Repentino
27 Hospital
Notas iniciais
Paola-chan : Desculpa porque ? A gente postou na data certa, finalmente.
Cat-chan : Eu to pedindo desculpas a todo mundo, primeiramente aos leitores, por dar um quase ( quase nada, um mesmo ) enfarto neles, e a você por aumentar a sua ideia, meio que me empolguei . . .
Paola-chan : Empolgou ? EMPOLGOU ? Eu tinha dito carro ! E você tacou um caminhão !
Cat-chan : Achei que ia dar mais emoção.
Paola-chan junto dos leitores : EMOÇÂO É POUCO !!! VOCÊ QUASE NOS MATOU !!!
Cat-chan : Muahahahahahahahahaha ~le lado dark ~
ATÉ LÁ EM BAIXO !!!!
POV's do Rin
Vejo uma grande luz se aproximar, porém, já é tarde para se fazer algo.
Iore, a que esta mais perto do veiculo se paralisa, Taichi a abraça, protegendo-a com seu próprio corpo, não podia deixar meus melhores amigos morrerem sem nem ao menos tentar fazer algo, salto na direção de ambos, os empurrando, porém, como disse, já era tarde de mais, o motorista tenta frear, mas já não há mais tempo.
O caminhão nos acerta, caímos amontoados no asfalto, minhas pernas estão posicionadas de maneira estranha, mas . . . eu não sinto dor, levanto meu tronco, observo em volta.
Olho para meus amigos, Taichi grita pedindo ajuda, Iore permanecia desacordada, o loiro me encara, grita cada vez mais alto, porque eu não o escuto ?
Meu mundo começa a girar, vejo tudo como se fossem slides em preto e branco.
O motorista desce do caminhão, chorando e mexendo os lábios, creio que para pedir desculpas.
Não consigo mais me segurar, meu corpo cai com tudo no chão, os pais do Taichi correm em nossa direção.
Essa é a última imagem que tenho antes de apagar.
Logo a paisagem muda, me vejo num velório.
Mas de quem ?
O meu ruivo chora mais ao longe, caminho até ele.
Comprimento as pessoas pelo caminho, mas ninguém me responde.
Sera que estão me evitando ? Mas porque ?
Chego até o mais velho, o olho dos pés a cabeça, seus olhos já estão vermelhos, sua roupa pingada pelas varias lagrimas, me doera o ver assim.
–Ei . . . porque você esta chorando ? — falo, não obtenho nenhuma resposta.
–EI !!! Eu falei com você !!! — ele continua chorando, de repente olha em alguma direção, e começa a ir até la.
Percebo que estamos indo em direção ao caixão, quem será o morto ?
Ao chegarmos, John se debruça sobre o caixão.
–Por que ? Você nunca deveria me deixar, sabia ? — o vendo desse jeito, mais me pergunto quem será.
Me inclino um pouco, me apavorando ao ver quem é.
–Eu disse que não conseguia viver sem você ! — o ruivo praticamente grita.
Como ? Como eu posso estar morto ?
E mais uma vez tudo escurece, dessa vez me vejo num hospital.
Toco em meu rosto, desde quando eu tenho barba ?
E porque meus cabelos estão tão compridos ?
Olho para frente, vejo um John em torno dos seus trinta e cinco anos, sentado na cama.
Ele me abraça e deposita um selinho em meus lábios.
–Eu sabia que você ia acordar ! — ele diz, me abraçando de novo.
–Quantos anos eu tenho ?- pergunto.
–Vinte e nove. — ele diz com pesar.
Como assim ?
Até ontem eu tinha apenas dezesseis, e o John vinte e um, como ficamos treze anos mais velhos de um dia para o outro ?
Toco em meu rosto de novo, cinto a barba sobre meus dedos.
Eu . . . .perdi . . . treze anos da minha vida ?
Olho pro ruivo, toco-lhe a face.
