Notas iniciais
N/A: Oi, lindooooos! Como passaram essa semana? Espero que muito bem Muito obrigada a quem está indicando RM aos amigos! Fico realmente muuuito feliz *olhinhos brilhando* E um obrigada superhipermegaultrablasterpower especial à Letícia (minha coautora em My Babygirl) que me ajudou a destravar e escrever esse cap! hasuhasuhasuash Valeuzão, flor! Ah, e um super obrigada também à Carh1, que imprimiu o cap passado e colou na cabeceira da cama dela KOASKASOPKASOPKASOPKASOPASK Sem mais embromation, curtam o cap quentinho 58 usuários acompanham esta história e foram notificados por e-mail: ooooooooooooooo, LoaEstivallet, naaty, Agatha21, yasmine_ml, taylaine, Tataii, naro26, Thais Vidolin, ketelly, KathyCullen, lele35, RitaTwilight, icf, Natyfofy, LEEHFIC, hallini, catiaeu, lexii2, RenataSC, Mary_CullenS2, Raaymms, bebela, NessCullenBlack, renandrade, carh1, Thais-Masen, jessicastewart, Carol_Cullen, shannayia, Ana Paula Souza, Bia_Felix, Bellsmarti, tkc, Agatha21, carh1, Jhu, sakura09, Mila Pink, lele35, livinhacsa, lila cullen, estrela18, Becca_Black, N_yes, maahcullen, miley_vendite, jujuh_black, RenataSC, PerllaCullen, letbusto, Le_gabriela, claudia00, paulinhaguga, Meeh Cullen, bellamarieswan, Isabellalovato, Thais Vidolin

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Eu não pude impedir os sentimentos que me assolaram naquela noite. Todas as minhas emoções foram postas em prova, em um nível de risco acima do limite de segurança. Eu estava ciente dos pensamentos ao meu redor, mas não era fácil sentir o amor que emanava de Bella – o que era bastante evidente pelo dom de Jasper.

Algo que eu não suportava era fitar os deslumbrantes olhos dela... Se eu o fizesse, certamente, todas as minhas barreiras cairiam e um ato impensado tomaria conta do momento. E eu não podia me permitir àquilo. Eu deveria ser forte, pois tinha uma esposa e filha a honrar.

Pude escutar perfeitamente a conversa entre Charlize e ela. Minha mulher era dona de um caráter impenetrável e sólido, e não foi espanto algum ver sua ética, educação e, principalmente, respeito e compreensão para com Bella. No entanto, as palavras da outra mulher me foram mais doloridas do que o necessário. Teria mesmo ela deixado toda a nossa história para trás? O amor que meu irmão sentia vindo dela seria devotado apenas para sua nova família? E porque diabos eu estava preocupado com isso, afinal? Que inferno!

De qualquer forma, não pude negar o quão bem Damon fazia à esposa. O amor, carinho e paixão que exalava dele era tão puro quanto as cristalinas águas dos Andes. E o pior: Bella parecia amá-lo com a mesma intensidade. E aquilo me corroia aos poucos, dolorosa e lentamente... Eu sabia que aquele estava sendo o gesto mais egoísta que pratiquei em toca a minha existência, embora impedi-lo era inevitável – Eu não podia disfarçar o quanto ainda amava aquela mulher.

E os filhos dos dois... Eram tão amorosos e apegados aos pais. Alyssa e Matthew eram crianças adoráveis, que nos conquistou como num estalar de dedos. Portanto, ver Bella como mãe ainda era algo novo para mim... Eu nunca havia imaginado essa faceta dela, na qual ela desempenhava com exatidão e delicadeza. Como seria se eu tivesse dado uma chance a nós? Teríamos tido quantos filhos? Como eles seriam? As perguntas sem respostas apenas atenuavam minha dor.

Lorenzo, porém, se tratou de ser o restaurador de sentimentos da noite, colocando eu e Bella para cantar frente a todos. Não sei dizer o que houve comigo enquanto dedilhava as notas da canção favorita de Esme... Era como se meus dedos fossem tão teimosos a ponto de iniciar, sozinhos, a melodia que compus à Bella, há tantos anos. Foi, assim, um ato impensado – No momento em que iniciei a música, acabei me deixando levar e, quando vi, era a canção da mulher que tanto amava que soava no ambiente, fazendo-me pará-la e começar a tocar e cantar outra que havia composto dias após partir de Forks.

