Revendo Conceitos

6 Novos Tempos, Velhas Manias


O restante da viagem transcorreu normalmente. Após algumas horas, o Expresso de Hogwarts finalmente chegou à Hogsmeadeee, onde as carruagens puxadas por testrálios os aguardavam. Diferentemente das outras vezes, quase todos os alunos podiam vê-los.

Na tão esperada Hogsmeade um meio gigante gritava para os alunos:

-Alunos do primeiro ano! Aqui! Alunos do primeiro ano! Por aqui!

Destoando totalmente da altura das crianças apareceu Hagrid, o guarda-caças e Professor de Trato das Criaturas Mágicas de Hogwarts.

-Ei Harry, Rony, Mione!!! Tudo bem com vocês?

-Hagrid – gritaram os três juntos

O sentimento de normalidade invadiu os amigos...

O salão principal de Hogwarts estava incrivelmente iluminado, no teto, um céu repleto de estrelas brilhantes recepcionava a todos e pareciam querer participar da grande festa de reinauguração.

A Prof.ª Sprout apareceu junto com um grupo de alunos assustados do primeiro ano com um banquinho e um velho chapéu conhecido. Era o momento da seleção. Hermione sorriu saudosa ao ver a cara dos alunos primeiranistas. Lembrou de seu primeiro ano em Hogwarts, das dúvidas de como seria esse momento. Após o término da seleção, um grande burburinho tomou conta do salão. A Professora McGonagall levantou-se de sua cadeira e ergueu os braços, pronta para o discurso de abertura. Uma sensação de nostalgia tomou conta de diversos alunos e muitos se emocionaram, pois lembraram, saudosos, que no último ano deles em Hogwarts fora Dumbledore que fizera o discurso de abertura.

-Caros alunos! Boa noite a todos. Sejam todos bem vindos à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Mais um ano letivo se inicia. E estamos muito contentes de vê-los aqui. Como de costume, o zelador Filch já deixou pendurado no mural de suas salas comunais a lista de objetos proibidos, e dentre eles, é claro, se encontram os produtos da Gemialidades Weasley. Imagino que isso já tenha sido compreendido por vocês, então vamos a um assunto realmente sério. Todos nós estamos nos recuperando de uma grande guerra na qual nossa escola serviu de palco! E gostaríamos de convidar a vocês alunos a construírem uma nova Hogwarts conosco, uma Hogwarts sem preconceitos, sem brigas, e em perfeita harmonia, cuja única competição seja entre as casas e no campo de quadribol. E pra isso, eu conto com o apoio, não só do corpo docente, mas também do discente, e espero que todos estejam de acordo a entrarem nesse projeto comigo, afinal de contas, novos tempos, nova Hogwarts!

Uma onda de aplausos tomou o salão principal. Professores, seguidos pelos alunos, levantaram e aplaudiram o discurso de McGonagall. Logo o jantar foi servido. O salão, aparentemente, transpirava felicidade. Todos estavam exultantes. Até Draco que estava relutante em voltar à Hogwarts, sorria em sua mesa. Sorriso este que não passou despercebido por algumas colegas suas.

-Nossa!!!! Olha ele ali de novo – dizia uma Corvinal do 7º ano – Ele está mais lindo do que aquele dia no Beco Diagonal.

Na mesa de Sonserina, Pansy observava os risinhos e os cochichos que as meninas da Corvinal faziam à mesa de Sonserina. Logo percebeu que as meninas se referiam à Draco Malfoy.Meu Draco Malfoy” , pensou Pansy com um sorriso.

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Draco e Pansy levavam os alunos do primeiro ano para o salão comunal da Sonserina. Draco ia um pouco à frente. Parou quando ouviu a voz esganiçada de Parkinson.

_Draquinhooooooooooooo. Me espera. — Pansy, que estava com os alunos na parte de trás da fila que haviam feito, se aproximou de Draco.

Draco parou e ficou de costas esperando sua colega de turma chegar. Bufou irritado quando a menina o agarrou pelas costas.

-O que você quer, Pansy? – perguntou sem se virar.

-Ahh!! Draquinho, eu estava com saudades.

-E você só me viu agora né, Pansy? – perguntou Draco debochado — Nós não estávamos na mesma mesa de Sonserina, não estivemos naquela reunião patética durante a viagem, e nem fizemos uma viagem de horas de King Cross para cá, não é? – Draco arqueou uma de suas sobrancelhas.

E continuou a andar. Já estava à frente do salão comunal da Sonserina quando ouviu novamente a voz de Pansy:

-Ai Draquinho. Por que está me tratando assim? Eu te vi sim...Apenas não quis te amolar. – Pansy o agarrou pela cintura

-Sei.- Draco soltou os braços de Pansy e sentou em uma das poltronas. — Pansy, eu sempre soube que você não era um exemplo de inteligência, mas definitivamente esse papel de burra inocente não cai bem em você. Me diz, o que quer afinal?

-Nada demais!! Só achei que você talvez estivesse sentindo falta de mim, assim como estou sentindo a sua. – ela respondeu e se sentou no colo do Draco.

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Enquanto isso, Hermione e Rony levavam os alunos da Grifinória para seu salão comunal. Depois de apresentarem os dormitórios para os alunos do primeiro ano, voltaram para o salão para encontrar Harry e Gina que estavam perto da lareira.

-Então, Mi, onde é seu quarto? – perguntou Gina que estava abraçada à Harry.

- Ahh, então, tá vendo aquela porta ali? — Hermione apontou para uma porta até então inexistente no salão de Grifinória – É uma passagem para o meu quarto.

