Restless Hearts

12 O que tá fazendo aqui?


Notas iniciais
Aloha, guys! Nos vemos nas NOTAS FINAIS! Boa leitura!

[POV Felicity Smoak]

Virei o envelope em minhas mãos e não havia nada além do meu endereço escrito no mesmo. Dei de ombros e o abri. Dentro dele havia uma folha dobrada e um pen drive.

— O que é isso? – perguntou Sara.

— Não faço ideia. – Coloquei o envelope e o pen drive em cima da mesinha de centro e abri o papel dobrado. Arregalei os olhos ao ler o que estava escrito. Tinha consciência de que Sara falava comigo, mas não conseguia entender o que estava dizendo. Senti meus olhos arderem com as lágrimas pesadas que escorriam e de repente, tudo escureceu.

[...]

[POV Sara Lance]

Minha intenção era conversar com Felicity sobre sua aproximação com Oliver. Por vários motivos. Ele poderia ajuda-la com o caso de Beth Smith, e vice-versa. Ele poderia protege-la se necessário. E eles seriam o que eu chamaria de casal perfeito. Cresci com Oliver, o conheço como a palma da minha mão. Ele é meu melhor amigo. E Felicity, sempre foi minha irmã. Desde que nossos pais nos apresentaram, ficamos muito amigas, e não demorou muito para que nos tornássemos verdadeiras irmãs. Eu confiava minha vida a ela, assim como daria minha vida por ela. E achava linda a forma em que ela confiava em mim também. Minha irmã, Laurel, também tinha uma relação muito próxima comigo e com Felicity, assim como nossa querida amiga, Thea, mas as duas ainda não sabiam lidar com Felicity muito bem. Eu, entre todas as pessoas, poderia afirmar que Oliver e Felicity eram o casal perfeito. Não só pelo magnífico trabalho que poderiam fazer juntos, mas simplesmente por serem pessoas que fariam bem um ao outro.

Agora, estando aqui com Felicity, no momento em que ela recebeu esse pacote, me vejo na obrigação de dar um empurrãozinho para que Oliver conheça sua história. Preciso que ele me ajude a proteger minha irmã.

[..]

— O que é isso? – Perguntei.

— Não faço ideia. – Minha irmã me respondeu enquanto colocava o envelope e o pen drive em cima da mesa de centro. A observei enquanto lia o bilhete e vi a cor deixar seu rosto quando ela arregalou os olhos.

— Felicity... – Fui me aproximando de minha irmã – O que foi? O que está escrito? Felicity!

Gritei seu nome enquanto a via perder o foco no olhar e, em seguida, sua consciência. Segurei minha irmã pela cintura, evitando que caísse, e fui me abaixando até que me sentei no chão, segurando Felicity em meus braços.

— Lis... – Passava a mão por seu rosto. – Por favor, acorda, maninha.

Por sorte, eu era forte e minha irmã, leve. Com algum esforço, fui ajeitando o corpo de minha irmã em meus braços e me posicionando de forma que eu pudesse levantar e trazê-la comigo para então, acomodá-la no sofá.

Uma vez que a acomodei no sofá, fui até a cozinha e procurei por algo que pudesse me ajudar a despertá-la. Encontrei uma garrafinha de água sobre o balcão e um vidro de álcool no armário. Em uma gaveta encontrei um pano de prato. Molhei o pano com um pouquinho de álcool e o levei, assim como a garrafa de água para a sala. Deixei a garrafa sobre a mesa de centro, e aproximei o pano embebido em álcool de seu rosto, torcendo para que o cheiro forte a despertasse. Funcionou. Assim que minha irmã reagiu, deixei o pano sobre a mesa e peguei a garrafa de água, oferecendo a ela.

— Hey, hey, você está bem, está tudo bem. – Disse esperando tranquiliza-la. A observei erguer o corpo devagar e pegar a garrafa da minha mão. Ela tomou um pouco de água e por fim se sentou, me entregando a garrafa em seguida. Depois de deixar a garrafa novamente sobre a mesa, me sentei ao seu lado. – Se sente bem?

