Resutoran, Koran To Ai
7 Um Encontro inesperado
Notas iniciais
Byakuya não sabia o que estava passando em sua cabeça quando ligou para Tsumi, talvez que tinha enlouquecido, como trabalhava demais não seria difícil. Largou o aparelho no sofá e foi até a cozinha preparar alguma coisa para comer. Era uma ótima maneira de se distrair, ou ia acabar ligando novamente para ela.
Pegou alguns legumes na geladeira, ia fazer uma salada, ainda tinha arroz do dia anterior, seria uma boa oportunidade de fazer algo mais elaborado para aquela noite, já que nos últimos dias não comia muito bem, sempre ocupado, sem tempo para cozinhar, poderia pagar muito bem um cozinheiro, mas não era muito fácil ele confiar nas pessoas para colocá-las em sua residência, e não era do tipo de pessoa que comia fora ou saía para jantar. Também não tinha empregados. Fazia tudo ele mesmo, por não confiar nas pessoas, às vezes Rukia o ajudava com a limpeza. Aliás, era ela que estava fazendo a faxina nos últimos tempos, e muitas vezes ela trazia algo para ele comer. Ele tinha uma irmã muito boa e que cuidava dele.
Sem perceber, a imagem da irmã foi trocada pela de Tsumi. Como seria ela cozinhando para ele? Eles fazendo a limpeza juntos? E a cena do beijo no banheiro voltou à sua mente, como se estivesse acontecendo naquele exato momento, ficou perdido nos pensamentos por algum tempo. Quando notou no que estava pensando, sacudiu a cabeça negativamente, tentando afastar aquela lembrança e todos aqueles pensamentos que levavam a ela.
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Tsumi ficou olhando o celular dela por algum tempo, se perguntando o que ele queria com ela. Era difícil admitir que estava morrendo de curiosidade, sentia-se ansiosa, mas não iria ligar.
Afugentando os pensamentos sobre Byakuya, ela olhou para o relógio, perguntava-se onde Sayuri estava, seu turno já havia acabado, ela devia estar em casa, geralmente avisava quando ia voltar mais tarde — apesar de algumas vezes a morena ter esquecido de avisar. Poderia ser um desses casos ou talvez estivesse em um encontro com algum rapaz. Não queria ponderar em nada ruim, mas não conseguiu evitar imaginar que poderia ter sido sequestrada, ou alguma coisa semelhante, pois não fazia muito tempo que a irmã quase foi estuprada. A melhor decisão naquele momento era ligar, nada melhor para acalmar a inquietação. Para o alívio de Tsumi, ela atendeu.
Deu um suspiro de alívio, ela estava apenas conversando com Grimmjow e logo voltaria para casa.
Depois de um dia cansativo de trabalho, um banho quente seria bem vindo, precisava relaxar um pouco, muitos problemas para resolver em um único dia, recordou-se quando trabalhava na mecânica, era cansativo também, mas parecia menos complexo, era mais fácil lidar com carros do que com seres humanos. Além de cansada, precisava comer, desde que mudou de emprego se alimentava muito mal, se não fosse Sayuri, ia acabar ficando anêmica. Pensando no jantar que a irmã prometera fazer mais à noite, se dirigiu ao banheiro com um sorriso nos lábios.
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Sayuri ainda estava conversando com Grimmjow, na realidade ela não sabia como foi parar em frente a casa dele, o corpo a conduziu sozinho até ali, talvez ele fosse a pessoa mais indicada para conversar naquele momento, além de querer contar a novidade sobre Yui.
– Você está um pouco atrasada, ela mesma veio me atualizar. — o rapaz deu uma gargalhada, como se lembrar daquilo fosse extremamente engraçado.
– Como assim?! — Sayuri ficou abismada, ela ainda tinha coragem de ir falar com o Grimmjow? Não sabia se aquela mulher era muito corajosa ou só não tinha senso algum.
– Aquela vaca veio chorando aqui falando que foi agredida por você, que na verdade aquele panaca do seu amigo tava tramando contra ela, que vocês eram cúmplices... Que foi enganada e toda mentira que você sabe, a Yui é perita.
– Aquela cretina ainda teve coragem de falar mais mentiras?!
– Já estou acostumado a lidar com pessoas como ela, que tem de monte. E só pra avisar você, ela não pretende te deixar em paz. Fingi que acreditei. E ela quer vingança.
– Vingança do que? Ela que aprontou todas pra cima da gente!
