Restless Hearts

2 O caso é meu


Notas iniciais
Yaaaaay! Mais um capítulo para vocês, lindezas! Vamos começar a pôr a história para funcionar! Boa leitura!

[POV Felicity Smoak]

Tudo que John Diggle conseguiu foi aguçar a minha curiosidade e aumentar ainda mais a minha ansiedade. É claro que tudo que ele disse foi “Temos um suspeito”, tinha certeza que ele não iria me dizer mais nada enquanto eu não insistisse, mas para a sua surpresa eu só informei que na manhã seguinte eu o encontraria na SCPD e conversaríamos sobre isso. Por mais que eu estivesse ansiosa para dar uma boa olhada nas informações que a polícia local obtivera sobre o assassinato de Elizabeth Smith, eu tinha horas de viagem pela frente e eu preferia descansar a mente para poder estar 100% para resolver esse caso. Queria fazer isso rápido. Quanto antes eu resolvesse o caso, mais rápido eu poderia me permitir entrar em luto pela morte da minha melhor amiga. Não podia me permitir me afundar na tristeza ou entrar no desespero, não ainda. Precisava manter o foco e quando eu me entrego aos meus sentimentos sempre entro numa fria justamente por perder o foco. Por outro lado, eu não poderia manter a postura por muito tempo, não podia evitar me sentir triste e tentar conter meus sentimentos era perigoso, para mim mesma e para quem estiver ao meu lado, porque tenho a tendência de cometer idiotices quando me encontro nessas situações.

[...]

Meu voo foi muito mais tranquilo do que eu esperava. Nos dois assentos ao meu lado havia uma senhora e uma criança. A senhora Benks já foi minha cliente. Seu filho mais velho estava desaparecido e eu ajudei a encontra-lo. Na época, ela estava grávida. Agora sua menina estava com 4 anos. Kelly era uma menina encantadora, uma boneca. Essa pequena bonequinha com cabelos ruivos e olhos verdes foi minha diversão durante toda a viagem: conversava, ria de tudo que eu falava, “arrumava” meus cabelos. O incrível foi que eu estava tão entretida com a criança que me esqueci de meus problemas durante a viagem, o que ajudou a manter minha mente sã para o que estava por vir.

Cheguei ao aeroporto de Starling City às 6:05 a.m. Peguei minha mala e me dirigi à saída. Olhei em volta e sorri, tudo estava exatamente como eu me lembrava. Exceto pelo fato de Beth não estar ali para me receber aos gritos. Balancei a cabeça, desviando o pensamento de Beth.

Fui até o ponto de táxi e entrei no primeiro que apareceu, orientei o motorista a me levar a um hotel.

Depois devidamente hospedada em um pequeno hotel próximo ao centro empresarial da cidade, tomei um longo banho e vesti um vestido azul de alças, justo até a cintura e rodado até a metade das coxas. Fiz uma maquiagem leve, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo, coloquei brincos e um pequeno relógio em meu pulso, e só então calcei meus scarpins azul escuro. Vestidos! Beth sempre brigava comigo quando eu não estava de vestidos! Ela dizia que vestidos combinavam comigo. Ri com o pensamento e balancei a cabeça. Ajeitei os óculos em meu rosto e peguei minha pequena bolsa preta, colocando meus pertences ali antes de ajeitar a alça da bolsa em meu ombro.

Eu tinha muita coisa pra fazer então resolvi começar logo. Saía do hotel quando meu celular começou a tocar, peguei o mesmo na bolsa e atendi sem olhar quem era.

— Smoak. – atendi enquanto caminhava.

BEBÊ!!!— Afastei o celular da orelha e ri, voltando a posicioná-lo em seguida.

— Oi, mãe.

Ai, meu bebê, que saudade! Você está bem?— ela começou a tagarelar – Soube da Beth. Ai meu Deus, que triste. Mas você está bem, não é?

— Calma, mãe, respira. Triste pelo que houve com a Beth, mas eu estou bem sim. Tenho que estar.

