Respiro Me
17 Vietato
Notas iniciais
Meu Deus, depois de 23456765 anos sem postar, finalmente pude aparecer por aqui! Ai, é tão bom estar de volta!
Nem vou explicar a minha demora filha da mãe... Vocês sabem que ano passado foi foda com todo o lance do vestibular e talz, mas essa merda finalmente passou e agora é vida nova, gatinhos da universidade e mais contato com meus leitores divos! kkkkk'
Falando em ano passado, acho que a melhor coisa que surgiu foi "Cinquenta Tons de Cinza"! kkk' Jesus, do jeito que sou perva, vocês já devem imaginar como eu gostei da história! Haha' Me apaixonei por Christian Grey, até minha mãe tá lendo! o.O kkk'
Mas vamos ao capítulo... E QUE CAPÍTULO!
Vocês vão amar (as Beward, claro), mas as Team Damon não precisam se desesperar... O próximo cap promete! Lembrando que só teremos o próximo capítulo e então o epílogo *chora eternamente de saudades*
Mas curtam esse capítulo que sofreu pra sair! kkkkkkk'
Boa leitura!
No capítulo anterior...
– Bella...
– Hm... – respondi, acariciando seus braços em minha cintura.
– Eu não quero que isso termine...
– Eu também não – Fechei os olhos com força, suspirando e sentindo-o virar meu corpo, fazendo-me olhar em seus olhos vibrantes.
– Vamos esquecer de tudo por um dia... Vamos voltar no tempo e ser apenas nós dois por algumas horas. Sem problemas, sem interrupções... Apenas nós dois.
Eu apenas o encarei surpresa, mordendo o lábio inferior e perdendo-me em seu olhar suplicante e incerto. E deixei-me levar, deixei-me ser insana e agir por ele, mesmo que por mais alguns instantes. Por um único dia.
Capítulo 17 – Vietato
Em tantos dias, em tantas noites e imaginares, eu sonhava com a cena a qual o passado me trouxe. Ela ali me observava de olhos semicerrados e cenho levemente franzido ao fitar o horizonte que a estrada nos levava – um sorriso brincando em nossos lábios a cada segundo em que, revivendo momentos de quinze anos atrás, ela me dava uma bronca por dirigir tão rápido.
– O trem para Veneza não vai sair voando! – Bella brincou, sorrindo levemente enquanto procurava alguma música decente no porta-luvas do Volvo.
– Nunca se sabe! – sorri de volta, desacelerando minimamente.
Para ouvir: One Republic – Secrets
http://www.youtube.com/watch?v=QCub4Vi-1KI
Nós parecíamos dois jovens insanos e inconsequentes fugindo de casa, mas naquele instante fugíamos apenas de nossas obrigações e responsabilidades que sabíamos ter de voltar. Como ela havia prometido a mim, tiraríamos aquele dia apenas para nós dois, desfrutando o ar e o sol italiano, juntos – somente um dia sem dar satisfações ou sentir culpa. Eu sei que tinha mais no que pensar, mas sabe aquele bichinho que fica nos cutucando até fazermos o que realmente desejamos? Ele me inquietava, e eu estava dando ouvidos a ele.
O mar italiano logo começava a perder espaço para as imensas planícies e plantações de lavandas e girassóis. Bella olhou para mim com um sorriso que causaria inveja até a uma imperatriz Romanov, fazendo-me sentir que aquele momento era realmente apenas nosso – e ninguém nos roubaria aquilo.
– Você é linda! – murmurei num sorriso, olhando-a de soslaio enquanto ouvia o leve rock preencher todo o carro.
Ela apenas sorriu de volta, meneando a cabeça e revirando os olhos carinhosamente.
– Falou o Sr. Deslumbre! – contra-atacou com um sorriso irônico, mexendo sugestivamente as sobrancelhas. Eu gargalhei inevitavelmente, sendo acompanhado por sua risada de sinos enquanto ela cantarolava a suave música.
Chegamos apurados à antiga estação de trem, ouvindo o som característico da maria-fumaça avisando que a partida já era dada.
– Ah, não, chegamos atrasados! – Bella soltou um muxoxo ao ver o trem começando a se movimentar.
Olhei para os lados e vi a bilheteria sendo fechada por um idoso.
– Hey, o senhor! – gritei, correndo em sua direção – Espere, queremos comprar passagens pra esse trem!
– Desculpe-me, meu jovem, mas o próximo expresso só parte ao final da tarde – respondeu calmamente.
– Por favor, será que não há pelo menos duas passagens pra agora? – perguntei, tirando alguns fios de cabelo que caíam sobre meus olhos, sentindo a aproximação tranquila e curiosa de Bella.
– Eu lamento... – ele deu um sorriso de desculpas, ressaltando as rugas que despontavam em suas têmporas, continuando seu trabalho ali.
Bella fitou-me com seus olhos suavemente frustrados, franzindo o cenho divertidamente, porém, ao ver um sorriso matreiro se formar em meus lábios.
– O que você...
– Vamos! – sorri, pegando sua mão e puxando-a ao trem que ganhava cada vez mais movimento.
– O quê? – questionou com uma doce risada, acompanhando-me, confusa.
– Vamos logo, o próximo trem só sai pela tarde!
– Mas não temos tickets! — continuou rindo, provavelmente julgando minha sanidade. E com um sorriso ainda maior, prossegui.
– E quem precisa de tickets?
Ela nem teve tempo de me deter; logo eu segurava sua cintura enquanto pulávamos no trem. Encaramo-nos cúmplices, vendo a cidade litorânea ficar, aos poucos, para trás – e o velhinho da estação dando algum sermão em nós, ao longe.
– Não acredito que estamos dando uma de penetras! – Bella riu, divertida, escondendo o rosto em minha camisa.
– Nem eu! – acompanhei-a, ao passo em que a puxava mais e mais contra mim, sentindo seu corpo quente acalentar o meu.
