Notas iniciais
N/A: Olá! Fui mais rápida dessa vez Bom... Obrigada a todos que estão lendo a fic... E fiquem com mais um cap! 22 usuários acompanham esta história e foram notificados por e-mail: LoaEstivallet, Agatha21, Tataii, naro26, LEEHFIC, hallini, catiaeu, Lyra1018, Raaymms, bebela, NessCullenBlack, renandrade, carh1, tkc, jessicastewart, Carol_Cullen, shannayia, Ana Paula Souza, Bia_Felix, Bellsmarti, tkc, Agatha21

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– Isso, querida. Agora acrescente os ovos na batedeira – falei calmamente para Alyssa, que me obedecia atenciosamente.

Minha filha de apenas seis anos havia implorado para eu ensiná-la a fazer um bolo e, como uma boa mãe coruja que era, cedi aos seus grandes e brilhantes olhos azuis – idênticos aos de Damon.

– Assim, mamãe? – Sua fina voz soou tão leve quanto o bico de um beija-flor em uma rosa.

Observei minha delicada garotinha colocar a teimosa franja castanha escura atrás da orelha, pegando um dos ovos que estavam sobre a bancada, quebrando-o em seguida.

No entanto, ela usou muita força, fazendo com que toda a clara voasse em nossos rostos. Rimos, ao passo em que eu tirava aquela gosma do seu pequeno nariz.

– Ops! – riu suavemente, enquanto eu terminava de limpar sua face. – Força demais.

– Força demais – concordei ao sorrir.

Assim que terminei de nos limpar, continuamos a preparar o bolo de chocolate, até que, de repente, uma camada de farinha de trigo veio em nossa direção, fazendo-nos gritar.

Para ouvir: Katy Perry – Teenage Dream

http://www.youtube.com/watch?v=y1Rh6hhghWc

– Ahá! Bem na mosca! – Ouvi a excitada voz de Matthew.

– É isso aí! Toca aqui, filhão! – Damon disse, fazendo um high five com o nosso garoto.

Virei na direção em que ambos estavam, e ao verem que eu os fuzilava com os olhos, olharam-me assustados.

– Desculpa, mamãe – Meu menino de seis aninhos falou, arregalando seus olhos cor de chocolate, fazendo-os brilhar.

– Ah, não... Não faz essa carinha de coitadinho que você sabe que eu não resisto – Meus lábios se repuxaram enquanto eu dizia, cruzando os braços emburrada.

Ele riu docemente, apertando minhas pernas em um abraço quente e acolhedor. Peguei meu rapazinho no colo, dando um beijinho em sua testa. Entretanto, esperta como sempre foi, Alyssa aproveitou a falta de atenção do irmão gêmeo e revidou o golpe, dando-lhe um perfeito banho de farinha.

Joguei minha cabeça para trás, rindo do fantasminha em meu colo, que fitava Lyss – que ria escandalosamente – com uma expressão furiosa em seu rostinho de anjo.

– Sua traíra! – sussurrou para mim, um sorriso divertido brincando em seus lábios.

– Venha, garotão... Essas duas não são confiáveis – Meu lindo marido disse falsamente, olhando em meus olhos com uma satisfação contida, pegando nossa criança no colo, enquanto Alyssa dizia:

– Sabe, mamãe... O papai é o único que não está branco aqui – sorriu maldosamente.

– Sim, docinho – concordei, olhando para ele, que estava assustado, imaginando nosso próximo golpe. – Vamos mudar essa situação?

– SIM! – gritou toda contente, pegando um punhado de farinha entre as mãos e correndo atrás do pai pela cozinha.

Ri alto daquela cena... Não sei o que era mais engraçado: Alyssa rindo, tentando pegar meu marido, Matthew, que havia pulado de time, e também corria para pegar o pai, ou o próprio Damon fugindo em velocidade humana, gritando de medo dos filhos.

Antes que eu pudesse me juntar à farra, pude sentir um movimento rápido no ambiente e meu Salvatore preferido se escondendo atrás de mim. Gritei, sentindo o pó se chocar contra todo o meu corpo e Damon sair ileso pela porta dos fundos.

Fui mais rápida que ele dessa vez, pegando todo o pacote de farinha em mãos e correndo até ele, que olhou para trás e disparou rumo ao nosso grande jardim. Pude ouvir as gargalhadas gostosas dos nossos filhos quando saltei e caí sobre o corpo do meu esposo, ofegante.

– Pra um vampiro você é bem lento, amor – provoquei, despejando todo o ingrediente em seu rosto perfeito e seu cabelo escuro.

