Notas iniciais
Pessoal, sei que demorei um pouco para atualizar, mas pelo menos foi menos do que cinco anos... kkkkkk Esse capitulo vai falar um pouco sobre o dia da festa.. espero que gostem

Era a véspera da festa de negócios na qual estaria presente o sexteto Ichigo e Rukia, Byakuya e Tsumi, e Shuuhei e Sayuri. Mesmo que Ichigo e Rukia ainda não estivessem namorando, os dois se gostavam e aquela festa poderia ser o início de um relacionamento entre eles.

Já passava das nove da noite e Ichigo estava em seu quarto, acordado ainda. Se nos últimos tempos ele não conseguia dormir de frustração por tentar esquecer Rukia, naquele momento, passava a noite em claro, pensando na festa que iria junto com ela, na noite seguinte. Ficara tão entusiasmado pelo convite que não pensou no traje que teria de vestir, nem como deveria se portar.

Precisaria conversar com Rukia a respeito disso. Pensou então em mandar uma mensagem a ela. Como no dia seguinte seria seu dia de folga, ele poderia sair para comprar um traje. Poderia pedir dicas também, não queria dar vexame. Sabia que não era um garoto que tinha bons modos. Era a primeira vez que ele iria a uma festa de negócios, então teria de estar bem vestido e ficar de boca fechada o maior tempo possível.

Ao mesmo tempo em que Ichigo pensava naquelas coisas, Rukia também estava deitada, mas não conseguia dormir. Diferente de Ichigo, ela já estava habituada a ir a festas daquele tipo, mas nunca fora acompanhada por outra pessoa que não fosse Byakuya. Dessa vez, ela iria com Ichigo e pensar nisso a deixava ansiosa. Sabia que o Morango não gostava muito de festas, ainda mais uma de negócios, ele devia achar um tédio.

Desistindo de dormir, a morena foi para sua escrivaninha, tentar desenhar alguma coisa. Essa era uma ótima forma que ela tinha para se distrair. Ela adorava desenhar animais, principalmente coelhos. Depois de duas horas, o sono finalmente se apossou de Rukia e ela acabou dormindo sentada, debruçada em cima do desenho.

–-//--

Byakuya aproveitou que naquela noite tinha chegado cedo do shopping e subiu direto para o quarto, sem nem tirar os sapatos. Ele se sentia muito cansado, vinha trabalhando muito durante a semana e saindo mais tarde do serviço.

Ele estava ansioso para sair com Tsumi. Participar de festas de negócio não era problema algum para ele, que estava mais que acostumado a isso. No entanto, ele sempre fora acompanhado de Rukia, mas agora iria levar a mulher pela qual estava apaixonado. Sim, ele sabia que estava e decidiu parar de lutar contra aquele fato. E parecia que Tsumi também estava fazendo o mesmo. Após um curto bocejo, ele acabou por se entregar ao sono. E ainda teria muito trabalho pela manhã.

Tsumi, por sua vez, depois das compras, acabou tendo que trabalhar de casa mesmo. Ela teria que agradecer pela oportunidade que a Ikezawa lhe dera. Eram amigas da época da faculdade, sempre faziam juntas os trabalhos. Como a irmã de Ikezawa não poderia mais assumir o cargo, por motivos de saúde, então ela convidou Tsumi para assumir o lugar dela.

– O Kuchiki me deve uma…

Ela estava exausta e mesmo assim ficou trabalhando até duas horas da manhã, na intenção de poder sair mais cedo do serviço no dia seguinte.

–-//--

Hisagi estava em sua casa, no sofá, assistindo televisão, mas tinha o pensamento longe. Ele gostaria de saber o motivo de ter sido chamado para aquela tão falada festa de negócios. Mas claro que não devia ser nada ruim e, o melhor, poderia ir com Sayuri. Sentia que estava realmente apaixonado pela nova namorada. Ele sempre fora assim, sempre se entregava em seus relacionamentos. Ele mal podia esperar pela noite seguinte.

Passado algum tempo, Hisagi acabou dormindo ali mesmo no sofá.

Ao mesmo tempo em que Shuuhei dormia tranquilo na casa dele, Sayuri chegava à dela. Muito contente, ela subiu direto para seu quarto, carregando as roupas que comprara no shopping. Estava tão empolgada que nem foi saber como a irmã estava.

Chegando ao quarto, Sayuri deixou as roupas novas estendidas na cama e depois ficou observando tudo por algum tempo. Aquela iria ser a primeira vez que ela vestiria um traje como aquele, antes, não tivera uma oportunidade. Na formatura de sua irmã, ela resolveu não ir ao baile, era muito caro e não queria fazer os pais bancarem. Assim, não houve uma ocasião em que precisasse se arrumar daquela maneira.

Aquela reflexão a fez lembrar que, no meio do próximo ano, seu irmão iria casar. Então ela logo teria que começar a pensar na roupa, no presente... Dizendo a si mesma que ainda teria muito tempo para pensar naquilo, Sayuri tratou de guardar as compras e depois tomou um banho rápido. Em pouco tempo, estava deitada, afinal de contas, teria que acordar cedo no dia seguinte, uma vez que sua ideia era trabalhar apenas meio período para ter tempo o bastante para se arrumar para a festa.

–-//--

Na manhã seguinte, Ichigo acordou por causa do sol, que estava incomodando bastante, além do celular que tocava incessantemente. Ficou irritado. Quem estaria ligando tão cedo? Pelo menos ele achava que era cedo.

– Alô? — atendeu o celular, mal humorado.

– Ichigo?

A voz de Rukia, do outro lado da linha, fez o Morango arregalar os olhos na mesma hora e pular da cama. Tratou então de arrumar seu tom de voz e responder:

– Ah, Rukia! — gaguejou ele. — Bom dia!

– Bom dia? — ela devolveu num tom surpreso, afinal era quase uma da tarde. — Ichigo, a festa será às oito horas. Posso passar aí às sete?

– Sim, claro! — respondeu nervoso.

– Combinado. Ah, e caso não tenha comprado uma roupa, recomendo que compre um smoking preto.

– Smoking?

Antes mesmo que ele tivesse perguntado, ela acabou dando a dica do que ele deveria vestir.

– Isso! E não precisa fazer aquele penteado esquisito. OK? Muito bem, era isso. Te vejo mais tarde!

Sem esperar pela resposta dele, Rukia desligou.

– Penteado esquisito? — Ichigo se perguntou, com o celular ainda na mão.

Foi então que ele se lembrou que, no dia do casamento do Gin e da Rangiku, ele foi forçado a pentear o cabelo todo para trás, formando um topete. Fez uma careta. Realmente, aquele penteado não combinava com ele.

O ruivo se sentou na cama, pensando que devia se apressar para ir comprar o traje, pois teria que voltar rápido para se arrumar. Só então ele notou que não era cedo. Já passava do horário do almoço!

Apressado, Ichigo vestiu uma camisa branca com uma calça jeans azul clara, pegou sua carteira, o celular e seguiu ao shopping mais próximo.

Lá chegando e olhando as lojas, ele pensou que há alguns meses não saía para fazer compras; no máximo, ia ao mercado comprar mantimentos. Nem era por falta de tempo, apenas tinha preguiça de sair para comprar alguma coisa para si mesmo. Não ligava tanto assim para roupas, se não estivessem rasgadas já estava de bom grado para ele.

Isso o fez pensar por alguns momentos: Rukia sempre se vestia bem. Talvez por causa do trabalho, ela precisava se apresentar sempre impecavelmente. Achava engraçado porque ela era uma pessoa simples, que se divertia com pouco.

De repente, ele se lembrou da época em que Byakuya e Rukia vendiam legumes em uma barraca, antes de terem os restaurantes. Já fazia uns dez anos, Ichigo era só uma criança na época e Rukia também. Rukia sempre fora trabalhadora e esforçada. Ichigo, por sua vez, pôde se dedicar mais aos estudos e brincar com as outras crianças ao invés de trabalhar.

Nos estudos, Ichigo sempre fora bom aluno. Inteligente e esperto, não precisava estudar muito para obter boas notas. Ele até ajudava Sayuri nos deveres de casa e a estudar para as provas, já que a garota era um pouco lerda em algumas matérias — para não falar em quase todas, ela salvava-se com louvor em apenas duas: Educação Física e Culinária.

O Morango não se achava digno de Rukia. Mesmo ele sabendo que a morena não era ambiciosa, tão pouco arrogante, não tinha coragem de se declarar para ela, pois se achava inferior. Por que ela olharia para ele, um rapaz simples? Ele ganhava o suficiente para ajudar a pagar as contas de casa e ainda sobrava para guardar ou comprar alguma coisa que quisesse. Mas Rukia, em contrapartida, já morava sozinha e tinha seu próprio carro. Seria vergonhoso para ela ter um namorado como ele. Então ficou pensando no porquê de ela o ter convidado para ir àquela festa. Devia ter tanto cara melhor que ele para ela convidar. Talvez tivesse sido Sayuri que convencera Rukia a convidá-lo.

Parado em frente a uma loja de trajes finos, Ichigo continuou pensando em todas aquelas coisas ainda por algum tempo, até que se convenceu que, naquele momento, aquilo tudo não importava, pois estava decidido: iria à festa e daria o seu melhor.

–-//--

Rukia almoçava no escritório, ainda tinha muitos afazeres antes que pudesse sair. Combinara com Sayuri de irem embora no mesmo horário, assim poderiam se arrumar juntas.

Passado um bom tempo e assim que finalmente terminou de agendar suas tarefas para os próximos dias, Rukia achou que já podia ir embora e bem a tempo, pois faltavam cinco minutos para as duas da tarde, logo Sayuri devia aparecer.

Animada, Sayuri abriu a porta da sala, sem nem ao menos bater, e avisou:

– Podemos ir!

– Então vamos! — Rukia respondeu, pegando rapidamente sua bolsa. — E o Hisagi? — indagou, ao ver que o rapaz não estava junto da amiga.

– Ele disse que vem pra minha casa depois. Ele vai passar na casa dele para se arrumar por lá e depois vem pra minha.

Rukia assentiu e logo elas se foram.

Primeiramente, as duas foram a um salão de beleza ali perto do restaurante para fazer as unhas. Principalmente Sayuri que há um bom tempo não tirava ao menos a cutícula — como era um serviço caro, ela não se dava o luxo de ir sempre e fazer sozinha era pedir para ficar sem dedo.

Enquanto estavam sendo atendidas, Rukia e Sayuri ficaram conversando sobre a festa e não demorou muito para que o Morango estivesse no assunto.

– Escuta, por que você não pede o Ichigo em namoro? Se esperar ele, você vai criar raiz.

– Sayuri, eu nem sei o que ele sente por mim. E se eu levar um fora?

– Ele é apaixonado por você desde que o conheço por gente. Ele sempre te admirou. Só você não nota. Mas pode ser que ele não disse nada pra você ainda porque eu fiz a besteira de dizer pra ele que você tem vários pretendentes! — revelou a morena e suspirou fundo.

– Você o que? Mas eu não tenho pretendente nenhum! — Rukia enrubesceu e ficou um pouco indignada com a amiga.

– Ah, Rukia! Sei que tem vários ricaços afim de você. E eu achei que falando isso, ele iria tratar de tomar uma atitude. Mas o efeito foi o oposto! Agora ele está inseguro e achando que não é digno de você.

Sayuri conhecia o Morango muito bem e mesmo ele não dizendo uma palavra sobre o assunto, sabia o que se passava na cabeça dele, afinal eram amigos de infância. Ela queria juntar aqueles dois, mas eles não estavam colaborando.

Rukia ficou pensativa. Nunca achou que Ichigo não era digno dela. Sempre o admirou. Ele era esforçado, ajudava o pai com a clínica da família e cuidava das irmãs — já que a mãe dele falecera no parto da filha mais nova. Sem falar que ele sempre fora popular com as garotas, recebia uma declaração por mês, segundo a própria Sayuri.

– Você sempre foi determinada e admirada por todos. Use essa determinação para mostrar seus sentimentos por ele. Se vocês ficarem assim, nada vai mudar. Apenas irão sofrer por mais tempo.

Rukia encarou a amiga por alguns instantes, pensativa. Talvez devesse tomar a iniciativa e ser sincera com o Morango. Será que ele a ouviria? Já fazia muito tempo que ela estava apaixonada por ele, mas sempre teve medo de ser rejeitada. Antes, pensava que uma garota como ela, que não tinha onde cair morta, não poderia ser notada por ele. Depois, não achava que pudesse competir com as garotas da escola dele, que eram bonitas e pareciam legais. Rukia já tivera ciúmes até de Sayuri. Afinal, ela sempre estava com ele; voltavam juntos para casa, faziam trabalhos juntos e até rolava boatos sobre os dois estarem saindo. Hoje, Rukia sabia que tudo aquilo era apenas invenção das pessoas, os dois jamais foram mais que amigos. E ela confiava na amiga, Sayuri não a trairia.

Sayuri estava certa: já era hora de se declarar. Quanto tempo mais iria ficar naquele impasse?

–-//--

Se o cronograma de Sayuri estava bem adiantado para o grande evento, com a irmã dela o mesmo não acontecia.

Tsumi estava tendo um dia estressante no serviço. Precisou cobrir uma colega que faltou e quase não conseguiu sair da empresa antes das cinco horas — isso porque passara a noite em claro, trabalhando em casa, para que pudesse sair depois do almoço. O plano não deu certo, mas, mesmo assim, em hipótese alguma, ela poderia se atrasar para a festa, sabia que seria pedir para arrumar briga com Byakuya. Também não podia reclamar porque aceitara ir com ele. Como era orgulhosa e determinada, teria que terminar o que tinha que fazer o mais rápido possível e ainda estar arrumada no horário combinado com o namorado.

–-//--

Conforme a tarde ia dando lugar à noite, os três rapazes também se preparavam para a festa.

Antes das três da tarde Byakuya já estava a caminho de sua casa, teria tempo de sobra para se arrumar. Como trabalhara direto, acabou não comendo nada, então aproveitou para lanchar numa barraquinha de Fast Food. Depois da apressada refeição, ele seguiu para sua casa e com toda a certeza, às seis horas em ponto, ele estaria na casa de Tsumi para pegá-la.

Shuuhei corria para chegar logo em casa, mas antes ele comprara alguns presentes para Sayuri; um buque de flores, com alguns botões de rosas e outras já desabrochadas, um urso de pelúcia e chocolates. Ele queria fazer um agrado a ela. Já estava chegando em casa, quando uma dúvida o assolou e temeu que tudo aquilo fosse um pouco brega e que Sayuri até poderia rir dele. Mas como já tinha comprado, resolveu arriscar e entregar mesmo assim. Kazeshini estava esperando o dono parado, em frente à porta. Assim que Shuuhei abriu a porta, viu o amigo de quatro patas, pulando. Parecia contente com o fato de seu dono ter chegado mais cedo.

Ichigo chegou do shopping um tanto afobado. Seguindo a recomendação de Rukia ele tinha comprado o smoking preto e um novo par de sapatos. Enquanto ele se arrumava, precisou aguentar a gozação de seu pai e das duas irmãs. Embora Karin estivesse achando tudo aquilo muito estranho, Yuzu gostou de ver o irmão tão arrumado.

–-//--

Perto das seis horas da tarde, Rukia e Sayuri já estavam na casa desta última. Ambas de unhas feitas e de banho tomado. Agora faltava a roupa, o cabelo e a maquiagem. Acabaram por irem arrumarem-se no quarto de Sayuri.

– Agora vem a parte difícil — choramingou Sayuri, referindo-se à maquiagem.

– Estou aqui, não se preocupe. Você vai ficar linda para o Shuuhei!

Sayuri corou. Era verdade, queria ficar perfeita para ele. Mesmo que não fosse um mulherão como a Matsumoto, no final, Shuuhei havia escolhido ela, não havia? Tentava esconder a insegurança de si mesma.

– Vou precisar de toda sua ajuda mesmo!

– E a sua irmã? Ela não vem? — perguntou Rukia.

Antes de Sayuri responder, as duas ouviram Tsumi chegar. Notava-se que ela estava apressada, passou direto pelo quarto de Sayuri e foi direto para o próprio quarto, nem viu as duas e seguiu direto para o próprio quarto.

– Ela vai conseguir se aprontar a tempo? — Rukia perguntou, preocupada.

– Minha irmã se arruma rápido. Afinal, sempre acorda atrasada para trabalhar — respondeu Sayuri com tranquilidade.

– Se você diz...

Rukia deu de ombros, só esperava não ter de ver a fúria de seu irmão, já que ele detestava ficar esperando tanto quanto chegar atrasado em algum compromisso.

Deixando aquilo de lado, Rukia tratou de ajudar Sayuri a se arrumar primeiro, porque realmente a coitada mal sabia passar um lápis de olho, então pegou seu estojo de maquiagem e começou a trabalhar. Apesar de não se cuidar, Sayuri tinha uma pele bonita, sem espinhas ou marcas. Rukia achava que a amiga tinha um rosto muito bonito. Primeiro, ela passou o rímel. Os cílios de Sayuri eram longos e o rímel os deixaria mais volumosos. Depois do rímel, Rukia passou um delineador preto e fez um efeito esfumaçado, achando que já era o suficiente, pois os olhos violetas de Sayuri se destacavam por si. Por último, ela pegou o blush de tom pastel e passou delicadamente nas maçãs do rosto da amiga e, sem demorar, já passou um gloss laranja clarinho.

– Pronto! Veja se gosta!

Para Rukia tinha ficado uma obra de arte, como se fosse uma pintura. Sayuri se olhou no espelho, surpresa, sentia-se até outra pessoa. Mesmo que não tivesse sido muita coisa, achou que tinha ficado bom, lembrava um pouco o estilo de se maquiar da Matsumoto.

Sem deixar a amiga pensar muito, Rukia passou a arrumar o cabelo dela. Pegou mexas e com a chapinha fez leves ondulações, modelando alguns cachos nas pontas, prendeu metade do cabelo em um rabo de cavalo alto e usou duas presilhas que Sayuri já tinha, porém a franja ficou solta. Ficou com um ar de menina, como achava que ela era. Às vezes, sentia como se Sayuri fosse sua irmã mais nova, embora tivessem a mesma idade.

Por fim, Sayuri tirou o roupão e se vestiu. Colocou os acessórios que comprara na noite anterior. Calçou a sandália, que era prateada, para combinar com a gargantilha e o brinco. Aquela era a primeira vez que ela usava um sapato com um salto tão alto. Logo constatou que estava conseguindo andar bem, mas temia tropeçar.

Depois foi a vez de Rukia se arrumar. Sayuri via a amiga se maquiando com agilidade e maestria, como se fosse algo fácil — parando para pensar devia ser mesmo, ela que era desleixada.

A maquiagem ficou parecida com a de Sayuri, porém Rukia usou sombra azul marinho sem brilho, o blush era um rosa bem claro e o batom que passou era cor de borgonha. Como Rukia tinha o cabelo relativamente curto, indo até o final da nuca, não restava muito a se fazer, então ela usou a chapinha para alisar melhor os fios e tirar as leves ondulações que se formavam naturalmente, passou um fixador e penteou as madeixas, deixando um tanto atrás da orelha, a franja ficou solta e caída para o lado, usou uma presilha prateada para enfeitar o penteado. Para colocar o vestido, Rukia pediu ajuda de Sayuri, pois não queria estragar o cabelo. Logo em seguida, ela colocou um colar e os brincos. Assim que terminou, calçou os sapatos, de modelo scarpin na cor azul marinho, com a sola e o salto sendo em prata.

– Estou pronta! Agora, vou buscar o Ichigo, mas volto aqui para buscar você e o Hisagi. OK?

Antes que Sayuri respondesse, as duas ouviram Tsumi gritar lá do quarto dela:

– Sayuri, me ajuda aqui!

– Tá bom! — Sayuri respondeu para Rukia e, às pressas, foi ver o que a irmã queria.

Tsumi já estava vestida e se maquiando. Ela fazia tudo até mais rápido do que Rukia. Mas já eram quase seis horas.

– Seca meu cabelo? — ela suplicou à irmã.

– Claro!

A mais velha usara uma base no rosto para esconder as olheiras, além de antes ter pingado um colírio para tirar a vermelhidão dos olhos, causada pela falta de sono. Aplicara rímel preto e um alongador nos cílios para dar mais volume. Passara uma sombra marrom escuro, dando uma leve esfumaçada, bem suave. Usara blush em um tom um pouco mais claro do que o de sua irmã e um batom vermelho para combinar com o vestido.

Depois que Sayuri havia acabado de secar os cabelos da irmã, esta falou:

– Obrigada! Pode deixar que agora eu me viro! Ah, antes que eu me esqueça... — Tsumi foi pegar a bolsa que usava para ir trabalhar e tirou de lá a chave de seu carro. — Pode ir com meu carro! Acho que você vai querer deixar aqueles dois pombinhos a sós — comentou e deu uma leve risada.

Sayuri olhou a chave em sua mão e pensou em falar alguma coisa, mas Tsumi tinha razão: se Rukia e Ichigo ficassem sozinhos, a chance de rolar alguma coisa seria maior.

– Agora preciso terminar de me arrumar. Logo o "senhor Carrasco" tá aí e vai me torrar a paciência se eu me atrasar.

Tsumi voltou a se sentar em sua penteadeira para arrumar o cabelo. Como não tinha tempo para fazer nada muito elaborado — mesmo porque não sabia fazer muitos penteados -, resolveu prender os cabelos em um coque, deixando as pontas soltas, as quais iam até a linha dos ombros. Depois, ela colocou os acessórios, o colar de diamantes e os brincos com os quais Byakuya havia lhe presenteado.

Por um instante, ela pensou que se tivesse ganhado aquelas joias de Byakuya na época em que ganhou o vestido, ela teria jogado tudo na cara dele, tamanha era sua raiva dele. Mas agora poderia dizer que estava sendo mimada por seu namorado, mesmo que a palavra ainda a incomodasse.

Para finalizar, Tsumi calçou as sandálias vermelhas de salto alto, em uma única tira e prendedores no tornozelo.

Enquanto Tsumi terminava de se arrumar, Sayuri saiu depressa do quarto e foi atender a porta. Faltavam quinze minutos para as sete horas, então poderia ser Shuuhei ou seu chefe. Quando abriu a porta, ela deu de cara com o namorado.

Shuuhei usava um smoking preto, camisa branca e gravata borboleta na cor branca também. Os cabelos estavam levemente arrepiados por causa do gel. Estava realmente muito bonito.

– Oi! — a morena sorriu sem perceber.

Shuuhei ficou estático. Não imaginava que Sayuri poderia ficar mais linda do que já achava que fosse. A surpresa dele foi tanta que acabou derrubando o pacote no qual estavam seus presentes e as flores caíram de sua mão.

Sayuri pegou as duas coisas no susto.

– Tá tudo bem? — ela perguntou, reparando no rosto dele. — Eu estou feia? — a feição dela tornou-se preocupada, talvez houvesse exagerado.

– Você está… Linda! — ele respondeu, tentando se recompor. — Eu trouxe isso para você. Espero que goste — respondeu timidamente e de repente começou a se sentir nervoso.

Sayuri não tinha palavras. Como pegara as coisas de surpresa, acabou não se tocando que eram para ela. Instintivamente, ela cheirou as flores, que tinham um perfume gostoso. O pacote estava enfeitado com um laço vermelho, abriu-o cuidadosamente e viu o ursinho de pelúcia e os chocolates.

– Obrigada! Eu adorei!

Sayuri se sentiu muito contente, era o primeiro presente que ganhava dele. Então ela laçou o namorado pelo pescoço e, ficando nas pontas dos pés, deu um selinho nele. Shuuhei ficou aliviado ao perceber que ela tinha gostado dos presentes.

Os dois ainda estavam abraçados, quando eles escutaram uma voz bem conhecida dizer:

– Posso entrar?

Era o chefe deles, Byakuya. Um tanto sem jeito, eles se desculparam e trataram de sair da porta. Byakuya não esboçou qualquer reação, apenas entrou. O traje que ele exibia era idêntico ao de Shuuhei, porém a gravata borboleta era preta.

– A Tsumi já deve descer, se quiser sentar... — dizia Sayuri, mas nem teve tempo de terminar, pois sua irmã apareceu, descendo as escadas em passos leves e elegantes.

Byakuya seguiu Tsumi com o olhar, como se estivesse vendo uma fada. Ela estava simplesmente linda. E pensar que ela tinha se arrumado tanto para ele o deixou extremamente satisfeito. Mesmo que ele tentasse não demonstrar, seu olhar já entregava.

Tsumi sentia-se aliviada por ter conseguido se arrumar em tempo. Sabia que Byakuya detestava atrasos e ela não queria arrumar briga com ele justo agora que estavam finalmente se acertando. Além disso, mesmo negando, ela gostava de tê-lo por perto. Pensou então em como o mundo dava voltas e como o destino era cheio de surpresas.

– Nossa, que gata! — exclamou Sayuri, admirada.

Raramente ela via a irmã tão arrumada, isso porque sempre saía antes de Tsumi acordar e quando chegava em casa, a irmã já estava de banho tomado e pijama.

Tsumi olhou para a irmã desconcertada, mas fingiu que não ouvira nada.

– Não estou vendo a minha irmã? — comentou Byakuya.

– Ah, a Rukia foi direto — Sayuri respondeu. — Eu e o Hisagi íamos com ela, mas como a Tsumi emprestou o carro dela pra gente, eu avisei a Rukia que ela não precisava voltar aqui.

Byakuya assentiu.

– Então podemos ir? — perguntou Shuuhei.

Todos concordaram e assim, depois de mais algum tempo, os quatro deixaram a casa. Sayuri e Shuuhei foram no carro de Tsumi, e essa no carro de Byakuya.

–-//--

Um pouco antes, Ichigo aguardava Rukia vir buscá-lo.

Ele não tinha carro e como seu pai ia sair naquela noite, não pôde pegar emprestado o carro dele. Aquele só era mais um motivo para ele achar que não era digno de estar com Rukia. Sabia que não faltava pretendentes que poderiam dar a ela colares de diamantes, carros e qualquer outra coisa como presente. Sentia-se um perdedor. No entanto, não era hora de ficar se lamentando. Tentaria não dar nenhum vexame e nem deixar Rukia desapontada.

Chegando às proximidades da casa do Morango, Rukia pôde avistá-lo, esperando do lado de fora do portão.

Assim que ela estacionou, sem demora, Ichigo entrou no carro e a cumprimentou com um “Yo”, que era típico dele.

– Olá!

Depois que já estavam à caminho, Ichigo olhou de relance para Rukia e ficou admirado, porém

não sabia como devia agir, sentia-se paralisado de nervoso. Devia dizer o quanto ela estava bonita? Não seria nenhuma mentira, a morena apresentava-se estonteantemente linda. Mas ele sentia vergonha de dizer isso. Como ela iria interpretar? O pior não era ser rejeitado, o problema seria como iriam lidar com isso depois.

– Você está muito bonita — por fim, ele acabou por elogiá-la, o que era raro, por isso o rosto dele ficou mais que corado.

– Obrigada, Ichigo! — ela agradeceu sem graça. — Você também está bem... Elegante.

Rukia também não sabia o que dizer. Embora estivesse decidida a se declarar para ele, não sabia como fazê-lo.

Assim, os dois ficaram quietos e perdidos nos próprios pensamentos até que Ichigo resolveu puxar outro assunto. Não era confortável ficar no silêncio também.

– Tá indo buscar a maloqueira?

Rukia riu do jeito que ele se referiu à Sayuri. Ela era um pouco moleque, mas dizer maloqueira era um exagero.

– A Sayuri me ligou e disse que vai com o carro da irmã, então vamos direto.

– Ah, entendi.

Então ele soube que iria ficar o caminho todo sozinho com sua adorada gerente. Se ele já estava nervoso antes, naquele momento, era possível dizer que esse seu estado de espírito havia piorado.

A viagem demorou cerca de quarenta minutos. O local da festa era praticamente do outro lado da cidade. Os outros quatro ainda estavam a caminho.

A noite ia ser longa...

Continua...

Notas finais
O capitulo finalmente terminou!! Espero que tenham gostado! Queria agradecer as pessoas que sempre ajudar a historia acontecer! Dentre elas, Amanda Catarina, ela foi a responsavel pela betagem desse capitulo! Tambem agradecer a Lica Izar, que sempre me ajuda e tambem e uma beta ( gente, desculpa a falta de acentuacao, mas no teclado onde eu to nao ta saindo... depois eu corrijo em casa... kkkkk). DalilaC que acompanha quase todas as minhas fanfics, me atura no whats app quase sempre com minha escrotice rs ... A lista de agradecimentos seria muito longa se eu tivesse que agradecer a todos... mas nao posso deixar de agradecer aos leitores, tem alguns que sei que nao deixam review, ou nem terminam de ler por falta de interesse, mas queria agradecer mesmo assim. Mas quem deixa review eu fico mais feliz... rs e me ajuda a dar animo para continuar. Por falar em fic de Bleach queria deixar aqui uma recomendacao, Amanda Catarina esta com projeto novo de Bleach que chama "Vitimas do Dever", vale a pena ler, super envolvente e bem escrita! Entao, e isso pessoal! Ate a proxima! ;)