E ele ? Eu o fiz perder todo esse tempo ?
Não. . . .
Não.
Não!
Tudo escurece novamente, mas dessa vez, não tem uma próxima paisagem.
Abro os olhos.
Toco no meu rosto com ânsia.
Sem barba, certo ?
Sim . . .
Ufa ! Nunca fiquei tão feliz de não ter barba !
Olho pela janela, vendo o nascer do sol.
Nunca tinha visto um, era mesmo muito bonito. Mas, pera um pouco, essas não são as cortinas da minha casa.
Observo em volta, estou mesmo num quarto de hospital.
A sala é toda branca, num dos lados tem três camas, divididas apenas por criados mudos e na frente das camas a alguns sofás. Num de cinco lugares estão sentados meus pais, minha mãe apoia sua cabeça no ombro de meu pai, no lado deles, só com o espaço de um acento, os pais do Taichi, de mão dadas, mais pro lado, num acento para dois, os pais da Iore, cada um virado para o seu lado, como se ignorasse a existência do outro, numa poltrona pra um, meu irmão se espreme com a Nagase, já no chão, ao lado da cama do Taichi, esta o Yamato e do lado da minha o John.
Um John com seus trinta anos.
Brinks, ele tá com vinte um, assim como eu o vi da última vez.
O.k., não igual, esta mais cansado.
Todos na sala estão dormindo, e pelo jeito, todos estavam bem preocupados, julgando pelas olheiras.
Olho para os meus amigos nas camas ao lado, Taichi esta dormindo, vários fios ligados a seus braços, olho para mim e vejo os mesmos fios, mas na Iore . . . ela esta com mais e sua testa é coberta por uma bandagem.
Não to entendendo nada, até quando o que eu vi foi sonho ?
Bom, morrer eu não morri.
Sinto o John se mexer, coloco de volta minha cabeça no travesseiro tapando meus olhos com meu cabelo, podendo assim ficar com os olhos entre abertos sem ninguém ver.
Eu sei, isso foi muita sacanagem, já que eles devem estar preocupados comigo, mas eu to com muita curiosidade, eu quero saber sobre o que eles falaram e o que eles fizeram nesses dias.
Pra falar a verdade, eu quero saber como eles ainda não se mataram.
O ruivo anda até mim, segura minha mão, beijando as costas dela.
–Bom dia. — ele me olha, eu tenho que me segurar pra não o abraçar. — eu to feliz, sabe porque ? — ele faz uma pausa, põe a mão em meu rosto, fazendo carinho nas minhas bochechas.- porque hoje pode ser o dia que você vai voltar pra mim.
Ele se agacha e deposita um selinho em meus lábios.
Eu ia o abraçar, pelo amor de Deus, eu não sou um insensível sem coração.
Mas antes que eu fizesse qualquer coisa, escutamos a porta se abrir.
–Oh, desculpa. — diz a enfermeira.
–Não, eu que tenho que pedir. — sorriu, não, não sorria pra ela John !
Já não gostei dessa mulher.
–Trouxe o café da manha de vocês – ela caminha até um dos criados mudos e coloca em cima de uma bandeja com café, copinhos e sanduíches. — então eu realmente estava certa. — pensa em voz alta.
–O que ? — o ruivo diz, sem largar a minha mão em nenhum instante.
–Ele é seu namorado né ? — ela pergunta.
Ele olha pra mim e começa a acariciar a minha mão.
–Não. . .- ele diz como se aquela fosse a coisa mais certa em sua vida.
Senti meu coração apertar.
Então o que eu sou ?
Mais um caso ?
–Ele é a minha vida. — completa a frase.
Meus olhos enchem de lagrimas.
Como eu pude desconfiar dele ?
Sempre pensei que o John só dizia essas coisas porque eu estava ali, nunca pensei que ele não me amasse, longe disso, mas mesmo assim . . . nunca pensei que fosse tão real.