Ele me olhou seriamente, com aquele olhar intenso que me deixava corada, e, surpreendendo-me, mudou nossas posições, colocando meu corpo sob o seu e enlaçando minha cintura com sua mão grande e macia.

– Pra uma vampira você é bem viva, querida – sorriu, movendo as sobrancelhas de maneira divertida.

Ri, mas lábios quentes e afáveis logo me impediram. Os beijos de Damon eram sempre profundos e demonstrava toda sua adoração por mim, sem nunca deixar de ser fogoso e... forte. Um teimoso gemido escapou da minha garganta, fazendo-o sorrir entre o beijo. Mordi seu lábio inferior, sugando-o em seguida e prendendo meus dedos entres seus lisos fios castanhos.

Ouvi seu suspiro alto, assim também como pude ouvir as risadas de Alyssa e Matt brincando no segundo andar da casa. E, aproveitando nossa breve privacidade naquele fim de tarde de clima primaveril, mudei nossa posição novamente, retornando ao comando. Minhas mãos deslizaram por seus braços, apertando seus bíceps, e trilhando um caminho por seu peito e quadril, esbarrando propositalmente em seu membro.

– Bella, amor... – sussurrou de olhos fechados. Sua expressão completa de deleite me fez morder os lábios em êxtase, sentindo meu baixo ventre pulsar em desejo.

– Você gosta disso, amor? – perguntei sensualmente, pressionando sua excitação contra a minha feminilidade. Gememos em uníssono.

– Você sabe que sim, Bella... – arfou, levantando-me numa velocidade vampírica até minhas costas tocarem o tronco de uma árvore. – Você não deveria me atiçar, sabia?

– Eu não sou uma mulher que costuma obedecer a ordens – sussurrei ofegante, sentindo seu nariz deslizar pela região sensível do meu pescoço.

– Oh... Che conosco bene, molto bene (Eu sei bem, muito bem). – Gemi, mordendo o lábio depois, repreendendo-me. Mas como eu poderia resistir a um homem desses sussurrando italiano tão perfeitamente em meu ouvido? – Dimmi quello che vuoi (Diga-me o que você quer).

– Tu, solo tu (Você, só você). – proferi aos sussurros, olhando em seus ardentes olhos azuis que me fitavam com ansiedade e fome.

Agarrei sua gravata por entre meus dedos, puxando-o violentamente até mim, capturando seus lábios com vigor e paixão. O fogo estava entre nós como sempre, embalando nossos corpos.

Suas mãos desceram para minhas coxas, enganchando-as em seu quadril ao passo em que meu dorso era pressionado com mais força na árvore. Sua língua tocava a minha fervorosamente, causando-me arrepios.

Projetei meu escudo – um dom agora bastante útil. –, formando uma espécie de estufa quase invisível, para que as crianças não ouvissem nosso barulho. Entretanto, um “mamãe” todo manhoso foi soado pela voz carinhosa de Alyssa – eu podia ouvi-la descendo as escadas, rumo à sala.

Damon gemeu a contragosto, como uma criança birrenta, fazendo um biquinho adorável. Dei um selinho em seus lábios cheios e delicioso.

– Você não vem? – perguntei confusa, ao vê-lo no mesmo lugar.

– Não agora – sorriu arteiro. – Primeiro tenho que acalmar alguém. Isso é culpa sua! – terminou olhando sua ainda evidente excitação, enquanto eu gargalhava da situação.

– É isso que dá provocar sua mulher – murmurei com um sorriso lascivo no rosto, dando um aperto generoso em seu membro e entrando em casa, deixando um Damon boquiaberto e ofegante no jardim.

– Já melhorou, amor? – perguntei com uma falsa expressão de inocência, pegando mais um vestido no cabide do enorme closet e vendo se me cairia bem o suficiente para ser usado naquela noite.

– Ah, gata, você sabe como me recupero rápido – sorriu, alisando minha cintura.

– Foi mal, marido – deslizei de seu abraço – Mas temos uma festa pra ir daqui a pouco – Dei-lhe um estalado selinho, voltando à minha parte do cômodo e procurando outros vestidos.

Eu já havia limpado a cozinha e arrumado Lyss e Matt, que agora jogavam videogame na sala de jogos. Assim, agora eu procurava uma roupa linda e adequada para a ocasião de logo mais, após ter tomado uma ducha rápida.

