Restless Hearts

18 Não quero mais ninguém


Notas iniciais
Aloha, guys! Nos vemos nas NOTAS FINAIS, boa leitura!

[POV Oliver Queen]

— Agente especial...

— Nicholas Spencer. – Interrompeu Felicity. Meus olhos rapidamente encontraram os dela, surpreso.

— FBI. – O sujeito continuou.

— O que faz aqui, senhor Spencer? – Questionou Quentin, enquanto apertava a mão do cara. Quando ele estendeu a mão para mim, pensei em ignorar, mas acabei estendendo a mão e apertando a dele com mais força do que necessário. Mas foi só o que fiz. Não me apresentei.

— Quando o nome da sua hacker favorita aparece em uma investigação... – Começou, olhando para mim, então para Quentin e por fim para Felicity. Sua hacker favorita? – A gente resolve verificar.

— Hacker? -Enquanto Quentin parecia digerir a informação, eu tentava ficar quieto. – Hacker, Felicity?

— Nick, Nick... – Meu olhar saiu do cara e caiu sobre Felicity enquanto ela falava. Nick? Ela tratava o cara por um apelido? – Sempre arruinando minha vida.

— Até onde me lembro, eu salvei sua vida. – Ao ouvi-lo, mais uma vez, meu olhar voltou para ele. Bem a tempo de ver o sorriso que ele lançava para minha namorada.

— Idiota! – Quase abri um sorriso ao ouvir Felicity chamar esse cara de idiota, mas o sorriso nem chegou a se abrir em meu rosto, porque no instante seguinte ela estava o abraçando. Fuzilei com o olhar a cena a minha frente. Cruzei meus braços, imediatamente acertando a minha postura. O abraço não demorou muito a ser desfeito. Graças a Deus, porque eu estava me contendo para não fazer uma cena. Observei enquanto ela dava um tapa fraco no braço do tal Nicholas. – Você não liga, você não escreve!

— O que tá acontecendo? – Quentin parecia estar tão perdido e incomodado quanto eu. Felicity finalmente se virou, olhando para seu pai e então para mim.

— Também quero saber. – Meu tom era firme, quase frio. Minha expressão não deveria estar uma das melhores, porque o sorriso de Felicity vacilou quando olhou para mim.

— Termine o interrogatório, capitão, e então conversaremos sobre o caso em questão. Vou explicar tudo. – Disse o babaca.

[...]

Minha postura permaneceu a mesma até o fim do interrogatório. Braços cruzados na altura do meu peito, postura ereta, expressão fechada. Felicity, parecendo saber o que era bom para ela, ficou em pé bem a minha frente. Podia vê-la juntar as mãos e apertar os dedos, demonstrando estar nervosa.

Quentin se posicionou ao meu lado, espelhando minha postura. Tinha um ar profissional, respeitável, mas cruzara os braços como eu e, às vezes, lançava olhares nada sutis em direção a Nicholas.

Nicholas permaneceu em silêncio durante o que restava do interrogatório. E agradeci mentalmente por isso. Até a voz desse cara me irritava.

Barton Mathis não entregara mais nada. Confessou matar as garotas, confessou matar Beth e gravar o recado deixado em uma das vítimas a mando de Nate. Sobre ele, foi tudo que disse. Que ele o contratara e só sabia esse apelido. John foi esperto e o questionou sobre sua última vítima, Mathis disse que a matara por diversão e que preferia estar preso a correr risco de ser eliminado por ser uma “ponta solta”. Deduzi que ele estava se referindo a Nate.

Quando o interrogatório chegou ao fim, um oficial foi buscar Mathis para leva-lo a cela, e John saiu da sala e se juntou a nós.

— Pensei que tiraríamos mais dele... – Disse assim que entrou. Mas pareceu interromper a frase ao olhar diretamente para Nicholas.

— Agente especial Nicholas Spenser, FBI. – Se adiantou o babaca. Se apresentou e estendeu a mão a John, que a apertou.

— John Diggle, detetive. – John parecia querer analisar a expressão de Nicholas. – FBI, hãn?

— Pois é. – Vi Nicholas abrir um sorriso, dando de ombros. Se virou para Quentin – Podemos conversar agora, Capitão?

Quentin se adiantou, tomando a frente e nos guiando até uma outra sala. Havia uma grande mesa, rodeada de cadeiras. Nicholas, John e Quentin se sentaram de um lado da mesa enquanto Felicity e eu nos sentamos no lado oposto.

Senti a mão de Felicity na minha coxa e me atrevi a olhar para ela.

Estava puto. Estava com ciúmes. Não admitiria isso naquele momento. Mas estava. Ao olhar para ela, vi seus olhos azuis repletos de emoções, mas não pude analisa-las naquele momento. Apenas forcei um pequeno sorriso e levei uma mão sobre a sua em minha perna.

