chegou até aqui para morrer, não é?

Depois do que pareceram horas, mas foram apenas duas horas, Luke finalmente saiu. As garotinhas nasceram com dois minutos de antecedência cada uma, eram saudáveis, pelo menos no primeiro exame.

Se sentando na cadeira, ao lado de um Rossi preocupado e uma Emily com lágrimas não derramadas, Luke suspirou.

— As meninas nasceram. – Ele falou, quase robótico. – Pen está em recuperação na unidade intensiva.

Eles soltaram o suspiro que estava preso. Eles conseguiram trazer ela de volta, na quarta tentativa.

— Podemos ver as pequenas? – JJ tinha esperanças. – Por favor.

— Claro. – Luke ajudou JJ a chegar até a maternidade. – Elas estão ali.

Luke apontou para as duas meninas, dormindo angelicamente nas caminhas. O macacão cor de rosa que Rossi trouxe quando foi para casa.

— Elas são lindas, Luke. – JJ suspirou. – Suponho que elas ainda não têm nome.

— Eu quero esperar Pen, mas no momento, elas se chamam Ziva e Antoniella. – Luke respondeu. – Foram os dois nomes que eu e Pen queríamos e discutimos.

— Eu posso ver ela? – JJ pediu. – Eu só quero saber se ela ainda está bem.

— Ei JJ! – Spencer chegou rápido ao lado da amiga. – Aquele bebê lá é o Andrew.

— Ele é tão lindo, Spence. – JJ se apoiou no vidro. – Ele é uma perfeita mistura de você e Abby.

— Estou indo ver Penelope. – Reid tirou uma pequena caixinha do bolso. – E dar isso a ela.

Abrindo a pequena caixa, ele mostrou o colar de anjo que comprou para Penelope alguns anos atrás. Ele nunca teve coragem de dar a ela, mas era a oportunidade perfeita.

Entrando no quarto, Luke foi direto para perto de sua esposa. Ela havia sido forte e corajosa.

Reid se aproximou e abriu a caixa, retirando o colar dela. Ele sabia que ele não poderia mover ela ainda, então depositou o colar na mão dela.

— Eu vi as garotinhas, Pen. – Reid beijou sua testa. – Elas são lindas como você.

— Spence. – JJ não queria cortar o clima. – Daqui há duas semanas faz um ano de tudo.

— Ela foi tão forte. – Reid se sentou com a amiga. – Abby virá daqui a algumas horas.

— Eu fico aqui com ela. – Luke pegou a mão de Penelope. – Eu aviso quando ela acordar.

Emily, Rossi, Tara, Hotch e Matt estavam vendo os novos bebês.

— Vocês acham que eles escolheram nascer juntos? – Matt sorriu para a coincidência. – Logo depois do comentário de Prentiss?

— Poder da sugestão. – Reid e JJ disseram juntos.

— Com certeza. – Hotch sorriu. – Agora, nossa família está completa.

Eles sorriram. Tudo estava finalmente indo para um fim bom.