Felicity Smoak, o que a senhorita está aprontando? Esperava que você estivesse aos prantos. Faz uns dias, eu sei, estou atrasada com essa ligação, mas ela era sua melhor amiga!

— Mãe... – respirei fundo, tentando voltar a vestir minha máscara. – Sério, vou ficar bem. De verdade! E.. Estou em Starling City.

O QUE? E por que não está na minha frente nesse exato momento?

— Acabei de chegar. Vou resolver umas coisas e depois vou pra sua casa. Almoçamos juntas. Agora tenho que ir. – desliguei antes que ela gritasse mais um pouco em minha orelha e guardei o celular novamente. Caminhei diretamente para o prédio da SCPD. Entrei no prédio ainda com minha máscara de tranquilidade e me direcionei para o balcão à frente.

— Bom dia, posso ajudar? – perguntou uma senhora morena com um uniforme mais social do que farda, com um sorriso simpático no rosto.

— Bom dia. Preciso falar com o detetive Diggle.

— Qual seu nome?

— Felicity Smoak.

— Só um momento, por favor.

Assenti e me virei de lado justamente no momento em que um homem entrava no prédio. Eu não consegui desviar o olhar. Alto, forte, loiro, vestia uma calça azul escura, camisa e sapato social. Quando ele se aproximou do balcão reparei que seus olhos eram azuis. Me forcei a olhar para o balcão, enquanto ouvia a senhora falar ao telefone.

— Ah, espere, John, chegou mais uma pessoa para ver você. O senhor Queen acabou de chegar. – ela desligou o telefone e olhou para frente. – Senhorita Smoak, John está vindo encontra-la. Bom dia, senhor Queen.

— Bom dia, Edith. – ele sorriu brevemente para a assenhora e então fez um me cumprimentou com um leve aceno com a cabeça. Repeti o gesto, desviando o olhar em seguida.

— Visitas logo cedo? – Diggle apareceu pela porta lateral vestido todo de preto com um sorriso discreto. Aproximou-se do rapaz ao meu lado e apertou sua mão, mas antes que pudesse dizer algo, ele se virou para mim. – Felicity. – sorri para ele enquanto retribuía seu aperto de urso.

— Dig, eu preciso respirar. – ele riu rouco e me soltou.

— Bom, já sei o assunto dos dois então, por favor... – fez um gesto para que o seguisse. Mas, dos dois? O que esse tal de Oliver tinha a ver com o assunto a ser tratado? Resolvi que não discutiria a princípio, apenas segui John em silêncio.

Diggle nos guiou pelo prédio até uma sala afastada, abriu a porta e esperou que entrássemos. Havia uma mesa com um computador, uma estante de arquivos e uma pequena mesa encostada na parede com alguns aparelhos e pastas sobre ela.

— Sentem-se – fez um gesto apontando para as cadeiras em frente à mesa enquanto fechava a porta. Puxei uma das cadeiras e me sentei. O rapaz fez o mesmo, sentando-se na cadeira ao lado da minha. Diggle deu a volta na mesa e se sentou de frente para nós. – Sei que estão ansiosos, mas eu tenho muito o que conversar com vocês. Primeiro, eu preciso dizer que Capitão Lance não quer nenhum de vocês dois no caso.

— O que?

— Como é? – perguntamos juntos enquanto Dig erguia as mãos.

— Hey, calma, me deixem terminar. – bufou – Só que vocês não são detetives. Um é consultor e a outra informante. Vocês vão poder ajudar desde que não se metam em problemas, porque no primeiro deslize, Lance tira vocês dessa.

— Ok, e o que a informante está fazendo aqui? – virei meu rosto devagar em direção ao loiro, seu tom era frio. Abri a boca para responder mas Dig tomou a dianteira.

— Felicity vai nos ajudar a levantar o máximo de informações possíveis.

Ainda encarava o loiro e pude notar uma pequena alteração em sua expressão.

— Que ela não se meta no meu trabalho. O que tem pra mim?

— Para nós, ele quis dizer. – Sorri ironicamente enquanto o olhar de Oliver se voltava para mim, sua expressão era dura. Me virei para Diggle. – E então?

