Restless Hearts

22 Você daria um ótimo agente


Notas iniciais
Aôoo, turma!! Mente aberta e imaginação fluindo para esse capítulo, por gentileza. Nos vemos nas NOTAS FINAIS. Boa leitura!

O plano de Nicholas era simples, mas genial.

Diggle e Lance instruíram a polícia para a execução de um resgate padrão.

Formariam um perímetro em volta do prédio e uma equipe entraria pela porta da frente e outra pela lateral, se encontrariam no meio, perdendo tempo de verificar cada andar enquanto subiam para então, quando chegassem ao último andar, verificar a situação e tomar a decisão sobre como efetuar o resgate das duas reféns.

Eu não estava disposto a perder tempo. E Nicholas sabia disso.

Enquanto a polícia verificava cada andar e formava um perímetro, Nicholas estaria no prédio ao lado armado com um rifle de precisão. Jenny faria o mesmo, no prédio do outro lado. Com os dois posicionados assim, e um comunicador, eu poderia saber se existia algum obstáculo em meu caminho, enquanto eu entrava pelos fundos do prédio e subia as escadas sem cerimônia. Eu não pararia por ninguém. Nicholas e Jenny se encarregariam disso. Só precisavam garantir que o caminho estava livre para mim e eu iria até Felicity e Thea.

Tínhamos o local, tínhamos um plano, tínhamos a polícia formando um perímetro... Hora de resgatar minhas meninas.

[...]

Oliver Queen

Enquanto a polícia trabalhava em formar um perímetro em volta do prédio e se preocupava em verificar a planta do mesmo para se preparar para entrar, me afastei deles e me aproximei de Nicholas e Jenny.

— Pronto para isso? – Perguntou Jenny enquanto me entregava um colete à prova de balas.

— Sempre pronto. – Respondi, aceitando o colete e o vestindo em seguida.

— Oliver, eu vou estar no prédio à direita e Jenny no da esquerda. – Nicholas explicava os detalhes enquanto Jenny ia me entregando o restante dos equipamentos. Comunicador. Instalado. – Seu ponto de acesso será a porta dos fundos, que vai dar de frente para uma escada. – Ele continuava. Jenny me entregou uma cartucheira, verifiquei a munição ali, a fechei e perdi a cartucheira em minha perna direita. – Você pode ir subindo, sem cerimônias. Jenny e eu vamos nos encarregar de te avisar de alguma coisa aparecer no caminho. – Jenny me entregou uma Glock 9 mm. A desmontei, verifiquei e montei novamente, enquanto Nicholas finalizava seu breve discurso: — Temos uma van médica e uma equipe tática a caminho para dar apoio.

— OK. Vamos nessa. – Eu disse apenas. Queria entrar logo naquele prédio, queria minhas meninas comigo, seguras, o mais rápido possível. Eles assentiram, testaram rapidamente os comunicadores e saíram em direção aos prédios correspondentes.

Empunhei a Glock, mantendo os braços estendidos e posicionando a arma para onde eu olhava, para onde eu queria ir. Fui contornando o prédio para acessar a porta dos fundos e esperei em frente a porta até que meus dois parceiros me dessem o OK.

Fomos discretos o suficiente para que a polícia não parasse para prestar atenção em nós.

Em posição. – Ouvi Jenny através do comunicador depois de poucos minutos.

Em posição.— Foi a vez de Nicholas. – Oliver, prossiga.

— Acessando prédio. – Informei antes de abrir a porta. Mantive a porta aberta com o pé enquanto olhava para os dois lados, apontando a arma em ambas as direções. – Limpo. – Confirmei e entrei, já procurando a escada que me daria acesso ao restante do prédio.

Olhei em direção a escada e segui em frente, avançando o mais rápido que eu podia sem fazer barulho algum.

Equipe médica. – Ouvi a voz de Nicholas no comunicador. – ETA 5 minutos.

Fiz uma nota mental da informação, mas tive de repelir o pensamento de que a equipe médica seria necessária. Pensar que minhas meninas poderiam estar machucadas e precisando de atendimento médico, não era algo que me ajudaria nesse momento. Repeli o pensamento negativo tentando levá-lo para o lado positivo: tínhamos uma equipe médica disponível caso fosse necessário.

Comecei a subir as escadas, trocando os pés agilmente, enquanto olhava para cima e apontava a Glock na direção em que eu olhava.

Equipe tática.— Mais uma vez a voz de Nicholas me passava informações. – ETA 3 minutos.

Tenho visual de 4 suspeitos no penúltimo andar.— Informou Jenny. – Aguardando autorização.

Oliver?— Questionou Nicholas.

— Aguarde. – Informei. Subi mais dois andares enquanto eles esperavam por meu sinal. Olhei para cima, verificando quantos andares me faltavam. Dois. Dois andares. – Temos visual de Felicity e Thea?