-Ué Mione, você não disse que o seu quarto era separado da Grifinória? – perguntou Rony contrariado soltando a cintura da morena. – Como é que tem uma porta aqui para o seu quarto? Eu pensei que ficaria em um lugar mais reservado!

Hermione revirou os olhos. Gina sorriu e cochichou no ouvido de Harry:

-Aposta quanto que ele vai levar um esculacho? Harry, ajude meu irmão a ficar mais esperto, por favor.

Harry apenas sorriu e deu um beijo na orelha de Gina e ficou aguardando a resposta de Hermione.

-Às vezes eu fico em dúvida se você é realmente um bruxo, sabia? – começou Hermione com a voz baixa e irritada- Ou então é surdo. Ou simplesmente se faz passar por idiota! – Gina e Harry se seguravam para não dar gargalhadas. – Eu disse, Ronald, que há uma passagem para o meu quarto, eu não disse que ali era meu quarto. – Disse Hermione apontando para a passagem. – Que eu saiba, estamos em um castelo bruxo, onde há fantasmas, escadas que mudam de lugar e passagens mágicas.

Rony já estava da cor de seus cabelos, não sabia onde se esconder. Mas Hermione prosseguiu desta vez com a voz mais calma:

-Além do mais, eu quero saber porque você se importa tanto com o meu quarto?

A castanha disse a última frase e cruzou os braços aguardando a resposta de Rony.

-Errr, hum... Eu só fiquei em dúvida, Mionezinha, não precisava ser tão rude.- Disse Rony tomando cuidado com suas palavras – Err ...eu achei que você podia me apresentar o seu quarto. O que acha?

-Não Rony! – Disse Hermione seca – Eu não vou te apresentar o meu quarto! A castanha girou nos calcanhares e saiu pisando forte.

- Você é um bobalhão mesmo- disse Gina entre irritada e divertida – Harry, por favor, ensine a esse cabeça dura se transformar em um ser delicado! Ei Mione! Me espera – Gritou a ruiva ao ver que Hermione já estava praticamente na porta da passagem mágica.

- O que foi que eu fiz? – perguntou Rony atônito ao ver as duas garotas entrando na passagem.

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-Gina, seu irmão é um trasgo quando quer- disse Hermione irritada enquanto se dirigia ao seu quarto.

- Não se iluda, cunhadinha. Meu irmão é um trasgo. Quando quer e quando não quer! =Respondeu a ruiva e as duas caíram na risada.

Ao chegarem ao quarto da Monitoria Chefe, as duas pararam boquiabertas. A porta que saia do salão comunal de Grifinória dava acesso a uma antessala onde havia um sofá. Da antessala, havia uma porta que dava diretamente no quarto da Hermione. O quarto era todo decorado nos tons de dourado e vermelho. Havia no centro do quarto uma cama King Size dourada com edredons e almofadas vermelhas. No chão, ao lado da cama havia um pequeno tapete com o símbolo de Grifinória. A cada lado da cama , que era de dossel, havia um abajur.

Havia no quarto mais duas portas: uma que as meninas não conseguiram abrir de jeito nenhum e uma outra que revelava um banheiro luxuoso todo em mármore com uma enorme banheira.

-Nossa, Mi! Que delícia de quarto! – disse Gina com um sorriso malicioso no rosto – Será que Capitão de time de quadribol não pode ter um igual? Hermione deu uma gargalhada. -Porque eu sinto que você e o Rony não vão curtir esse espaço como deveria – a ruiva disse se jogando na cama.

- Ginevra Molly Weasley – disse Hermione corada da cabeça aos pés – Nós estamos em Hogwarts para estudar. – Respondeu Hermione lhe jogando uma almofada.

Passaram o resto da noite conversando sobre diversos assuntos, e como já era tarde e estavam cansadas, Gina acabou dormindo no quarto da Hermione.

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Após o café da manhã McGonagall chamou todos os monitores para uma conversa, informando que sabia que já haviam tido a primeira reunião e reforçou o papel de Hermione.

- A sabe-tudo vai ficar ainda mais insuportável – disse Malfoy baixinho, mais para si do que para os outros.

- Desculpe Senhor Malfoy, mas eu não ouvi o que o senhor disse. Poderia repeti-lo? Perguntou McGonagall séria.

-Nada não professora. Foi apenas um pensamento que saiu alto demais- respondeu o loiro em um misto de contrariedade e sarcasmo.

McGonagall voltou a falar como se não tivesse sido interrompida,informando-os que havia nomeado Hermione como seu braço direito nos assuntos da monitoria. Olhou todos seriamente e reforçou que o colegiado de Hogwarts havia escolhido Hermione. Olhou para todos em busca de alguma contrariedade. Seguiu seu discurso informando que não haveria apenas um monitor –chefe. E que em três meses nomearia um novo monitor chefe. Ao perceber o silêncio de seus monitores, McGonagall prosseguiu

– Agora venham comigo, pois quero que conheçam um lugar.

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Entraram em uma sala ao lado da torre leste. Era um grande salão com bandeiras decorativas das quatro casas de Hogwarts. Havia alguns sofás e puffs espalhados pela sala que dava um clima jovial à sala. Do lado esquerdo havia uma pequena biblioteca. Um grande quadro com um mosaico com o símbolo das quatro casas separava esta sala de uma pequena sala de reuniões. Havia ainda mais dois quadros: um com o símbolo da Grifinória e outro com uma paisagem na grande sala. Os estudantes se entreolharam excitados. Qual seria a próxima casa a ocupar àquele quadro?