–Você realmente o ama muito. . . — diz a mulher, é ele me ama, agora tira esse olhinho dele querida. — . . . e eu sei que ele te ama também.
É . . . Isso é verdade.
–Todas as noites quando eu venho colocar uma bolça de soro nova ele fica cochichando o seu nome, bom, ou eu espero que você seja o John que ele tanto fala.- ok, espero que meu cabelo tampe todo meu rosto, porque eu to muito corado.
Ele deu uma pequena risadinha.
–É sou eu . . . — eu preciso dizer que o amo mais vezes.
A enfermeira fala em um tom de voz séria : — Ele esta melhorando, deve acordar logo.
–Muito obrigado pela força. — o John diz. — não só agora, mas nos últimos dias, você tem sempre trazido café da manha e alguns lanches durante o dia para nós, eu sei muito bem que não esta dentro das suas funções como enfermeira fazer isso.
E também, pelo jeito, continuo com um rostinho de bumbum de neném.
Só o acidente foi verdade então.
Qual será o estado dos meus amigos ?
–Bom, não é sempre que eu me deparo com três jovens em coma, principalmente com famílias e amigos tão dedicados que moram no hospital só pra serem os primeiros a serem vistos quando eles acordarem, realmente é uma esperança admirável, eu só me comovi, espero que eles acordem logo. — ela anda em minha direção, tira meu lençol.
–E as pernas dele ? Como estão ? — o John pergunta.
Como assim as minhas pernas?
–Melhores do que eu esperava. — ela toca nas minhas panturrilhas, elas doem. — pra falar a verdade, ele teve sorte, poderia ter ficado paraplégico.
Paraplégico ?
Um calafrio passa pela minha espinha.
Bom, mas ela disse que eu poderia . . . isso significa que eu não fiquei nee ?
Pera, ela disse sorte ?
O universo resolveu me recompensar agora ?
–Ele só distendeu um músculo na direita e na esquerda, ele só luxou, não quebrou, ainda bem.- ela mexe mais um pouco e logo as solta.
–Deve ter doido muito na hora. — o John fala.
–Pra falar a verdade, não, com o choque, ele bateu com a cabeça, seus sentidos foram desligados na hora, inclusive o da dor. — diz indo em direção a porta. — tenha um bom dia, e mais sorte que ontem viu ? Eu sinto que é hoje que ele vai acordar ! — ela diz.
Intuição feminina, as vezes você me assusta.
Enfim, a sós de novo.
Só que não.
A minha família começa a acordar, e com a balela do bom dia pra todo mundo, acordou os pais do Taichi e os da Iore.
Resumindo, aquela possibilidade de eu acordar e ir em direção aos braços do John caiu de 90% pra 0.
É, as vezes a tua família é uma baita de uma estraga prazeres.
Mas não vou reclamar deles nem ser mau agradecido, fiquei feliz em saber que eles ficaram tão preocupados comigo.
Os pais do Taichi me encaram e logo ao John também, ele ainda esta segurando a minha mão.
–Bom . . . desde o momento que eu cheguei aqui eu quero perguntar . . . qual a sua relação com o Rin ? — perguntou diretamente pro John.
–Nós namoramos. — ele olha para os pais do Taichi, que estão pasmos. — Algum problema ?
–Você permite isso, Watanabe ?- eles sempre trataram meu pai pelo sobrenome.
–Sim, porque não permitiria ? Se meu filho vai ser feliz assim, não tem porque ir contra. — fala indo pegar um café.
–Mas que absurdo ! — fala Nami, mãe do Taichi.
–Se você abrir a boca pra falar do meu irmão eu juro que te quebro ! — meu irmão fala, ele olha para a Nami. — Pouco me importo se você é mulher ou não.
Todos ficam pasmos. Como assim ? Meu irmão, o que sempre é brincalhão e sem noção tá me defendendo ?