— Então... – Quentin disse. – O que traz o FBI a Starling City?

— Na verdade, Felicity. – Declarou Nicholas. Senti minha loira pressionar os dedos em minha perna e numa tentativa de acalmá-la, pressionei meus dedos sobre os dela.

— Eu? – Sua voz saía em tom baixo, hesitante. – Mas não fiz nada dessa vez.

— Dessa vez? – Quentin encara Felicity com os olhos em chamas. – Dessa vez? O que é que eu não sei?

— Melhor deixarmos o agente falar. – John se posicionou, mas reparei no olhar zangado que lançou a Felicity.

— Quer explicar? – Nicholas perguntou, olhando diretamente para minha namorada, com um sorrisinho besta nos lábios. – É o mesmo caso.

— Ok. – Felicity respirou fundo e endireitou o corpo. – Pensei que nunca mais precisaria passar por isso, mas ok. – Fez uma pausa antes de começar. Minha atenção estava toda na loira agora. – Antes mesmo de entrar para a LVPD, eu já havia trabalhado em um caso. – Mais uma pausa, dessa vez, olhou para mim. – Acho que vai conhecer alguns dos detalhes que eu te poupei. – Sua expressão corporal, o olhar angustiado e a pressão de seus dedos em minha coxa me fizeram perceber que Felicity não estava necessariamente pronta para essa conversa, mas voltei a pressionar meus dedos sobre os dela e sorri, a encorajando a falar. Por mais que estivesse bravo, que estivesse com ciúmes, aquele olhar de Felicity sempre me desarmara. A vi assentir, sorrindo discretamente para mim e então dividiu sua atenção entre os presentes enquanto falava. – Estava em Las Vegas, desempregada e precisava de dinheiro, então fiz alguns trabalhinhos dos quais eu não me orgulho. Um deles era uma isca do FBI. Assim que eu caí, eles me encontraram. Nicholas foi o agente que conversou comigo. Eu não seria fichada se os ajudasse. Foi a primeira vez em que eu trabalhei para prender os membros da KM. Também foi a primeira vez em que as coisas saíram do controle e eu me machuquei. – A vi olhar de Quentin para Diggle e liguei os pontos. Ela se machucara antes de entrar para a polícia, só então Diggle a ajudara a entrar no trabalho. – Mesmo depois de ter entrado para LVPD continuei sendo informante do FBI. Quando Logan Smith me trouxe o notebook e eu vi a lista da KM, entrei em contrato com Nicholas. Quando me machuquei e era para ter saído do caso, eu permaneci a pedido do FBI. Tudo saiu de controle, deu tudo errado e eu me machuquei, de novo. Encobriram tudo isso na LVPD porque o FBI interviu. Aceitaram oficialmente a confissão assinada de Cooper Seldon pelas coisas que eu fiz e limparam meu nome, porque teoricamente eu estava a serviço do FBI. Nate é um dos mais procurados do FBI.

Minha raiva por Nicholas Spenser cresceu ainda mais. Ele foi um dos caras que pediram para que ela se envolvesse demais. Como o FBI coloca uma pessoa sem treinamento, despreparada, em campo? Como? Depois de ela já ter se machucado. Lembrei-me imediatamente da conversa com Felicity. Nate a agredira, a fizera se passar por sua namorada e a torturara para tirar a verdade dela. Não foi preciso que ela me dissesse com todas as letras, eu sabia que era isso que tinha acontecido. Se ele estava aqui agora para pedi-la que voltasse a se arriscar, era bom que pensasse duas vezes. Eu não deixaria que Felicity passasse por tudo aquilo de novo.

— Depois que o grupo dispersou... – Emendou Nicholas- ... tiramos a LVPD do caso. Oficialmente, o caso não foi fechado porque uma funcionária perdeu uma evidência importante, funcionária essa que não deveria ter ido a campo sem supervisão. – Se eu pensava que minha raiva não poderia ser maior, me enganei. Ele estava ali, dizendo que colocara a culpa em Felicity. Se eu duvidava que isso estava acontecendo, ele mesmo me confirmou ao lançar um olhar culpado a ela. – Mas na realidade, nós só tiramos o caso do departamento deles. Nate é procurado por inúmeros crimes. Recentemente, ele foi visto novamente em Las Vegas e movemos uma equipe para lá. Mas chegamos tarde. Tudo que conseguimos foi uma foto de Felicity junto a um papel contendo seu nome e o nome da cidade.

