Notas iniciais
N/A: OIEEEEEEE! *pega todo mundo e dá um abraço de urso*
Eu sei que demorei, mas tive provas perrengues ultimamente e, quando entrei de férias, minha inspiração resolveu viajar ¬¬'
Finalmente ela voltou e eu acho que estamos com tudo novamente o
Quem acompanha o blog quase me matou com a prévia do cap, então agora estou postando-o completo... Cheio de coisas... er... Vocês vão ver! *risada maléfica*
Ah, e eu não poderia me esquecer das fofíssimas que recomendaram a fic *olhinhos brilhando*
Muito obrigada:
-- jjbebe
-- Liihbomfim
-- Joyce_Cullen
Sem mais embromation, curtam o cap... Nos falamos lá em baixo ^.^

Conferenza

Êxtase. Era exatamente a palavra que definia todo o meu estado de torpor naquele instante. Os suaves lábios de Bella estavam colados aos meus, tão macios, tão serenos... Eles ainda possuíam o mesmo delirante sabor de morangos recém colhidos, a mesma textura de seda chinesa e a mesma temperatura de um corpo em chamas. E tudo aquilo me deixava insano.

Seus pequenos dedos se embrenhavam nos fios de cabelo da minha nuca, puxando-os sem qualquer receio, enquanto uma de minhas mãos desceu rumo a sua cintura fina, colando nossos corpos que ainda se encaixavam perfeitamente. Minha outra mão deslizou por entre seu pescoço até alcançar as delicadas maçãs de seu rosto, numa carícia tão antiga quando a Bíblia. Meus olhos se apertaram mais fortemente no momento em que suguei seu lábio inferior, mordendo de uma maneira suave, e ela somente gemeu baixinho.

Um frágil suspiro escapou por entre os lábios de Bella que, ao invés de nos distanciar, somente me puxou mais contra si, beijando-me com volúpia e um desespero nunca sentido. Minha língua logo pediu passagem, invadindo a boca quente e deliciosa que apenas Bella possuía. E foi como voltar para casa após anos na guerra.

Nunca havíamos compartilhado de um beijo tão intenso e conhecê-la daquela forma apenas fazia minha mente se revirar em satisfação e querer fugir com ela para sempre. Suas mãos em meus cabelos e seus lábios contra os meus era a mais pura sensação que já tivera o prazer de sentir. Era única. Era Bella.

A suave música que nos entoou em nosso primeiro baile cessou e foi como o quebrar de um encanto. Nossos lábios se separaram devagar, como se não quisessem, e eu me vi sem ar pela primeira vez em anos. Ambos ofegávamos, sentíamos nossos peitos subindo e descendo em um ritmo descompassado, somente ao som de nossas respirações abafadas.

E, então, meus olhos se abriram, enquanto ela encostava sua testa à minha. Bella estava tão linda, tão minha... Até que ela também abriu seus olhos, focalizando os meus com uma precisão e verdade que quase me deixou a seus pés. O chocolate era entorpecente e contrastava unicamente à luz do sol que se punha preguiçosamente. Ela soltou uma lufada de ar, misturada a um suspiro feminino que me fez arrepiar. Palavras não eram necessárias naquele momento, nem mesmo gestos ou atitudes. Seu olhar doce e gentil me dizia tudo... Era apaixonado.

Minhas mãos acariciaram seu rosto teimosamente, sentindo sua pele quente sob a temperatura gélida da minha. Os olhos dela se fecharam, apreciando o toque que eu tanto quisera desde aquele dia do nosso reencontro. Meus dedos trilharam um caminho de reconhecimento por suas sobrancelhas, descendo para suas bochechas, lábios e deslizando cada vez mais ao sul... Até seus ombros parcialmente cobertos pela camisa de botões que ela trajava, retornando por sua nuca para alcançar seus tão singulares fios castanhos avermelhados.

– Eu senti tanto a sua falta. – sussurrei, fechando os olhos e sentindo seu delicado aroma de frésias me invadir.

– Eu também... – Sua voz sussurrada fez meus pelos se eriçarem, ao passo em que seus dedos afagavam carinhosamente a pele próxima à minha orelha, embrenhando-se em alguns fios acobreados.

