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Hermione se assustou com o pedido do rapaz. “Como assim ajudar Draco Malfoy?”. Diante da demora da resposta da castanha, Draco prosseguiu:
- Você realmente acredita na minha mudança, Granger? Está vendo como não é tão fácil assim? – Draco disse com pesar enquanto desfazia os feitiços e saia da sala.
- Eu te ajudo, Malfoy. – A castanha falou alto para que o loiro pudesse ouvi-la — Mas só se você estiver realmente disposto a mudar. Caramba! – disse Hermione ao olhar para o relógio na parede. – Já passou mais de uma hora do fim da monitoria. Preciso ir. Tchau Malfoy, a gente conversa mais amanhã. No salão comunal. Está bem?
- Tudo bem… Obrigado, Hermione...
Hermione se espantou ao ouvir seu primeiro nome ser falado por ele. Apenas retribuiu o tchau e seguiu para o seu quarto de monitora.
Ao chegar em seu quarto, deu um suspiro de alívio por não ter sido encontrada por Filch pelo caminho, e torceu silenciosamente para que Draco tivesse tido a mesma sorte. Mal terminou de fechar a porta quando uma voz atrás dela a fez gelar.
-Porque está chegando a essa hora, Hermione? – perguntou Ron sério.
-Nossa, Ron! Que susto. – Hermione levou a mão ao coração – O que está fazendo em meu quarto? – perguntou curiosa.
-Eu estava te esperando, quis te fazer uma surpresa — ele ficou vermelho por um instante. Voltou a ficar sério. — Mas você não respondeu à minha pergunta. A sua monitoria terminou há mais de uma hora – disse olhando o relógio – Onde estava?
-Ahh eu estava conversando com o Malfoy e acabei perdendo a hora. – Respondeu a menina de forma simples.
-O QUÊ? – gritou Rony – VOCÊ ESTAVA CONVERSANDO COM QUEM?
-Ronald Billius Weasley – Hermione estava de braços cruzados em uma pose bem característica da senhora Weasley -Porque você está gritando? Eu já falei! Eu estava conversando com o Malfoy. – mais uma vez a castanha respondeu de forma simples, como se explicasse a Ron algo elementar.
Já Rony, por sua vez, gelou ao ouvir Hermione falar que havia perdido a hora por estar conversando com o sonserino. Seu cérebro trabalhava furiosamente. E se o rapaz tivesse contado sobre suas desconfianças para Hermione?
-Mas o que você tanto conversou com aquele doninha, Mione? – a voz do ruivo saiu um pouco esganiçada – Vocês, por acaso, têm algum assunto em comum?
-Ron, em primeiro lugar: porque você está tão nervoso, hein? – Hermione apontou para o rapaz em sua frente. – Qual o seu problema?
-Qual o meu problema? — Ron parecia nervoso – Qual o meu problema, Mione? O Malfoy não presta! E passou a noite conversando com a minha namorada! Esse é o meu problema. O que vocês conversaram?
Então era isso... Ron estava enciumado por ela ter ficado quase uma hora depois da monitoria conversando com o sonserino, pensou Hermione. Decidiu pegar mais leve com ele e desfazer qualquer mal entendido.
-Ron – disse Hermione, mais calma – Nós estávamos conversando sobre aspectos da vida particular dele e que ele não gostaria que a escola soubesse. Eu não posso te contar. Você entende, não é? — ela sorriu para o namorado.
-É óbvio que não, Mione. É óbvio que não entendo. Ele — disse o Ron apontando para a porta como se Draco estivesse lá – é o Malfoy. E eu – apontou para si – nunca vou entender que a minha namorada tenha algum assunto com ele e não queira me contar. Eu não confio nele.
-Calma, Ron – disse Hermione enquanto pegava as mãos de seu namorado – Eu sei me defender, ok? Obrigada por se preocupar – Hermione deu um selinho no rapaz – Mas o Malfoy tem precisado de ajuda. E você sabe muito bem a minha tarefa.