Após alguns minutos apenas contemplando a bela vista da imaculada Itália, adentramos o vagão do trem, rindo ao olhar para os lados e constatar que não havia fiscais por ali, apenas dois pares de pessoas em seus assentos. Puxei delicadamente a mão de Bella enquanto me sentava em um dos últimos lugares, aconchegando-a em meu peito ao passo em que observávamos alguns vinhedos e pinheiros tomarem conta da vegetação aberta e incrivelmente linda.
– Parece um lugar de contos de fadas, você não acha? – ela perguntou com a voz baixa e carinhosa em meu ouvido, brincando com os dedos da minha mão livre. – Sinto como se, a qualquer momento, a Julieta pudesse aparecer na varanda de alguma dessas casinhas, procurando por Romeu.
– É verdade – sorri, dando um beijo no topo de sua cabeça, sem conseguir retirar os olhos de tão perfeita paisagem.
– Acho que, de todos os lugares em que já estive nesses anos, não há beleza que se compare a Itália! – suspirou.
– Nem mesmo a minha? – perguntei, mexendo as sobrancelhas sugestivamente enquanto ela revirava os olhos, tentando esconder um sorriso.
– Como estamos convencidos hoje... – ela riu deliciosamente, encostando nossos narizes antes de selar nossos lábios em um beijo extremamente desfrutável e tentador. Logo, Bella deitou sua cabeça em meu ombro enquanto eu a puxava mais para mim, ambos admirando a vista pela janela outra vez.
Não pude deixar de notar, no entanto, em uma afável senhora que estava em um assento paralelo ao nosso, do outro lado do estreito corredor. Ela nos olhava com ternura, seus pensamentos flutuando sobre eu e Bella sermos jovens casados curtindo um momento a sós. Um sorriso de deleite transpassou pelos meus lábios, tendo que concordar com ela, ao pensar no quanto ficávamos muito bem juntos, embora meu coração sofresse um leve aperto ao lembrar que éramos sim jovens casados, mas não um com o outro.
Quatro horas depois, dois amáveis sussurros enquanto Bella dormia, e uma bronca do maquinador ao descobrir que não havíamos comprado tickets, nós chegamos à romântica Veneza. Minha doce garota estava esfuziante enquanto andávamos de mãos dadas pela praça principal da cidade, rindo ao ver os pombos voarem para longe de nós com seus instintos de presas naturais perto de dois vampiros. Era contagiante ver aquele sorriso de menina preencher os lábios avermelhados e os olhos castanhos brilhando de empolgação.
Decidimos alugar um quarto numa aconchegante pousada com vista para o Grande Canal e as inúmeras gôndolas que ali havia. O tom renascentista gritava por toda a cidade, fazendo-nos imaginar que estávamos realmente no século XV, onde os mecenas financiavam as obras de arte que abriram portas para o mundo moderno.
– Eu vou tomar um banho, tudo bem? – Bella disse, dando-me um selinho e pegando uma toalha a caminho do banheiro.
– Claro! – continuei ali na varanda, ouvindo um trovão ao longe. O clima nublado indicava que provavelmente choveria ao final do dia, mas ainda teríamos boas horas para aproveitar a cidade sem qualquer preocupação.
O barulho do chuveiro sendo ligado distraiu-me por completo e fiquei relutando se deveria ou não invadir a privacidade de Bella. É claro que eu dei a mínima pra isso, tirando minhas roupas e entrando no banheiro, como um garoto na puberdade.
O vapor da água quente nublava todo o cômodo, deixando a visão da morena ainda mais erótica. Sua pele molhada estava translúcida de desejo, deixando-me excitado apenas por lembrar que ela esteve assim, completamente nua, em meus braços há poucas horas. O corpo de Bella era a mais perfeita das esculturas – tenho certeza que deixaria Michelangelo intrigado e louco para esculpi-la. Mas ela era só minha ali, e aquela ideia de tê-la apenas para mim fazia meu membro pulsar de ansiedade.
Entrei no chuveiro sem pedir qualquer permissão. Bella estava de costas para mim, mas pude notar um arrepio fodidamente delicioso em sua nuca ao perceber minha presença. Peguei-a pela cintura, virando-a para mim e jogando-a contra o vidro do boxe. Um sorriso safado brincou em seus lábios, fazendo-me rir deliciosamente. Deus sabe o quanto eu adorava essa faceta dela!
– O que eu faço com você, Bella? – Meus dedos fizeram uma trilha por entre sua têmpora, descendo calmamente pela maça de seu rosto, mandíbula, até alcançar seu pescoço e aquele tão conhecido caminho rumo ao sul.
Seu sorriso desapareceu aos poucos enquanto ela fechava os olhos, dando lugar a uma expressão de prazer e um doce gemido que fez meu membro doer. Aquela mulher acabava comigo.
– Me faça sua, Edward, e apenas me ame. – sussurrou, abrindo os olhos e apertando seus pequenos dedos em meus cabelos, puxando-me para encaixar minha boca a sua.
Minha língua adentrou seus lábios com força, inebriando-me com seu gosto tão exótico e atraente. Permiti que meus dedos a apertassem contra mim, fazendo-nos gemer com o contato de seus delicados seios em meu peito e a fricção de nossos sexos em sincronia.
– Porra, Bella, quero foder você aqui mesmo! – murmurei assim que afastamos nossos lábios, descendo meus beijos por seu pescoço e alcançando seus seios. A maciez ali me fez delirar, ao passo em que sentia os dedos de Bella puxando meus cabelos, e uma de suas pernas agarrar meu quadril.
– Edward! – arfou, enquanto eu sugava seus seios e pressionava meus dedos em seu clitóris e os deslizava por sua entrada, sentindo o quanto ela estava molhada e pronta para mim.
– Porra, Be... – Minha voz ficou presa na garganta quando ela agarrou meu membro em sua mão, massageando-o de um jeito que quase me levou à loucura.