— Ok. – Diggle abriu a gaveta e tirou dali duas pastas. Colocou sobre a mesa e empurrou uma em minha direção e a outra para o brutamonte loiro. – Isso aqui é tudo que temos. Não é muita coisa. Autopsia. Cena do crime. Fotos e relatórios. Nessas pastas tem cópias de tudo isso, deem uma olhada pra saber por onde começar.

O loiro saiu sem dizer mais nada. Fiquei encarando a porta por mais alguns instantes antes de olhar para Diggle.

— Qual é a dele?

— Ele só está irritado, tem muita coisa acontecendo ultimamente. Ele é...

— Eu não quero saber. Já tenho meus problemas, não vou me preocupar com os dele. Enfim, temos muito trabalho e eu tenho muitas coisas pra resolver já que vou ficar em Starling.

— Vocês dois vão me deixar louco.

[...]

Fiquei conversando com Diggle por mais alguns minutos antes de sair. Caminhei por alguns minutos até encontrar um centro comercial. Fui diretamente à uma loja de bolsas. Não me demorei muito tempo ali, foi o tempo de entrar escolher uma pasta executiva e sair. Guardei a pasta que Diggle me dera ali dentro e segui minha caminhada. Chegando ao centro empresarial, andei devagar pelos arredores do hotel para me situar do que havia disponível naquela região. Sabia que ali havia alguns prédios residenciais, então fui até um deles ver se haviam apartamentos disponíveis. Para a minha sorte, havia um apartamento no último andar de um prédio muito bom. Conversei com o dono e negociei um contrato. Iria levar o mesmo para a minha advogada e então retornar. Guardei o contrato junto com o arquivo em minha pasta.

Ao sair do prédio, me lembrei que havia passado por uma academia, então desci a rua novamente tentando encontra-la. A verdade é que queria me distrair. Só abriria o arquivo depois que me encontrasse com a minha família. Queria poder não estar de mau humor ou com raiva quando os encontrasse. Por fim, encontrei a academia.

“Extreme Power”

Nome pouco sutil, mas parecia ser um bom lugar. Já pela fachada notava-se que era uma academia grande, mas ao entrar ela era mais que grande, era fantástica.

A academia era toda decorada em preto e verde, com vidros escuros, equipamentos novos, ponta de linha. Ainda olhava em volta quando um moreno simpático veio ao meu encontro.

— Você não é uma das alunas. – ele riu e estendeu a mão em minha direção – Sou Tommy, um dos donos. Posso ajudar?

— Oi. – estendi a mão e apertei a dele. – Legal te conhecer. Vim conhecer a academia, talvez comece a treinar aqui.

— Opa, aluna nova. Vou te mostrar tudo e explicar como são as coisas por aqui.

Ele me guiou em um tour por todo o espaço da Extreme, os ambientes eram amplos e bem organizados, bem estruturados para as aulas que ofereciam. Além de musculação, ofereciam artes marciais – que segundo Tommy era o forte da academia, já que participavam de competições -, danças e diversas aulas. Me parecia um bom lugar e era bem perto do apartamento que eu estava querendo. Mais uma vez, recolhi um folheto com todas as informações de aulas e preços e também um pequeno contrato que eu deveria trazer preenchido quando fosse fazer matrícula. Guardei todos os papéis com os outros na pasta.

— Aqui. – me ofereceu um cartão de visita – É o meu cartão, tem meus contatos, qualquer coisa que precisar é só me ligar. Mas eu preciso saber o seu nome. – ele riu.

— Nossa, me desculpa – peguei o cartão e ri . – Nem ao menos me apresentei. Sou Felicit...

— O que está fazendo aqui? – uma voz conhecida se fez presente, me interrompendo. Olhei para o lado e vi Oliver vestindo uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca. Estava suado e incrivelmente lindo, mas sua grosseria me fez descartar o pensamento. – Está me seguindo agora?

— O que? Você é louco. – comecei a andar em direção a saída;

— Hey. – Ele tentou chamar minha atenção e eu simplesmente ignorei. Assim que cheguei à calçada, ele me alcançou e me pegou pelo braço. – Você não me respondeu.