Grimmjow ria da situação, não dava a mínima para Yui, apesar de estar um pouco preocupado com a amiga, nunca pensou que um dia ia se preocupar com uma garota, ele sabia que Sayuri era uma garota legal, diferente. Se ela fosse um pouco mais velha, e tivesse mais “corpo” namoraria sério com ela. Só de pensar no assunto ele começava a rir sozinho, achava aquilo ridículo e bizarro.
– Você dá risada, já que não é você que ela quer matar! — ficou indignada. Como ele conseguia rir daquelas coisas?
– Eu já estou acostumado com ela, acha que eu me preocupo? Ela se acha esperta, mas ela não chega aos meus pés. Siga o que eu vou te falar, e você vai ver como enrolar ela é bico.
– Não sei não... — Sayuri olhava desconfiada para ele, realmente Grimmjow era inteligente e esperto, só achava que ele desperdiçava isso com coisas fúteis.
– Eu disse para ela que ia pensar no assunto, ela me ofereceu tanta coisa, que não pude recusar, ela vai achar que tá ganhando... não sei quem é mais burro nessa história se o seu amigo ou ela... vou te contar. Pelo menos ganhei uma transa e umas coisas aí.
Sayuri não acreditava como Grimmjow conseguia levar esses assuntos na brincadeira, ao menos ele estava do lado dela, não gostaria de ter ele como inimigo, sabia que o amigo tinha uma mente perversa.
Já começava a anoitecer, então ela resolveu voltar para casa. Pelo que haviam conversado, deduziu que Yui não faria nada por hora, deixaria a poeira baixar, e isso a deixava mais tranquila.
– Se quiser eu te levo pra casa. — Grimmjow se ofereceu, ele sabia ser gentil às vezes, na verdade ele não era do tipo que esquecia favores, ela já havia quebrado o galho dele várias vezes.
– Tá tudo bem, eu moro perto e também acho que por hora ela não vai fazer nada. Mas obrigada por oferecer. Às vezes, você é legal. — Sayuri sorriu.
– Como assim às vezes?! Eu sempre sou legal! Eu vou dar uma saída lá fora pra ver se a louca não tá bisbilhotando aqui.
E assim que abriu a porta deu de cara com Shuuhei.
– Ótimo, você vai ser de grande ajuda. — disse ele rindo e o puxou para dentro de casa.
– Ei! — Shuuhei acabou entrando sem entender o que tinha acontecido, e quando viu Sayuri ficou um pouco surpreso.
– Já que tudo aconteceu por culpa sua, nada mais justo do que você acompanhar ela até a casa dela.
O cozinheiro precisou de alguns segundos para assimilar o que acontecia ao seu redor, e apenas concordou, balançando a cabeça.
– Ótimo, assim não fico preocupado.
– Quem ouve pode até pensar que você realmente se preocupa... — Sayuri riu. – Não vai acontecer nada, posso ir pra casa sozinha.
– Mas não vai, agora que já está resolvido. Até mais!
Grimmjow empurrou os dois para fora de casa e fechou a porta.
– Como eles dão trabalho. — riu e foi se deitar, precisava dormir, estava muito cansado.
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Shuuhei e Sayuri andavam em direção à casa da jovem sem trocar uma palavra, até que o moreno resolveu perguntar algo que o estava incomodando.
– O que você tava fazendo na casa dele? — tentou não parecer curioso demais e nem intrometido.
– Eu fui contar pra ele das novidades da sua ex, e ele me contou outras novidades que eu vou precisar falar pra você, mas melhor ser outro dia... As paredes tem ouvidos.
– Eu ainda não te compensei pelo que eu fiz! Pode pedir o que você quiser ou se quiser me bater. Eu aceito qualquer coisa. — ele disse sentido, por mais que tivessem feito as pazes e quase ter rolado algo a mais ainda se sentia culpado pelo incidente.
– Hm... Posso mesmo? — Sayuri não ia pedir nada, mas já que ele tinha falado, uma ideia lhe surgiu em sua mente.
– Claro! O que quiser...
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Byakuya passou algum tempo se distraindo na cozinha, compensando os jantares que se não era só arroz com conservas, ou um simples macarrão instantâneo. Aquele podia se dizer que era uma refeição digna de um mestre de cozinha.
Sempre gostou de cozinhar, tinha seu talento, e pensar que quando ele abriu seu primeiro negócio, ele mesmo era o cozinheiro, mas conforme o tempo foi passando, não poderia ser mais dessa forma, ficava cada dia mais atarefado com a parte administrativa, o restaurante foi crescendo e com o tempo abriu outras filiais. Esqueceu como era divertido cozinhar. O que mais ele havia esquecido? Foi o que pensou.
Depois de jantar, foi assistir um pouco de televisão, também fazia algum tempo que não tinha tempo de assistir nem cinco minutos de qualquer coisa que fosse, ele parou para pensar e fazia tempo que ele não tinha uma “vida”. Por um instante, desejou tirar um dia de folga e ter o dia para si. Sim, era isso que ia fazer, no dia seguinte não iria trabalhar. Não que pudesse se dar a esse luxo, mas considerando que não tirava férias desde que começara a trabalhar, era merecido e a própria Rukia vivia torrando-lhe a paciência para tirar uns dias. Decidido, mandou uma mensagem no celular da irmã e foi dormir, apesar de não saber o que fazer no dia seguinte, ia tentar descansar.
Rukia estava no banho, o dia tinha sido cheio, precisava relaxar, precisava dormir porque o dia seguinte prometia ser tão cheio quanto. Deitou e nem sequer viu a mensagem do irmão.
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Shuuhei ficou surpreso com o pedido de Sayuri, não imaginaria que ela fosse pedir algo tão simples, mas já que era o desejo dela, então ia fazer.
Ele ainda precisava se acostumar com garotas mais simples, sempre conheceu pessoas como Yui, perdeu as contas as vezes que sofreu por amor, e parando para pensar, ele achava realmente que não sabia “escolher” namoradas, não sabia dizer se era azar, ou alguma coisa semelhante. Ele teve apenas uma namorada que poderia dizer que valeu a pena, mas infelizmente ela se apaixonou por outra pessoa, ao menos foi sincera.
Depois de ter deixado Sayuri em casa, ficou pensando porque ele não poderia gostar de uma garota como ela? Bonita, leal e simples, parando para pensar, já estava começando a gostar dela, não soube dizer se era um sentimento de gratidão, misturado com peso de consciência, ou se era alguma coisa diferente, ainda não sabia dizer o que realmente estava sentindo. Mas não era um sentimento ruim, ao menos ao pensar nela, se sentia bem.
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Byakuya acordou cinco horas da manhã, apesar de ter desligado o despertador, já era um hábito acordar naquele horário, então acabou acordando sozinho. Acabou que se arrumou para ir ao trabalho e só quando estava saindo de casa se lembrou que não iria trabalhar naquele dia. Ainda era um pouco complicado sair do “modo de trabalho” afinal passara quase vinte anos trabalhando direto, sem direito a um dia de folga. Não sabia nem por onde devia começar a curtir as férias.
Primeiramente, ia tentar ter a primeira refeição do dia descente, talvez tomar café fora, conhecia uma padaria que ficava perto de sua casa, nunca havia ido até lá, poderia ser uma oportunidade de conhecer. Até pensou em ir comer no próprio restaurante, mas naquele dia ia se afastar de qualquer coisa que se relacionasse com seu trabalho.
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Tsumi já havia começado o dia acordando um pouco atrasada para o serviço, não lembrou de ter escutado o alarme de seu celular tocar, ainda conseguiria chegar em tempo, só não daria tempo de tomar café da manhã, Sayuri já devia ter acordado e saído para trabalhar — já que o carrasco do Byakuya resolvera há algum tempo que o restaurante também serviria o café da manhã, ele só esqueceu de aumentar o numero de funcionários. Ah, se ela o visse novamente ia falar poucas e boas para aquele rapaz.
Assim que chegou na cozinha, na intenção de ao menos tomar alguma coisa, viu um pote em cima da mesa com um bilhete em cima. Dizia: “Não sei se você vai acordar cedo ou não, então embrulhei o café da manhã, qualquer coisa você pode comer no escritório.”
Tsumi apesar de não aparentar, era um pouco sensível, só faltou chorar pela preocupação de sua irmã, pegou o pote sem ver o que tinha dentro e foi direto para o serviço.
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Sayuri e Shuuhei combinaram de irem e voltarem juntos quando tivessem os mesmos horários, e por falta de funcionários, isso não era tão difícil assim de ocorrer. Rukia lhe dissera que estava tentando agilizar para contratar novos funcionários. a sala de recursos humanos, ficava no andar superior do restaurante, então assim que chegasse conversaria com a gerente do setor, para preparar uma seleção, mas que os funcionários iam ser contratados por ela, como sempre fora, já que Byakuya era bem rigoroso com isso e qualquer assunto que se relacionasse a trabalho, além do mais ele pagava um salário muito bom, achava até que era justo ser dessa forma.
– Sayuri, eu vou precisar de você daqui uns dias para treinar novos funcionários, fale para o Ichigo e o Ishida também, pois eles farão o mesmo! Até mais! — Rukia aproveitou que encontrou com a amiga indo se trocar no vestuário para adiantar a noticia; Porque depois que viu o recado do irmão, teria de trabalhar o dobro naquele dia.
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Depois de tomar um café da manhã tranquilo, Byakuya pensou no que poderia fazer, fazia tanto tempo que não sabia o que era relaxar que ficava perdido até mesmo para decidir o que fazer. Como precisava fazer umas compras para casa, resolveu ir ao mercado, algumas coisas quebradas precisavam serem substituídas. Então passaria o dia com coisas a fazer, não era necessariamente uma folga.
Assim foi ao mercado. Comprou lâmpadas, alguns itens de cozinha, “passeou” bastante dentro da loja.
Ao chegar à fila, viu que estava enorme, havia perdido o hábito de sair para fazer essas coisas e esquecera a sensação de ficar parado em uma fila. Pela primeira vez em décadas, não ficou nervoso, não parecia uma sensação ruim ficar esperando. Mas se lembrou do tempo em que só faltava arremessar a pessoa da frente, quando demorava para ser atendido. Riu de si mesmo.
Enquanto estava parado ali, começou a pensar em muitas coisas e uma delas foi que não se desculpou com Tsumi, mas não sabia como fazê-lo. Talvez simplesmente pedir desculpas. Até havia pedido desculpas naquele dia, mas não se desculpou devidamente. Pegou então o celular, não sabia direito o que falar, mas se ficasse pensando muito acabaria desistindo, como fizera no dia anterior.
Quando foi a última vez que ficou tão nervoso? Não se lembrava de ter sentido aquela sensação de insegurança, aprendera a ser um homem de negócios, incerteza e insegurança não o levariam até onde conseguiu chegar. Ele próprio não conseguia se entender.
– Diga. — ela atendeu seca.
Tsumi não imaginava o que Byakuya queria. Até pensou em ignorar, mas poderia ser importante.
– Vai estar ocupada hoje à noite? — perguntou firme, só ele mesmo sabia o quanto estava nervoso.
– Por que quer saber?
– Quero falar com você, pessoalmente.
A morena ficou em silêncio por um momento. Devia dizer o que? Conhecia um pouco aquele rapaz, poderia ser importante, não ligaria por nada. Ligaria? O que poderia ser para querer conversar pessoalmente?
– Estarei livre depois das oito horas.
– Certo, passarei na sua casa às nove. Vamos jantar fora.
Antes que Tsumi respondesse qualquer coisa, Byakuya havia desligado o celular.
Como assim jantar fora? Nem ao menos perguntou se ela queria ir algum lugar. Ponderou seriamente em ligar de volta e dizer que não ia a lugar algum com ele, mas pensou melhor, talvez fosse melhor encontrá-lo, não sabia o que queria conversar, e mesmo não admitindo queria vê-lo.
Não conseguiu trabalhar direito depois do telefonema, ele dizia que iam jantar fora, onde iriam? Como devia vestir-se? E por que se preocupava com aquilo? Quanta bobagem, refletiu.
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Rukia corria feito uma barata tonta por todos os lados, pendurada no celular o dia inteiro, enquanto pegava a lista de mercadorias que precisavam ser repostas, também tinha de conversar com os cozinheiros sobre pratos novos a serem lançados. Enquanto teve que lidar com chiliques de clientes mal educados que não queriam pagar a conta, Yumichika, o responsável por essas tarefas não se encontrava no salão, fora resolver problemas com os vinhos que chegaram errados. A coitada ainda reagendava reuniões para os próximos dias, e os que não tinham como mudar a data tentava resolver no telefone, ainda assim, dali uma hora era prevista uma reunião com ela e os gerentes sobre funcionários novos.
– Coitada da Rukia, será que não podemos ajudá-la em alguma coisa? — perguntou Orihime.
– É um trabalho que não podemos ajudar, infelizmente. — respondeu Ishida. – O que podemos fazer é tentar não arranjar mais problemas.
– É mesmo... — a ruiva disse pensativa, logo mudou para uma feição mais animada. – Então vamos trabalhar bastante!