A letra era totalmente destinada à Bella... Assim como a melodia doce e suave. Entretanto, pude sentir o significado de suas palavras no instante em que foi a vez dela cantar. A cifra, letra, a magnitude de sua voz... Era como se tudo me envolvesse. Meus olhos se prenderam aos dela, ao passo em que ela cantava com tamanha perfeição.

O momento, porém, em que cantamos juntos, foi o estopim para meu ser naquela noite. Eu não suportava não saber o que se passava em sua mente e em seu coração. Eu me sentia isolado e sem rumo com a intensidade de seu olhar, a profundidade de suas palavras e a doçura de seus gestos. Eu tinha vontade de parar tudo a minha volta apenas para contemplar sua beleza, para, em seguida, pegá-la em meus braços e beijar seus lábios sem medo.

Mas se de vontades e desejos fosse feito o mundo, todos estaríamos perdidos. Deste modo, recobrei a minha consciência, vendo minha família me fitar com curiosidade, inclusive Alice. Ela havia tido uma visão, eu sentia isso, embora eu não pudesse ver, pois minha irmã sabia bloquear seus pensamentos como ninguém. Eu iria instigá-la em outra oportunidade a fim de saber o que ela havia previsto.

A noite passou naturalmente bem, até que fui embora com minha esposa e filha, não sem antes, claro, ouvir Jasper e Bella conversando. Apenas ao ouvir a palavra “perdão”, o meu maior desejo era correr até ela e implorar para que ela fizesse o mesmo comigo, nem que fosse preciso ajoelhar aos seus pés. Entretanto, a covardia e medo por um sonoro “não” me impediu – Eu não conseguiria ouvir sua rejeição. Não estava forte o suficiente.

Ao chegar em casa, coloquei Wendy calmamente em sua cama, após trocá-la com cuidado para que não despertasse. Deitei com minha Charlize, que logo adormeceu – mais quieta do que de costume. Assim, velei o sono de minhas duas amadas, desejando velar também o de certa mulher, que costumava dizer que me amava durante seus sonhos.

No dia seguinte, Lize acordou cedo a fim de organizar alguns detalhes de uma nova coleção com minha irmã, deixando nossa filha na casa de meus pais, enquanto eu rumava para o hospital. Ao me vestir e passar pela recepção, decidi examinar o pequenino Pietro.

– Olá, campeão! – cumprimentei-o animado, vendo um sorriso iluminar seu rosto. – Como estamos essa manhã?

– A cabeça dói um poco, tio Edward – respondeu, fazendo uma leve careta.

– Ele reclama de algumas dores, Dr. Cullen, mas está melhor em comparação há alguns dias – Sua mãe, uma jovem de 23 anos que tinha sua beleza escondida pelas olheiras profundas embaixo dos olhos azuis e pele pálida, deixando seus curtos e ondulados cabelos loiro acastanhados um pouco sem vida.

– Que bom que você está melhorando, garotão – sorri, acariciando sua cabeça raspada e fitando seus castanhos olhos, ao passo em que me sentava ao seu lado, na cama de grossos lençóis brancos. – Você está fazendo um tratamento muito intenso agora, então é normal sentir algumas dores e cansaço...

Entretanto, um forte cheiro de morango e frésias invadiu minhas narinas, quase me provocando uma vertigem. E, antes que eu pudesse dizer algo ou ter qualquer reação, três batidas tímidas soaram na porta, ganhando a atenção da jovem Isabela – mãe de Pietro –, que a abriu.

– Bom dia, Dra. Salvatore! – A mulher a recebeu, ao passo em que os grandes e surpresos olhos de Bella estudavam o quarto claro e aconchegante.

– Er... Bom dia – ela esboçou um sorriso constrangido, adentrando o quarto e fitando apenas o jovem garotinho, após murmurar um rápido “Olá, Edward”. – Como vai, querido?