É nesses momentos que eu o amo !
–Calma ! Todo mundo se acalme agora !- grita a Nagase – Calma amor, não vale a pena.
Olho pra Yamato, ele só fica sentado no chão, sem fazer nada.
Eu ia ficar com raiva, mas escuto a voz do Taichi na minha cabeça.
“Claro que não ! Eles nem aceitaram o fato de eu ser gay ainda e você quer que eu já leve meu namorado em casa ?”
Eles não devem saber o que tá acontecendo entre ele e o Taichi, o Yamato só deve ter conseguido entrar aqui por causa do John, ele deve tá engolindo uns bons sapos por causa disso.
Ele só tá respeitando a última decisão do Taichi.
–Quanto desperdício . . . — fala a Nami. — rapazes tão bonitos fazendo isso, só falta você dizer que também é gay, HA HA HA -ela começa a dar risadas, falou essa última frase pro Yamato.
Porque será que eu to achando que a paciência do Yamato foi pro espaço ?
A é, talvez seja pela aura assassina envolta dele, ou pelo fato dele estar levantando do chão.
To com a impressão que essa não é a primeira vez que eles abordam esse assunto.
–E se eu for, o que você vai fazer ? — ela para de rir, todos estão olhando pro Yamato.
–Esse mundo tá perdido mesmo. — o pai do Taichi diz.
–Não me admiro que o Taichi não goste dos pais que tem . . . — o moreno fala.
–E o que você sabe sobre o Taichi pra ir falando coisas assim ? — Nami se intromete.
–Mais do que vocês.- uuuuuuuh, essa doeu em mim.
–Cala a boca ! — grita Nami.
–Por que ? Só porque eu me importo mais com seu filho do que você ?
–Fica quieto ! Você não sabe nem metade da missa !
–Bom, eu sei que vocês dois – aponta para os pais do Taichi – São tão egoístas que nem aceitar o filho aceitam, que não se preocupam com a felicidade dele.
–Eu me preocupo sim !- o pai do Taichi fala.
–Então prove ! Aceite ele !
–Você é um completa estranho, o que realmente sabe ? — diz Nami.
–E quem disse que eu sou um estranho ? — o Yamato tá a ponto de socar algo, ou alguém.
–Por que você tá defendendo tanto o meu filho ? O que você é dele afinal ?
–Namorado, algum problema ? — Nami perde a fala, cai sentada no sofá, ao lado do pai do loiro.
O Yamato percebe a burrada que fez e se senta de novo no chão, ao lado da cama do Taichi.
–Então você é o culpado ? — fala Taira, o pai do Taichi . — você é o culpado pelo meu filho ser assim ? Você o levou pro mau caminho ! — o homem levanta, apontando pro Yamato, que permanece sentado.
–Seu filho já nasceu assim, eu só o conheci e o amei do jeito que ele é, perfeito.- quando a palavra amei foi falada, Taira ficou com a maior cara de nojo que eu já vi.
–Amou . . . AMOU ? O que você já fez com o meu filho, desgraçado ? — ele grita bem alto.
–Nada que ele não quisesse.-ele tenta ficar calmo,mas na sua voz já da pra ver, ele tá furioso.
Taira pensando merda em . . . .
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–O QUE ? NADA QUE ELE NÃO QUISESSE ? Você deve ter estuprado ele ! Essa é a única explicação pro meu filho estar DOENTE !!!- ele grita.
Dessa vez não é o Yamato ou meu pai que responde.
Mas sim, eu.
–DOENTE É VOCÊ ! — todos me olham pasmos.
Começo a arrancar cada fio de mim.
–Pra mim só é doença quando se faz mal . . . . — estou arrancando o último fio da minha veia. — . . . e vocês só fazem mal pro Taichi . . .
Caminho em sua direção.
Todos me olham chocados.
–. . . Se o Taichi tem alguma doença . . . — chego no Taira.- . . . