Rest in Peace
3 Todo mundo é suspeito - Parte 2
Descia cada vez mais rápido as escadas, mais rápido ainda. Seus olhos arregalavam-se e suas mãos tremiam. Não tinha absolutamente ninguém no laboratório, apenas um guarda noturno sentado na sala de monitoramento. Mas Pablo não queria ajuda, queria seu filho bem. Correu para o estacionamento, lembrou que estava sem carro. Só havia um jeito de sair dali, os caminhões de carga.
Foi ao estacionamento dos caminhões. Verificou vários deles, e só no último achou: a chave na ignição. Fuçou todos os compartimentos do caminhão até achar o controle do portão que estava no porta-luvas. Pegou e abriu a garagem, girou a chave e pisou no acelerador. Seu coração bombeava mais rápido a cada pensamento ruim do que poderia acontecer com seu filho. Pelo retrovisor, via o segurança correndo atrás do caminhão em movimento, mas não adiantaria.
Seguiu a estrada principal que por sorte não tinha um trânsito intenso. E em menos de dez minutos estava na porta do prédio.
Sem tempo de estacionar, largou o caminhão na porta do edifício de seu apartamento com a chave na ignição. Entrou de pressa. Subiu as escadas. Suava bastante. Ao chegar à porta de seu apartamento procurava a chave em seus bolsos, não achava. Batia na porta com força, então alguém abre.
– Amor, ainda bem que você chegou... Amor... O Daniel... Entra! Rápido! – disse Lorena desesperada.
Na sala tinha um colchonete fino onde Daniel estava deitado. Ao seu lado, a senhora Foster estava com um pano molhado e uma bacia de água gelada. Cuidava de seu filho com carinho. Todos estavam tensos.
– O que aconteceu com ele? – perguntou Pablo ainda nervoso.
– Não sei... Ele começou a ter dor de cabeça pouco depois que tomou a vacina, e depois febre e faz uma hora que anda com tremedeiras. Ele está dormindo agora não faça barulho. – sussurrou Cláudia mantendo a calma.
– Pablo, você precisa fazer alguma coisa! – disse Lorena já chorando.
– Calma Lorena, calma. Não é só ele que está assim, os outros pacientes também estava desse jeito, tremedeiras... Palidez... Morte... – sussurrou Pablo pra ele mesmo.
– Não, não... Não pode ser! – disse Lorena batendo os pés no chão.
– Eu tenho que voltar ao laboratório. Vou trazer alguns remédios e ver no que dá. Ele não vai morrer ouviu? Entendeu? – gritou Pablo chacoalhando Lorena.
– Certo... Certo... Vai logo! – disse Lorena.
E assim fez. Um morador estava entrando no elevador, quando já ia fechando as portas, Pablo gritou. Ele segurou o elevador. Entrou. A música clássica que tocava, só o irritava mais e mais. O morador estrava a atitude do rapaz que chutava as paredes do elevador e faltava pouco arrancar os cabelos. Enfim chegou. O caminhão ainda estava lá, com o pisca-alerta ligado. Entrou nele depressa, antes que o porteiro viesse chamar sua atenção.
Chegou ao laboratório. A garagem do estacionamento de cargas estava aberta. Estacionou o caminhão com cautela. Dava para ver de longe um corpo de um homem gordo jogado no chão. Aproximou-se, era o vigia noturno. Seu rosto tinha um hematoma, tinha levado uma pancada. Estava vivo. Não era hora de brincar de CSI, de manhã ele acordaria e tudo a contar poderia.
A tensão aumentava mais e mais. A cada degrau o medo aumentava. Um barulho. Era frascos e vidros que caíram. Vinha do quinto andar, na sala de pesquisas onde estava a vacina e os remédios que ele iria pegar. Já estava quase no quinto andar quando diminuía os passos para não fazer barulho suspeitando que tivesse alguém lá em cima.
A sala de experiências estava escancarada, ao lado, na sala de remédios em testes, a porta estava no mesmo estado: aberta. Silenciosamente e com medo, entrou na sala de experiências. Ligou o interruptor. Uma figura negra encapuzada então, derruba as estantes fazendo tudo cair no chão, dando um grande salto e parando bem à frente de Pablo.
Seu rosto não aparecia. Parecia ter pintado parte do rosto de preto.
– Socorro!!! Alguém, ajuda!!! – começou Pablo a gritar desesperadamente.
Um barulho de arma sendo recarregada.
– Pare aí, bote as mãos na cabeça e vire-se. – ordenou a figura.
Pablo parou imediatamente. Chorava horrores. Fez como ordenou a pessoa encapuzada, botou as mão na cabeça, virou-se, ajoelhou-se. Pôs se a chorar mais ainda. O homem deu passos lentos, guardou a arma e levantou em um movimento calmo o rosto do assistente:
– Você é o Pablo... Certo?
Ele fez que sim com a cabeça e não parava de chorar.
– Me deixa adivinhar porque está aqui... Veio buscar um remédio para seu filho que está passando mal?
– C-como... Como sabe disso? – disse Pablo recuando para trás rastejando.
– Ele tomou a vacina. Foi isso que deixou ele assim. E eu tenho péssimas notícias... Seu filho... Irá morrer! – disse o homem com um tom de voz alto e grosso.
– SEU MENTIROSO... MENTIROSO!
– A vacina não deu certo, simples assim. O seu filho? Bem... Sabe aquelas pessoas da sala? Ele vai ficar assim... Maluco... Delirando. Na verdade ele vai morrer e ressuscitar. Não... Ele não vai ser o mesmo, ele vai ser uma pessoa querendo comer, comer muito. Comer você e sua família.
– NÃO! NÃO PODE SER! – disse Pablo levantando para ataca-lo.
O homem visto a ameaça sacou a arma e apontou para Pablo que voltou a se ajoelhar. Em um tom de voz calmo e seco falou:
– Junte-se a mim, e terá uma longa vida. Aquela vacina era a errada, mas eu sim tenho a certa que vai te curar, te imunizar. Oras Pablo! Não tema! O culpado não sou eu, é o doutor Miguel. Quem fez a vacina foi ele. ELE MATOU O SEU FILHO! ELE! O DOUTOR MIGUEL!
– Mas... Quem é você? O que quer comigo?
– Você que tem que querer algo comigo, a vida. Eu vou te proteger de todos os monstros, acredite!
– Mas que monstros? Que merda está acontecendo? Eu não quero morrer, senhor! Eu só quero voltar para meu filho dá um remédio pra ele e ser feliz... Por favor... Não me mate... – disse Pablo sempre chorando.
O homem lhe estendeu as mãos com uma luva de couro para levanta-lo. Depois de minuto que Pablo se acalmou e parou de chorar, levantou. O homem ordenou que o levasse até o sexto andar e inserisse a senha para abrir a porta. E assim fez. Lá as pessoas, cobaias, que haviam tomado as vacinas, batiam forte na porta de vidro. Pablo tomou um susto que grudou na parede assim que entrou no andar.
– Esse vidro é reforçado, venha! – disse o homem chegando mais perto do vidro botando as mãos no vidro como tivesse botando as mãos naquelas pessoas. – Uma mordida deles e puft... Você morre.
– O que houve com eles? – perguntou Pablo chegando mais perto em passos curtos.
– Aquela vacina, na verdade, falhou. Eu já sabia que ela iria falhar desse jeito aí. Transformando as pessoas em... Teleopodinos. Eu fiquei vigiando o tempo inteiro as pesquisas de vocês, sempre. E vi que isso ia dar errado, então fiz a verdadeira cura. Que irá cura-los e imunizar quem tomar.
– E o que pretende com isso?
