Revendo Conceitos

8 O segredo de Draco Malfoy


-E então Draco, descobriu se o pobretão está traindo a sabe-tudo?- Blaise perguntou ao loiro enquanto iam para o campo de quadribol para mais um treino.

-Você não vai acreditar! Ele caiu! Está traindo a sabe-tudo. Eu até o parabenizaria se ele não fosse tão idiota.

-Ahhh não acredito, Draco! É com a Patil? – Blaise arqueou a sobrancelha ao mesmo tempo em que fez uma cara de nojo – Ele não sabe que ela é uma caça-dotes? Que mané!

-Acontece que ele está se sentindo. Como se o fato de se tornar famoso por causa do santo Potter o fizesse deixar de ser quem é. Aquele ali pode ganhar todo dinheiro do mundo e vai continuar sempre sendo um fracassado. — Draco praticamente cuspia as palavras.

-Você viu ele ontem na festa?

-Que horas? Eu não vi- Perguntou Draco curioso.

-Na hora que você tava agarrado com aquela Corvinal gostosona- respondeu Blás sorrindo sarcástico- Ele apareceu. Sozinho. A sabe-tudo não apareceu. Mas ele não ficou por muito tempo.

-Ela nunca viria. Ela é certinha demais para isso. “Isso infringe várias normas da escola” — Disse Draco afinando a voz imitando Hermione. -Ela deve ter sido convidada assim como o Weasley e o Potter, afinal são os salvadores do mundo bruxo – Draco disse a última frase com desdém. — Se ele foi sozinho, mentiu para ela. Mais uma coisa a ser usada em meu favor.

-Já sabe o que vai pedir em troca de seu sigilo?- Blás perguntou ainda rindo.

-Não sei...Dinheiro ele não tem, prestígio – Draco fez cara de pensativo – o tipo de prestígio que ele tem, eu não quero. Talvez ele me ajude a ser o novo monitor chefe. Ou então, eu vou apenas me divertir com a cara deles. Quem sabe?- Disse Draco piscando um olho para Blás.- Agora vamos treinar, o jogo com Lufa-Lufa é daqui há duas semanas. E quero ganhar!

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Hermione estava sentada em sua cama estudando Runas Antigas, quando ouviu uma batida na porta que dava passagem ao salão comunal de Grifinória. Apontou sua varinha para porta e com um feitiço não verbal a abriu. Viu quando Gina entrou com um sorriso sapeca no rosto. Hermione rolou os olhos divertida, pressentindo o que viria.

-Por que não me contou?- Gina perguntou com um sorriso.

-Te contar o quê?- Perguntou Hermione com uma cara de desconfiada.

-Que o Ron dormiu aqui, oras!

-Mas quem te disse que ele dormiu aqui?- Perguntou Hermione cruzando os braços.

-O Harry...- disse Gina sorrindo – Ele me disse hoje no café da manhã que o Rony não passou a noite no quarto.

-Ahhh...então é por isso que vocês dois passaram o café da manhã inteiro me olhando como se fossem dois idiotas? — Hermione perguntou séria, Gina balançou a cabeça afirmativamente sorrindo – Estão enganados. Ele não dormiu aqui. – Hermione respondeu de forma simples.

-Como assim?- Gina praticamente gritou – Então onde ele dormiu? -A ruiva estava com a boca aberta e os olhos tão arregalados que sua expressão parecia com a de Luna Lovegood.

-Não sei – Hermione respondeu dando de ombros. Quando a ia continuar se deparou com a cara da ruiva. Gina fazia uma cara tão assustada que Hermione não aguentou e caiu na gargalhada. — Está bem Gi, desfaz essa cara, ele dormiu aqui.

Gina jogou uma almofada em Hermione e começou a gargalhar junto com a amiga. Gargalharam durante um bom tempo até que a ruiva conseguiu falar.

-Você é muito engraçadinha. Mas conta, como foi? — Hermione a olhou chocada -Não adianta se fingir de desentendida, Mi. Anda, me conta. Quero saber.

-Gina, você me assusta às vezes, sabia? Não aconteceu nenhuma novidade aqui. Nada que eu não tenha te contado antes. Não há o que contar. -Disse Hermione encerrando o assunto.

-Claro que há uma novidade: a certinha Hermione Granger dormiu com seu namorado em seu quarto de monitora-chefe. Por Merlin, se isso não for uma novidade, não sei mais o que é uma. — disse Gina divertida. – Mas se não quer me contar como foi, não tem problema, eu sei que você tem vergonha de falar certas coisas. Mas me responde uma coisa? Como o Ron te convenceu? Estou orgulhosa do meu maninho.

-Ginevra, você definitivamente me assusta. – respondeu Hermione pasma. – Eu e Ron fizemos um acordo. Ele dormiria aqui, em troca não pisaria naquela festa. Ela, sem dúvida, infringe várias regras da escola.

-Hum, sei, é claro. E aqui não, é claro. – Gina falou como se pensasse alto

Foi a vez da Hermione jogar uma almofada na ruiva. Ela pegou a almofada ainda no ar e tacou de volta para Hermione.

- Ah Mionezinha, bem que você poderia me dar uma ajudinha- Gina disse com um sorriso malicioso no rosto.

-Ah, lá vem você – respondeu Hermione divertida. – O que você quer?

-É só um favorzinho. Você poderia me avisar quando o Ron viesse dormir aqui outras vezes. Só Merlin sabe o que eu e Harry precisamos fazer para podermos nos encontrar. Até lançar uma azaração de sono profundo no Ron, o Harry já lançou!

-Ai Meu Merlin! – falou Hermione horrorizada- Vocês têm enfeitiçado o Ron apenas para conseguirem dormir juntos?

-Calma Mione, foi apenas duas vezes, e ele estava meio desconfiado. Das outras vezes foram só para ele não perceber. Ah, Mione, o que você queria? Já estamos aqui há 45 dias. Eu e Harry não somos iguais a você e ao Ron. – disse Gina.

-Meu Merlin! É, é um fato! Eu tenho medo de você. Aliás, tenho medo de você e nisso que você transformou o Harry. – disse Hermione entre divertida e sarcástica. — Eu não consigo acreditar no que eu ouvi.

-Tá bom, mas pára de fazer lenga lenga. Vai me ajudar ou não? Para quem conseguiu te convencer uma vez, ele convence outras. E aí? Vai me ajudar ou não?- Perguntou Gina cruzando os braços.

-Está bem- respondeu Hermione derrotada – Mas me promete que não vai mais azarar o meu namorado? Coitado!

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Duas Semanas depois

Bom dia, Hogwarts! Sejam bem vindos ao nosso Campeonato de Quadribol deste ano. Hoje é a grande abertura do torneio, um jogo muito esperado: Sonserina versus Lufa-Lufa. Um grande jogo nesse dia lindo de céu aberto. Um céu azul com nuvens lindas...Ei! aquela nuvem não tem o formato de um bufador de chifre enrugado?

-Senhorita Lovegood – disse a professora McGonagall em voz baixa – se atenha apenas à partida, por favor.

-Ohh diretora, desculpe-me, mas é que aquela nuvem é realmente parecida com um bufador de chifre enrugado. Sabe o que isso significa? Teremos um bom dia hoje!

-Está bem senhorita. Mas a partir de agora apenas comente sobre os jogos. Aí vêm os times.

Aí vêm os times que disputarão o jogo de hoje. Do lado esquerdo - várias palmas, gritos e muitas vaias foram ouvidas. — temos o time de Sonserina. Os jogadores são: Goleiro: Davis; batedores: Zabini e Baddock; artilheiros: Pritcher, Harper e Greengrass e como apanhador: Malfoy. Saudações ao time da Sonserina. Do lado direito — muitas palmas foram ouvidas, pois a maior parte dos estudantes da Corvinal e todos os alunos da Grifinória estavam torcendo pelo time da Lufa-Lufa. — temos o time da Lufa-Lufa. Os jogadores são: goleiro: Smith; batedores: Cadwallader, e Whitby artilheiros: Branstone, Hopkins e Cauldwell e como apanhador: Summerby.

A professora Hooch pegou a caixa onde estavam guardadas as bolas do jogo. Chamou os capitães Draco Malfoy e Zacarias Smith. Seriamente disse que esperava um jogo limpo de ambos. Logo após o aperto de mãos dos capitães, a professora apitou dando início ao jogo. O time de Sonserina foi esperto e logo ficou com a posse da goles.

Pritcher está com a posse da Goles. Voa rápido esse garoto, mas o time de Lufa-Lufa é muito esperto. Withby lançou um balaço em direção ao artilheiro de Sonserina, mas assim mesmo é gol de Sonserina.

Muito acima dos jogadores estava Draco Malfoy. Ele olhava minuciosamente para cada canto do estádio procurando o pomo de ouro. Como um felino à espreita de sua caça.