Aguarde.— Nicholas falava. Após alguns segundos, o ouvi um suspiro de sobressalto. — Último andar.

Aquilo não era bom. O que quer que ele tenha visto, não era bom.

— Entendido. – Afirmei enquanto me posicionava no lance de escadas que me levaria ao penúltimo andar. – Jenny.

Na escuta.— Ela respondeu.

— Posição dos suspeitos? – Pedi. Eu sabia que minha voz transparecia uma calma assustadora, mas meu coração martelava em meu peito.

300 metros à sua direita. – Ela confirmou a posição.

— Cobertura? – Questionei.

Avance.— Ela confirmou, mais uma vez.

Subi os degraus mais devagar dessa vez. Não podia fazer barulho e tinha que chegar ao próximo lance de escadas sem que esses 4 suspeitos me vissem.

Assim que Jenny disparasse, eu teria que agir rápido para resgatar Felicity e Thea.

Apontei a arma e olhei para a direita, em busca de confirmar que não havia sido visto. Uma vez que confirmei minha situação, segui em frente para o último lance de escadas.

— Suspeitos no último andar? – Questionei.

Um suspeito. – Me garantiu Nicholas. – Visual de Thea e Felicity.

Subi os degraus com uma lentidão torturante. Não conseguia enxergar o espaço a frente ainda. Parei quando faltavam quatro degraus a minha frente e confirmei minha posição:

— Em posição.

O plano aqui era o seguinte: enquanto eu me posicionava para avançar para o último andar, Jenny e Nicholas disparariam contra os 4 suspeitos que mantinham guarda no andar abaixo. Os tiros poderiam alertar o suspeito que mantinha minhas meninas, mas ele não teria tempo de reação, porque eu já estaria no local.

Equipe tática entrando. Permissão para disparar.— Ouvi Nicholas dizer à Jenny. – Oliver...— Chamou minha atenção, esperou pelo primeiro tiro de Jenny e então me autorizou a prosseguir. – Vai, vai, vai.

Assim que avancei, vi Thea presa a uma cadeira, olhando em volta a procura dos sons dos tiros.

Thea estava bem. Assustada, mas bem.

A cena que vi a seguir, fez meu sangue ferver.

Felicity com o tronco e o rosto prensados sobre uma mesa. Suas pernas pendendo para fora da mesma, com seu quadril forçado contra o corpo daquele filho da puta. O som do tiro o alertou e eu vi o exato momento em que ele saiu de dentro dela e puxou apressadamente suas calças para cima.

Assim que ele a soltou, Felicity gritou e seu corpo estremeceu. Com a brusquidão do movimento, ele empurrou minha Felicity e ela caiu ao chão.

Filho. Da. Puta.

Não existem palavras para explicar o tamanho e a intensidade da raiva que ameaçava tomar conta de mim nesse momento.

Minha vontade era matar esse cara, mas não antes de fazer com que ele sofra por muito tempo.

A única coisa maior que minha raiva, é o meu amor por Felicity.

Precisava tirar ela, e Thea, desse lugar, e precisava fazer isso agora.

Eu vou ter minha chance contra esse filho da puta.

Tudo isso, se passou em minha cabeça em questão de segundos.

Avancei rapidamente, antes que ele pudesse ter a chance de pegar sua arma. Quando ele me viu, eu já estava perto demais para que ele pudesse sequer pensar em reagir.

Apontei minha arma para sua cabeça ao chegar bem perto dele.

— Mãos onde eu possa ver. – Minha voz, minha expressão, minha postura. Eu tinha certeza de que tudo em mim dizia que eu estava no controle, numa calma assustadora. Mas eu precisei reunir toda a minha força de vontade, todo o meu autocontrole, para não matar ele, aqui e agora.

Ele ergueu as mãos, mas ainda mantinha um sorriso malicioso no rosto. O vi se mexer e não esperei para saber o que ele faria a seguir, eu simplesmente reagi.

Eu poderia ter atirado nele ali, naquele momento. Mas o que eu fiz foi passar a arma para a mão esquerda e desferir um soco que quebrou o seu nariz. Enquanto ele caía, travei a Glock e a coloquei no coldre preso na cartucheira e me abaixei para forçá-lo a virar de bruços e imobilizá-lo, colocando um joelho em suas costas e segurando uma de suas mãos. Com a mão livre, abri a cartucheira e tirei dali uma braçadeira, que eu usei em seguida para prender as mãos dele atrás de suas costas.

Evitei olhar para minha loira ou para minha irmã durante esse pequeno embate, porque se eu me permitisse fazer isso, com certeza seria dominado pela raiva.

Eu não podia matar ele... Ainda.

Assim que o imobilizei, me levantei, me afastei dois passos e ouvi a equipe tática se aproximando. Só então voltei minha atenção para Felicity.

Ela estava no chão, se esforçando muito para conseguir se manter sentada, com as pernas esticadas para o lado e apoiando o peso no corpo nas duas mãos que estavam presas por uma braçadeira.