— Sara... – Vi minha irmã se ajeitar no sofá, virando de frente para mim. – To com medo.

— Medo? Por que? – Estendi minha mão e peguei a dela, apertando de leve, afim de passar segurança.

— Por causa disso. – Ela segurava minha mão, mas estendeu a outra, esticando o corpo para pegar o bilhete que estava caído no chão. – “Achei você, Megan. – Chuck” – Ela leu em voz alta.

— Chuck. – Repeti seu nome em voz alta, olhando para baixo por um instante. Voltei a olhar para minha irmã – Lis, não quero te pressionar, mas... Acho que pelo menos desse cara, seria bom você contar pro Oliver. Assim, eu e ele podemos te proteger.

— Sim. Você tem razão. – a vi suspirar. – Eu já to me preparando pra contar tudo pro Oliver. Eu quero que ele saiba, eu preciso disso. Mas não achei que seria tão rápido, sabe? Não achei que tivesse que contar agora. Mas vou ter que me esforçar para contar, mesmo que seja só sobre o Chuck agora.

— A pergunta agora é: Que merda que tem nesse pen drive?

— Vamos descobrir.

[POV Oliver Queen]

Acordei bem-disposto, mas sozinho na cama de Felicity. Acordara com seu celular e com seu tom de voz alterado de quem percebeu que teria pouco tempo antes de se encontrar com a minha irmã, mas voltara a dormir logo em seguida. Quando por fim despertei, descobri o quanto Felicity confiava em mim, já que deixara uma cópia da chave do apartamento dela sobre a mesa da sala, junto a um bilhete, explicando que era a única cópia. Essa mulher vai realmente me deixar louco.

Deixei seu apartamento e fui para o meu. Tomei um banho quente e demorado, tomei um belo café da manhã, e me vesti. Calça jeans, camisa social branca, sapatos sociais e minha inseparável jaqueta de couro. Peguei minha carteira e minhas chaves e saí. Tinha um encontro marcado com John Diggle. Ele iria me passar mais informações sobre o caso e sobre Felicity. As informações que ele tinha sobre a minha loira era o que estava me deixando ansioso. Claro que eu queria pegar o filho da puta que matou Beth, mas não estava particularmente ansioso em colocar Felicity em perigo. Precisava encontrar uma maneira de deixa-la segura. Depois do que acontecera, eu também não a queria em campo. Como disse a ela, não poderia ser hipócrita e pedir que ela se afastasse, mas poderia convence-la de não ir a campo, e me ajudar de alguma outra forma.

Antes de pensar no que fazer, precisaria ter essa conversinha com Diggle.

[...]

— Bom, esse arquivo que eu estou te entregando, é o que a SCPD me permite passar pros meus consultores. – Diggle estendeu a mão e me entregou por cima de sua mesa, uma pasta, que eu peguei e deixei sobre a mesa diante de mim – Mas, conhecendo você e Felicity como conheço, sei que a partir daí vão saber muito mais do que deveriam.

— Felicity me surpreendeu, ela é muito rápida em conseguir informações.

— Sim, ela é. – Observei enquanto John respirava fundo – Oliver, eu não quero falar sobre o caso agora. Você revisa essas informações depois com Felicity. O que eu quero falar é sobre ela.

— Olha, John, eu estou inclinado a não deixar mais que ela vá a campo, mas você deve concordar que tudo isso soa um pouco estranho, não? Quer dizer, eu não sei o que aconteceu com ela, mas o jeito que você discutiu com ela aquele dia, me faz pensar que realmente foi sério. – Minha intenção aqui é só uma: tirar o máximo de informações que eu puder. John Diggle não é do tipo de homem que discutiria e usaria força bruta com mulheres sem necessidade, e eu o vi fazer isso com Felicity. Ele me dissera que iria me mostrar o quanto ela se machucou, e agora eu o estava pressionando a fazer exatamente isso.