Seus lábios pressionaram os meus novamente, sua língua me queimando de desejo para, em seguida, seus dentes mordiscarem meu lábio inferior e sugá-lo como se fosse uma fruta proibida. Ela direcionou meu membro pra sua entrada quente e molhada, fazendo-me gemer.
– Edward, por favor... – choramingou em meus lábios, minhas mãos ora massageando seus seios ora apertando sua cintura.
Eu ri suavemente, mordendo sua boca dessa vez. Agarrei suas pernas, enlaçando-as em minha cintura enquanto estocava de uma só vez, penetrando completamente. Seu grito de prazer abafou meu rosnado, e pude senti-la apertar seu corpo ainda mais contra o meu, apreciando minhas investidas rápidas e ferozes – cada vez mais próximo do ápice eminente.
– Meu Deus, Edward... – Bella murmurava ofegante, a água do chuveiro ainda caindo próxima de nós. Ela apertava meus bíceps, arranhando-os e puxando os fios de minha nuca; minhas mãos em seus quadris a traziam de encontro a mim a cada estocada.
– Bella, eu não vou aguentar por muito tempo. – rosnei, mordiscando sua orelha e sentindo o formigamento cada vez mais perto.
– Goza comigo, Edward. – E ao sussurrar essas palavras, a libertação foi inevitável. Os espasmos tomaram conta de nossos corpos, junto de um arrepiante e sedutor gemido que saiu por entre os lábios de Bella. – Uau, o que foi isso? – perguntou ainda em arquejos, descansando a cabeça no vidro do boxe a que estava pressionada.
– Sexo com Edward Cullen, meu amor! – sorri convencido, tentando controlar minha respiração, fazendo-nos rir divertidamente em seguida.
Após o desfrutável banho, Bella e eu percebemos que não tínhamos qualquer roupa limpa, então decidimos nos vestir com as anteriores rapidamente para comprarmos algumas vestes numa lojinha da cidade. Saí do provador trajando uma simples calça jeans e uma camisa preta de gola V com mangas até os cotovelos, mas não esperava encontrar uma Bella tão casual se olhando no espelho, prendendo seus cabelos em um sensual coque mal feito. A calça jeans delineava seus quadris e a camiseta preta escrita The Beatles mostrava uma bela morena tão jovial e inocente como a de quinze anos atrás – e é claro que eu não poderia esquecer dos All Stars brancos em seus pés. Parecia a minha Bella Swan ali.
– O que foi? – perguntou curiosa, ficando de frente para mim ao perceber meu olhar fascinado.
– Nada, é como se... – suspirei, entrelaçando nossos dedos e girando-a em torno de si mesma para vê-la de todos os ângulos – É como se eu tivesse voltado no tempo agora.
Ela apenas sorriu lindamente para mim, aconchegando meu rosto entre seus dedos antes de deslizar seus lábios carinhosamente contra os meus.
– Eu sinto a mesma coisa, amor. – murmurou, fazendo-nos beijar outra vez.
– Mas e, então, pronta pra um romântico passeio de gôndola? – beijei sua bochecha enquanto passava minhas mãos por seus ombros e andávamos pelas movimentadas vielas de Veneza.
– Depois dos últimos minutos no banheiro daquela pousada, estou pronta pra qualquer coisa, querido! – comentou com um sorriso malicioso. Joguei minha cabeça para trás em uma gargalhada, puxando-a para a Ponte di Rialto antes que eu fizesse alguma bobagem ali mesmo.
O passeio de gôndola nos dava a oportunidade de nos curtir, emaranhados um ao outro enquanto admirávamos os belos edifícios renascentistas, os palácios e as basílicas que tomavam conta da cidade. Eram de encher os olhos, e eu degustava do olhar encantado de Bella em cada pedacinho da região mais amada do país, em nossa primeira visita.
– O que você tem aí? – ela questionou, vendo-me mexer no bolso da minha calça.
– Adivinhe... – sorri como um menino levado, observando-a semicerrar os olhos para, em seguida, arregalá-los assim que consegui pegar a máquina fotográfica e bater uma foto dela.
– Mas que diabos é isso, Edward? – inquiriu, repuxando os lábios em um beicinho manhoso, ao passo em que eu retirava a foto impressa da máquina e mostrava pra ela.
– É uma câmera digital Polaroid, amor. – respondi inocentemente, observando-a tomar a foto de minha mão e jogá-la no rio, para depois colocar as mãos na cintura de forma acusadora.
– Sabe que eu detesto fotos! – brigou, dando um soco em meu braço.
Eu soltei uma risada, aproximando meus lábios de seu pescoço e dando leves e molhados selinhos ali, ouvindo um de seus risinhos quando mordisquei sua jugular.
– Por favor, minha Bella... – sussurrei em seu ouvido, umedecendo o lóbulo de sua orelha e soprando vagarosamente logo após; quase pude vê-la revirar os olhos e tentar conter seu sorriso.
– Ok, ok... Mas só algumas fotos, seu vampiro teimoso. – resmungou, recebendo um beijo rápido em sua boca com sabor de morangos enquanto se rendia às fotografias que eu tirava dela.
Não resistimos à lenda que abrigava Veneza e nos beijamos assim que passamos pela Ponte dos Suspiros, o local onde os prisioneiros davam seus últimos suspiros de liberdade antes de passarem o resto de suas vidas nos calabouços da cidade.
– Você conhece o outro mito sobre essa ponte? – Bella perguntou assim que nos afastávamos aos poucos dela.
– Além da dos prisioneiros? – inquiri com curiosidade, fitando seus olhos brilhantes e seu lábio inferior por entre seus dentes.
– Não... – sorriu, encostando nossos narizes e me encarando profundamente ao sussurrar – O mito de que o casal que se beijar em baixo da Ponte dos Suspiros será apaixonado para sempre!