Pela Lufa-Lufa a Branstone pega a Goles que passa para Cauldwell. Nossa! Ela voou baixo, ela passa a bola para Hopkins e ...Gol da Lufa-Lufa. A partida está bastante equilibrada. É o primeiro jogo da temporada e ...Gol da Sonserina.

Malfoy voava em direção ao pomo. Queria terminar a partida logo sem dar chances para o outro time se recuperar. Esticou a mão e...

Sonserina vence! E pela primeira vez nos jogos, jogaram limpo!

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Os jogadores de Sonserina foram direto para o salão comunal de sua casa. Lá uma grande festa os esperava, com cerveja amanteigada e até garrafas de whisky de fogo trazidas pelos estudantes de suas casas e que não foram apreendidas por Filch. Draco era saudado por todos os seus colegas de casa.

-Draquinhooooooooooooooooooo – Pansy agarrou o pescoço de Draco e distribuiu beijos em seu rosto. – Eu sabia que você ia ganhar!

-Pansy. Por Merlin, dá para soltar meu pescoço? Você não pode falar sem me agarrar?- Draco falava como para uma criança de 06 anos. Pansy ficou sem graça e soltou o pescoço dele. – Pronto! Assim está bem melhor! Obrigado pelo elogio. Agora dá licença, preciso falar com Blás.

Draco saiu o mais rápido que pôde de perto dela. Ela era expansiva demais e ele tinha a sensação que ela tinha piorado nos últimos meses.

-E aí Draco, como se sente, capitão? Ganhou sua primeira partida, hein?- Blaise disse de forma simpática, Draco não respondeu. Apenas puxou uma colega de casa pela cintura e desapareceu pelo corredor.

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Hermione teve a sensação de que a semana que antecedeu o jogo Grifinória x Corvinal passou muitíssimo rápido. Ela quase não viu os amigos nesse período, pois iam treinar todas as noites. Entretanto se via obrigada a ouvir durantes às refeições os diversos passes que estavam treinando.

O jogo transcorreu normalmente. Como era de se esperar, Grifinória venceu. Após o jogo, Hermione foi até a sala da diretora passar os relatórios de monitoria. Era uma rotina que acontecia quinzenalmente. McGonagall gostava do jeito organizado de sua aluna e como ela demonstrava maturidade em seu cargo de chefe dos monitores.

-Muito bom, senhorita Granger, o relatório está ótimo, como sempre. Agora precisamos avaliar quais são os monitores que têm o potencial para se tornarem monitores-chefes. Eu já pedi aos professores a avaliação deles em relação à nota, comportamento entre outras coisas, mas eu gostaria de saber da senhorita, quais os alunos que indicaria para essa pré-seleção.

Hermione iria começar a indicar os nomes dos “pré-selecionados” quando um barulho na lareira desviou sua atenção e da diretora. Uma fumaça verde apareceu e com ela a auror Héstia Jones.

-Desculpe vir sem avisar, Minerva. Mas aconteceu um incidente e precisamos falar com um de seus alunos.

-Sem problemas Héstia, mas o que aconteceu para vir a essa hora aqui? E com quem quer falar?

-Malfoy. O pai dele foi assassinado em Azkaban. — Respondeu a auror- E Narcisa que estava o visitando quase foi morta também. Levamos a coitada inconsciente para St. Mungus. Ela não parava de murmurar o nome do filho. Quando retomou a consciência, a primeira coisa que pediu foi para vê-lo. Gostaríamos de levá-lo agora para lá.

-Merlin – McGonagall estava chocada – Mas como deixaram isso acontecer em Azkaban? Como alguém entrou com uma varinha?

-Não foi com feitiço, Minerva, ele morreu como um trouxa. Foi ordenado por um comensal foragido, que foi preso. Lucius estava recebendo ameaças, dizendo que sua família era traidora de sangue por causa do depoimento de Narcisa. E hoje em sua visita ambos foram atacados. – Héstia falava tudo rapidamente – Foi tudo muito rápido. Estavam sentados em um banco. O comensal veio por trás. Lucius foi morto com uma lâmina. Acredito que Narcisa apenas percebeu quando o corpo dele tombou para frente. Quando virou foi atingida perto do coração. Parece que a lâmina que usaram estava enfeitiçada. Os medibruxos estão tendo bastante trabalho.

Minerva McGonagall ouvia todo relato horrorizada. Encarava a auror em sua frente com uma expressão aflita, se virou então para Hermione que também ouvia o relato horrorizada.