– Bem – sorriu; a presença daquela médica dava alegria a ele, uma espécie de esperança ressurgida. – Foi o que o tio Edward disse! – deu de ombros com um sorriso travesso, culpando-me.

Rimos em uníssono, e o momento se tornou menos tenso.

– Posso ver que ele está certo – sorriu docemente, enquanto se sentava perto de Pietro, do lado oposto em que eu estava; uma de suas pequenas mãos tocou de leve a testa e pescoço do menino, provavelmente constatando que ele não estava com febre. – Você parece ótimo!

Pude ouvir os pensamentos positivos e felizes da mãe do pequeno, que sorria aliviada e beijava a cabeça do filho.

– Bom, eu preciso ir agora – falei, sorrindo suavemente. – Tenho uma fila de pacientes esperando pra serem atendidos.

– Obrigada, Doutor – Isabela Fontana agradeceu, sorrindo.

Apenas assenti cordialmente, retirando-me do ambiente. A manhã se passou de forma corrida e rotineira, e não vi Bella durante as três horas seguidas. E logo o relógio de parede do meu consultório anunciou ser meio dia.

Fui até o amplo e rico jardim que dava vida ao hospital, conversando com alguns idosos que ali havia, tentando me esquivar do horário de almoço, como sempre – Apesar de chover pouco nessa cidade, o sol quase não se fazia presente também.

Resolvi, então, telefonar para Alice. Ela havia tido alguma visão na noite anterior e a curiosidade falou mais alto naquele instante – Eu precisava saber do que se tratava. Dirigi-me de volta à minha sala, porém, ao abrir a gaveta de minha mesa, avistei um broche ao lado do meu celular. Ele pertencia à Bella, e eu o havia pegado quando ela saiu à disparada ainda ontem.

Meu coração morto quase voltou a bater apenas com a hipótese de eu vê-la outra vez – mas agora, sozinha. Segui seu cheiro e constatei que ela estava em seu consultório. Meus passos se tornaram apressados e ansiosos, e tentei controlar minha respiração ao longo do caminho.

Para ouvir: 3 Doors Down – Here With You

http://www.youtube.com/watch?v=TlDInVqv8cs

Assim, parei em frente à uma porta de madeira branca, onde uma plaquinha indicava ser a sala da Dra. Salvatore, bem como o broche que eu tinha em mãos. E por um momento de fraqueza, desejei que ali estivesse escrito “Dra. Cullen”. Meneei a cabeça, praguejando mentalmente o quanto era odiável por me permitir ter um pensamento como aquele.

A porta estava aberta, e, deste modo, entrei sem aviso prévio, parando no batente e vendo-a de costas para mim, colocando um porta-retrato com a foto de Alyssa numa prateleira que ali havia, ao lado de outra que continha a imagem do filho. Mas, logo, notei seu tronco enrijecer e ela se virou em minha direção, surpresa.

Nossos olhares se conectaram com uma força e magnitude nunca antes sentida. Eu sentia como se um laço estivesse entre nós dois, mantendo-nos atados de alguma forma. Era como fôssemos de pólos opostos e nos atraíssemos. Era como se ela fosse o sol e eu a lua. Ela era Vênus e eu era Marte, impedidos de nos tocar pela Terra, que habitava entre nós. E, sem que ao menos percebesse, eu havia avançado alguns vacilantes passos, e estava há apenas poucos centímetros dela.

O calor aconchegante que a rodeava era convidativo, fazia com que minha vontade fosse de tocar em seus cabelos e me afundar em seu corpo. Eu me sentia um andarilho perdido no deserto, e era como se ela fosse o oásis. Ela era o ponto de luz e razão que havia no horizonte. Ela era o meteoro que atravessou o meu céu e me cegou com sua luz esplêndida.

Nossas respirações descompassadas se misturavam, formando uma só. Os olhos chocolates abrigavam um oceano de sentimentos que era tão profundo a ponto de me fazer afundar. E eu não me importava se poderia morrer afogado, pois ali era onde eu me sentia finalmente em paz – Era onde eu desejava estar. Era onde eu sempre desejei estar.