— Acreditamos que ele esteja aqui ou que pelo menos tem um contato na cidade. – Completou uma voz feminina enquanto entrava na sala. Aquela voz era familiar. Seu corpo me lembrava o de Sara. Seus cabelos eram castanhos escuros, contrastando com sua pele branca. Quando ela por fim se virou e eu pude ver seus olhos verdes, é que eu a reconheci. – Particularmente eu acho que se trata apenas de um contato, mas é questão de tempo até que Nate dê as caras por aqui.

— E você é... ? – John se adiantou em perguntar.

— Jenny? – Deixei escapar a pergunta. Felicity tirou a mão da minha coxa e eu imediatamente desviei o olhar da morena para olhar para minha loira. Seus olhos azuis me encaravam com um misto de curiosidade e indignação. Um pequeno vinco se formou entre suas sobrancelhas. Merda.

— Agente especial Jennifer Kean. – Se apresentou a morena. – Parceira do Spenser.

— E você conhece Jenny de onde, Oliver? – O tom de Felicity era ácido, irônico, cortante. Merda. Eu estava reclamando mentalmente por ela tratar o babaca por um apelido e eu acabara de fazer a mesma coisa.

— Essa é uma boa pergunta. – Ouvi a voz de Quentin e olhei para ele. Seus braços estavam cruzados, sua expressão dura. Merda. Merda. Merda.

— Oliver foi meu informante por um tempo. – Explicou Jenny, enquanto puxava uma cadeira e se sentava bem ao meu lado. Colocando um notebook sobre a mesa – Tentei recrutar ele para o FBI mais de uma vez.

— Oliver no FBI? – Diggle soltou uma risada. Lancei a ele um olhar frio e ele ergueu as mãos, mas não tirou o sorrisinho do rosto.

— Sei. – Felicity se encostou na cadeira e cruzou os braços.

— Além de ter metido minha filha em problemas, o que mais ela tem a ver com seu caso? – Quentin exigia mais explicações.

— Acreditamos que Nate está vindo por Felicity. – Meu coração falhou uma batida quando ouvi Jenny falar.

— Trouxemos nossa equipe para cá. – Emendou Nicholas. – Assim que Nate aparecer na cidade, faremos o possível para prendê-lo.

— Foi uma boa ideia contratar seguranças e deixar a polícia avisada. – John comentou.

— Na verdade... – Jenny se ajeitou na cadeira de forma que pudesse olhar para Felicity. – Tem algo que você poderia fazer para ajudar.

— Não! – Disseram Quentin e John ao mesmo tempo.

— O que? – Disse Felicity. Conhecia esse olhar. Petulante. Furioso. Mesmo olhar que ela costumava lançar para mim quando nos conhecemos. Olhar de quem queria provar alguma coisa.

— Você não precisa fazer nada. – Comecei, tentando manter o tom baixo. Levei uma mão a sua coxa e seu olhar caiu sobre minha mão antes de olhar em meus olhos. – A polícia e o FBI podem cuidar de tudo.

— O que eu posso fazer para ajudar? – Felicity não desviou o olhar de mim enquanto falava, só quando terminou que o fez, olhando diretamente para Jenny.

— Você pode... – Nicholas quem respondeu. Enquanto falava, Jenny empurrou o notebook sobre a mesa, o colocando em frente a Felicity. – Começar pegando uma informação para nós. No banco de dados da NSA.

— Tá me pedindo pra cometer uma infração federal? – Olhei alarmado de Felicity para Quentin.

— Não. – Quentin se levantou, empurrando a cadeira para trás. – Que porra é essa?

— NSA tem informações atualizadas em tempo real, e se Nate estiver a caminho, saberemos. – Jenny tentou justificar.

— E claro, Felicity não vai ser responsabilizada por isso. – Emendou Nicholas.

— Eu faço. – Ouvi Felicity dizer enquanto abria o notebook e passava a digitar habilidosamente.

— Felicity! – Mais uma vez, Quentin e John a censuraram ao mesmo tempo.

— Felicity...- Meu tom era mais baixo que o deles. – Tem certeza?

— Mais uma infração federal em 3...2...1... Entrei. – Ela anunciou.

— MAIS UMA infração federal? Felicity! – Quentin estava nitidamente nervoso. – Meu coração não vai aguentar isso não. Eu sou cardíaco, pelo amor de Deus!

— Nathaniel O’brien foi visto em Nevada. – Ela dizia, enquanto batia os dedos furiosamente sobre as teclas. – Não. Não está em Starling City. Mas.... Conheço esse nome. – Fez uma pausa enquanto seguia castigando as teclas. – David Bass. — Falou distraidamente. – Esse nome estava na lista que eu compilei. Associados da KM.

— Não necessariamente membros, mas com alguma ligação com o grupo. – Comentou Jenny. Ela olhava para Felicity com uma expressão um tanto divertida. Parecia estar maravilhada com a minha loira. – Ele está aqui?