-Senhorita Granger, faça um favor para mim? Procure Draco Malfoy, diga para vir imediatamente à minha sala. Eu irei com ele a St. Mungus. — Hermione já saía da sala quando a diretora completou -E senhorita Granger, este assunto se encerra aqui.

Hermione apenas assentiu com a cabeça e saiu da sala à procura de Draco Malfoy. Sentia pena do garoto, embora sempre o tivesse detestado, não ficou feliz ao saber que seu pai havia morrido. Ainda mais dessa forma. Foi até o salão comunal de Grifinória e pegou o mapa do maroto com Harry. Não disse nada aos amigos, apenas que precisava encontrar um aluno para McGonagall.

Hermione saiu correndo do salão comunal ao pegar o mapa com seu amigo. Conseguiu localizar o loiro rapidamente, ele estava na torre do lado leste do castelo entrelaçado com Wayne Hopkins, a artilheira da Lufa-Lufa. “Malfoy com uma mestiça? Ah, essa eu quero ver! É por isso que está tão escondido” pensou Hermione.

Hermione abriu a porta que dava acesso à torre de supetão, assustando o casal que estava aos beijos. Hermione segurou um riso ao ver Draco num misto de raiva e constrangimento.

-A diretora McGonagall quer vê-lo. — disse simples

-Como sabia que eu estava aqui? – perguntou Draco desconfiado

-Não interessa Malfoy. Ande logo. – Hermione estava saindo da torre – e Hopkins, dessa vez passa. Mas da próxima vez que eu ver você agarrada às escondidas, seja lá com quem for, descontarei 30 pontos de sua casa. E Malfoy, vá rápido. O assunto que a diretora quer tratar com você é urgente.



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Quando Draco chegou à sala da diretora, encontrou-a tomando chá com a auror. Olhou desconfiado para ambas quando perguntou se Minerva queria falar com ele e ficou ainda mais consternado quando viu o olhar que ela dera a ele. Percebeu que havia alguma coisa errada ali, não apenas por Hermione que estava estranha, procurando-o pelos corredores, ou pelo fato de ter uma auror na sala da direção, mas principalmente pelo fato de McGonagall o olhar daquela forma.

-Precisa de alguma coisa? – Draco perguntou erguendo uma das sobrancelhas.

-Na verdade, preciso que venha comigo a um lugar.

-Que lugar? – perguntou desconfiado – Diretora, eu não fiz nada.

-Calma, senhor Malfoy, não estou o acusando de nada. Queira, por favor, se acalmar. Preciso que venha comigo até o hospital St. Mungus. Sua mãe quer vê-lo.

-Mas o que minha mãe está fazendo no hospital? Aconteceu alguma coisa com ela? — ele se preocupou.

-Senhor Malfoy – Começou a Auror – Sua mãe estava visitando seu pai em Azkaban. Seu pai foi assassinado e tentaram matar sua mãe. Ela está no hospital e precisamos levá-lo até lá.

Minerva ficou horrorizada pela forma fria que Héstia Jones comunicou o assassinato de Lucius, percebeu que o loiro abriu e fechou a boca várias vezes, como se quisesse perguntar alguma coisa e a coragem lhe fugisse. Minerva notou que os olhos do rapaz brilhavam, talvez excesso de lágrimas contidas, mas sabia que ele não choraria, não ali na frente delas.

-Venha senhor Malfoy, o levarei até sua mãe.

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Hermione foi até o salão comunal para entregar a Harry o mapa do maroto. A comemoração pela vitória de Grifinória já estava no fim.

-Ei Mione, vai nos dizer agora o que aconteceu? – perguntou Harry. O rapaz ficou à espera da amiga, havia achado seu comportamento muito estranho e a aguardava para entender o que estava acontecendo.

-Ahh a diretora queria que eu chamasse o Malfoy para ela. Parece que ela precisa conversar com ele. Só que ela queria que eu fosse logo. E aí pedi seu mapa, pois seria um saco ficar procurando ele pelos corredores. – finalizou Hermione dando vistas que o assunto se encerrava por ali.

-É realmente seria um saco ficar procurando aquele loiro aguado por aí. Mas o achou? – perguntou Rony desconfiado.

-Achei, dei o recado e vim pra cá. Ei, isso é um interrogatório? – perguntou Hermione. — Vou estudar ok? Vejo vocês mais tarde.

-Mas você não vai jantar? Aliás, isso é hora de estudar? – perguntou Ron

-Eu comi biscoitos e tomei chá com a professora McGonagall. Estou realmente sem fome. Vou estudar um pouco e depois volto aqui, tudo bem?