Damon beijou minha testa e entrou no banheiro da nossa suíte, enquanto eu via um vestido que ele havia me presenteado em nossa última visita à Londres. Ele era lindo, preto e branco, de um desenho moderno e suave. Simples, porém encantador.

Retirei-o do armário, vendo que estava intocável, ainda com aquele cheirinho de roupa nova. Ri, lembrando-me que não conhecia a grife Lice&Lize e que fiquei estupefata quando conheci Charlize e soube que ela era dona desta, em sociedade com a cunhada. Ela riu quando contei que tinha um vestido da sua marca e que estava honrada em conhecê-la.

A jovem mulher era absolutamente linda e nos conhecemos na cafeteria do centro da cidade, numa tarde chuvosa. Eu havia ido até o hospital terminar de assinar alguns papéis e, no caminho de volta, resolvi passar naquele elegante e acolhedor lugar a fim de tomar um cappuccino, onde conheci Charlize.

Ela era adorável e uma excelente companhia, e conversamos por longas horas. Descobri que seu marido também trabalhava no hospital e, por erro meu, esqueci completamente de perguntar seu sobrenome. De qualquer forma, descobri que ela mantinha uma loja da sua grife próximo daquele café e que esta fazia um sucesso absoluto na Europa há alguns anos.

Deste modo, decidi que seria aquele vestido que eu usaria. Charlize adoraria me ver trajando um de seus modelos.

– Tá pronta, amor? – Damon gritou do segundo andar.

– Quase! – gritei divertida, terminando de colocar o belo par de brincos. – Prontinh... – Fui interrompida pelo chato toque de celular, enquanto saía do quarto.

– Dra. Salvatore? – perguntou uma voz feminina do outro lado da linha.

– Sim – respondi, descendo as escadas e deparando-me com um vampiro embasbacado com minha beleza. Sorri traquina, piscando-lhe um olho.

– Desculpe incomodá-la, mas um de nossos pacientes necessita de auxílio e o chefe da área de oncologia pediu para eu telefonar para a senhora.

– Claro – respondi, agora preocupada. – É algum quadro sério?

– Não, não... Apenas um paciente que possui tumor cerebral que apresentou piora e, como é um caso restrito e a senhora é a única oncologista pediatra do hospital, necessitamos da sua presença.

– Ok...

– Clarissa, doutora – Pude ouvir seu sorriso.

– Certo, Clarissa – sorri. – Já estou a caminho.

Mal tive tempo de explicar a situação para meu marido e filhos e logo peguei minha Mercedes, direcionando-me rapidamente ao hospital. Minha sorte foi que eu decidi seguir o caminho do rio, ao lado leste, pois, segundo a rádio, o lado oposto estava com um congestionamento horrível.

Cheguei em pouquíssimos minutos ao meu destino, estacionando em um lugar qualquer e dirigindo-me à recepção. Clarissa, a delicada recepcionista, me mostrou o caminho para quarto onde meu paciente estava, enquanto eu vestia meu jaleco, e pude examiná-lo.

Pietro Fontana se chamava o doce garotinho de apenas quatro anos e cabeça raspada. Sua pele pálida e sem vida e seus olhinhos escuros envoltos de profundas olheiras denunciavam o estágio avançado da doença.

– Olá, gatinho – cumprimentei-o, sorrindo.

– Oi, senhola médica – sorriu fraco, assim como sua suave voz.

– Sou a Dra. Salvatore, muito prazer – Beijei sua cabeça levemente, cumprimentando uma mulher linda, mas de aparência cansada, que provavelmente era sua mãe. – Mas podem me chamar de Bella.

Profissionalmente, olhei sua prancha, onde havia dados sobre o quadro dele e comecei a examiná-lo. Constatei que ele estava com um pouco de febre naquele instante, mas nada além disso, graças a Deus.

Fui até a sala onde os medicamentos eram estocados e peguei o que aquele garotinho fofo precisava, voltando ao quarto.

– Você só está com uma febre, querido – murmurei, segurando a mão dele, dando-lhe o antitérmico para baixar sua febre. – Logo, logo vai passar, eu prometo – disse, pronta para guardar o medicamento.

Entretanto, assim que preparei para me levantar, a pequena mãozinha de Pietro prendeu ainda mais a minha.

– A senhola é um anjinho? – perguntou, olhando-me atentamente.

– Não – franzi o cenho, mordendo o lábio. – Por que a pergunta? – Acariciei sua bochecha com um sutil tom rosado.

– A mamãe disse que os anjinhos fazem as cliancinhas doentes ficá melholes,e é o que a senhola tá fazeno, não é?

Ri de forma acanhada de tamanha inocência. Meus olhos brilharam e marejaram ao mesmo tempo.

– Sim, amorzinho – sussurrei, abraçando-o. – É o que fui preparada pra fazer, e pode ter certeza que é o que eu mais quero fazer também.

Fechei os olhos, sentindo seus braços fortificarem o aperto.

– Obigado – agradeceu lindamente.

– Não precisa agradecer – sorri, e peguei na mão da jovem mãe do rapazinho. – Como a senhora se chama?

– Isabela – respondeu, temporariamente feliz.

– Oh, é minha xará – sorrimos. – Bom, Dona Isabela, a senhora tem um filho amável em mãos, e ele está bem – ela suspirou, aliviada – Como amanhã é sábado, e meu primeiro dia oficial aqui, retorno de manhã para revê-lo.

– Muito obrigada, doutora.

– Já disse, não precisa agradecer. Esse é meu trabalho.

Deste modo, me despedi dos dois e retornei à sala de estoque, pronta para guardar o remédio. Comecei a andar pelo imenso corredor branco, e uma pontada sufocante no peito me atingiu no exato momento em que senti o estranho perfume de lilás, mel e sol...

Para ouvir: Missy Higgins – Here I Stood

http://www.youtube.com/watch?v=c9QNRvXH1HI

Aquele cheiro... Aquele adorável cheiro era de... Oh, meu Deus, era Edward! Aquele aroma era-me inconfundível!

Tantas foram as noites em que dormi aconchegada em seus braços, sentindo aquele delicado perfume... Tantas foram as vezes em que pedi a linha de raciocínio apenas com seu olhar cor de ocre em combinado àquele cheiro inebriante...

Mas aquilo não era possível... Edward não viria a um hospital... E não moraria na Itália, moraria?

Respirei fundo, tentando me acalmar, entretanto, aquela ação apenas tornou o instante ainda mais torturante. Prazerosamente torturante.

Comecei a ouvir passos em minha direção e, totalmente confusa e assustada, corri até o armazém de medicamentos. Guardei o antitérmico numa das prateleiras, ofegando enquanto me escondia atrás do armário de luvas e jalecos descartáveis.

Mordi o lábio, fechando os olhos com força ao ouvir o ranger da porta, indicando que ela estava a ser aberta. Passos calmos e elegantes fizeram-se presentes naquele momento.

A curiosidade me foi maior que o medo do inesperado ali, e ergui a cabeça vagarosamente para poder ver quem me seguia. Porém, como a falta de sorte sempre está em meu encalço, acabei por usar força demais na mesa ao meu lado ao me apoiar, o que a fez quase quebrar. Xinguei mentalmente, odiando a mim mesma pela falta de atenção, pois havia visto somente que meu perseguidor usava jaleco. Mas, enquanto murmurava internamente, acabei esbarrando na prateleira de analgésicos, provocando um barulho imenso.

Inferno!

Escondi atrás da mesma, tentando ouvir qualquer vestígio de que aquela pessoa estivesse me temendo, mas nada pude constatar. Não consegui ouvir o sangue correr por suas veias, muito menos o pulsar de seu coração. E aquilo me intrigou. Absolutamente não era um humano.

Aproveitei o silêncio que voltou a habitar a sala escura, avistando a porta tão perto de mim... Corri em velocidade vampírica até ela, passando pela pequena parte que estava aberta e fechando-a com uma rapidez surpreendente em seguida.

E, sem olhar para trás, forcei meus pés a correrem como nunca antes, e pude chegar à recepção três segundos depois. Parei, respirando e tentando colocar uma expressão de normalidade no rosto, avisando à Clarissa que já havia examinado e diagnosticado o paciente.

Corri humanamente rumo ao meu carro, desabotoando meu jaleco no percurso.

Merda! Cadê meu broche?

Percebi tarde demais que o broche com meu sobrenome não estava mais na roupa, e eu, obviamente, não iria voltar para procurá-lo. Eu só esperava que quem me seguia não o tenha encontrado.

Maneei a cabeça, ouvindo o suave ronco do motor e dirigindo serenamente para o salão onde ocorreria a festa. E algo me dizia que, finalmente, eu enfrentaria cara-a-cara essa pessoa que, por estar vestido de jaleco, com certeza se tratava de um dos médicos.

Como Damon e as crianças haviam ido na frente, os encontrei na portaria do salão, rindo. Sorri para eles, que acenaram, estacionando o carro e indo até eles.