– Bella, eu... – Eu te amo, minha mente gritava pra eu dizer...

– Oh, meu Deus... O que eu fiz? – Ela sussurrou quase que para si mesma, segurando meu ombro e olhando para a grama debaixo de nós. – Eu... Edward, me perdoe... Eu...

Ela não me deu chances ou sequer esperou eu puxá-la e roubá-la só para mim, apenas me encarando com os olhos sinceros repletos de arrependimento, suspirando pesadamente e correndo para longe.

– Bella! – Chamei-a, estagnado, mas ela não me ouviu... Ela já havia atravessado o imenso jardim do hospital. – Bella... – Sussurrei sozinho, imaginando o que aquela mulher tinha para me deixar tão louco a ponto de esquecer que era casado. Passei as mãos em meus cabelos, frustrado comigo mesmo, enquanto terminava de organizar as coisas por ali.

Assim que adentrei a garagem de casa, recebi uma mensagem de texto de Charlize, dizendo que ela e Alice estavam encomendando alguns tecidos para a nova coleção e que Wendy havia ido ao parque de diversões com Rosalie e Emmett. Agradeci internamente por aquilo – não sei se conseguiria encará-la depois de hoje. Eu me sentia péssimo, mas, estranhamente, não havia nenhum traço de arrependimento.

Eu era um verdadeiro canalha.

Para ouvir: Aerosmith – Dude (Looks Like a Lady)

http://www.youtube.com/watch?v=acQ6jLe3R8E

O som alto de Aerosmith embalava todo o imenso jardim decorado do hospital. As estrelas enfeitavam o céu escuro daquela noite primaveril, enquanto a iluminação colorida dava um toque especial ao ambiente repleto de pessoas que pareciam realmente se divertir.

Havia máscaras por toda a parte – inclusive uma ridícula presa em minha face por uma agitada Beatrice. Aquele baile não se tratava somente de pessoas rindo, dançando e conversando... Não havia médicos e pacientes ali. Era como se as máscaras fizessem com que eles se tornassem outros, sendo quem não é apenas por algumas horas.

Eu estava sozinho... Era uma festa somente para os funcionários do hospital e seus pacientes, sem mais ninguém de fora. A parte boa de mim se sentia péssima por estar ali naquele momento, enquanto a má mandava a outra calar a boca e aproveitar. Foi quando eu a avistei, em um curto vestido preto circundando cada curva de sua pele alva, os cabelos cor de mogno soltos e cacheados, e uma máscara igualmente escura deixando a vista somente os olhos sinceros e castanhos.

Bella descia as escadas de pedra suavemente, alheia a meu olhar sob seu corpo esbelto, olhando para o jardim que nem parecia ser de um hospital. Ao descer o último degrau, pude ver Beatrice se aproximar dela, sorrindo e a chamando para ver um detalhe qualquer da festa.

No entanto, eu precisava conversar com Bella, precisava me desculpar por mais cedo... Tinha medo de perder a pouca confiança que havia levado todos aqueles dias para reconstruir. Atravessei o jardim, por vezes esbarrando em algumas pessoas que dançavam despreocupadas na pista de dança, mas um braço um tanto quanto insistente se prendeu ao meu. Não precisei olhar ao lado para me certificar de que era Lorenzo.

– Aonde ia com tanta pressa, Edward? – Ele perguntou animado e curioso, a mente levemente nublada por conta das doses de bebida que ele já havia ingerido. – Ah, não importa... Eu só queria avisar que amanhã de manhã preciso falar com você e com a Dra. Salvatore.

– A respeito de quê? – Inquiri frustrado por seus pensamentos estarem tão desordenados.

– É que... Dr. Brunacci! – Lorenzo gritou, cumprimentando um outro médico que havia acabado de chegar, esquecendo completamente nosso assunto anterior. Naquele estado, ele dificilmente falaria de trabalho.