— Foi sério. – Ele fez uma pausa, enquanto abria uma de suas gavetas e tirava ali mais uma pasta. – O que eu vou te contar agora, são poucos os que sabem. Nem ao menos Quentin sabe sobre isso. E para ser sincero, acho que ninguém sabe ao certo como tudo aconteceu. – Ele me entregou a segunda pasta. – Vou deixar essa cópia com você. Presta bastante atenção no que tem aí dentro.

— Estou ouvindo. – Eu o incentivei a continuar, enquanto abria a pasta em minha mão. Assim que abri, vi uma foto de Felicity: Machucada, ensanguentada. Não consegui olhar para aquilo por muito tempo, apenas ergui o olhar para John, surpreso.

— Pois é. – John abaixou a cabeça, respirando fundo mais uma vez, antes de voltar a olhar para mim – Eu não tive acesso à maiores informações, porque a LVPD não queria que ninguém soubesse o que aconteceu, e tinham o apoio do FBI para isso. Tudo que eu sei é que era um caso em que a LVPD trabalhava e um dos principais suspeitos era um dos mais procurados do FBI, e que um dos detetives, Logan Smith, pediu ajuda à Felicity e ela se envolveu demais com o caso. Ela desapareceu por semanas, e quando foi encontrada, estava muito machucada. Eu nunca consegui fazer com que ela falasse comigo sobre o que aconteceu. Na época, eu não era tão influente então não consegui o acesso sobre as informações do caso. – Eu ouvia tudo em silêncio, não sabia o que dizer. – Oliver, Felicity é ótima em conseguir informações, é ótima em usar tecnologia a favor da polícia, mas é péssima em campo. Ela pode se machucar feio, e não quero que ela passe por isso de novo.

[...]

Assim que saí da delegacia, enviei uma mensagem para Felicity, a convidando para jantar. Precisava dela. Queria vê-la, bem e linda como sempre, para conseguir tirar a imagem de Felicity ensanguentada da minha cabeça. Mas antes de encontrá-la, precisava esfriar a cabeça. Academia. Alguns alunos iriam sofrer essa tarde.

Depois de um treino de força, pesado, com meu técnico de araque, decidi atender alguns alunos nas aulas de defesa pessoal. Para minha surpresa, Sara Lance, pela primeira vez em sua vida, estava atrasada para sua aula. Assumi sua turma até que ela chegou, então continuei prestando “assistência” aos seus alunos, o que consistia basicamente em fazê-los apanhar. Julguem. Mas eu precisava daquilo. Descontar minha raiva antes de encontrar com Felicity. Caso contrário, eu acabaria a pressionando demais, ou até mesmo a machucando, e é a última coisa que quero. Felicity Megan Smoak desperta em mim um instinto protetor sem igual.

Uma vez que os alunos foram embora, Sara ficou parada, de braços cruzados, olhando para mim.

— Devo me preocupar? – Ela pergunta, com aquele sorrisinho torto de quem me conhecia bem demais.

— Ah, quer fazer o favor de parar de ler minha mente? Obrigado. – brinquei. Já estava um pouco mais calmo e Sara, por mais que brincássemos “ofendendo” um ao outro, tinha a habilidade de me entender e me acalmar quando preciso. – Não. Por hora, tudo bem.

— Ótimo. Preciso de você calmo. – Assim que ouvi seu tom se tornando mais sério, me aproximei dela. – Preciso falar com você. Sobre ela.

— Isso te torna a segunda pessoa do dia. – A vi franzir a testa enquanto processava a informação, e assim que entendeu, revirou os olhos. – Yeep. Diggle.

— Não me diga que ele te mostrou a foto. – Assenti, e a vi balançar a cabeça em negativa. – Certeza que ele quis te assustar pra você não deixar ela ia a campo de novo. Mas, Ollie, aquilo não foi nada perto do que ela realmente enfrentou.