Mas como toda mágica tem seu truque, nosso encanto foi quebrado por uma singela lágrima que deslizou pela face de porcelana de Bella, e meus olhos percorreram todo o seu trajeto, que tomou um desconhecido caminho ao se perder dentro do decote de seu vestido. E a dor que me atingiu por ver aquela mísera gota cair de seus olhos foi tanta que tive de me concentrar para não cair ali, diante de seus pés.

Minha mão direita, sem qualquer permissão, se ergueu rumo àquela pele tão clara e macia como veludo, entretanto, eu não toquei em seu rosto e, sim, em uma estufa quase transparente que, de repente, rodeava todo o seu corpo. Franzi o cenho ao ver aquilo – Era o escudo de Bella se manifestando.

– Não toque em mim – sussurrou em um tom de rispidez que vacilou em um rompante doloroso de sua voz, e eu quase pude tocar a mágoa e dor que instalou no ambiente.

Seus olhos penetraram a minha alma, enquanto ela enxugava com raiva a maçã de seu rosto, ficando de costas para mim. E, logo, seu escudo desapareceu à sua volta.

– O que veio fazer aqui? – perguntou, virando-se e me encarando novamente.

– Eu... – Fechei fortemente os olhos, respirando fundo e abrindo-os, em seguida, fitando-a. – Vim lhe entregar isto. – Mostrei seu broche, observando-a arregalar os olhos e um leve tom rosado tingir suas bochechas.

– Obrigada – sussurrou, ao passo em que pegava seu acessório, sem me tocar e nem olhar em meus olhos.

– Não tem de quê – sorri torto, conseguindo apaziguar a tensão entre nós.

Respirei fundo mais uma vez, vendo-a me dar as costas. Olhei para o chão sob meus pés e me pus a andar para fora de sua sala, até que sua delicada e baixa voz me chamou, em um tom contido.

– Edward?

– Sim? – Parei onde estava, girando meu corpo para vê-la me olhando. – uma ruguinha sobrepondo entre suas sobrancelhas e um pequeno sorriso envergonhado preenchendo os avermelhados lábios.

– Desculpe-me – Seu olhar baixou, e eu entendi o significado daquela palavra. – Não quis ser rude com você.

– Eu que te devo desculpas – murmurei com pesar, não conseguindo fitá-la. – Muito mais do que qualquer um seja capaz de perdoar. – sorri pesaroso da minha própria desgraça, andando para fora de seu consultório antes de ouvir qualquer resposta.

O remorso me assolou, enquanto eu caminhava à sala onde os medicamentos eram guardados – Eu costumava ir até lá todos os sábados a fim de verificar os novos estoques e ver se estavam nos lugares apropriados, evitando, assim, o engano de remédios pelo fato de haverem muitas embalagens parecidas.

Analisando os analgésicos, acabei por me lembrar do dia anterior. Foi exatamente atrás daquelas prateleiras que vieram os barulhos do desconhecido, segundos antes de eu ouvir passos em direção à porta e encontrar o broche de Bella. E eu me senti ainda pior do que já estava pelas imagens de minutos atrás em que quase me deixei levar por minhas emoções.

Eu a amava tanto... E continuar a amá-la com metade do mundo contra nós, me deixava angustiado. E eu não poderia me esquecer de Charlize, a mulher que me ergueu e me trouxe de volta das sombras. Mas como continuar vivendo daquela forma, sendo que eu teria que encarar a mulher que realmente amava todos os dias?

A culpa me assolava e se tornava repetitiva. Bella sempre esteve em meus pensamentos, rodeando minha mente, atormentando meus momentos, atrapalhando minha vida. Eu me odiava por deixá-la, me odiava por amá-la, me odiava por ser tão fraco e nem perdão conseguir pedir.

Bella sempre esteve presente, apesar de tudo. Lá estava ela no dia do meu casamento, preenchendo minha mente e tomando conta de meus pensamentos. Nem os convidados tomando conta do imenso jardim da mansão de meus pais eram capazes de arrancar Bella de minha mente. E nem mesmo a minha Charlize, trajando o longo e delicado vestido branco e caminhando até o altar, era capaz de mudar o que eu realmente via.

Ali eu via a minha Bella sorrindo para mim, enquanto se aproximava, mas eu tive que me desligar e voltar para a vida real, onde não havia uma bela morena de olhos chocolate para quem eu olhava, dizendo “Eu aceito” e, sim, uma linda loira de olhos verdes que eu aprendi a amar. E me lembro exatamente de que naquele dia eu jurei a mim mesmo que faria minha esposa feliz e tentaria amá-la com a mesma sofreguidão que amava Bella. Entretanto, eu falhei na minha última promessa.

– Edward? Está tudo bem? – Ouvi alguém dizer ao longe e, tentando sair de meus devaneios, notei que Bella estava ali, movendo as mãos na frente dos meus olhos.

Pisquei algumas vezes, perguntando-me por quanto tempo estive preso em lembranças.

– Sim, eu só... estava com a cabeça longe – murmurei, franzindo o cenho e vendo que eu estava sentado.

Ela riu suavemente, ao passo em que eu levantava e via que a claridade vinda da janela estava mais fraca que antes.

– Quantas horas são? – perguntei, vendo-a pegar alguns remédios e colocá-los numa pequena bolsa. – E pra onde está levando isso?

– Hmm... As meninas que trabalham na farmácia gratuita aqui do hospital estavam em falta e decidi levar esses medicamentos a elas, já que estão ocupadas – respondeu sem parar o que fazia. – E já passa das quatro da tarde.

Arregalei os olhos; eu realmente havia ficado tempo demais imerso em minhas recordações. Pude notar sua rapidez e eficácia em pegar algumas embalagens, o que fez uma curiosidade surgir de repente.

– Quando você se transformou? – perguntei intrigado, o que a fez me encarar com o cenho franzido.

– Bom... – hesitou, provavelmente editando seus pensamentos. – Cerca de um ano e meio após você... Após o meu aniversário de 18 anos – falou, voltando ao que fazia.

– E como foi? – inquiri, aproximando-me.

Ela mordeu os lábios, fitando-me com o canto dos olhos e suspirando.

– A nossa transformação é diferente da de sua... espécie – Ela falou, continuando ao ver minha expressão curiosa. – Não é apenas... morder e injetar o veneno no organismo.

– E como é, então?

– Ao contrário de você, eu tenho sangue em meu corpo, assim como os demais vampiros da minha linhagem, e, bem... a transformação ocorre em etapas – murmurou, pegando mais alguns frascos de medicamentos. – É necessário que o humano tenha sangue de vampiro dentro do corpo.

– E como isso ocorre? – indaguei. – É algo... genético?

– Não, não... – meneou a cabeça. – Se algum ser humano estiver morrendo, um vampiro dá seu sangue pra ele beber para que ele seja curado, ou seja, o humano bebe o sangue de vampiro e fica com ele no organismo, mas ele toma isso inconscientemente... É como um instinto, sabe?

Assenti, confuso, porém, ainda mais intrigado.

– Damon me deu o sangue dele para beber um dia depois de nos conhecermos, já que... – Deu de ombros. – eu havia mergulhado no mar e acabei me afogando.

Antes que eu pudesse falar algo a respeito, Bella prosseguiu.

– A segunda etapa, então, é que o humano morra.

Estaquei ao som daquela simples palavra.

– Vo-você...?

– Sim – desviou seu olhar do meu. – Num acidente de carro... Mas como eu tinha sangue de vampiro correndo em minhas veias, eu... acordei – riu sem vontade.

Eu estava completamente sem palavras ao ouvir tudo aquilo... Não podia acreditar que Bella havia morrido! Mesmo que ela estivesse bem aqui na minha frente, era demais para minha mente.

– E a terceira e última etapa é que o recém-vampiro beba sangue humano dentro de 24 horas – sussurrou, olhando para baixo.

– Mas você disse que se alimentava de animais... – argumentei, incrédulo.

– Sim! – afirmou, voltando a me encarar. – E é verdade... Mas é que se não beber sangue humano nas 24 horas após a transformação, o vampiro morre... de verdade. – suspirou. – Stefan roubou algumas bolsas de sangue de um hospital perto de onde estávamos... – Ela se explicou.