Olhei para o lado em busca de Bella e a avistei dentro do salão que havia sido montado estrategicamente como um verdadeiro clube de dança. Ela conversava com Beatrice e uma enfermeira da ala de traumatologia, mas estava disperso demais, preso na lascívia natural da linda vampira, para notar qualquer outra coisa com afinco.

Senti meu peito inflar de repente, lembrando-me de nossos lábios unidos há poucas horas... E lembrei também que precisava me desculpar, mesmo sabendo que aquilo era somente uma tentativa de me manter próximo de Bella, de alguma forma.

Não percebi que havia me aproximado dela até sentir os olhos cor de caramelo de Beatrice me fitarem indagadores e excitados – Ela tinha uma intuição imensa e percebia a ligação existente entre eu e a amiga –, como se já soubesse o que havia me feito ir até elas.

– Boa noite, meninas – Murmurei por cima da música, vendo Bella virar em minha direção, surpresa. – Curtindo o baile?

– Claro, Dr. Cullen, está ótimo! – Beatrice concordou, mas eu apenas encarava os olhos de certa morena não muito confortável e de bochechas coradas. – E você?

– Igualmente – Respondi, ainda parcialmente alheio.

Uma suave melodia começou a preencher o ambiente naquele instante e um sorriso preencheu meus lábios junto de uma ideia...

– Importa-se em ficar sem sua amiga por um instante? Preciso roubá-la por alguns segundos. – Sorri torto, sem desviar minha atenção de Bella, que agora me encarava curiosa e incrivelmente enrubescida.

– À vontade! – Sorriu matreira, rebocando a outra garota que também conversava com elas, deixando-me apenas com Bella. Não literalmente, já que o salão estava abarrotado de outras pessoas dançando.

Para ouvir: Glee (Finn & Rachel) – Pretending

http://www.youtube.com/watch?v=HrZqBJmJsz0

– Posso ter essa dança? – Perguntei, estendendo minha mão cordialmente, tentando fitar seus olhos que focalizavam qualquer ponto que não fossem os meus.

– Edward... – Sussurrou sem jeito, embora fora inevitável não notar o tom de repreensão em sua voz.

– Apenas uma dança, Bella... – Murmurei descontraidamente de volta, entrelaçando nossos dedos e levando-a para a pista de dança sem esperar qualquer resposta.

– Edward...! – Sua voz era de surpresa, que logo cessou ao sentir uma de minhas mãos em sua cintura e a outra seguramente ainda na sua. – Nós não podemos fazer isso... Eu...

– Por favor... – Sussurrei, olhando em seus grandes olhos que nem mesmo a máscara em sua face conseguia disfarçar. Então, apenas senti seu rosto em meu pescoço, deitando-se em meu ombro direito.

Fechei os olhos, apertando-a contra mim, arrepiando-me com sua temperatura tão quente e acolhedora... Eu nunca me cansaria daquela sensação... Era como se eu finalmente me tornasse completo ao seu lado. Bella não era uma parte que me completava simplesmente. Ela era uma parte de mim mesmo.

– Bella, sobre hoje... Eu... – Comecei a sussurrar em seu ouvido, sentindo uma de suas mãos deslizando por minha nuca, numa carícia tímida... Proibida.

– Edward, por favor, vamos esquecer aquilo... – Ouvi-a murmurar, seguido por um suspiro seu.

– Como esquecer, Bella? – Afastei-me milimetricamente, apenas para fitar seus olhos. Surpreendi-me ao vê-los marejados. – Bella...

Minhas mãos seguiram para as maçãs de seu rosto, envolvendo-o carinhosamente. A maciez de sua pele me entorpeceu... Mas seus olhos, a porta de sua alma, parecia quebrada, tão frágil, vulnerável...

– Não era pra ter acontecido, Edward... Você sabe disso. – Falou de maneira calma, olhando-me com tanta intensidade que eu quase me senti desconcertado. Ela parecia enxergar minha alma... E eu tinha medo do que ela poderia encontrar ali.

– Eu não posso... Eu não quero esquecer. – Seus olhos se tornaram ainda mais surpresos, mas minhas palavras não eram hesitantes ou mentirosas... – Não quero mais fingir o que eu sinto por você, Bella.