— Como assim? – Agora ela tinha minha atenção. Aquela imagem de Felicity ensanguentada voltou imediatamente a minha mente. Aquilo não era o pior? Vi Sara se sentar no chão, e espelhei seu gesto, me sentando a sua frente. Ambos cruzamos as pernas e nos acomodamos ali.

— Olha, eu não vou te contar tudo, eu acho que minha irmã quem tem que te contar, mas... – Ela fez uma pausa, respirou fundo e continuou: — Ok. Tem um cara, Chuck, que conhecia a Lis como Megan, da época que ela ia pras ruas em Las Vegas. Ollie... Ele achou ela, ele sabe onde ela mora.

— O que? – Já ia me levantar, quando Sara me pegou pelo braço e me manteve no lugar. – Como sabe disso? Aconteceu alguma coisa?

— Hey, hey, calma. Ela tá bem. Mas, sim... Aconteceu. – Sara soltou meu braço e me encarou. – Fui me encontrar com Lis para o almoço hoje e quando cheguei no prédio de vocês, o cara da portaria disse que alguém tinha deixado um pacote pra Lis. Eu levei o envelope pra ela e quando ela abriu, tinha um bilhete e um pen drive. O bilhete estava assinado por esse Chuck, dizendo que tinha encontrado ela, e o pen drive estava protegido. Quando eu saí de lá, Lis estava tentando abrir os arquivos.

— E deixou ela sozinha?

— Hey, fica calmo. – Ela me lançou um olhar sério. – Ela trancou tudo quando eu saí, e eu falei pra ela não sair sozinha em hipótese alguma. Mas ela tá com medo, Ollie. De uma forma que eu nunca vi antes. A reação dela quando leu o bilhete foi.... foi desmaiar.

[...]

Felicity havia ficado tão assustada que desmaiou. Esse cara, Chuck, sabia onde ela morava. A maldita foto que Diggle me mostrou, e Sara dizendo que aquilo não era nada.

Puto. Não tem outra palavra que descreva melhor o sentimento. “Tô puto”, resume bem. Se esse cara chegar perto da minha loira, eu não faço ideia do que sou capaz.

Não sei também se seria capaz de me controlar. Tinha plena certeza de que acabaria pressionando Felicity depois de tudo isso. Não queria que fosse assim, mas não vejo outra forma de ajuda-la.

Minha mente estava trabalhando a todo vapor, mais uma vez. Distraído como estava, só me dei conta de que estava chegando em casa, quando entrei no elevador.

Só mais um pouquinho. Só mais um pouquinho e eu estaria com ela. Aí poderia me acalmar.

Senti o celular vibrar em meu bolso e o peguei. Sorri, imediatamente quando vi o nome da loira na tela. Atendi.

— Sentindo minha falta? – a ouvi rir do outro lado da linha.

Na verdade, s...— ela parou no meio da frase.

— Felicity? – tentei chamar sua atenção.

Ora, ora. Quanto tempo, Megan. – Arregalei os olhos ao ouvir uma voz masculina.

Chuck.... O que ...? – Sua voz ficou mais distante, ela havia tirado o celular da orelha. — O que tá fazendo aqui?

Olhava desesperado para o pequeno visor acima dos botões do elevador. Precisava chegar até ela. Rápido.

Notas finais
E aí, pessoal? Estão gostando do andamento da fic? Como eu mencionei no capítulo anterior, tenho mais alguns capítulos já prontos. Eu ia já soltar tudo aqui, mas o tempo ficou apertado. Se der, volto ainda hoje para soltar mais capítulos, se não, vou soltando um por dia enquanto vou preparando os demais. Logo logo vai ter atualização de The Ugly Truth também. E o primeiro capítulo da segunda temporada de Always também está quase pronto. Então preparem os corações que logo logo tem muita novidade. As três fics também serão postadas no Spirit Fanfiction. Para quem puder fortalecer no instagram... @_rairod @RaissaRodriguesOfficial Também estarei respondendo aos que entrarem em contato comigo por lá. Logo logo, volto a conversar com vocês pelo twitter também. That's all, luv ya squad! ♥