– Não lhe importa. Mas agora ouve o que estou lhe falando: O seu filho é um deles, pois ele tomou a vacina. Isso não estava no plano. Eu vou te dar uma dose da vacina, da verdadeira vacina! Você decide curar seu filho ou imunizar-se. Mas se você não cumprir o que eu disse, morrerá... Amanhã, você irá manter todos fora daqui, do sexto andar e deixar o doutor Miguel ocupado na sala dele. Quando ele não estiver vendo, você irá matar os seguranças na sala de monitoramento. Depois disso, irá trancar as portas do laboratório para ninguém sair, e aí você irá matar o resto e depois injetará o Teleopódio. Quebrará o frasco nos tubos de ventilação para todos respirarem. E depois, um helicóptero estará a sua espera mata à dentro. – disse o homem entregando uma pistola e uma seringa contida uma substância a ele.
– Meu filho... Meu filho...
– Você que sabe Pablo. Seu filho ou você? Pense bem. E se você não quiser se salvar... Atire com essa arma na cabeça dele. E enquanto sua família ou sei lá quem está com ele... Sim, eles estarão mortos quando você chegar em casa. – olhou fixamente para as criaturas na sala de vidro enquanto Pablo chorava novamente feito criança e prosseguiu. – E se você não o fizer ou fizer qualquer tipo de besteira eu te caço em tudo quanto é lado e depois vou te torturar, mas vou te torturar muito! Irei quebrar cada osso seu, cortar cada membro seu, deixarei você morrer de fome, você vai comer apenas minhas fezes. Então é melhor você executar o plano. Do jeito que você quiser mas mate todos.
O homem então saiu pelas escadas deixando Pablo em estado de choque com as pernas tremendo. Decidiu ir atrás do homem, mas onde estava ele? Começava a chorar de novo pensando em seu filho. Voltou para o estacionamento e entrou no caminhão e começou a dirigir para a casa. Botou a seringa no bolso do jaleco.
Matar... Ficava em sua memória aquela palavra. Pablo nunca havia feito mal a ninguém e nunca se imaginaria matando alguém. Mas que diabos tinha acontecido lá, pensou. Pablo era uma pessoa que queria muito viver, mas nunca passou pela sua cabeça viver sem seu filho ou sua mulher. No carro chorava que mal conseguia ver o trânsito direito. Parou no acostamento por alguns minutos e lembrou-se de cada palavra que aquele homem lhe disse.
Filho... Junte-se a mim... Matar... A culpa e dele... A culpa é do doutor Miguel...
Sua boca tomava uma forma cruel de ódio. Rangia os dentes. Seu pensamento afundava em um mar de pensamentos psicopatas, começava a delirar. Começou a bater no volante, nos vidros e no painel com força achando que isso iria aliviar-lhe da angústia.
– AHHHHHRRRRGGGG! – gritou ele com toda a força possível enquanto se debatia na poltrona.
Acalmava-se aos poucos bem aos poucos. Respirava e suspirava. Limpava as lágrimas que já se se petrificavam em seu rosto. Voltou a dirigir. Agora mais focado em dirigir. Estacionou o caminhão a duas quadras do apartamento. Entrou como se nada tivesse acontecido. Na porta de seu apartamento, suspirava calmamente. Bateu à porta, mas estava aberta, entrou em silêncio.
Na sala não estava ninguém. Tudo na mais completa calma e paz. Tirou seu jaleco e deixou no chão, atrás da porta, sem fazer barulho para lhe permitir movimentos mais ágeis.
Um rastro de sangue atravessava a sala e os corredores. O homem engoliu um seco, sabia o que tinha acontecido. Seu olho encheu de lágrimas novamente, mas ele as conteve e nada saiu dali. Pablo olhou bem se tinha algo por ali, nada havia. Começou a seguir o rastro que levava até o quarto de Daniel. A porta estava apenas com uma brecha, uma música tocava. Um grunhido dava-se a ouvir cada vez mais nítido à medida que chegava ao quarto. Abriu a porta que gerou um leve ruído.
Daniel estava ajoelhado com Lorena deitada no chão. Pablo entrou no quarto. A criança mal percebeu. Então agora, Pablo já podia ver o que realmente estava acontecendo: ele devorava a mãe enquanto a música tocava. Recuou um passo. Pisou em algo gosmento que fez seu pé deslizar alguns centímetros; os restos do corpo da senhora Foster atrás da porta. Começou a sentir o odor azedo e nojento de carne humana. Deixou sair de sua boca um grito misturado com uma sensação de enjoo, fazendo com que Daniel olhasse-o e parasse de comer sua própria mãe.
– Dani... Daniel... Por favor, filhinho! – disse Pablo recuando conforme Daniel avançava.
O menino com o corpo inteiro manchado de sangue apenas suspirava e gemia. Seus olhos arregalados pareciam estar cobertos de pus. Seu pescoço parecia descomungado, retorcido. Andava com passos tortos e instáveis. O menino que já não era mais menino deu um passo grande a frente, Pablo chutou-o assim arremessando para longe. Daniel bateu com as costas na parede, mas voltou a andar, dessa vez correr. Pablo não pensou duas vezes, saiu do quarto em um giro rápido antes que o menino atacasse-o. Ele batia e arranhava a porta frágil de madeira. Pablo afastava-se.
– Meu... Deus...! – disse Pablo sentado à mesa da cozinha enquanto ouvia os adoráveis arranhões e batidas de seu filho.
Parou as batidas. Respectivamente parou de tocar a música. Daniel teria tirado o rádio da tomada. Entendeu então, que teria pegado o rádio para arremessa-lo na porta para quebrar a mesma, exatamente o que ele fez. A porta agora recebia batidas mais fortes, bem mais fortes. Tirou a pistola presa em seu cinto que o incomodava e pensou:
“Se eu atirar, as polícias vão chamar, mais de mim vão suspeitar. E além do mais... Meu próprio filho... Não teria coragem de matar. Mais cedo ou mais tarde ele a porta irá arrombar, e a mim irá devorar. Tenho logo de um plano arrumar.”
Deixou a pistola sobre mesa. E começou a vasculhar tudo que tinha em mãos. Abriu o congelador e pegou carne bovina. Aqueceu no forno por alguns minutos e espalhou formando uma trilha pelo corredor até a sala. Pegou um saco de batatas bem grande, subiu em uma cadeira e estava pronta a armadilha. Agora restava esperar que ele quebrasse a porta.
E assim foi. A porta foi quebrada. Viu-se o rádio sendo arremessado a uma distância que só um homem adulto conseguiria lançar pela porta. Pablo estava entrando numa enrascada. Uma carne já tinha sido comida, faltava mais três para chegar até a armadilha. Quando já dava para ver a sombra do menino, o pai preparou-se para o bote.
– Desculpe-me filho. – sussurrou para si mesmo.
Só foi a figura monstruosa aparecer e Pablo pulou para cima do menino feito jogador de futebol americano. A criatura já “empacotada” conseguiu mesmo assim, atravessar os afiados dentes através do saco mordendo-o profundamente. O homem gritou de dor. Tirou o braço da boca da criatura, assim largando saco.
– Uma mordida e puf... Uma mordida e puf... A vacina... A vacina... – dizia ele revirando as coisas da sala. – Onde deixei?
A criatura então, que não era mais seu filho, conseguira sair do saco. Pablo não sabia o que fazer. A arma? Não, isso não daria certo, ainda mais alguém que não sabia atirar e não tinha coragem de matar um pássaro sequer. Tinha que lembrar. Atrás da porta, no jaleco é claro! Ele correu, mas seu filho correu junto tropeçando em seus próprios passos tortos.
Pegou a seringa no jaleco e saiu do seu apartamento. Fechou a porta rápido e com força. E Daniel batia na porta sabendo que sua refeição atrás daquele material de madeira estava. Tremia de nervoso, seu rosto estava vermelho feito tomate. Um senhor de barbas brancas passava pelo corredor com um saco de pão e olhou atentamente para Pablo por alguns segundos e sem explicações, o velhinho passou sem dar mais atenção.
Ele, mais calmo, sentou-se encostado na porta e injetou a vacina em seu braço. Não tinha mais jeito de seu filho viver. Ele começa a chorar novamente sabendo que viveria no mundo sozinho. Lembrou-se da horrível cena de sua mulher quase irreconhecível com seus órgãos devorados por seu próprio filho.
Pablo começou a pensar na proposta. A vida dele por quinhentas vidas. Valeria a pena? O mundo estava começando a ficar diferente. O que aquele homem queria com tudo isso? Pensamentos faziam com que aquele homem desesperado começasse a ter uma visão diferente.
Depois de quase trinta minutos ali, jogado. Seu filho parou de bater na porta. Pablo não chorava mais. Levantou. Abriu a porta. Seu “filho” estava perambulando de costas para ele. Entrou e fechou a porta lentamente. O mísero barulho fez com que ele virasse para seu pai e corresse em direção dele. Pablo esquivou em um giro rápido e o menino bateu a cabeça na parede.
Depressa, Pablo pegou o saco e como toureiro fez com que o menino fosse empacotado novamente. Desta vez, amarrou a ponta do saco esfregou próximo ao rosto da criatura, carne bovina. Ela se acalmou com o cheiro de carne, se mexia menos. Pablo pegou a arma, e o saco com seu próprio filho. Ele lembrou que seu filho tinha medo da lenda urbana, o homem do saco. Mas parecia agora não ter mais emoções pelo filho. Botou o saco nas costas e desceu. Na portaria, um homem perguntava:
– O que está carregando nesse saco? – era o porteiro, um homem de meia idade.
– Ahn... Batatas, o que mais poderia ser? – disse Pablo em um tom baixo.
– É que eu acho que vi algo se mexendo...
– Claro que não! Elas deviam ter balançado conforme eu andava. Não seja ingênuo.
Pablo continuou seu caminho. O porteiro observou sua caminhada até o caminhão. Jogou o “saco de batatas” na carga junto com alguns remédios, subiu no caminhão e começou a dirigir.
“E agora? O que eu farei? Porcaria... Meu filho! Não, ele não é mais meu filho. É um demônio que entrou no corpo dele, tenho que me livrar disso. Matar? Eu não tenho coragem de matar um pássaro, quanto mais uma pessoa, meu filho. ELE NÃO É MEU FILHO! Tenho que matar... Melhor, vou solta-lo na mata, assim não ficarei me culpando”
Seguiu para uma estradinha de terra por uma hora. Pegou o filho que se debatia, mas ele conteve sua euforia cortando-se e deixando pingar sangue próximo seu rosto. Ele se acalmou. Botou-o em suas costas e seguiu uma trilha. Deixou de seguir a trilha por dez minutos em linha reta e largou o filho por ali. Ajoelhou-se:
– Sabe filho... Você nunca, nunca, nunca vai saber a falta que eu vou sentir de você... Da mamãe e até mesmo da senhora Foster. – pausa. – E eu achando que Miguel era um bom homem, gente de bom coração. Como pude... Uma pessoa que tanto me menosprezava. Sabia que tinha algo de errado. MALDITO! MALDITO!
O filho começa a se debater.
– Pode deixar Dani, pode deixar. Aquele canalha me tirou a coisa mais preciosa... Tirou minha mulher, meu filho e até minha segunda mãe... Mas que porra! – longa pausa seguida de choros. – Aquele filho da puta vai pagar cada centavo.
Os pensamentos de Pablo começavam a mudar, sua visão do mundo já não era mais a mesma. Um ódio tinha sido despertado de seu coração. Estava decidido, iria seguir o plano daquele homem que na qual nem sabia o nome. Não só pelo pacto com aquele rapaz, mas por talvez, vingança.
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