– Edward, pare... – Sussurrou, sua voz embargada... Seus olhos cintilantes.

– Por quê? – Aproximei-me de seu corpo novamente, voltando a circundar sua cintura suavemente, sentindo sua pele se arrepiar. – Você sabe que eu não estou mentindo... Admita.

Ela não disse nada. Nossos olhos não se desviavam e era como se estivéssemos sozinhos naquele lugar... Como se estivéssemos sozinhos no mundo. Sem toda uma vida ao nosso redor, sem um passado, sem um futuro tortuoso... Sem família, sem responsabilidades... Apenas nós dois. E aquele sentimento que nos ligava, que sempre nos ligou. O nosso laço.

– Edward... – Seu sussurro era tão baixo, tão íntimo... E ela somente deu um passo em minha direção, colando nossos corpos, olhando em meus olhos.

As delicadas mãos deslizaram por meu peito, subindo por meus ombros e minha nuca, embrenhando-se em meus cabelos. Bella aproximou seu rosto do meu, e seus dedos pequenos e finos desataram o laço da máscara presa em meu rosto, retirando-a e me olhando sem pudor.

E eu não vi mais nada, apenas pude sentir meus lábios colados aos seus com desespero, paixão... Colocando para fora toda aquela frustração de meu peito. E ela não se afastou. Bella correspondeu o beijo de forma sôfrega, apertando-me contra seu corpo pequeno e cheio de curvas.

A língua quente pressionou meu lábio inferior em um antigo gesto de permissão, que nem precisou ser questionado para ser consentido. Uma de minhas mãos subiu para seus cabelos e meus dedos se afundaram nos fios castanhos, trazendo-a para mim, querendo fundi-la a mim... Para sempre.

Encontrei o laço que prendia sua máscara na face perfeita, desatando o nó e retirando-a, sem prestar atenção em que lugar ela foi parar. Então, senti meu corpo ser direcionado para trás, impulsionado por Bella, até que meu dorso foi pressionado contra alguma parede.

– Bella... – Sussurrei, reprimindo um gemido no instante em que seus lábios deslizaram por minha mandíbula em direção ao lóbulo de minha orelha.

Uma de suas mãos desceu para minha cintura, não antes das minhas prenderem-nas e colocá-las acima de sua cabeça, mudando nossas posições enquanto pressionava o corpo quente contra a parede.

Estávamos em uma parte menos movimentada do imenso salão, próximos de um corredor e eu duvidava que alguém estivesse prestando atenção no momento em que meus lábios envolveram os de Bella outra vez, sugando seu lábio inferior e, ao passo em que mantinha seus pulsos presos por uma de minhas mãos, desci a outra pela lateral de seu corpo suave e macio, pressionando meu quadril contra o seu.

– Edward... – Ela sussurrou, os olhos fechados enquanto ela se entregava àquelas sensações. – Nós não podemos...

– Eu não me importo. – Disse somente e, então, seus olhos se focaram nos meus. Eles não eram arrependidos ou hesitantes... Muito pelo contrário.

Bella me empurrou para perto de um corredor, pressionando-me contra a parede atrás de mim, mordendo meu pescoço sensualmente, logo descendo por meus ombros até suas mãos alcançarem os botões da camisa preta que eu trajava naquela noite. Entretanto, ela mal terminou com o terceiro botão e eu alcancei suas coxas, fazendo suas pernas se entrelaçarem em minha cintura.

Grunhi ao senti-la agarrar meus cabelos com força e possessão, sentando-a em um balcão mais a fundo no corredor. Uma música qualquer entrava abafada em meus ouvidos e eu só me importei com a pele efervescente de Bella sob meus dedos que deslizavam por sua coxa e enroscava em seu tornozelo, voltando por sua panturrilha desenhada até alcançar seus quadris.

– Tão minha... – Sussurrei, vendo-a arfar em meus lábios ao puxá-la para outro beijo. – Eu senti tanto a sua falta, tanto...

– Não minta pra mim, Edward... – Ela murmurou raivosamente ao adentrar suas mãos em minha camisa, arranhando minhas costas.

