Resident Evil - Missão Índia
1 A Caminho
Notas iniciais
Se a aceitação da Fic for grande, aumentarei o tamanho dos capítulos, tal como os mesmos.
O Sol estava nascendo. A escuridão se dissipava enquanto os raios de sol atingiam, pouco a pouco, todos os cantos da cidade de Bombaim, na Índia.
O silêncio habitava ali. Não pelo de fato de a noite ainda estar desaparecendo, mas pelo fato de que a vida quase já não existia ali.
Carros estavam parados no meio da rua, fila deles. Não havia sequer uma luz acesa, ao menos a luz vermelha de um semáforo qualquer. Pedaços de vidro estilhaçado estavam caídos ao chão, ao lado de carros, ou mesmo até de janelas de prédios. A cidade havia sido destruída. Não se via animal algum, pessoa alguma. Pelo menos alguma viva.
Tudo que restava ali eram corpos espalhados pelo chão. Ou melhor, restos de corpos.
Os zumbis haviam se alimentado da carne humana. Haviam devorado tudo o que podiam, e o que restara foram ossos, algumas partes que não puderam ser mastigadas, e sangue.
No momento, por um raio de um a dois quilômetros, não havia muitos zumbis na rua. Os que se viam eram em torno de vinte e cinco. Para uma avenida grande como aquela era um número pequeno.
No momento em que o helicóptero sobrevoava uma área afastada da cidade, o sol já havia se posto por inteiro no céu. Um container não muito grande podia ser visto sendo carregado pelo helicóptero. O veículo se aproximou cada vez mais, se aproximando do solo. A área era extensa e sem nenhum obstáculo. Nenhuma árvore ou zumbi. Apenas um solo amarelado com algumas plantas brotando em pedras e cantos.
Assim que o container tocou o chão, uma corda foi arremessada do helicóptero. Uma mulher de pele parda se aproximou da porta.
Sheva Alomar parecia estar por volta de seus 25 anos. Vestia uma roupa simples, a não ser por alguns equipamentos que tinha ao redor das pernas e cintura. Seus cabelos estavam como sempre presos numa trança, o que não os empedia em balançar ao vento das hélices do helicóptero.
A mulher se abaixou, e , pela corda, começou a desce. Por fim, pulou em cima do container.
Dois homens se aproximaram da ponta do helicóptero, vestiam coletes a prova de balas e nas mãos traziam um forte armamento. Sinalizaram com a cabeça para a mulher, que os olhava. O piloto balançou afirmamente a cabeça para a mulher, que retribuiu. Um dos homens armados chutou levemente a corda, que caiu ao lado da mulher.
O helicóptero começou a se locomover novamente, subindo cada vez mais e se distanciando, até sumir de vista.
Sheva se virou de costas para o helicóptero, observou durante alguns segundos a sua volta e, num salto, desceu para o solo.
A mulher andou até a frente do container, onde puxou um grande trinco, abrindo a porta. Com um pouco de força, ela puxou a porta pesada, e a claridade iluminou o interior do contentor.
Ela entrou. Um grande lençol branco cobria algum objeto de tamanho razoável. Num dos cantos, havia um grande baú acorrentado nas paredes.
Sheva se encaminhou primeiramente ao baú. Ele não estava destrancado quando a mulher se curvou e puxou sua tampa. Muitos tipos de armas se encontravam ali. Isso incluía desde armas brancas à bélicas. Pentes e munições também não estavam em falta.
Como pôde, ela se armou com o que podia carregar. Não exagerou no peso, preferindo pegar armas de tamanhos menores, facões, alguns explosivos e munição.
Após se arrumar para conseguir carregar o armamento, ela fechou a tampa do baú. Ainda restara muita coisa dentro.
Sheva sentiu o peso adicional quando andou até o objeto encobrido pelo lençol. Sabendo o que estava ali, ela descobriu a moto com entusiasmo. Uma Harley-Davidson totalmente preta a esperava. A moto parecia estar impecável.
Com um pouco de esforço, Sheva levou a moto para fora do container. Ela já havia pegado tudo o que precisaria. Pelo menos o que a ocasião oferecia.
Após encostar a moto ao lado da parede de ferro, elavoltou a fechar a portaapenas com o trinco. Foi até a moto, onde a chave já se encontrara desde que Sheva a encontrara. Empurrou o veículo um pouco mais a frente. Era hora de se encaminhar ao seu destino.
A mulher subiu no banco da moto, deu a partida e acelerou.
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