-Mas Mione... Eu aposto a minha vassoura como daqui a pouco ele vai começar a te jogar contra mim e contra o Harry...Você verá – disse Rony abraçando a namorada.
-Deixe de bobeira, Ron, além do mais eu não sou influenciável e você sabe muito bem! Vamos parar de falar no Malfoy? Eu acho que não foi por isso que você veio até o meu quarto.
Rony sorriu para a namorada e a puxou para um beijo apaixonado.
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Draco andava em passos largos em direção à Sonserina. Ainda tentava digerir todas as informações que tinha recebido. Seu pai não era seu pai. Tinha ouvido falar pouco sobre o... Draco balançou a cabeça. Aliás, achava que ele era uma coisa, quando na verdade era outra. Hermione Granger era mestiça e não uma sangue... Draco balançou a cabeça mais uma vez e travou seu pensamento, irritado, quando essa palavra surgiu em sua mente. A grifinória não era uma nascida trouxa. Quanta novidade... Nem se deu conta que estava em frente ao quadro de seu salão comunal. Disse a senha e entrou rapidamente.
Sentou-se mecanicamente em uma poltrona. Olhou para o fogo enquanto continuava a pensar. “Eu devo estar enlouquecendo. Primeiro eu pedi desculpas à Hermione. Depois eu pedi ajuda. Hermione não, Granger! O que está acontecendo comigo?”
-E aí cara – a voz de Blás o despertou – Como você está?
-Indo. – Draco voltou a olhar o fogo.
-Mas as coisas estão voltando ao normal, não é? – o rapaz negro sentou ao lado do amigo – Foi até fazer monitoria hoje. Aliás, você demorou bastante. O time estava te esperando, precisamos marcar novos treinos! O jogo contra Grifinória se aproxima e precisamos treinar se quisermos ganhar o jogo.
-É verdade, Blás. Vou reservar o campo amanhã, espero que o Potter já não tenha pegado todos os dias.
-Adivinha quem eu vi hoje na torre leste?- Blás estava com um sorriso malicioso no rosto.
-Quem?- Draco perguntou pouco interessado.
De todos os sonserinos, Blaise Zabini era quem mais se aproximava de um amigo. Aliás, ele era a única pessoa que Draco não tratava como inferior, pois Zabini nunca o havia tratado com a reverência que os outros faziam e, talvez, esse fosse o motivo de suas alianças. Entretanto, Draco já estava farto de conversas e prestava pouco atenção.
- O pobretão com a Patil.
A novidade fez Draco se endireitar na poltrona e olhar para Blás.
-Que horas? Quando eu saí para a monitoria ele estava no salão comunal dos monitores. Aliás, indo em direção dela! – Draco apertou as mãos em sinal de raiva.
-Eram umas oito e meia. Estavam no maior amasso. Mau gosto tem o pobretão, não acha?
- Ele é um idiota! Trocando a Granger por aquela outra.
-Não que a Granger valha tanto assim... — Blaise gargalhou. Draco fechou a cara.
-Eu gostaria que você não falasse assim da Granger, Blás.
-Você o quê? – Blás perguntou assustado.
Draco suspirou. Havia falado sem pensar.
-Nada. Esquece.
Draco levantou para se dirigir ao seu quarto.
-Não, não não. – disse Blás enquanto se levantava e segurava Draco – Espera aí, cara. Eu ouvi bem o que você disse! E você disse que gostaria que eu não falasse daquele jeito da Granger. O que é que está rolando que eu não sei?
-Nada – Draco fechou a cara.
-Qual é Draco! – Blás parou de braços cruzados na frente do loiro – De uma hora para outra você começa a defender a sangue ruim. Alguma coisa está acontecendo.
Blás ficou olhando a reação de Draco. O rapaz negro apenas havia dito sangue ruim na intenção de provocá-lo. Não que ele não ligasse para a questão de sangue, até ligava. Mas desde cedo aprendeu que os galeões eram mais importantes do que o sangue. Sua mãe era famosa pelos diversos casamentos que fizera e da fortuna que havia acumulado com eles. Sendo os bruxos de sangue puro ou não.