– Não estou mentindo, Bella...

– Então por que se casou? Parece que me esqueceu rápido...

Gemi quando deslizei meus dedos entre o vale dos seus seios, encaixando-os em minhas mãos sem me importar por ainda estarem cobertos pelo vestido preto.

– Foram 15 anos, Bella... Você merecia mais do que um monstro como eu...

– E Charlize merece? – Seus olhos se encontraram com os meus novamente, seu rosto suave, nossas respirações arfantes.

– Bella... – Sussurrei, enxergando a mágoa escondida nas orbes castanhas, sem qualquer argumento ou explicação.

Numa velocidade inumana, senti minhas costas pressionadas contra a parede mais uma vez e uma Bella provocante colada a mim, encarando-me destemida.

– Isso foi um erro. – E ela se afastou, sem sequer olhar para trás.

– Bella! Você não pode sair assim... – Murmurei em um misto de fúria e confusão, aproximando-me rapidamente e escorando-a numa porta de vidro que dava para os fundos do jardim. – Você...

Senti meu celular vibrar em meu bolso junto do estridente som de chamada. Suspirei frustrado, pegando-o.

– Eu o quê? – Ignorou o telefonema. – Não posso deixá-lo nesse estado, Dr. Cullen? – Encarou-me em desafio, pegando o celular de minhas mãos sem prestar atenção nele, porém.

– O quê? Bella... – Escorei uma de minhas mãos na parede, aproximando-me dela.

– Vai ter que se aliviar sozinho, doutor. – Murmurou irônica, afastando-se outra vez, voltando para o salão depois de me jogar o celular. – Aliás, pode contar com a ajuda de sua esposa... Com certeza deve ser ela na outra linha.

E, então, Bella retornou ao baile, ao passo em que a raiva que sentia me fez arremessar o aparelho ao longe, somente ouvindo o barulho de quando ele se espatifou contra uma porta que, coincidentemente ou não, indicava ser a sala da Dra. Salvatore. bios envolveram os de Bella outra vez, sugando seu larede.ios castanhos, trazendo-a para mim, querendo fundi-la a mim...

Voltei para casa no mesmo instante, com remorso. Eu queria estar bravo, queria ter forças para alimentar aquela fúria inicial, mas ela era absolutamente infundada... E eu não conseguia entender nada mais. Era tudo muito complexo, muito difícil, muito conturbado... E sem qualquer resolução.

A sala estava escura e silenciosa quando entrei em casa. Subi as escadas, rumo ao segundo andar, e abri a primeira porta à direita, entrando sem fazer barulho. Wendy dormia tranquila, linda com seus cachos cor de bronze espalhados pelo travesseiro. O quarto espaçoso e de tons violetas guardava seu cheirinho de bebê em cada canto... Sorri ao ver seus sonhos através de sua mente pura e inocente – Borboletas dançavam no ar, enquanto ela tentava alcançá-las com um perfeito sorriso na face de anjo. Aproximei em passos lentos, fechando a janela que fazia a cortina branca se movimentar conforme a brisa fria da noite, cobrindo Wendy em seguida e beijando a pele quente de sua testa.

Logo, retornei ao corredor, entrando em meu quarto. A culpa me atingiu em cheio quando avistei minha esposa dormindo não tão tranquila quanto a filha, encolhida em seu lado da cama. Os olhos estavam fechados com força e seus pensamentos seguros, pelo escudo em sua mente, me fez franzir o cenho em frustração por não saber se ela possuía sonhos ruins.

Tirei minha roupa com rapidez e destreza, deitando ao lado do corpo esbelto de Charlize em três segundos. Aproveitando estar de frente para ela, aproximei-me sem hesitar, puxando o corpo morno contra o meu peito carinhosamente.

– Edward...? – Perguntou em um sussurro enrolado, aconchegando seu rosto em meu pescoço.

– Sim, querida... Pode voltar a dormir...

– Eu te amo...

Apertei os olhos, reprimindo a vontade de gritar.

– Eu também te amo. – Não era mentira... Mas eu queria poder amá-la mais, ser a pessoa que ela merecia.

O que eu não daria para amar a pessoa certa pra mim? Ou eu já amava a pessoa certa e foi o destino quem nos errou?

Isso era uma incógnita para mim.

Após velar o sono de minha esposa e me perder em pensamentos durante toda a madrugada, resolvi sair um pouco mais tarde para o hospital, aproveitando o pedacinho de sábado com minha pequena Wendy. Foi complicado explicar à Charlize porque não atendera seu telefonema durante a festa, mas após uma falsa explicação de que havia perdido o celular naquela bagunça facilitou tudo.

Chegando ao hospital, vesti meu jaleco rapidamente enquanto entrava, temendo ver a expressão de Bella. Seus olhos diziam muito mais do que qualquer palavra.

– Dr. Cullen, o Sr. Lorenzo está à sua espera na sala dele – Giulia, uma das recepcionistas, me avisou enquanto eu aproveitava para pegar alguns papeis.

– Obrigado. – Sorri com simpatia, vendo suas íris se dilatarem em deslumbre. Revirei os olhos, andando em direção ao último andar do edifício, onde ficava a sala de meu chefe.

Quando estava no corredor da sala onde uma placa na porta indicada “Diretor Geral”, quase engasguei ao ver Bella aparecendo do outro lado, andando rumo a mim. Sua expressão não era nada bem humorada e ela nem me deixou abrir a boca para dizer qualquer coisa, logo abrindo a porta do escritório de Lorenzo sem sequer bater.

Engoli em seco. Aquele seria um dia e tanto.

– Oh, minha cara, Bella! – Ele a cumprimentou, abraçando-a com delicadeza. – Bom dia.

– Bom dia, Lorenzo – Respondeu, sorrindo de leve para o mesmo.

– Edward... – Apertou minha mão direita. – O que acharam da festa?

– Ótima... – Murmurei somente, coçando a nuca e parecendo estupidamente atencioso ao ambiente claro e com uma imensa parede de vidro ao fundo que dava para o jardim do escritório.

– Proveitosa! – O tom de Bella me surpreendeu, fazendo-me fitá-la curioso. No entanto, ela evitou meu olhar, sorrindo de maneira traquina para o diretor.

– Sabia que iam gostar... – Sorriu, sentando-se em sua mesa despreocupadamente, ao passo em que nos indicava as cadeiras a frente. – Mas eu queria dar uma ótima notícia à ambos!

Estagnei ao ter a prévia por sua mente. Algo me dizia que não daria nada certo...

– Claro... – Bella murmurou curiosa, porém aparentemente tranquila. Tenho certeza que não por muito tempo.

– Vocês dois farão uma viagem à Roma, representando nosso hospital na Conferência Médica de nosso país, amanhã. – Falou de uma só vez com um sorriso presunçoso nos lábios.

– O quê? – Questionou ela em um fio de voz. Olhei-a e seu rosto não possuía a melhor das expressões...

– Lorenzo, eu sei que isso é uma grande oportunidade... – Comecei, buscando as palavras certas enquanto o encarava. – Mas talvez não seja a melhor hora...

– Não aceito não como resposta, Edward... – Argumentou, dando a volta em sua mesa e entregando-nos alguns documentos. – Vocês só precisam assinar esses papeis e fazer a reserva no hotel que indicarei... E poderão ter a parte da tarde livre.

– Eu não posso largar tudo e sair assim em cima da hora! – Bella levantou, remexendo em seus cabelos ao falar. – Tenho meus filhos e meu marido, aliás, amanhã é domingo e...

– Sei disso, querida Bella, mas vocês são meus melhores médicos e eu me sentiria muito mais aliviado tendo-os por lá. – Colocou a mão em seu ombro. – Sem falar que vocês aprenderão muitas coisas... E é só por um dia! Na segunda estarão de volta...

– Mas, Lorenzo...

– É bom vocês assinarem logo esses papeis e agilizar seus trabalhos... Estarão de folga pelo resto da tarde para se preparem – Desconversou, sentando-se em sua cadeira.

– Certo... – Murmurei em concordância ao pegar os papeis e entregar os de Bella, que apenas mantinha uma carranca. – Obrigado.

– Eu que os agradeço... – Sorriu, enquanto Bella acenava amistosamente, mordendo os lábios, logo seguindo para fora da grande e arejada sala, não muito a frente de mim. – O voo de vocês sai essa noite!

E no instante em que fechei a porta, senti o olhar de Bella pesar em meu rosto, fazendo-me olhá-la em interrogação.

– O que houve? – Perguntei confuso.

Ela somente revirou os olhos e bufou de raiva, esbarrando propositalmente em mim ao seguir a passos ritmados pelo corredor, me deixando com cara de poucos amigos. Novidade.

– Algum problema, Dr. Cullen? – Ouvi Giulia me perguntar, provavelmente preocupada – ou curiosa – pela minha expressão não estar nada boa.

– Não... – Tentei mostrar simpatia, terminando de assinar os documentos para a viagem, escorado no balcão da recepção do hospital.

– Eu sei, Damon, mas eu não pude negar... – A voz suave de Bella chamou minha atenção, fazendo-me desviar os olhos do que escrevia até sua figura andando distraidamente até o refeitório, conversando com o marido pelo celular. – Mas eu volto pra casa mais cedo... Tenho que arrumar minhas malas pra partir ainda essa noite.

Continuei a fingir não estar bisbilhotando sua conversa, falsamente interessado em alguma coisa que Giulia tagarelava.

– Certo, agora eu tenho que desligar. – Murmurou, suspirando descontente. – Preciso fazer minha reserva em um hotel.

– Pode entregar isso ao Lorenzo, por favor? – Perguntei à recepcionista de cabelos loiros que era Giulia.

– Claro! – Sorriu, pegando os papeis de minhas mãos e rumando às escadas até a sala do mesmo.

A viagem até Roma foi tranquila na primeira classe, contrastando à reação nada positiva de Charlize quando soube que eu estaria indo à Conferência... Com Bella. Ela ficou chateada, embora entendesse que estávamos indo à trabalho e prometi voltar logo para ela e nossa pequena Wendy, que se limitou apenas em me dar um delicioso abraço de despedida e um sorriso levemente triste em seu rostinho.

Uma tempestade caía com furor na capital italiana assim que o avião aterrissou. Vislumbrei Bella pegando suas malas desajeitadamente na esteira, um pouco ao longe de mim que já estava com a minha.

– Edward, não precisa... – Resmungou quando me viu tomar uma de suas bagagens, demonstrando irritação.

Apenas encarei-a, revirando os olhos e ignorando seus protestos, enquanto andávamos pelo imenso aeroporto e pedia um táxi.

– Vai ficar hospedada no hotel que Lorenzo nos indicou? – Perguntei, ajudando o motorista a colocar nossas malas no carro.

– Sim... – Respondeu somente, abraçando o próprio corpo ao sentir o vento frio nos atingir.

Abri a porta do banco de trás para Bella, que evitava a todo custo me olhar nos olhos. Sentei-me em silêncio ao seu lado, após dizer ao taxista nosso destino.

O caminho foi calmo, embora a chuva do lado de fora caía sem qualquer piedade, junto de alguns trovões e relâmpagos. Era pouco mais de meia noite e a cidade parecia estranhamente agitada. Logo entendi o porquê através da mente do motorista do carro, que pensava no quão movimentava estava Roma por ser aniversário da mesma, além da Conferência Médica.

– Chegamos. – O taxista de meia idade avisou, agradavelmente de bom humor.

– Aqui está! – Entreguei-lhe o dinheiro da viagem, olhando para uma Bella incrédula em seguida. – Nem tente contestar.

Ela somente bufou, guardando sua carteira na bolsa enquanto eu abria a porta e pegava nossas malas. Assim que adentramos o saguão do luxuoso hotel pudemos perceber a loucura que se estabelecia ali – Havia centenas de pessoas andando por todo lado, falando ao telefone e discutindo com alguns funcionários. Eram pensamentos frustrados e nem um pouco compreensíveis.