– Eu sei... – sussurrei, assentindo. – Isso é tão estranho.

– É... – falou no mesmo tom que eu, voltando a pegar os remédios. – Mas faz parte de... Ah! – Um grito ecoou, vindo de sua garganta, enquanto Bella jogava um frasco que estava em suas mãos e o jogava longe.

Vi que ela caiu no chão, gemendo e respirando fundo, arrastando-se para longe da prateleira, onde antes colhia os medicamentos.

– Bella! O que houve? – gritei, agachando-me ao lado dela e tirando alguns fios castanhos que caiam sobre seus olhos.

– Verbena! – Soltou em uma lufada. Lembrei-me instantaneamente de quando ela dizia, durante a festa, que os vampiros de sua espécie ficavam fracos com aquela erva... Ela só não disse também que causava dor. – Me tire daqui, por favor – sussurrou em súplica, fazendo com que eu a levantasse do chão e a levava para o corredor.

– Está melhor agora? – perguntei, limpando o suor que escorria por sua testa.

– Sim... – respondeu, ajeitando os cabelos.

– Como não notou antes que lá tinha verbena? – indaguei, raivoso por nem sequer me lembrar daquilo ali.

– Tinha pouca dela dentro do frasco, então, só percebi quando a toquei... E parece que era a única que havia...

– Eu vou dar uma checada – falei, voltando à sala, pegando a que estava jogado no chão e colocando no lixo – Logo seria retirado dali pela equipe de limpeza. – e verificando se havia mais.

– E, então? – perguntou a me ver saindo do local.

– Era somente aquele – sorri de leve, entregando-lhe a bolsa.

– Obrigada – agradeceu.

Seus olhos brilhavam e me encaravam com alguma emoção que eu não podia distinguir. O castanho estava intenso, como sempre, provocando-me arrepios inconscientes. Os lábios cheios e avermelhados estavam distorcidos por seus dentes que os mordiam, deixando-os ainda mais atrativos. As bochechas coradas a deixavam viva e a vontade de tocá-la era latente. E estávamos tão próximos...

– Vou... entregar isso lá em baixo – sussurrou nervos, referindo-se aos medicamentos, e, logo, sumindo pelo corredor.

– Edward? – A voz de Charlize soou, vinda de trás de mim. – O que você e Bella faziam aqui? – perguntou acusativa, aproximando-se, enquanto eu a encarava com susto.

– Eu... Eu estava analisando os medicamentos, como faço toda semana, e ela veio pegar alguns para a farmácia – respondi, sorrindo torto.

– Você não está mentindo para mim, não é Edward? – murmurou, e eu pude ver um lampejo de dor em seus olhos.

– Claro que não, querida – sussurrei, beijando sua testa. – Mas o que faz aqui tão cedo?

Ela riu, revirando os olhos, ao me olhar.

– Cedo? – Encarou-me confusa. – Já são cinco da tarde, amor – continuou rindo. – Você disse pra eu passar aqui nesse horário pra irmos jantar!

– Oh, claro! – suspirei, lembrando-me. – Eu ando tão confuso hoje...

– Nem parece um vampiro... – meneou a cabeça, soltando uma leve risada.

Deste modo, retornei ao meu consultório, agora ao lado de minha esposa, e, depois de pegar meus pertences, entramos em meu carro e rumamos ao Per Mangiare, seu restaurante preferido.

– Quem a trouxe para o hospital? – perguntei no momento em que chegamos, abrindo a porta para Charlize sair.

– Alice. – sorriu, entrelaçando nossos dedos. – E, quando estava saindo, disse que iria fazer a coitada da nossa filha de Barbie.

Ri, imaginando a cena. Wendy era bastante vaidosa, mas simplesmente odiava quando a tia a tratava como uma boneca.

Escolhi uma mesa reservada, enquanto minha esposa escolhia que prato pedir. Foi inevitável não me lembrar da vez em que eu levei Bella para jantar ao La Bella Itália, na noite em que ela descobriu o que eu era realmente. O modo como tudo ocorria fazia-me recordar... O fato de conversarmos demais eu ter que lembrá-la constantemente de comer, os olhares enfurecidos que ela lançava à maitre... Tudo se repetia.