– Demorou, querida – Beijou-me de forma leve, acariciando meus cabelos.

– Desculpe, meu amor. Tive um contratempo.

Deste modo, peguei na mão de Matt enquanto meu marido pegava Alyssa no colo.

– Dra. Salvatore! – Lorenzo, o diretor do hospital, logo me chamou para sentar à sua mesa, antes mesmo que eu pudesse olhar para a festa e ver os convidados.

– Olá, como vai? – perguntei, cumprimentando-o.

– Molto bene, bambina! – sorriu, e eu pude apresentá-lo ao meu esposo e filhos.

Sentamo-nos e conversamos por algum instante – as crianças já corriam pela festa. –, até que uma agradabilíssima voz proferiu meu nome.

– Dra. Salvatore...

Virei-me e vi Charlize, sorrindo, em um lindo vestido preto.

– Oi! – Abracei-a. – Como você está?

– Estou ótima! E eu conheço esse vestido... – sorriu, cerrando os olhos como quando a mãe descobre um segredo do filho.

– Será que é porque ele é da grife Lice&Lize? – perguntei, com um sorriso arteiro.

– Ah, querida... Ele caiu tão bem em você! – Pegou minha mão, fazendo-me girar para ela poder analisar todos os ângulos. – E... me desculpe, mas... Eu me esqueci completamente do seu nome... – admitiu corada. – Eu só me lembrava que seu sobrenome era Salvatore.

Ri, da sua vergonha.

– Que isso, Charlize! Não importa – sorri suavemente. – Me chamo Isabella, mas prefiro Bella.

– Ah, que lindo nome! E eu nem me lembrava – revirou os olhos, ainda enrubescida. – Mas, de qualquer forma, gostaria de apresentá-la ao meu marido; ele também trabalha no hospital.

– Sim, claro! E esse é meu esposo, Damon Salvatore – falei, e eles logo se deram bem. – Agora meus filhos estão por aí – ri. – Eles conheceram uma garotinha e logo fizeram amizade.

– Crianças! – também riu, enquanto atravessávamos o grande salão, deixando Damon conversando, na mesa. – Minha filha deve estar no meio... Ela adora brincar com crianças da idade dela, acho que por ser filha única...

– Sim, sei bem como é – falei, encarando seus verdes olhos. – Eu também sou a única e meio que sentia falta disso quando era mais jovem...

– Entendo, sou a única também – sorriu, e pude ver um brilho especial em seu olhar ao passo em que ela, provavelmente, se recordava de algo. – Mas eu ganhei novos irmãos quando me casei – riu. – Meus cunhados me acolheram muito bem na família.

– Isso é maravilhoso!

Conversamos até que aquele cheiro me invadiu novamente. Ofeguei assustada, olhando na direção que o perfume vinha e senti minha vista ficar turva enquanto um olhar incrivelmente dourado se prendeu ao meu.

Quem poderia imaginar que eu o encontraria naquela festa... E que a doce garota da cafeteria, seria esposa dele, do Dr. Edward Cullen? Sim... Tudo se encaixou como numa explosão de intuição.

Meu sorriso se desmanchou ao passo que meu coração vacilava uma série de batidas, aumentando descompassadamente seu ritmo, em seguida.

Charlize foi até Edward, beijando aqueles lábios que tanto já foram meus... E eu pude ver que todos os Cullen estavam reunidos naquela mesa. E aquela cena fez minha mente sair de órbita e meus pés quase cederam ao chão.

Mas, de repente, senti fortes braços me ampararem, notando a presença de meu marido, enquanto ouvia, sem realmente prestar atenção, a bela mulher me apresentar à pessoa que eu desejaria pertencer a mim.

– Gente, essa é Bella Salvatore – A voz meiga da esposa dele soou. – A nova médica do hospital da cidade.

Uma risada contida, mas masculina, de Emmett tornou a ironia daquele momento palpável, e Charlize nos fitou com uma expressão de confusão, para depois de incredulidade. E eu tenho a absoluta certeza de que, se ela souber da minha história, ela deve ter notado que eu, antes de Bella Salvatore, era Isabella Swan.

Notas finais
N/A: E então, gostaram?Bom, eu queria deixar claro que a fic nem sempre será assim: POV Edward e depois o mesmo cap pelo POV Bella. Eu apenas fiz este desse modo, para esclarecer algumas coisas e ninguém interpretar mal alguns futuros fatos!Queria também desejar a todos vocês um feliz ano novo... Muita paz, saúde e realizações!E... que tal reviews?Muito obrigada...Bjs ;*