Draco fechou os olhos diante da ofensa do rapaz. Iria relevar, mas lembrou de tudo que Hermione lhe contara, de tudo o que a ela sofrera e ainda estava sofrendo e não se conteve.
-Eu lhe proíbo de ofender a Granger dessa forma, Blaise – Disse com sua voz arrastada.
Blaise olhou assustado para Draco.
-Você está apaixonado pela Granger?
-Eu o quê? -Draco perguntou indignado – Está ficando maluco?
-Eu? Maluco? — Blás perguntou sarcástico – Quem foi que defendeu a Granger agorinha mesmo?
-Mas isso não significa que eu esteja apaixonado por ela – rebateu o loiro – apenas não gostaria que falasse assim dela agora que a conheci melhor.
Mais uma vez Draco só se deu conta quando as palavras já haviam saído de sua boca. Viu seu amigo abrir a boca em espanto. Amaldiçoou-se por isso. Resolveu sair antes que Blás começasse o interrogatório, mas o rapaz foi mais esperto, correu, puxando o loiro, o fazendo sentar na poltrona.
-Desde quando você conhece a Granger melhor?
-Desde quando você virou a Rita Skeeter ? -Perguntou Draco sarcástico.
-Eu estou falando sério, Malfoy!
-E também, Zabini.
Os dois se olharam sério. Ficaram aproximadamente um minuto assim. Um estudando a reação do outro. Até que começaram a rir. Mais uma novidade para Draco: não se lembrava da última vez que rira assim com alguém. Aprendera que nunca poderia confiar em ninguém. Nem em seus “iguais”. Mas a vida estava lhe dando oportunidades. Resolveu se abrir com Blás.
-Vou lhe contar o motivo pelo qual conheço a Granger melhor. — Disse Draco sério. Blás apenas assentiu com a cabeça.
Draco contou ao seu amigo toda a sua saga desde que havia ido visitar sua mãe no hospital. Contou de sua conversa com o elfo, contou sobre a ajuda de Hermione, e de sua conversa recente com a castanha, omitindo apenas sobre o que aconteceu com os pais de Hermione.
-Mas o que tanto abala a Granger, Draco? A ponto de você abraçá-la?
-É, desculpe amigo. Mas é algo tão particular à Granger que eu não posso te contar, você me entende?
-Claro! -Blás tentava processar tudo o que estava acontecendo. – Caramba, quanta informação! — O rapaz suspirou. – Acho que vou dormir depois dessa. Boa noite.
-Boa noite! Acho que não preciso te pedir para que não conte para ninguém a nossa conversa. – disse Draco sério.
-Claro, claro – falou o rapaz de cabeça baixa. Blás já estava saindo da sala.
-E Blás? – Draco perguntou, o rapaz virou para olhar na direção do loiro. – Preciso de um favor seu.
-Favor?
-Sim! Quero que me ajude a mostrar para a Granger quem é o pobretão.
Zabini abriu o seu sorriso mais sarcástico.
-Será um prazer, meu caro!
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Três semanas se passaram após a conversa de Draco e Hermione durante a monitoria. Nessas semanas, o relacionamento de Draco e Hermione se estreitou. Para a estranheza dos outros monitores sempre conversavam no salão comunal. E quando se encontravam na biblioteca, aproveitavam para discutir algum assunto das matérias que faziam juntos.
A cada semana aumentava a vontade de Draco efetivar seu plano de desmascarar Ron.
Hermione, por sua vez, descobria um Draco que ou não existia, ou ficava desconhecido sob a máscara do sarcasmo. Um Malfoy divertido e pronto a ajudá-la. Não que ela precisasse da ajuda dele, mas ele sempre estava muito solícito. Hermione percebia que as conversas baixavam quando os dois passavam e olhares demoravam um segundo a mais do que deveriam. E sabia que, a essa altura, já havia comentários sobre “amizade” repentina entre os dois, para total desagrado de Ron.
Já Rony se indignava a cada vez que via Hermione e Draco conversando. Estava próximo ao lago junto a Harry e Gina quando a viu vindo em sua direção conversando com o sonserino. Foi até eles e puxou Hermione pelo braço, porém não antes de dar um olhar de desagrado ao loiro. O rapaz cruzou os braços e ficou olhando o ruivo de forma sarcástica.
-Ai Rony, você quase me machucou, enlouqueceu? — A garota disse soltando o braço assim que chegou perto dos amigos.
-Eu acho que foi você quem enlouqueceu, Hermione! Andando por aí, conversando com o Malfoy.
Harry e Gina olhavam para o casal.
-É Mi – começou Harry – Eu também não estou entendendo nada. É o Malfoy! – Mas Harry calou ao ver o olhar de “não se meta” que Gina lhe lançara.
-Gente, o Malfoy tem mudado muito. Vocês nem imaginam o quanto – Hermione falava enquanto olhava para os amigos – Aliás, ele tem várias razões para mudar. E está mudando. E a gente já conversou sobre isso, lembram-se?
-Mi, na boa – Harry tomava cuidado ao falar e nem olhava para a Gina – É o Malfoy. E você sabe muito bem que ele não é de confiança. E você não quis nos explicar os tais motivos tão fortes que o fariam mudar assim tão de repente, então para mim ele é o mesmo filho da puta de sempre.
Ron olhou para Hermione com uma cara de “eu não te falei?”. De longe, Draco observava, com a mandíbula travada, a discussão do quarteto. Levou um susto ao ouvir uma voz próxima ao seu ouvido.
-Observando a sangue ruim, Draquinho?
Draco fechou os olhos na tentativa de se controlar, Pansy era uma das que mais se espantara de sua aproximação com Hermione. E ela já havia tentado lhe cercar outras vezes.
-Sabe...- começou a morena – Eu não consigo entender essa sua aproximação com a sangue ruim. É algum plano?
-Não é só isso que não consegue entender, Pansy – disse Draco de forma fria. — Mas não sou eu que me darei o trabalho de te explicar. — Com um giro de calcanhares o rapaz saiu dali deixando a morena boquiaberta, entendendo menos ainda a situação.
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À medida que os dias se passavam e se aproximava do jogo entre Grifinória e Sonserina mais Draco se agitava. Queria ganhar Grifinória a qualquer custo. Apenas para se vingar de Harry e de Rony que tentavam afastar Hermione de si.
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Draco ia em direção ao campo de quadribol quando sentiu alguma coisa o agarrar pelos colarinhos. Era Ron. O rapaz ruivo conseguia ser ainda mais alto do que ele. Ron encostou o rapaz na parede e apontou a varinha em seu rosto.
-Escuta aqui, Malfoy. Eu não caio nessa história de que está mudado. Quero que se afaste da Hermione imediatamente.
-Como é que é, pobretão?- Draco perguntou rindo. Rony aumentou a pressão sobre o loiro.
-Você ouviu bem. Te conheço muito bem, Malfoy. Alguma está aprontando.
-E se eu não quiser me afastar da Hermione. — Draco fez questão de falar o primeiro nome dela olhando-o nos olhos -O que fará? Contará a ela que tem um caso com a Patil?
-Olha aqui, seu filho da puta...
-Olha aqui você, seu merda. – Draco disse afastando Ron de si — Não é você quem tem condição de exigir nada aqui. A minha vida não lhe diz respeito, assim como as pessoas com que me relaciono ou deixo de me relacionar. Não se meta em minha vida que eu não me meto na sua. Ouviu bem?
-Que seja! Hermione sempre teve compaixão por seres repugnantes. Daqui a pouco ela se cansa de você mesmo. Ou você acha que ela deixaria os amigos e o namorado dela por você? – A vontade de Ron era de socar o loiro, mas ele tinha um trunfo nas mãos e ele não podia se arriscar tanto assim. Saiu e deixou um loiro transtornado para trás.
Draco seguiu para o campo de quadribol. Com ódio. Blás ao ver o rapaz chegando já gritando com os jogadores se aproximou do amigo.
-Qual foi cara? Está cuspindo fogo. Foi a Pansy? Ela anda inconformada.
-Estou com vontade de matar aquele ruivo maldito. — Disse Draco andando de um lado para o outro -Ele veio tirar satisfação comigo. Quer que eu me afaste da Hermione! Como se eu devesse alguma satisfação a ele.
Blás olhava para a cena atônito. Para o rapaz, era nítido que seu amigo se apaixonara. Só não sabia se o amigo se dera conta desta novidade. Resolveu não arriscar. O humor de Draco estava intragável.
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Duas Semanas depois
“Bom dia, Hogwarts! Sejam bem vindos a mais um jogo do nosso grandioso Campeonato de Quadribol deste ano. Hoje a disputa fica por conta de dois grandes times: Sonserina e Grifinória, um jogo muito esperado, por sinal. Os dois times estão invictos. Quem será que ganha esse jogo? Bem, de qualquer forma eu estou torcendo para a Grifinória, é claro. Tenho até esse chapéu de Leão”
-Céus, todo jogo uma inovação – disse a professora McGonagall suspirando e olhando para o céu. – senhorita Lovegood, a senhorita está narrando o jogo. Não tem que se posicionar.
-Ohh diretora, desculpe-me, mas a senhora também não está torcendo para que a Grifinória ganhe?
-Claro que estou torcendo, mas eu não estou narrando, senhorita. A partir de agora apenas comente sobre os jogos. Aí vêm os times.
-Ok
“Aí vêm os times que disputarão o jogo de hoje. Do lado esquerdo” — pôde ser ouvido várias palmas, gritos e muitas vaias – “ temos o time de Sonserina. Os jogadores são: Goleiro: Davis; batedores: Zabini e Baddock; artilheiros: Pritcher, Harper e Greengrass e como apanhador: Malfoy. Saudações ao time da Sonserina. E agora do meu lado direito: ” — muitas palmas foram ouvidas, pois a maior parte dos estudantes da Corvinal, Lufa Lufa estavam torcendo pelo time da Grifinória. “Temos o time da Grifinória: Os jogadores são: goleiro: Weasley; batedores: Peakes, e Hooper artilheiros: Weasley, Creevey e McDonald e como apanhador: Harrrrrrrrrrrryyyyyyyyyyy Potteeeeeeeeeeerrrrrrrrrrrrrrrr.”
Minerva lançou um olhar de desagrado à Luna. A menina deveria ser imparcial, o que não estava fazendo. A professora Hooch pegou a caixa onde estavam guardadas as bolas do jogo. Chamou os capitães Draco Malfoy e Harry Potter. Disse bastante séria que queria um jogo limpo. Sabia da rivalidade entre essas duas casas e tinha receio de que o jogo se tornasse violento.
Logo após o aperto de mãos dos capitães, a professora apitou dando início ao jogo.
Logo a Goles estava nas mãos de Gina, que melhorava a cada jogo.
“Ahh a Gina está com a posse da Goles. Ela é esplêndida! E como voa rápido essa garota, mas, peraí.. Zabini lançou um balaço em direção à artilheira da Grifinória e... ufa!!! A Gina é muito esperta, foi mais rápida do que o balaço. Ela passa a goles para Creevey que ai...tadinho um balaço quase o derrubou da vassoura. A posse da goles agora está com Harper que voa em direção ao gol, passa a goles para Greengrass que passa a goles para Harper que joga em direção ao gol e o Rony peggggggggggggaaaaaaaaaaaaaa essa goles!!!! Hey, hey hey..Weasley é nosso Rei!!”
-Senhorita Lovegood – sussurrou a diretora McGonagall — eu vou proibi-la de narrar os jogos. Lembra-se do imparcial?
-Desculpa, diretora – respondeu Luna em um sussurro.
Mas já era tarde, toda Grifinória cantava a musiquinha...