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Draco chegou ao hospital. Enquanto aguardava a liberação para que pudesse entrar no quarto de sua mãe, permaneceu sentado em um banco de cabeça baixa. Minerva estava ao lado de Andrômeda que já estava há algum tempo no hospital. Elas conversavam em voz baixa com o medibruxo responsável por Narcisa. Disfarçadamente, Draco pulou mais um banco, levantou um pouco a cabeça e apurou os ouvidos para escutar melhor a conversa.

-Veja bem, diretora McGonagall. Estamos fazendo o máximo para que ela fique viva. Mas ela foi ferida com um objeto cortante enfeitiçado. A lâmina provocou uma infecção e mantém um feitiço ativo, faremos tudo para salvá-la. Só um momento que a enfermeira está me chamando – disse o medibruxo indo em direção a uma menina negra de black power vestida de branco que estava na porta do quarto de Narcisa.

Draco abaixou a cabeça e a pôs entre suas mãos. Não conseguia acreditar no que lhe estava acontecendo. Seu pai havia morrido assassinado, mas a diretora não quis entrar em detalhes da morte, e agora ouvia que sua mãe havia sido ferida por um objeto cortante. “Mas que merda é essa que está acontecendo?” pensou triste. O loiro estava tão absorto em seus pensamentos que não percebeu quando o medibruxo parou à sua frente.

-Senhor Malfoy? – chamou o medibruxo – Sua mãe deseja vê-lo, por favor, queira me seguir.

Draco seguiu o medibruxo até a entrada do quarto de sua mãe. Lá a encontrou com olhos fechados e pele ainda mais pálida do que o normal. Na verdade, Narcisa parecia mais morta do que viva. Draco se assustou com o estado dela, foi até a cabeceira da cama e começou a alisar os longos cabelos loiros de Narcisa. Draco alisou o rosto de sua mãe e percebeu que ela queimava em febre.

-Você está muito quente, mãe. Deixa eu chamar o medibruxo. – Draco estava saindo de perto da mãe quando sentiu sua mão em seu braço.

-Ele já sabe, fica aqui comigo. Eu preciso falar com você. Por isso o chamei aqui.

-Não deve fazer muito esforço – Disse Draco carinhoso.

-Você é um querido, meu filho. Sempre cuidou tão bem de mim – disse Narcisa enquanto passava a mão no rosto do filho. – Eu estou morrendo, filho.

-Não fale isso, mãe. — Draco já não conseguia mais conter as grossas lágrimas que rolavam por seu rosto.

-Shhhhh – Narcisa pôs os dedos nos lábios do filho. – Me deixa falar, eu preciso. Você precisa saber. Não te contei antes, porque fiz um voto perpétuo com Lucius de que nunca te contaria isso. Mas eu prometi ao seu verdadeiro pai que você saberia sobre ele. Sei que deve estar confuso. Mas é que... é muito difícil para mim. Te enganei durante 18 anos. Espero que possa me perdoar.

Draco apenas ouvia atentamente o que a mãe falava, se antes achava que ela estava delirando, agora tinha absoluta certeza. Narcisa continuava a olhar nos olhos de seu filho.

-Draco querido. – Narcisa parou, parecia querer tomar coragem para dizer alguma coisa – O que eu quero lhe dizer é que Lucius não é seu pai.

Draco ficou estarrecido, sem chão. Era muita novidade para o rapaz no momento. Foi até a poltrona e se deixou cair. Abaixou sua cabeça e a pôs entre suas mãos.

- Porque você está me dizendo essas coisas agora?

-Me perdoa. – Narcisa chorava.

-Não pode ser, mas se isso for verdade, agora tudo faz sentido – Ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro — Era por isso que ele me tratava como um lixo? — Draco estava furioso — Diga mãe, era por isso?

-Ele não te tratava como um lixo, Draco. — Narcisa fechou os olhos e os abriu rapidamente.

-MENTIRA! — O rapaz gritou – Ele me desprezava. Nunca me tratou como se eu fosse filho dele. Tudo faz sentido agora. Quem é meu pai?- Draco perguntou de sopetão, parando abruptamente de andar.

-Draco, filho. — Narcisa tentava falar

-Eu te fiz uma pergunta, senhora Malfoy! QUEM É MEU PAI?- Draco gritava, estava fora de si, havia esquecido onde estava e que a mãe estava mal.




Notas finais
Estou curiosa para saber o que vocês estão achando...