Restless Hearts

8 Foi isso que você fez!


Notas iniciais
Yaaaaaay! Sem enrolar muito , boa leitura! p.s.: Agora começa a pegar fogo =X

[POV Felicity Smoak]

Não era novidade para ninguém meus sumiços. Sempre que eu precisava ficar sozinha e pensar, eu simplesmente ia para algum lugar onde ninguém fosse me achar. Dessa vez não foi diferente: Minha mente trabalhava freneticamente e as pessoas falando o que querem não ia me ajudar em nada, muito pelo contrário, iria me fazer surtar e fazer alguma besteira. Eu já sou craque em fazer alguma burrada, não precisava que ninguém me ajudasse nesse quesito.

O único que não estava acostumado com meus sumiços era Oliver Queen. Mas eu não via motivos para ele se importar com isso.

Na verdade, ninguém tinha motivos para se preocupar com meus sumiços, ninguém tinha motivos para se importar com isso. Realmente não era a primeira vez e provavelmente não seria a última. Então, sem pensar em mais nada, eu aluguei um carro e peguei a estrada, parando apenas para comprar uma troca de roupa. À noite, parei num motel à beira da estrada e paguei o pernoite, só para tomar um banho e dormir um pouco, mas por volta das 4:00 a.m. eu já estava na estrada novamente. Queria ir para bem longe. Mas viajava indo e voltando, sem saber para onde ir.

No fim da tarde de sexta-feira, parei para comer pela primeira vez desde a manhã do dia anterior. Meu estômago reclamava pela falta de alimentos, mas não tinha mínima vontade de comer. Pedi uma porção pequena de batata frita e um refrigerante. Mordiscava a primeira batata quando decidi ligar o celular pela segunda vez desde que saí de Starling.

A primeira vez, fora apenas para mandar uma mensagem para Thea Queen. Enquanto dirigia sem rumo, as palavras de John Diggle me vieram à cabeça.

— Você ainda tem dúvidas se deve aceitar esse emprego? Larga de idiotice, garota! Você não estudou tanto pra se arriscar à toa. — Ele havia me dito ao telefone na manhã de quinta, pouco antes de decidir que precisávamos conversar cara a cara. Para John Diggle isso significava uma aula de defesa pessoal, o que significava que eu apanharia. Ok, ainda assim eu fui só para ouvir o que eu precisava.

Já chega, Felicity! Olha para você! Não consegue desviar de mim. Eu disse que não te queria em campo, se arriscou à toa.

John estava certo. Ele me conhece bem demais, sabe que eu me arrisco mais que o que realmente seria necessário e que muitas vezes causava ainda mais problemas. Eu sabia que ele estava me escondendo algo. Mas o que ele me fez pensar foi além do que uma simples informação sigilosa.

—Esse caso é mais perigoso para você do que imagina.

De repente eu entendi do que se tratava. A noite de quarta-feira levantara suspeita, mas John a confirmara. E doeu. Muito. E eu percebi que ele estava certo em me querer fora do caso ou que então trabalhasse como sempre, atrás de um computador onde eu estaria segura.

Eis que foi daí que a tentação em aceitar a oferta de Thea falou mais alto. Na verdade, por dois motivos. O primeiro é que a oferta era realmente muito boa e deixaria minha família um pouco mais tranquila. O segundo, é que eu poderia trabalhar no caso discretamente, à minha maneira.

Mas minha mensagem fora um tanto vaga, devo admitir. Apenas me identifiquei, porque me lembrei que ela não tinha meu número de telefone, e então disse que aceitava a oferta. Na verdade, eu não queria voltar ainda, então não mencionei a reunião. Esperava que quando recebesse minha mensagem, já soubesse por minhas irmãs sobre meus sumiços.

Percebi que ainda segurava a primeira batata enquanto olhava para a tela bloqueada do meu celular. Minha mente repassara a primeira decisão tomada. Descartei a batata novamente do prato e desbloqueei meu celular. Havia algumas mensagens e algumas ligações perdidas.

Lis, onde você está? “ – Laurel.

Eu vou arrancar seus dentes, vaca, aparece”— Sara.

“Lis, por favor, estamos preocupados com você. Só diga se está tudo bem.”— Thea.

Filha, me diga que está bem” – Mãe (Aprendeu apertar o “enviar”? Que linda!).

Estamos preocupados”— Quentin.

De novo, garota? Aparece!”— Diggle.

Ao checar as ligações o susto foi maior. Além das ligações daqueles que me enviaram mensagens de texto, havia ligações de Oliver Queen. Várias delas, na verdade.

Enquanto eu encarava a tela do aparelho, o mesmo começou a tocar. O nome “Oliver Queen” estampado na tela. Atendi, mas não disse nada.

Felicity?— Fechei meus olhos ao ouvir sua voz. – Me diga onde está. Ou vou encontra-la de um jeito ou de outro.

— Se não percebeu não quero ser encontrada. – Abri meus olhos ao perceber que meu tom era baixo, fraco.

Você está bem?— Por que diabos aquela pergunta tinha que mexer comigo?

— Não importa. – meu tom seguia baixo.

Você realmente quer que eu perca a paciência com você, não é mesmo? – Lá estava o tom autoritário de Oliver Queen. Meu coração disparou. Não! Não deixa, Felicity, foco! Não amolece por causa dele!

— Vá atrás de mulher, Oliver e me deixe em paz. — Encerrei a chamada e desliguei o celular às pressas. De repente meus olhos se arregalaram um pouco. – De um jeito ou de outro? – Perguntei para mim mesma enquanto olhava para o prato intocado de batatas fritas. Merda!— Ele me rastreou.

Bom, se Oliver achava que iria me encontrar fácil assim, ele estava errado. Achou que eu não pensaria em um algoritmo bosta que rastreia sinal de celular? AH! Pois eu pensei, porque era isso que eu faria. Me levantei da cadeira e peguei minha bolsa, paguei pela refeição que eu nem ao menos toquei e segui para o carro. Dei partida e me dirigi para a periferia da pequena cidade. Eu nem ao menos conseguia me lembrar do nome dessa cidade. Se ele quer tanto assim me achar, teria que procurar. Ele demoraria para me encontrar. A viagem de Starling para cá era apenas de algumas horas. Eu só demorara mais porque ia e voltava na rodovia, apenas para me distrair. E já que ele fazia questão de me encontrar, eu iria brincar com ele.

Oliver Queen, em partes, era um dos motivos para que eu resolvesse sumir.

Eu não conseguia entender ele, entender suas atitudes. E pior, não conseguia entender o porquê era tão difícil me controlar perto dele. Qual é? O cara foi um tremendo idiota comigo ao me conhecer! Depois entrou no modo autoritário e acabou com o pouco de juízo que eu tenho! Tinha, que seja! Simplesmente não consigo me afastar dele. Pelo contrário, ele me atrai. Gosto de entrar em seu joguinho, gosto de como ele fica sexy quando está no controle da situação. Gostei da forma que ele me defendeu. Gostei da forma que ele cuidou de mim. Gostei da forma como ele me abraçou para dormir. Ele parecia estar gostando desse jogo também, mas aí o vejo aos beijos com a morena lá na academia. Então parece que sua fama faz jus às suas atitudes. Ele não passa de um mulherengo? Então por que diabos ele sairia de Starling City para vir a esse fim de mundo me procurar? Simplesmente não consigo entender Oliver Queen.

[...]

Não muito tempo depois daquela ligação de Oliver, eu havia encontrado uma loja de bairro próxima a uma boate de stripers. Entrei naquela loja e comprei mais uma troca de roupa. Essa era única e exclusivamente para provocar Oliver Queen. Voltei para o carro, que estava estacionado do outro lado da rua em frente à boate, e troquei de roupa ali mesmo. Olhei para o relógio em meu pulso e deduzi que ainda tinha um tempo até que Oliver me encontrasse. Ainda poderia descansar um pouco antes do que estava por vir. Liguei novamente o celular e me recostei no banco, fechando os olhos em seguida.

[...]

Minha cabeça rodava, o mal estar incomodando cada vez mais. Eu havia bebido demais, passado de meus limites sem dúvidas. Apoiava uma das mãos na parede enquanto caminhava com dificuldade pelo corredor mal iluminado.

— Quer ajuda, gatinha? – A voz masculina parecia estar longe.

— Não! Você não! Não pode ser! – Eu queria falar alto, mas minha voz saiu enrolada e baixa. Tentei apressar o passo, mas uma tontura mais forte me atingiu e eu senti o corpo bater contra o chão.

— Não adianta fugir. – Sua risada ecoou pelo corredor. – Você é minha.

Abri os olhos e endireitei o corpo, ofegante e com o coração acelerado.

— Foi só um sonho. Só um sonho. – Falei para mim mesma, levando uma mão ao peito, à altura do coração. Levei mais um susto ao ouvir meu celular tocar. Ao pegar o aparelho, vi que se tratava de Oliver. Atendo, mas como a outra vez, não falo nada.

Estou chegando. – Sorri de canto ao ouvi-lo.

— Boa caçada. – Encerro a ligação. Coloco o celular em minha cintura e saio do carro, trancando o mesmo. Sigo em direção à boate.

[POV Oliver Queen]

Não perdi tempo ao descobrir a localização de Felicity Smoak. Ela se enfiou em uma cidadezinha qualquer à beira da estrada norte. Em poucas horas de viagem eu chegaria lá. E eu não faço a mínima ideia do que vou fazer ao encontra-la. Acho que não tenho autocontrole suficiente para não ser um bruto ou para não agarrá-la. Essa última me deixava um pouco ansioso para ser sincero, mas também preocupado. Uma vez que investisse em Felicity, não teria volta. E eu não me lembrava da última vez que eu fui... Exclusivo. Eu estava acostumado a ter uma (ou mais) mulher (es) por dia. Com Felicity eu não poderia fazer isso. Mas o que é que eu estou pensando? Não, cara! Esses pensamentos com Felicity estavam ficando incontroláveis! Eu tinha decidido me afastar, tinha decidido tomar alguma atitude, mas no momento em que eu a vi pelo espelho, com a expressão decepcionada por me ver beijando aquela garota, isso tinha ido por água abaixo. E ela ainda me inventa de sumir e não dar satisfação pra ninguém. Pronto! Agora ela que me aguente!

Dirigi em alta velocidade para encurtar o tempo de viagem. Estava sendo imprudente, é claro, mas essa era a minha especialidade. Cerca de 3 horas depois que eu pegara a estrada, já estava na entrada estranha daquela cidade estranha. Agora eu dirigia com mais cautela e em baixa velocidade, olhando atentamente pelas ruas à procura da loira. O endereço que ela estava horas atrás era de um restaurante no centro, mas eu duvidava que ela estaria ali. Estacionei o carro em uma rua calma e tirei o notebook da mochila ao lado. Pluguei o celular ali e iniciei o programa de rastreamento novamente. Se o celular dela estivesse ligado, eu a encontraria sem problema. Abri um sorriso de canto ao ver um novo endereço na tela. Desliguei o notebook e voltei a guarda-lo na mochila. Disquei para Felicity e ela não demorou a atender.

— Estou chegando.

Boa caçada.— Sorri malicioso ao ouvi-la.

[...]

Se eu tivesse pensado um pouco antes de agir, Felicity já estaria comigo há um tempo. Ela tinha alugado um carro em Starling. Teria sido mais fácil rastreá-la se soubesse disso antes. Mas estava com a cabeça quente demais para ser racional.

Fui direto para o novo endereço que obtive e estacionei o carro atrás do que ela alugara. Eu tinha pegado o modelo e a placa na locadora antes de vir atrás dela. Tranquei meu carro e alisei a camiseta preta com as mãos. Ajeitei o cinto na calça jeans e apertei os cadarços dos sapatênis. Coloquei minha carteira e as chaves no bolso da calça enquanto olhava para o outro lado da rua, mantive o celular em mãos. Havia três estabelecimentos, um ao lado do outro. Um parecia ser um pequeno motel, o do meio uma boate e o do lado um pequeno bar. A boate. Felicity me esperava naquela boate. Tinha certeza disso. O que ela estaria tramando que era o problema. Eu não conhecia Felicity o suficiente para prever o que estava por vir, mas a conhecia o bastante para saber que ela iria me provocar de alguma maneira. Ela queria brincar com fogo, então tudo bem. Ela não fazia ideia no que estava provocando, não fazia ideia no que estava se metendo.

Atravessei a rua a passos largos e entrei na boate sem nem ao menos parar para prestar atenção no nome do lugar. Assim que entrei, disquei novamente para Felicity.

Mas já?— sua voz era abafada pelo barulho do lugar, mas ainda assim era possível perceber a ironia em seu tom. Sorri de canto.

— Por que não facilita as coisas e vai até o bar?

Por que não arruma uma mesa e vai se divertir? Uma hora vai acabar me encontrando. Ou encontrando uma morena que te satisfaça. — Seu tom se tornou ácido. Meu sorriso se fechou pela insinuação. Ela não esqueceria o beijo que viu.

— Vim até aqui por você, não por outro alguém. – Ela ficou em silêncio. Meu sorriso voltou a se abrir no canto dos lábios. – Eu vou te achar.

A ligação foi encerrada. Arruma uma mesa e vai se divertir, ela disse. Fui até o bar e pedi por uma dose dupla de wisky. Assim que peguei minha bebida, andei por entre as pessoas, olhando em volta. Ao fundo, havia um palco, com mesas dispostas por todo espaço à sua frente. Ok, uma mesa. Fui até o espaço e procurei por uma mesa. Encontrei uma ao canto direito do palco. Puxei a cadeira e me sentei, bebericando minha bebida sem pressa. Meus olhos percorriam todo o ambiente. Minha mente me traía, tentando imaginar o que Felicity iria aprontar. Meu celular vibrou em minha mão, anunciando que chegara uma mensagem de texto. Felicity.

Aprecie o show”.

Show? Assim que li a mensagem, as luzes do ambiente se apagaram e a iluminação fora toda direcionada para o palco. Uma música com batidas fortes começou e então eu a vi.

Felicity subia no palco coberta por um casaco cumprido demais para ela. Ainda assim, a raiva começou a me dominar. O que ela pensa que está fazendo?

Meu olhar se fixou na loira, que caminhava despreocupadamente até o centro do palco. Virou-se de costas e tirou o casaco, deixando que o mesmo escorregasse por seus braços e caísse ao chão. Meu olhar percorreu todo seu corpo no mesmo instante em que ela se virou e começou a balançar o corpo no ritmo da música. Ela estava de saltos pretos. Malditos saltos que deixavam suas pernas ainda mais atraentes! Shorts jeans de cintura alta, mas curtos demais, mostrando demais aquela bunda maldita que eu preferia que estivesse sofrendo um pouco com uns belos tapas meus! Seus seios estavam cobertos apenas por um sutiã preto. Eu vou matar Felicity! O QUE ELA PENSA QUE VAI FAZER? Me forcei a desviar o olhar por um instante, mas foi um erro. Assim que desviei o olhar do palco, pude ver que muitos homens se aproximaram do palco e babavam por Felicity que fazia o favor de mexer aquela bunda gostosa! Voltei a olhar para ela e a vi soltar o coque que prendia seus cabelos. O resultado fora assovios dos homens que a secavam e meu pau gritar em desespero dentro da minha calça. Beleza, Felicity. Quer brincar assim então? Então está ótimo! Aguente as consequências!

Me levantei e guardei o celular no bolso da calça. Peguei a minha bebida e caminhei a passos largos, firmes, até estar bem à frente do palco. Ela me olhou por um instante antes de se virar de costas e rebolar praticamente na minha cara. Fixei meu olhar em sua bunda e tive me que segurar para não lhe dar um belo tapa. Minha vontade era marcar meus cinco dedos ali para ela deixar de ser besta. Assim que ela se virou, ela rebolou novamente até se abaixar e ficar de quatro. Engatinhou na minha direção e eu apenas movi os lábios.

— Está fodida. – Levei o copo à boca e virei o restante da minha bebida enquanto via seu olhar se tornar hesitante por um momento. Mas ela se recuperou rápido demais para meu gosto. Voltou a me encarar com determinação, os olhos em chamas. Ergueu-se, endireitando o corpo e se virando de costas novamente. Levou ambas as mãos às costas, mais especificamente ao fecho do sutiã. Os homens ao meu redor gritavam para que ela tirasse a peça. Assim que ela abriu o fecho, foi demais para mim. Joguei meu copo no chão e apoiei as mãos na beirada do palco, impulsionando minhas pernas para cima. Em segundos eu estava em cima do palco. No exato instante em que ela se virou, seu corpo se chocou contra o meu e eu segurei em seus braços. – Já chega! – Falei entredentes, deixando minha raiva transparecer. Levei as mãos às suas costas e fechei seu sutiã mais uma vez. Voltei a agarrar um de seus braços.

— O que pensa que está fazendo? – Seu tom deveria ser autoritário, mas saiu fraco demais para isso. Ela hesitava.

— Vai comigo por bem ou por mal. – Ela abriu a boca para protestar no mesmo instante em que tentou puxar o braço. Me abaixei um pouco e a ergui sem dificuldades, a jogando sobre meu ombro. – Fica quieta.

Ignorei seus protestos e os tapas insistentes em minhas costas. A levei para fora da boate e atravessei a rua.

— Me põe no chão!

A tirei no meu ombro e a coloquei em pé ao lado do meu carro. A empurrei contra o mesmo e a vi ofegar.

— Que merda estava fazendo, Felicity? – Aproximei meu rosto do dela e seus olhos se arregalaram quando apertei um pouco mais as mãos em sua cintura.

— E-eu... – Gaguejou. A hesitação deu uma brecha e ela tentou ser firme – Um strip tease, mas fui interromp...

— Estava apenas me provocando! – A interrompi, elevando minha voz. – Quer saber se funcionou? – Ela estava estática. Ambas as mãos espalmadas no carro. Soltei uma de minhas mãos de sua cintura e peguei uma das suas. Puxei sua mão e a coloquei em mim, a apertando sobre meu pau duro e dolorido. Sua boca se abriu um pouco e ela ofegou. – Foi isso que você fez! – Apertei um pouco mais sua mão em meu pau que pulsou em resposta. O que veio a seguir me fez perder o que me sobrava de juízo: ela gemeu. Não precisei de mais nada. Apertei a mão que estava em sua cintura ao mesmo tempo que levava a outra ao seu cabelo. Enrolei os dedos ali e a puxei bruscamente para mim, colando meus lábios nos dela.

Notas finais
Yaay! E aí, curtiram esse capítulo? Quase morri escrevendo esse POV Oliver, mas ok, vamos que vamos que o próximo vai mexer com os corações alheios!! That's all, love ya squad! X, @overwatch_lola ~ LOLA