Ichigo atendia as mesas o melhor que conseguia, o restaurante ia enchendo já que era seis horas, as pessoas saíam do serviço para jantar, além dos casais que iam aos montes naquele restaurante.
Renji recebia os clientes no lugar de Yumichika, e rezava para que ele voltasse logo, odiava ter de ficar parado na porta sorrindo para as pessoas, mas naquele momento ele era o mais indicado, tinha bastante tempo de casa, então conhecia tudo muito bem, além de saber ser cortês, embora não gostasse muito. Mesmo porque não recusaria um pedido vindo de Rukia.
Sayuri atendia as mesas maiores, como já tinha experiência suficiente e já trabalhara com aquilo antes, conseguia dar conta com menor dificuldade, mesmo assim, era bem cansativo.
Do outro lado do restaurante, os cozinheiros e seus assistentes davam o melhor, tentando dar conta de tantos pedidos.
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Quando finalmente Tsumi conseguiu sair do trabalho e ir para casa, foi logo tomar uma ducha e se arrumar, não tardaria do Kuchiki chegar, do jeito que aquele chato era, ia chegar no horário, nem atrasado e nem adiantado. Como não foi dito onde jantariam não sabia ao certo o que devia vestir, casual? Ele não parecia ser do tipo que iria em um lugar simples. Devia vestir um vestido mais elegante?
Abriu o armário, escolheu um vestido de alcinha preto, era simples, ia até um pouco acima dos joelhos, a roupa sendo composta por dois tecidos, o de baixo preto, bem leve o que ia por cima era preto transparente. Pegou a sandália de tiras prateado, salto agulha. Colocou uma gargantilha prateada com uma pequena pedra preciosa cor de púrpura em formato de gota e brincos que faziam conjunto. Preferiu prender o cabelo em um rabo de cavalo alto. Como não gostava de maquiar-se demais, passou uma base para esconder as olheiras, denunciando a falta de sono. Os olhos ficaram com expressões mais vivas depois do delineador e um hímel, blush cor de pêssego bem leve, apenas para dar uma aparência mais saudável, ficou na dúvida sobre o batom, não deu tempo de pensar muito, ouviu a campainha tocar, era ele. Não queria dar motivos para começar outra discussão inútil, pegou o batom mais próximo e passou com pressa, um marrom puxado para o laranja, ficou bom, no final das contas. Pegou a bolsa em cima da cama e desceu.
Abriu a porta sem parecer afobada, afinal, por que se portava daquela maneira? Era só o irritante Kuchiki.
Byakuya preferiu usar um terno cor de grafite, uma gravata e colete da mesma tonalidade, a camisa de um branco impecável, os sapatos combinavam com o traje. Estavam um casal elegante.
O moreno perdeu a fala, não era de seu feitio conversar muito mesmo, naquele instante, lembrou-se de como ela estava linda no casamento do Gin, apesar de não ser um feliz encontro, não fora tão mal assim o beijo que trocaram. E por um momento, deixou-se ludibriar em achar que aquilo seria um encontro. Byakuya não se reconheceu, ele não era desse jeito, não pensava daquela maneira sobre Tsumi.
O empresário foi cortês abrindo a porta do carro para que a morena entrasse no carro, até aquele momento não abriram a boca nem para falar boa noite.
As orbes violetas fixavam a janela a seu lado, não fazia ideia para onde iria, estranho. Aquele silêncio começou a incomodar.
– Como sabe meu endereço? — a morena perguntou, não lembrou em ter dado o endereço da casa dela para ele.
– Já fui até sua casa buscar a Rukia. — Fora direto, estava internamente nervoso, mas ele não era o tipo que demonstrava o que sentia.
– Entendi.
Tsumi sabia que o assunto seria tratado na hora do jantar, então nada adiantaria perguntar naquele momento. Perguntou-se pra que se arrumou tanto, sentia-se estranha e incomodada, não sabia se era bom ou ruim. A mente dela ia longe, desde a primeira vez que se viram até o ultimo. Até imaginou os dois como um casal, por alguns segundos, logo balançou levemente a cabeça em negativa.
– Ridículo. — sussurrou para si, mas Byakuya escutou.
– O que?
– Ah... — não era para o Kuchiki ter ouvido. – Meus pensamentos, são ridículos.
O dono dos pensamentos de Tsumi deu um leve riso, não de deboche, mas não achava que ela fosse falar algo do gênero.
– Chegamos.
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