– Isso é verdade? – Fascinado, perguntei, com um sorriso nascendo em meu rosto ao constatar que nos beijamos tão apaixonadamente ao passar por ela. Bella apenas assentiu, jogando seus braços em meu pescoço ao passo em que eu rodeava os meus em sua cintura.
– Então vamos certificar de nos beijar bastante no caminho daqui pra frente, vai que tem outras lendas dessas por aí... – Sua risada foi deliciosa e contagiante, fazendo-me rir também e beijá-la profundamente em seguida.
O gondoleiro de cabelos grisalhos, em um típico chapéu e camiseta listrada, olhava-nos divertidamente, sorrindo e nos mostrando os pontos turísticos de Veneza. Eu tirava fotografias das paisagens e das demais gôndolas que vez ou outra passavam por nós. No entanto, a maior vítima era Bella, com minhas fotos constantes em seus encantadores sorrisos.
– Edward, pare com isso! – ela riu, roubando a câmera de minhas mãos e me fotografando dessa vez – Eu não sou fotogênica!
– Você é linda, Bella! – Tomei a máquina dela, beijando sua bochecha e aproximando nossos rostos. – Diga X! – E, então, bati uma foto de nós dois, ambos sorrindo, felizes, extasiados, sentindo a alegre nostalgia preencher cada um de nossos poros.
Após pouco mais de quarenta e cinco minutos desfrutando da arquitetura renascentista e barroca impecável da cidade, Bella decidiu que seria maravilhoso se entrássemos no inacabado Palazzo Venier dei Leoni, no Grande Canal, onde ficava o museu Collezione Peggy Guggenheim, recheado de arte americana e europeia da primeira metade do século XX.
– Céus, esse lugar é uma história viva! – ela murmurou embevecida, contemplando O Poeta, um dos magníficos quadros de Picasso.
– Concordo plenamente... – sussurrei enquanto andávamos tranquilamente pelo imenso palácio, minha mão jamais abandonando sua cintura – É como se eu voltasse a ser aquele menino de quinze anos, quando a minha mãe me levava a museus como esse ou via as notícias sobre a guerra nos jornais impressos.
– E como era? Digo, saber que tinha uma guerra mundial estourando e que você não poderia fazer nada? – questionou com um olhar bisbilhoteiro.
– Os garotos como eu adoravam, ansiando poderem se tornar logo maior de idade e se alistarem. – sorri, lembrando-me de nossas fantasias de honrar nosso país – Seríamos soldados gloriosos ao voltar, com toda a vitória, notoriedade e rivieras. Era a única coisa em que pensávamos!
– Sua mãe devia ficar louca com isso! – Bella arregalou os olhos, sorrindo levemente. – Seu único filho sonhando sobre estar na guerra!
– E ela ficava! – ri, recordando das tantas broncas que eu recebia sempre que tocava no assunto – Não me lembro de muita coisa sobre ela, mas seria impossível me esquecer dos sermões que me passava... Isso quando ela não apelava para o meu pai, pedindo que me arranjasse logo uma esposa para que pudesse desviar meus pensamentos!
– Aposto que tinha muitas pretendentes, doutor Cullen... – Ela me atiçou, mordendo os lábios para esconder o sorriso divertido.
– Mas nenhuma delas era a morena dos olhos chocolate. – Afirmei, beijando-a rapidamente nos lábios. – Mas o que houve com seus pais? Como estão Charlie e Renée? – perguntei ao passo em que nos direcionávamos para contemplar as obras de Salvador Dalí.
– Charlie morreu há alguns anos – ela suspirou, entristecida.
– Como, Bella? – Preocupei-me, sentindo pelo tão querido xerife de Forks.
– Ele sofreu de infarto, não resistiu; mas conheceu os netos antes disso – sorriu, os olhos distantes – Meu pai encontrou outra pessoa que pôde cuidar dele por muitos anos e eles foram felizes juntos, isso me conforta.
– Eu sinto muito. – sussurrei, abraçando-a cuidadosamente.
– Obrigada. – ela deu um pequeno beijinho em meu pescoço antes de prosseguir – Já minha mãe continua de bem com a vida! Sempre meio maluquinha e tão feliz com o Phil... – riu suavemente, sendo acompanhada por mim.
– Renée é uma figura! Uma das mentes mais puras e infantis que tive o prazer de conhecer! – falei com um sorriso; pensamentos como os seus eram extremamente difíceis de encontrar.
– Ela agora está na moda do Pilates! Diz que é o exercício mais rejuvenescedor, e que ainda vai viver por muitos anos para poder aprontar com os netos!
– Fico feliz por ela! – rimos juntos, logo tendo nossas atenções tomadas por quadros surrealistas. Eu e Bella ficávamos fazendo nossas próprias interpretações sobre as telas, rindo e divagando sobre o mundo dos sonhos que Dalí pintava. O id, ego e superego eram temas frequentes em suas obras de arte, retratando o subconsciente das pessoas e seus reais desejos. Um verdadeiro artista!
Depois de horas admirando tantas raridades artísticas, percebi que já era quase hora do crepúsculo. E uma ideia me veio em mente, fazendo-me puxar Bella pela viela de pedras até chegarmos à Praça de San Marcos.
– Venha, quero lhe mostrar algo! – Sorri pra ela, que riu, seguindo-me enquanto desviávamos das inúmeras pessoas que circulavam por ali; algumas estudando a arquitetura dos edifícios, outras simplesmente apreciando a paisagem ou alimentando os pombos que enchiam o imenso local.
Chegando à igreja que caracterizava a praça, entrei juntamente de Bella no campanário, pegando o elevador que nos levaria até o alto da torre. As grossas paredes de estilo renascentista davam a tudo um ar único e angelical, mas assim que chegamos ao topo da catedral, fui brindado com o doce suspiro que saiu por entre os lábios da mulher ao meu lado, bem como o cenário de tirar o fôlego.
Veneza vista de cima era simplesmente exuberante! Os telhados vermelhos das casas e o labirinto de ruas e canais compunham um espetáculo diante de nossos olhos. O emaranhado formando a rede de canais que invadiam e cortavam a cidade, os moradores e os visitantes que enchiam cada pedaço da Catedral e Piazza San Marcos era indubitavelmente fascinante.
– Sempre foi um sonho meu olhar Veneza das alturas... – murmurei, aproximando de Bella que se debruçava sobre o parapeito de pedras, tão hipnotizada quanto eu. – Dizem que só perde para a vista da Torre de Pisa. – Debrucei-me também ali, sorrindo ao sentir o vento ricochetear meu rosto. – Eu discordo.
– Também discordo. – ela sorriu pra mim, enlaçando seus braços em minha cintura ao mesmo tempo em que eu a apertava contra o meu peito.
As montanhas ao longe davam um ar mais surreal ao cenário, fazendo com que as nuvens parecessem querer tocá-las. O imenso canal de águas parecia sem fim, ganhando cores alaranjadas conforme o sol se punha ociosa e timidamente no horizonte.
– Edward? – Bella chamou em um sussurro enquanto nos sentávamos em um banco de madeira que ali havia. Fitei-a carinhosamente, retirando uma mecha de seus cabelos que a brisa levou aos seus olhos.
– Sim, amor?
– Eu senti sua falta. – confessou, suas íris quase marejadas – Eu pensei que tinha te perdido pra sempre quando encontrei aquela carta em minha cama, no dia seguinte. Por que você partiu sem me dizer adeus? Eu sofri tanto.
Suas palavras me pegaram desprevenido, e se eu tivesse um coração batendo, com certeza ele vacilaria naquele instante. Sua expressão era calma e triste, nostálgica, e a culpa me atingiu junto da dor em meu peito.
– Perdoe-me, Bella... Eu fui covarde demais, não conseguiria dizer aquelas palavras olhando em seus olhos. – admiti, sentindo a sincronia em nossas respirações descompassadas – Mas eu tinha medo de não fazê-la feliz no futuro; eu queria que você tivesse todas as experiências humanas que a vida pudesse lhe proporcionar... E você teve, amor! Podem não ter sido exatamente humanas, mas... você as experimentou!
– Edward... – ela sussurrou, uma lágrima deslizando por sua face de anjo.
– Eu também sofri tanto longe de você, Bella, amor! – murmurei, limpando a delicada gota com um beijo – Eu me perguntava todos os dias se o que havia feito era o certo... Às vezes me permitia acreditar que sim, outras vezes eu tinha vontade de me jogar de um precipício ao ver a burrada que eu tinha feito! Eu fui apenas metade de mim durante esses anos, porque a outra metade estava com você o tempo todo.
– Eu não tenho que perdoá-lo, Edward. – Sua voz quebradiça contradizia seu olhar fixo sem hesitação, suas mãos apertando meu rosto para encará-la. – Nós vivemos o que tínhamos que viver, amadurecemos com isso, e eu só tenho que sorrir por ter você aqui ao meu lado, trazendo-me pra Veneza e me fazendo sentir como se fosse uma menina outra vez.
– Eu te levaria pra qualquer lugar, amor! – sorri, colando nossos narizes quase num beijinho de esquimó. – Eu te amo.
– Eu também te amo. – Bella murmurou em um sorriso. Uma de suas mãos deslizou por entre minha bochecha e orelha, em um carinho que me levava a anos passados, para logo aproximar seu rosto preguiçosamente contra o meu.
O beijo que se sucedeu foi repleto de calma e emoção, sem qualquer receio ou desespero. Eram apenas dois jovens se amando, tentando compensar o que o destino separou e manteve tanto tempo afastado. Era como um reconhecimento de território, era o caminho de volta para casa, era como um soldado desordeiro que fugia das linhas inimigas para se acolher no colo de sua amada mulher.
Suas pernas passearam por entre as minhas, fazendo-a se sentar sobre minhas coxas, de frente para mim. Suas mãos em minha nuca acariciavam com uma elegância perturbadora à medida que meus dedos desmanchavam seu coque e se embromavam nas ondas de seus cabelos. Suguei seu lábio superior, ouvindo um gemido apaixonante e, em seguida, sentindo uma leve mordida em meu queixo, arrancando uma risada de minha garganta.
– Você é tentadora. – sussurrei no ouvido de Bella, mordiscando-o enquanto ela voltava a vislumbrar o sol se pôr com um sorriso estonteante em seu rosto.
E ficamos assim até a estrela desaparecer completamente no poente, dando lugar aos primeiros astros do anoitecer. O céu ainda clareava-se com os últimos raios avermelhados quando Bella e eu retornamos à praça de mãos dadas, vendo as primeiras luminárias se acenderem na cidade, dando um toque ainda mais encantador e histórico à região.
Depois de alguns minutos andando por ali e conversando bobagens, Bella avistou uma gloriosa e delicada livraria, puxando-me até ela curiosamente, ansiosa por folhear as mais completas obras literárias. O local era simples, mas repleto de aconchego, com prateleiras enormes que continham livros de todos os gêneros. É claro que minha pequena bookaholic correu para os romances ingleses.
– Oh, Deus, isso que estou vendo é uma das edições mais antigas de Shakespeare? – perguntou, olhando-me com os olhinhos brilhando.
– Parece que sim. – sorri com sua expressão impressionada, pegando despreocupadamente o livro da estante de madeira branca.
– Edward, segure isso direito! – repreendeu-me, roubando o livro de minhas mãos e acariciando-o como se fosse uma peça de cristal – Esta é uma edição de colecionador, não me passe vergonha!
Foi impossível não rir de seu sermão, dando um aperto em suas lindas bochechas coradas em seguida.
– Desculpe-me, madame! – reverenciei-a, pegando uma de suas mãos e beijando-a. Bella revirou os olhos, sorrindo amavelmente antes de voltar sua atenção para o exemplar de Sonho de Uma Noite de Verão que segurava.
Deixei-a ali, babando nas edições de Romeu e Julieta, Jane Eyre e Razão e Sensibilidade quando, passando os olhos por uma das prateleiras, avistei nada mais nada menos que um modelo surrado de O Morro dos Ventos Uivantes.
– Olha só o que encontrei, Bella! – chamei-a com um sorriso, mostrando o livro em minhas mãos.
– Santo Dio! – ela exclamou, pulando até mim e tentando pegar a obra entre os meus dedos – Edward, larga de ser chato e me deixe ver... – choramingou.
Apenas ri de seu dramalhão, atiçando-a ao colocar o livro no alto e abrir em uma das páginas, recitando alguma frase idiota de Heathcliff.
– “Ela precisou de um rasgo de perspicácia para descobrir que eu não a amava. A dada altura, cheguei a acreditar que nada a faria entender isso; mesmo assim, aprendeu mal a lição, pois esta manhã informou-me, num rasgo de inteligência, que, finalmente, eu tinha conseguido que ela me odiasse! Um verdadeiro trabalho de Hércules, podes crer! Se consegui isso, tenho de lhe agradecer. Posso confiar em ti, Isabella? Tens certeza de que me odeias? Se eu te deixasse sozinha por meio dia, não voltarias para mim com suspiros e lamentos?” – Terminei de ler o trecho olhando para Bella enquanto mexia sugestivamente as sobrancelhas. – Diga-me, Isabella, você voltaria com suspiros e lamentos? – questionei, olhando-a mais seriamente ao repetir a frase.
– “Senhor Heathcliff – ela disse sedutoramente, sabendo a frase seguinte de cor –, estas palavras são de um louco.”.
– Louco eu, Isabella? – Aproximei-me de seu corpo quente, deixando o livro e seus diálogos de lado. – Como se atreve?
– Sempre fui uma moça de poucas palavras, senhor, mas estas sempre me valeram de muitas outras. – murmurou, fitando-me tão profundamente que me embriagava aos poucos – E não me atreveria a mentir se o senhor realmente não fosse um homem louco.
– E por que tão lastimável opinião sobre minha pessoa? – inquiri de volta, próximo o bastante para sentir seu doce hálito bater em meu rosto com suavidade.
– Ora, meu senhor, pelo simples fato de você ter sérios problemas com clássicos da literatura! – Bella exclamou com um sorriso travesso, tomando-me o livro sem que eu pudesse a impedir. – O Morro dos Ventos Uivantes é uma das maiores histórias de amor! Emily Brontë merece o devido respeito. – E, então, ela me mostrou a língua, começando a folhear o livro que já leu tantas e tantas vezes.
– Tudo bem, sua chatinha; você daria uma ótima advogada! – Aticei um pouco mais, ouvindo-a acompanhar meu riso ao mesmo tempo em que meus olhos vagavam até um exemplar de Orgulho e Preconceito. – Isso sim é um romance! – Apontei para o livro, fazendo Bella me olhar surpresa.
– Graças a Deus! – ela exclamou, falando em meio a risos – Estava começando a questionar sua cultura!
– Apenas prefiro Jane Austen quando o assunto é Literatura Inglesa! – Dei de ombros, sorrindo igualmente ao abrir em uma página qualquer e recitar uma das falas do Sr. Darcy. – “Tenho lutado em vão. Não resistirei. Meus sentimentos não serão reprimidos. Você deve permitir que eu lhe diga o quão ardentemente a admiro e a amo.”.
– Você sabe como seduzir uma garota, Cullen. – Bella caminhou até mim, rodeando os braços em minha cintura enquanto eu devolvia o livro à prateleira.
– Faço o que posso, madame. – Sorri torto, ouvindo-a suspirar e aproximar seus lábios delicadamente aos meus.
– Mas murmurar frases do irresistível Sr. Darcy é demais pra mim... – sussurrou com um sorriso puramente infernal; ela me levava ao inferno e depois ao céu.
– Mas “você me enfeitiçou, meu corpo e minha alma, e eu a amo.”. – citei em um baixo murmúrio outra frase do personagem, encostando minha testa a sua antes de puxá-la para um beijo extremamente intoxicante.
Quando conseguimos nos desgrudar para retornar à pousada, eu disse a Bella que iria comprar O Morro dos Ventos Uivantes, recebendo um belo tapa no braço e um raivoso “Pare de zombar, Edward!” que me fez rir e querer puxá-la para um beco escuro, possuindo-a e a fazendo gritar meu nome de prazer.
Ao chegarmos ao nosso quarto, correndo pelo início de uma garoa, trouxe a morena para os meus braços, apertando meus lábios contra os seus ao sentir suas mãos torturar os fios de minha nuca. O breu do ambiente favorecia o clima sedutor e altamente fervoroso entre nós, dando-nos a chance de ouvir os leves pingos de chuva começarem a cair sobre Veneza.
Nossos ofegos misturavam-se ao som dos trovões ao longe enquanto os dedos de Bella desciam pelo meu peito e puxavam minha camisa, retirando-a em desespero. Os olhos chocolate encontraram-se aos meus rápida e eloquentemente ao passo que eu a empurrava contra a parede e a sentava em uma cômoda, derrubando um abajur no processo – nós rimos enquanto eu beijava seu pescoço. O aroma de frésias era enlouquecedor junto dos morangos em sua pele, fazendo-me sentir como se ela fosse a fruta proibida feita sob encomenda para mim. Ela era meu tipo preferido de heroína.
Bella arquejou depois que arranquei sua camiseta pelos seus braços, levando o sutiã sem cerimônias, para me perder na maciez de seus seios. Os mamilos rosados intumesceram-se apenas ao sentir minha língua rodeá-los e sugá-los, fazendo-a gemer roucamente em meu ouvido. Aquilo fez meu membro latejar e implorar por um alívio em minhas calças.
– Tão gostosa, Bella... – sussurrei, descendo meus beijos pela sua barriga ao desabotoar seus jeans e vislumbrar a pequena e fodidamente deliciosa calcinha de renda azul. – Puta merda. – murmurei ao vê-la, mordendo sua coxa enquanto eu a colocava de volta no chão e puxava a calça de seus calcanhares, ouvindo uma risadinha safada da morena.
– Veja isso como uma vingança à livraria. – ela explicou, olhando-me de cima a medida que me empurrava com sua força vampírica em direção à parede. Rosnei, sentindo meu membro doer de excitação ao vê-la tão dominadora.
Suas hábeis mãos livraram-se rapidamente da minha calça, deslizando minha boxer por entre seus dedos antes de substituí-la pelo meu pau que latejava por um toque seu. Um gemido escapou da minha boca ao senti-la acariciar toda a extensão e pressionar as terminações certas, seus dentes trilhando pequenas mordidas em meu peito e abdômen.
– Bella... – sussurrei, apertando meus olhos e franzindo o cenho de satisfação quando ela fez um movimento torturante de vai e vem.
– Você acaba comigo, Edward – proferiu em um arquejo, mordendo o início de minha coxa. E não aguentei mais, puxando-a para cima e colando nossos lábios enquanto nos jogávamos na imensa cama.
Minhas mãos percorriam, ensandecidas, seu corpo curvilíneo, nossas línguas chocando-se e enrolando-se em desespero e reconhecimento. Decresci meus toques rumo a sua intimidade, arrancando com voracidade sua calcinha e sentindo suas mãos apertarem minha bunda para aumentar a fricção de nossos sexos.
Um gemido estrangulado saiu de minha garganta ao deslizar os dedos por sua entrada tão molhada e quente, fazendo meu pau latejar de desejo. Bella murmurava meu nome enquanto meus dedos brincavam com seu clitóris, ora pressionando-o deliciosamente ora penetrando-a com prazer.
– Diga o que você quer, Bella. – ordenei em um murmúrio baixo ao passo em que mordiscava seus seios, ouvindo-a gemer e ofegar em meu ouvido, suas unhas castigando minhas costas.
– Eu quero você, Edward... – sussurrou, enlaçando uma de suas pernas em meu quadril e aumentando sedutoramente nosso contato.
– Mas isso você já tem, amor... – provoquei-a, mordendo seu ombro para subir meus beijos até seu pescoço.
– Droga, eu quero que você me foda, Edward! – ela grunhiu, arrancando-me uma risada divertida. Aproximei nossos rostos, encarando as sedutoras facetas chocolate e tomando seus lábios em um beijo quente.
Para ouvir: Lana Del Rey – Lucky Ones
http://www.youtube.com/watch?v=V_xbV0S_GpM
Subi ambas as minhas mãos para o seu quadril, sentindo suas pernas se entrelaçarem ao meu redor e, finalmente, meu membro penetrá-la vigorosamente. Gememos em uníssono com o prazer, quase perdendo o fio da meada. Bella fodia com os meus pensamentos.
Comecei a ditar um ritmo de vai e vem enlouquecedor, indo fundo em sua gruta quente e molhada e sentindo suas carnes me apertarem cada vez mais. Deslizei uma de minhas mãos em sua bunda, apertando-a e trazendo-a contra mim, enquanto a outra acariciava seu rosto. Os olhos fechados e o cenho franzido de prazer era a visão mais erótica, seus lábios entreabertos deixando escapar ofegos e gemidos, os cabelos esparramados no lençol branco como algas marinhas, e os seios subindo e descendo conforme minhas estocadas que me deixavam, aos poucos, insano.
– Olhe pra mim, Bella. – Consegui arfar em um sussurro, deixando-me ser hipnotizado pelas íris escuras e efervescentes que pareciam ler minha alma.
Sem desviar seus olhos dos meus, ela passeou com uma de suas mãos até meu pescoço, apoiando-se ali para aumentar nosso ritmo. Vez ou outra seus dedos puxavam os fios de minha nuca, outras vezes arranhavam minhas costas, fazendo com que aquela bolha ao nosso redor parecesse nos invadir mais e mais.
Brincando com meus olhos sobre seu corpo, vislumbrei seu pescoço alvo e tentador pulsar com uma artéria, seu sangue correndo vivo ali, cantando sedutoramente para mim. Deslizei meu nariz até a região, sentindo o aroma me chamar – a vontade de afundar meus dentes em sua pele e sugar sua doce pulsação me atiçou. No entanto, senti os lábios de Bella acariciarem meu pescoço e, com uma surpresa, seus dentes se cravarem em minha jugular.
O susto de ter minha pele de mármore perfurada por suas presas me fez soltar um grunhido de prazer e, sem conseguir me controlar, mordi seu pescoço de uma única vez. O gosto quente e doce de seu sangue invadiu minha boca, descendo com satisfação e aquecendo minha garganta. Não era sede, era apenas vontade. E eu podia sentir o mesmo de Bella, que sugava meu veneno em seus lábios como se cantássemos um para o outro.
Uma vibração atingiu meu corpo, seguida de uma sensação de plenitude, misturada à dor e ao prazer do instinto, que se completava com o movimento de minhas estocadas em sua entrada quente. O formigamento começava a surgir, anunciando o orgasmo arrebatador quando Bella me puxou ainda mais contra si – o prazer duplo do sangue e de nossos corpos em sincronia. Meus movimentos aumentaram enquanto desgrudávamos nossos dentes um do outro e gemíamos, ainda sentindo o sangue em minha língua.
Olhei para a vampira que me seduzia, lambendo uma doce e pequena gota prateada do meu veneno que escorria por seus lábios, enquanto sua presa se escondia em sua gengiva – era uma visão atormentadora e tentadora ao mesmo tempo. Seu ar de malícia e obscuridade me arrematou.
Seus olhos estudavam cada expressão minha, hipnotizados, desejosos; nossas respirações ofegantes, seu corpo suado, quente, em contraste ao barulho da chuva incessante lá fora. Era tudo muito forte, completo. Algo divino. As sensações do clímax cada vez mais próximas.