— Tira a mão de mim. – falei entre dentes e puxei meu braço. – Não te devo satisfação. Eu nem te conheço!

— Então vamos deixar as coisas às claras. Eu não quero você no caso. – percebi que ele não pararia por ali, mas não pude conter uma risada. – Acha engraçado? Você vai sair desse caso ou vou fazer da sua vida um inferno.

— Boa sorte com isso, minha vida já está um inferno. – confessei dando de ombros – Se está incomodado, saia você do caso.

— O caso é meu, garota. Não se meta no meu trabalho. Você nem daqui é, o que acha que pode fazer para solucionar um assassinato?

— Eu não sei! – elevei a voz. – Não é meu primeiro caso, mas confesso que nesse eu não sei por onde começar. Mas Beth era minha melhor amiga e eu não vou descansar até o filho da puta que se meteu com ela estar atrás das grades!

Não poderia ficar ali mais nem um minuto sequer, então apenas me virei e sai batendo os saltos no chão.

[POV Oliver Queen]

Estava extremamente irritado. Devo admitir que nem eu mesmo me suporto quando estou assim. Havia sonhado com Beth e isso me deixara ainda mais irritado. Não a conhecia há tanto tempo, mas o tempo que tive o prazer de passar ao lado de Beth foi realmente incrível. Ela começou a me mostrar que muitas coisas não eram exatamente do jeito que eu pensava, do jeito que eu imaginava. Ela me fez enxergar as coisas de uma forma completamente diferente. No começo era chato e frustrante, mas depois passou a ser prazeroso, divertido. E então, quando ela finalmente começa a me ensinar a lição que ela tanto queria que eu aprendesse, ela foi tirada de mim. Eu sempre fui egoísta para certas coisas. Amizade e mulheres eram algumas delas. Beth estava começando a conseguir com que eu enxergasse que eu agia errado as vezes por medo, receio, insegurança. Parecia ridículo para quem visse de fora, afinal Oliver Queen tem uma fama não muito agradável, mas quem me dá a chance de me mostrar como eu realmente sou, tendia a gostar de mim. Pelo menos era o que ela falava.

O fato é que no meio de toda a minha irritação, vem Diggle me dizendo para ir à SCPD. Dá pra imaginar a minha irritação aumentando à um grau critico quando percebi que não éramos apenas nós dois na tão esperada conversa sobre o assassinato de Beth. No fim das contas, não houve conversa nenhuma, ele apenas nos entregou arquivos sobre o caso. Por que ela tinha que receber esses arquivos também? Eu já trabalhava com Diggle há tempos. Trabalhava disfarçado ou ia atrás de informações onde a polícia não poderia ir. Admito que para obter tais informações utilizava métodos que a polícia não só não poderia como não aprovaria. Eis a vantagem de ser quem eu sou. Sou consultou do departamento de polícia de Starling City, tenho certa flexibilidade na hora de resolver os casos. Mas hoje, irritado como estava, não estava agindo normalmente, muito menos pensando normalmente.

Felicity Smoak. Esse era o nome da loira que estava se metendo no meu caso. O que ela queria afinal? Nunca a vi na cidade e de repente ela é importante e quer se meter justo no caso de Beth?

Não bastava no departamento de polícia, tinha que encontra-la na academia? O que ela estava querendo afinal?

Assim que fez menção de sair, Tommy quis segui-la e eu o segurei pelo braço.

— Deixa a loira comigo. – disse antes de ir atrás dela, a alcançando ao chegar na calçada.

Nossa discussão não fazia sentido algum, ainda assim eu descarregava toda minha frustração e toda minha irritação naquela loirinha. Não posso negar que a achei muito bonita, em outras circunstâncias, a teria em minha cama. Havia algo nela que não sei explicar o que era.

E então, quando ela gritou comigo daquele jeito, e o que ela despejou sobre mim me fez reavaliá-la.