— Sim. – A loira respondeu simplesmente e seguiu batendo os dedos sobre as teclas. – Foi apontado como “Localizado em Starling City. Endereço não confirmado” – Leu na tela. Parou de digitar e fechou o notebook. Empurrou a cadeira e se levantou. – Quero ir para casa, por favor.

[...]

Felicity ficou em silêncio durante todo o caminho e assim permaneceu quando descemos do carro e no elevador. Quando saímos do elevador, a acompanhei até a porta de seu apartamento e ela parou por um segundo, me olhando, antes de abrir a porta. A impressão que tive é que ela não esperava que eu fosse para casa com ela hoje. Ela entrou e deixou a porta aberta para mim, mas foi diretamente para o quarto. Bufei enquanto entrava e fechava a porta. Passei ambas as mãos em meu rosto antes de ir até o quarto.

Não faço ideia do que está acontecendo. Primeiro, ela pareceu ser bem íntima daquele cara. Fiquei puto, me mordendo de ciúmes. Depois chega Jenny. Aí quem ficou puta foi Felicity. Soma tudo isso com as informações que recebemos hoje. De Mathis, de Nate, esse tal de David, Felicity cometendo infrações federais e podendo ser o alvo do bandido. Ah puta que pariu! Muita informação em muito pouco tempo! Era demais para digerir. Mas o pior de tudo era o silêncio perturbador da minha namorada.

Entrei no quarto e a encontrei sentada no chão, com as costas encostadas na cama. Abraçava os joelhos e mantinha a cabeça baixa.

— Felicity. – A chamei enquanto me aproximava. – Hey.

— Por que está aqui? – Seu tom era baixo, hesitante. – Não foi o bastante para você?

— Do que está falando? – Me sentei ao seu lado. – Hey, fala comigo.

— Eu sou muito mais fodida do que você pensava. Você estaria melhor com a Jenny. – Quando disse o apelido da morena, foi tom se tornou ácido.

— Você preferiria estar com o Nick? – Rebati, espelhando seu tom ácido.

— Nick é gay, pelo amor de Deus. – Ela se levantou, empurrando minhas pernas para o lado enquanto o fazia. Minha raiva diminuiu bruscamente. Em momento algum ele fora uma ameaça então. Ok, um de nós já não estava com ciúmes, e sim envergonhado. Mas ela... – Sai daqui, Oliver. Sinceramente... – Ela fez uma pausa enquanto ria sem humor e balançava a cabeça – Pensa que eu não vi a forma que olhou para ela quando ela entrou? Pensa que eu não reparei na forma que ela olhou para você?

— Hey, calma. – Me levantei, me aproximando dela, ergui as mãos com a intenção de leva-las aos seus braços, mas ela deu um passo para trás.

— Transou com ela, não transou? – Seu tom mudara mais uma vez. Já não era ácido, era ferido, fraco.

— Felicity... – Tentei não sorrir, mas foi inevitável. – Você está exager...

— Ainda por cima ri! – Deu mais um passo para trás depois de me interromper. – Só me responde, Oliver!

— Transei. – Admiti. Os olhos de Felicity se arregalaram um pouco e eu os vi se encherem de lágrimas. – Há muito, muito tempo. E não significou nada. – Ela não tinha reação. Me aproximei e levei uma das mãos ao seu rosto, acariciando com o polegar. – Você sabe que tive mulheres antes de você e deveria saber que eu dispensei todas elas como se fossem descartáveis. – Ela agora olhava em meus olhos, mas aquele olhar ferido ainda estava ali. – Eu mudei, Felicity. Não quero mais ninguém. Só você.

O olhar de Felicity mudou. Em instantes, me encara com os olhos azuis queimando em um turbilhão de emoções. Sem dizer nada, ela levou as mãos a sua própria jaqueta e a tirou, deixando-a cair ao chão. Sorri. Em instantes, Felicity tinha deixado a postura ferida e adotado uma postura confiante, determinada. Observei, em silêncio enquanto ela tirava também a regata que vestia. Espelhei seu gesto e tirei minha camiseta, a jogando no chão. Felicity levou uma das mãos ao meu peitoral e foi me empurrando para trás até que caí sobre a cama. A loira subiu na mesma, montando em mim, suas pernas acomodadas uma de cada lado do meu corpo enquanto ela se inclinava e exigia minha boca com a dela.

Notas finais
Yaaaaaaay! Me aguardem, porque daqui pra frente o circo pega fogo! Vamos aos avisos? Novo projeto: https://twitter.com/_rairod/status/1046755968569286657 Dia de postagem: https://twitter.com/_rairod/status/1046756407394148352 Segunda temporada de Always: https://twitter.com/_rairod/status/1046756782478118912 Avisos: https://twitter.com/_rairod/status/1046757103061340160 That's all for now Luv ya squad ♥