– Edward... – sussurrou, quase que num choramingo de prazer.
– Respire-me, Bella... Sinta o quanto eu te amo. – murmurei contra seus lábios, lutando contra os arquejos.
E sentindo suas mãos acariciarem meu pescoço outra vez, lambendo a região para cicatrizar as duas pequenas feridas, eu pude sentir os espasmos me preenchendo. Ela soltou um gemido longo que me arrepiou, seguido de um grito de prazer que se misturou ao meu rosnado e nos arrebatou por completo enquanto explodíamos em um prazer inexplicável.
Ficamos daquela forma durante os instantes seguintes, tentando controlar nossas respirações e nos recuperando do orgasmo arrepiante que tivemos. Nossos olhos não se desviaram um minuto sequer, ao passo em que decifrávamos todos os sentimentos entorpecentes que nos atingiam. Era como se uma áurea nos envolvesse, ignorando o mundo, os trovões e relâmpagos, ou a tempestade lá fora.
E, então, ela sorriu para mim – um daqueles sorrisos de quebrar as pernas de qualquer homem. E eu sorri de volta, acariciando seu rosto e beijando-a longamente em seguida. Nossos lábios se mexiam vagarosa e preguiçosamente, nossas línguas com os resquícios dilacerantes do seu sangue e do meu veneno juntos. Era como uma poção mágica que nos enfeitiçava.
Não precisávamos de palavras para aquele momento, não precisávamos de explicações ou leitores de códigos para explicar o que houve ali. Era apenas o desejo em estarmos juntos e nossas artérias cantando umas para as outras naquele instante de prazer. Parecia insano, mas no mundo em que vivíamos, em nossa atual situação, insanidade era uma palavra que não tinha uma conotação tão grandiosa assim.
– Eu te amo, Edward. – Bella sussurrou enquanto eu me deitava ao seu lado, cobrindo-nos com o lençol. Acariciei sua bochecha, beijando sua testa e aconchegando-a delicadamente em meu peito, ouvindo as batidas suaves de seu coração.
– Eu também te amo, minha Bella.
E eu a deixei se entregar aos braços de Morfeu, só então notando que a televisão estava ligada em um canal qualquer. Franzi o cenho em curiosidade, sentindo o controle remoto emaranhado entre os lençóis, entre os meus pés e os de Bella. Ri levemente, pegando-o de forma rápida – provavelmente ligamos a tevê em algum momento ao encostar no controle, sem ao menos perceber.
Olhando outra vez para a tela plana, percebi que passava Casablanca, o clássico romance em preto e branco de 1942. Eu me lembrava de assisti-lo no cinema com uma Esme e uma Alice suspirando a cada minuto enquanto eu me perguntava quem diabos deixaria o grande amor de sua vida escapar e, mesmo assim, permiti-lo estar nos braços de outro alguém, anos depois, ao revê-lo.
Agora eu compreendia o desespero dos sentimentos de Rick Blane se ajudaria a mulher que amava a fugir dos nazistas com seu marido, ou se armava uma emboscada para ele e, então, poder ficar com ela. Não era como se Damon Salvatore fossem ruim, assim como Victor Lazlo também não era, mas ao ver Rick abrindo mão de Ilsa Lund e do amor que ambos sentiam apenas para deixá-la ser devidamente feliz com o marido na América, fez com que meu peito se apertasse.
Levantei-me cuidadosamente da cama após vestir minha boxer, frustrado ao final do filme e ver que Rick deixou Ilsa viver ao lado de Victor, embora o amor entre eles ainda estivesse presente. Ele sabia que não seria para sempre, mas por quanto tempo mais? Será que eu deveria fazer como Rick e abrir mão de Bella? Ou eu estava apenas me enganando? Porque assim como Ilsa, Bella me amava tanto.
O nosso dia havia acabado, e era o que havia pedido a Bella. Apenas um dia para reviver uma época antiga e feliz, o problema era que eu não sabia o que tinha que fazer. Metade de mim dizia para continuarmos vivendo nossas vidas, a outra metade implorava para que construíssemos um futuro juntos.
Encostado ao batente das portas francesas da varanda, eu senti a aproximação suave de Bella enquanto ela me abraçava por trás, toda enrolada ao lençol. A chuva deu uma trégua a Veneza, permitindo que o céu voltasse a ficar estrelado aos poucos. E apertando suas mãos às minhas, pedi ajuda aos céus para o que deveria fazer.
– Isso não é certo, Bella. – sussurrei, observando o reflexo dos edifícios no Grande Canal à luz do luar.
– O que não é certo? – perguntou no mesmo tom, caminhando para a minha frente, sem soltar minhas mãos, e me encarando, embora eu pudesse ler em seus olhos a leve percepção do assunto.
– Isso não é certo. – referi a nós, àquele lugar, àquela situação, torcendo por uma resposta sua à minha dúvida. – Precisamos voltar e resolver isso.
Notas finais
E aí, o que acharam, meu povo? Nossa, escrevi tanto sexo que to precisando me libertar agora! kkkkkk' Vocês notaram que nesse tivemos algo mais selvagem e menos palavras "bonitinhas", porque, bem, é um homem-vampiro narrando e... ninguém consegue pensar em palavras fofas durante os finalmentes, né? HASUHSAUHSAUHSAUAS
Mas o que acharam? O sexo selvagem no chuveiro, o passeio de gôndola, o pôr do sol, a livraria (minha cena preferida *-*) e, claro, a noite tórrida de SEXO E SANGUE! Vocês se assustaram? kkkkkkkkk'
Anyway, digam o que acharam e o que esperam... O próximo capítulo vai vir muito em breve, pra aproveitar minhas semanas de férias! Hahaha'
Toodles honey
PS: Ameeeeei os comentários do cap passado, então comentem nesse enquanto respondo os do outro ;)
Fui.
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