Me aproximei dela e me agachei na sua frente.

— Oli..Oliver. – Sua voz não passava de um sussurro e as lágrimas escorriam livremente por seu rosto. Estendi uma das mãos e acariciei seu rosto, levemente, com o polegar.

— Shh. Acabou, eu estou aqui. – Tentei tranquilizá-la. Levei uma mão, mais uma vez, a cartucheira e tirei dali um canivete, que me apressei em abrir e cortar a braçadeira que prendia suas mãos. Assim que o fiz, ela jogou os braços em volta do meu pescoço e me abraçou forte, seu corpo tremia, seu choro a fazia soluçar. A mantive em meu abraço, enquanto olhava brevemente para o lado e via Thea sendo solta da cadeira por um membro da equipe tática. – Vamos tirar vocês daqui.

— Thea? – Felicity soltou o abraço e olhou rapidamente na direção da minha irmã.

Minha irmã não disse nada, apenas se abaixou ao nosso lado e abraçou Felicity e eu ao mesmo tempo.

— Consegue andar? – Perguntei a Thea.

— S-sim. – Gaguejou na resposta.

— Vamos sair daqui. – Afirmei. Passei um braço pelas pernas de Felicity e o outro por suas costas, me levantei, a levando em meus braços.

Desci as escadas carregando Felicity em meus braços e instruí minha irmã a manter uma das mãos em meu ombro a todo momento.

Assim que saímos do prédio, a equipe médica veio ao nosso encontro.

Um membro da equipe segurou Thea pelo braço e a conduziu a entrar na van e outros dois se apressaram em trazer uma maca em minha direção para que eu acomodasse Felicity.

— A gente se encarrega de tudo por aqui. Encontramos você no hospital. – Disse Nicholas ao se aproximar. Apenas assenti e acompanhei a equipe médica até o hospital.

[...]

— Onde está minha filha? – Ouvi a voz de Lance e ergui os olhos. Me levantei da cadeira ao ver Lance no fim do corredor.

— Quentin. – Diggle chamou sua atenção ao me ver. Ambos vieram em minha direção. – Oliver, como elas estão?

— Assustadas, abaladas. – Suspirei. – Mas vão ficar bem. Thea está descansando. E Felicity precisa fazer mais alguns exames antes de ser levada para o quarto.

Estralei o pescoço e olhei para Diggle.

— Você poderia tomar conta de tudo por aqui? Tem algo que eu preciso fazer. – Perguntei e o vi assentir. Balancei a cabeça e dei um tapa leve em seu ombro antes de sair, dizendo: — Obrigado.

[...]

— Spencer. – Chamei a atenção de Nicholas Spencer assim que entrei no local.

— Queen. – Ele estendeu a mão para mim, que espelhei o gesto. Apertamos as mãos e soltamos em seguida. – Você daria um ótimo agente.

— Você nem imagina do quão bom ele poderia ser. – Me virei em direção a voz e sorri.

— Michael O’Conner. – Estendi a mão para o homem e ele apertou a minha. – Não tinha ideia de que o diretor da CIA ia descer para o parquinho.

— Para ver você brincar? Sempre. – Ele entrou na brincadeira. Mas logo voltou a sua postura e expressão séria. – Agente Especial Spencer. – Sua atenção estava agora direcionada à Nicholas. – A Agência está trabalhando com o FBI nessa investigação. Nos oferecemos para conduzir o interrogatório, seu diretor está de acordo, mas se quiser, pode validar essa informação.

Nicholas prontamente se afastou, puxando o celular do bolso. Imagino que para entrar em contato com seu diretor e validar a informação que acabara de receber. Aproveitei a oportunidade para falar com o diretor da CIA:

— Mike, por um acaso você tem algo em mente para o interrogatório do filho da puta que não só sequestrou minha irmã e minha mulher, mas também teve a audácia de estuprar a MINHA mulher? – Joguei a pergunta de forma irônica, mas tentando forçar um tom de inocência. Vi o sorriso crescer, malicioso e cumplice.

— Como eu disse, hoje eu vim para ver Oliver Queen brincar.

Notas finais
E aí, pessoal? O que acharam? Tentei deixar um tiquinho mais leve esse capítulo, porque ainda temos algumas cenas fortes por vir! MUAHAHA Avisos , rapidinho: ♥ Eu tinha ficado de postar aos domingos, mas por hora eu não vou conseguir manter um cronograma. ♥ Vou postando os capítulos à medida que eu posso até que eu consiga me programar para ter um dia fixo de postagem! ♥ As demais fics também serão atualizadas. Queria também agradecer à todos que estão acompanhando, comentando, favoritando e recomendando as minhas fics, vocês não fazem ideia do quanto isso é especial! Gratidão de todo o coração ♥ That's all for now Luv ya squad ♥