“A bola passa para Gina que voa rápido e se desvia do balaço lançado por Zabini. Passa para Creevey que lança novamente para a Gina e ...Gol da Grifinória! Agora a posse está com a jogadora da Sonserina, Greengrass, que passa a bola para Harper. Oh, aí vem um balaço mandado por Hooper. Ops ela se desviou e vai lançar em direção ao gol e vem outro balaço mas não é em direção à Greengrass e sim a ...nossa!! Rony foi atingido, quase cai da vassoura com esse balaço lançado por Zabini e Gol! Da Sonserina. “
De longe, Zabini exibia um sorriso malicioso e desviou seu olhar para Draco que retribuiu o sorriso.
“ a goles passa para Gina que lança para Mc Donald que desvia de outro balaço e lança para Gina e Gol da Grifinória. O placar está 20 a 10. Agora é a vez da goles ficar na posse da Sonserina. Harper faz um looping se desviando de um balaço lançado por Peakes. Ela está se aproximando do gol e lá vem outro balaço na direção do Ron e...”
Nessa hora, Hermione soltou um grito. Não conseguia entender como Harry, Ron e Gina podiam achar aquele esporte tão interessante. Ficou observando o trajeto do balaço até que Ron se desviasse dele por pouco. Deu um suspiro de alívio ao ver que nada havia acontecido com seu namorado. Com a mão esquerda, ajeitou seu cabelo que insistia em cair em seu rosto. Hermione não sabia, mas desde que havia gritado, certo loiro a observava do céu.
Draco não acompanhava mais o jogo. E quando o cabelo de Hermione caiu no rosto novamente, ele controlou o impulso de voar até lá e retirar ele mesmo o cabelo de seu rosto. Balançou a cabeça. Não conseguia acreditar no que estava pensando.
Apenas despertou quando ouviu gritos no campo. Harry havia localizado o pomo e já estava bem próximo dele. O loiro deu um voo rasante e foi se aproximando lentamente de Harry. Os dois estavam praticamente colados e
“Harry Potter pega o pomo de ouro!!! E Grifinória vence mais uma vez!”
Uma boa parte dos alunos correu para o campo para saudar os vencedores. Rony voou rápido até onde o sonserino estava pousando e deu um grande esbarrão nele. Falou entre os dentes de forma que apenas o loiro pudesse ouvir:
-Você nunca vai conseguir se igualar a gente, Malfoy. Você é desprezível. Não é à toa que Hermione tem compaixão por você. Aliás, eu vi a forma como olhava para ela durante todo jogo. Se afasta da minha namorada. Ouviu bem, Malfoy?
E virou para ir em direção dos outros jogadores. Draco já se preparava para lançar um feitiço em Ron quando ouviu a voz de Hermione.
-Ron! – a menina gritou e correu para abraçar o namorado – Ai meu Merlin. Você está bem?-Dizia a menina enquanto apalpava todo o corpo do namorado – Não sei como ainda insistem nesse jogo maluco.
-Ei calma, Mi! Venha cá – disse Ron enquanto puxava a namorada para um beijo.
Enquanto beijava Hermione, Ron abriu os olhos e encarou o sonserino. Draco sustentou o olhar por um segundo a mais e seguiu sério para o vestiário.
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A festa do campo prosseguiu no salão comunal de Grifinória. Estavam fechando o ano com chave de ouro, pois além de terem ganhado mais um jogo, ganharam da Sonserina, o que era melhor.
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Se o salão comunal da Grifinória estava uma festa, o salão de Sonserina parecia mais um velório. Havia poucos alunos pelo salão. Draco e Blás conversavam próximos à lareira.
- Eu quero desmascarar o pobretão ainda esta semana, Blás!
-E o que está pensando?
-Não sei ainda! Eu teria que descobrir quando ele se encontrará novamente com a Patil. Ele está desconfiado. Não vai cair se eu tentar armar um encontro entre os dois.
-Pensei em uma coisa. Não sei se é possível. Quando é sua monitoria com a Pansy?
-Sexta — feira. O que está pensando? – Disse Draco ansioso.
Blás passou a narrar para o seu amigo todo o seu plano. Seria em um dia de monitoria que Draco faria com Pansy. Blás a faria faltar e Draco pediria Hermione para monitorar com ele. E já haviam pensado em como marcar o encontro dos dois.