— Eu não sei! – sua voz finalmente se alterou. – Não é meu primeiro caso, mas confesso que nesse eu não sei por onde começar. Mas Beth era minha melhor amiga e eu não vou descansar até o filho da puta que se meteu com ela estar atrás das grades! – ela se virou, mas não antes que eu pudesse ver que seus olhos se encheram de lágrimas, e então saiu pisando duro, batendo os saltos no chão. Me permiti olha-la dos pés à cabeça.

Balancei a cabeça. Ok, ela é linda. Ok, ela é atraente. Mas não importa se cheguei a desejar seu corpo, não importa se esse desejo não cessasse. O que importa é que ela é encrenca, mas está motivada. A forma como falou que iria atrás do assassino de Beth me fez enxergar que talvez ela pudesse realmente me ajudar nesse caso. Beth sempre me falava de uma amiga, mas eu não a conhecia. Bom, agora essa amiga iria ter que me aturar.

Claro, o fato de que vamos trabalhar juntos não o fato de que eu gostei das reações dela. Com certeza, minha distração em meio à esse tumulto será irritá-la.

[...]

Não entendo porque tenho que ir a esse almoço. Minha mãe e minha irmã queriam porque sim ir à casa dos Lance. Mas eu não tinha a mínima vontade de ir. Já tinha dado minha aula, teria mais uma à tarde e então poderia analisar os arquivos que Diggle me entregou. Mas não, aqui estou eu, vestindo uma calça jeans, camisa e sapatos sociais, já que minha mãe insistia que eu teria que acompanha-las nesse almoço.

Dirigi até a casa dos Lance em silêncio, estacionei bem em frente à casa e em seguida acompanhei minha mãe e Thea até a porta. Tocamos a campainha e esperamos.

— Qual é, Ollie? Abre um sorriso, você vai adorar a filha de Donna. Ela se parece um pouco com você em alguns pontos. – minha irmã começou a falar, animada.

— E seu oposto em outros pontos, pelo que eu soube. – Minha mãe completou, fazendo Thea assentir, concordando enquanto soltava uma risada baixa.

— Só eu não conheço essa garota? – perguntei, olhando para elas. Minha mãe murmurou um “Eu não a conheço” e riu. Pude ouvir a porta se abrir e em seguida o grito agudo de Donna.

— Ahhhh , que bom que vieram! — ela abraçou Thea, em seguida a minha mãe e por último à mim. Donna é uma peça rara. Extremamente jovial, divertida, engraçada. E se vestia como uma garota de 20 anos. Era o oposto de Quentin. – Venham, venham. Minha filha já chegou.

A seguimos para dentro da casa e eu tentava imaginar como seria sua filha. Quer dizer, deveria usar vestidos curtos, gritar estridentemente e ser completamente louca. Seria divertido.

— Bebê! Eles chegaram , vem conhecer. – Donna anunciou nossa entrada. Assim que chegamos aos fundos, pudemos ver uma grande mesa, onde estavam o Capitão Lance, suas filhas Sara e Laurel, John Diggle e...

— Felicity. – disse num sussurro seu nome assim que ela se levantou e virou para nos receber. Apenas Thea percebeu, me olhava com a sobrancelha erguida e um sorriso besta no canto dos lábios. Bufei e voltei a olhar para a loira, que caminhou lentamente até nós. Por que ela tinha que estar de saltos altos? Suas pernas chamavam a atenção demais por causa deles, isso deveria ser proibido. Fica difícil implicar com ela se não conseguir disfarçar as olhadas. Ergui a cabeça, olhando agora diretamente em seus olhos.

— Apreciando, Ollie? – Thea disse baixo, maldosa. – Limpa a boca, está babando. — bufei, balançando a cabeça enquanto minha irmã ria baixo.

Por algum motivo, eu esperava que ela fosse apenas uma convidada, já que Diggle também estava presente. Mas então Donna apoiou uma mão nas costas da loira e sorriu.

— Deixem-me apresentar minha filha. Felicity Smoak.

Notas finais
E aí? Curtiram? O que acham que vai dar essa tretinha entre Oliver e Felicity? Muita coisa por vir ein X, Lola