– Senhorita... – Chamei a atenção de uma das recepcionistas, que discutia com alguém em um enrolado italiano, por telefone. – Hmm... Temos reservas e queríamos saber onde iremos ficar. – Prossegui, apontando para Bella e eu.

– Oh, claro! – Sorriu rapidamente, ajeitando os cabelos ruivos e os óculos por sobre os olhos azuis. – Seus nomes, por favor.

– Edward Cullen e Isabella Swan – Respondi.

– Salvatore. – Bella corrigiu, olhando-me estranhamente. – Isabella Salvatore.

Meneei a cabeça, respirando fundo. Todos aqueles pensamentos ao redor estavam confundindo até mesmo a mim.

– Sim... Estão aqui... – Murmurou a mulher, pegando uma chave no armário refinado atrás do balcão e entregando-me.

– E a minha? – A vampira ao meu lado perguntou e eu pude sentir a confusão através da mente também agitada da recepcionista.

– Essa é a chave de vocês! – Sorriu, sentando novamente na cadeira e mexendo no computador a sua frente.

– Senhorita... – Chamei-a novamente, ao ver a expressão de Bella tão encabulada quanto a minha. – Nós não estamos no mesmo quarto... O número nessa chave é a da reserva que eu fiz.

– Oh, meu Deus... – Bateu em sua testa, reprimindo-se. – Houve um problema com nosso sistema hoje e tivemos alguns imprevistos... Vocês acabaram ficando na mesma suíte.

– Tudo bem... Então vamos refazer a minha... – Bella começou.

– Eu sinto muito, mas não temos quartos vagos... A cidade inteira está um caos, porque amanhã é aniversário da fundação de Roma e todos vieram para as festividades. – Explicou com leve constrangimento. – Não há vaga em nenhum hotel...

– Você está querendo dizer que...

– Vocês terão que ficar no mesmo quarto. – Terminou, sorrindo de maneira tranquila ao encarar-nos.

– Mas... Isso está errado... – Bella exaltou, jogando as mãos no ar, frustrada. – Vocês não podem fazer isso...

– Eu realmente sinto muito, mas não há nada mais que possamos fazer... – Ela me olhou. – Creio que esse rapaz seja seu amigo já que vieram juntos... Não haveria nenhum problema, certo?

– Não... – Murmurei, encarando Bella que tinha as maçãs do rosto vermelhas. – Vamos, Bella... Não há outra opção e está frio...

Ela apenas suspirou pesadamente, colocando as mãos em sua face perfeita. Realmente não havia outra escolha a não ser ficarmos no mesmo quarto aquela noite... E eu não podia negar que uma parte de mim vibrava por aquela estranha situação em que o destino nos colocara.

Eu só temia o que poderia acontecer.

N/A: Tenso... HAUHAUAHUAHUAH

Espero não ser morta pelas Team Damon... Lembrem-se: Tudo a seu tempo ^^

Mas espero muito que vocês tenham curtido... Foi meio difícil pra esse cap sair, mas finalmente foi! KAOKAOKAOPKA

O próximo cap será bombástico... Vocês irão adorar *quica*

E, bem, agora estou 100% de férias, então, se tivermos muitos comentários, os posts virão mais rápido que o sedex =)

Muitos reviews = Capítulo novo ainda essa semana!

E muito obrigada por continuarem acompanhando a fic assiduamente... Isso me dá muita força! E já estou indo responder os reviews lindos do cap anterior *sorriso colgate*

E eu queria fazer um convite duplo pra vocês antes de sair... Bom, eu estou com uma fic nova que se passa durante a Segunda Guerra Mundial e ela será F-O-D-A, gente... Muito Beward, claro! HAHAHAHA

Ela se chama Betrayer e o link: http://www.fanfiction.com.br/historia/147445/Betrayer

E, se puderem, deem uma passadinha na minha nova oneshot também *bate os cílios*

Ela se chama Scars... Link: http://www.fanfiction.com.br/historia/151180/Scars

Agora vou-me!

Um grande beijo pra cada um e deixem reviews, por favor *faz beicinho*

Toodles honey

Notas finais
-- http://raphaella-paiva.blogspot.com