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A semana passou rápida e logo era sexta-feira. No fim do almoço, já quase no momento em que saiam da mesa, Ron recebeu um bilhete que supôs que fosse da Patil. Rony apenas sorriu e olhou em direção à mesa da Corvinal encontrando a menina bem sorridente e com um olhar vago.
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Hermione estava no salão comunal dos monitores chefes com a Gina quando Draco chegou.
-Granger – ele a chamou.
-O que faz aqui, Malfoy? – disse Hermione olhando para um relógio próximo – Hoje não é sua monitoria com a Parkinson?
-É justamente isso que vim te dizer, Granger. Por algum motivo que eu ainda não consegui entender bem, Pansy resolveu parar de falar comigo. Sumiu e eu não tenho a mínima ideia onde se meteu. O que eu faço?
-Hum – Hermione pensou durante alguns segundos – Eu faço a monitoria com você. Gina? – Hermione se virou para a amiga – Os meninos devem chegar em breve. Você os avisa? Não devo demorar.
A ruiva apenas assentiu e Hermione seguiu junto a Draco para uma monitoria que não era a sua...
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-Obrigado, Granger. Você tem sido muito legal comigo. – Disse Draco olhando para o chão enquanto circulavam pelos corredores. – Não precisava vir.
-Ah que isso, Malfoy. Não tenho feito nada demais – Hermione respondeu simpática.
-Você estava com a caçula Weasley. Atrapalhei seus planos?
-Nada. A gente se reúne às vezes, sabe? — Hermione respondeu simpática -Para tomar cerveja amanteigada e conversar. Estávamos esperando os garotos. Ron como sempre foi arranjar algo para comermos. –Hermione deu uma risada – E Harry providenciar as cervejas que sobraram da comemoração da nossa vitória.
Andaram mais uns cinco minutos até que Hermione estancou.
-Malfoy – a menina sussurrou para o rapaz que estava à sua frente.
Draco prendeu um sorriso e olhou para trás com cara de intrigado.
-O que foi?- Respondeu no mesmo tom de voz.
-Não está ouvindo? — Hermione perguntou e corou
-Ouvindo o quê? — Draco fez como se não houvesse entendido. -Sim...ouvi e são...
-Gemidos – Hermione sussurrou completamente vermelha – Tem alunos aqui. – disse apontando para a sala — Vamos entrar?
-No três a gente entra? – Com um aceno afirmativo de Hermione, Draco começou a contar nos dedos. Assim que levantou o terceiro dedo, com um feitiço não verbal abriu a porta. Ele e Hermione entraram correndo e se depararam com um casal seminu trocando carícias bastante íntimas.
-Ronald – Hermione estancou. Sua voz saiu falha. Lágrimas já escorriam em seu rosto — O que significa isso?- Hermione tremia e não sabia o que fazer com as mãos.
-Mi? – Rony olhou para Hermione completamente vermelho, empurrou a menina que estava abraçado, levantou suas calças e andou em sua direção. — Eu posso explicar...
Hermione ao ver Rony vir em sua direção correu em direção à porta. Ao passar por Draco disse em voz baixa:
-Não o deixe vir atrás de mim, Malfoy. Por favor.
Ron já estava próximo aos dois quando foi parado por Draco.
-Você não vai atrás da Granger, Weasley!
-O quê? – perguntou Rony indignado – Quem é você para me dizer o que eu devo ou não devo fazer em relação à minha namorada? Sai da minha frente!
-Sua namorada? – gargalhou Draco – A essa hora ela deve estar vomitando em algum lugar. Você não percebeu que ela está com nojo de você?
Ron se preparou para dar um soco em Draco, mas o loiro foi mais rápido. Com um feitiço estuporou o ruivo. Olhou com nojo para a cara da Patil que havia se arrumado rapidamente e assistia impassível a toda cena.
- Vocês dois se merecem. – Disse Draco com sua voz arrastada e correu na tentativa de encontrar Hermione.
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