Após uma agradável noite com Charlize, passamos na casa de meus pais para pegarmos nossa pequena.

– Mamãe! – A voz de sinos de Wendy soou assim que ela nos via pela janela do quarto de Alice. Pude ouvi-la descer as escadas à disparada até que ela pulou no colo da mãe – no momento seguinte ao chegarmos à sala –, que a recebeu com um sorriso.

– Pronto, querida – Ela riu, olhando divertida para a filha. – Viemos te salvar da sua tia!

– Ela te torturou muito, amor? – perguntei, colocando-a em meus braços e vendo um sorriso sapeca tomar conta de seus lábios.

– Não; dessa vez foi legal – Sua risada ecoou. – A tia Alice resolveu encenar Barbie em Lago dos Cisnes, mas aí eu disse a ela que a Barbie roubou a historinha do filme A Princesa Encantada, e, teimosa como é, ela disse que era mentira, então, a vovó Esme brigou com ela – Nossa pequena riu, fazendo eu e meus pais, que também estava presentes, rirmos. – Depois o tio Jazz me salvou e a gente ficou brincando de Homem-Aranha, até agora. Fim.

– E você era a Mary Jane? – perguntei, segurando um riso, enquanto via a cena em seus pensamentos.

– Não, papai – Fez uma careta. – A Mary Jane é muito bobinha! – revirou os olhos. – Eu era o Homem-Aranha e o tio Jazz era o Duende Verde.

– Mas que noite agitada você teve – Charlize sorriu, dando um beijinho no nariz de Wendy.

Agradecemos meus pais por terem cuidado de nossa pequena – Meus irmãos estavam caçando. –, e logo voltamos para casa.

Para ouvir: Chris Daughtry – Feels Like Tonight

http://www.youtube.com/watch?v=fITz-y09Cbg

– Amor, vou tomar um banho, ok? – Minha doce mulher disse, entrando no quarto com um sorriso, segundos depois de colocar nossa menina-aranha para dormir.

– Claro, meu amor – respondi, ainda olhando para o teto. Eu estava deitado na cama, apenas com uma calça de moletom, como em todas as noites, e uma vontade súbita me atingiu.

Eu precisava ouvir a voz de Bella... E meu maior desejo era vê-la sussurrar em seus sonhos... Entretanto, isso era praticamente suicídio. E, assim que ouvi o barulho da água do chuveiro caindo, uma ideia me assolou, bem como meu ato impulsivo.

Sem nem pensar duas vezes, meu celular estava em minhas mãos e meus dedos já havia discado o número de Bella – o qual, por algum motivo inóspito, peguei naquele mesmo dia, na recepção do hospital –, e o som indicava que estava chamando.

– Alô – Sua voz soou, de repente, e quase bati em mim mesmo por tamanha idiotice.

Minha vontade era de desligar sem falar qualquer coisa, mas meu número – mesmo que ela desconhecesse – já estaria armazenado em seu celular por conta dessa ligação.

Umedeci os lábios, pensando no que dizer, e pude ouvir sua respiração se tornar pesada do outro lado da linha. Eu reconheceria aquele modo de ela respirar mesmo há quilômetros de distância, e, pelo visto, ela também reconheceu a minha.

– Edward?

Notas finais
N/A: E aí... O que acharam do cap, amores e amoras? Foi meio tenso, neah? o.O Mas eu quero saber... Gostaram da cena que o Edward entrega o broche á Bella? *sorriso malicioso* E o que acharam do lance da verbena? Tadinho do Ed, ele deve ter achado que a Bella tava dando tchuite... KOASKASOPKASOPAKSOPASKASOP E essa Wendy é tããão fofa *aperta* Quero que os meus filhos sejam que nem ela *pega a menina no colo e nina* E esse final? hoho'Bom, vocês não podem me matar, se não, ficarão eternamente curiosas *risada maléfica* HASUHASUAHSUAHSUASHUAS Vou tentar postar o prox mais rápido. E, pleeeeasee... DEIXEM REVIEWS *faz biquinho* Um grande beijo... Toodles honey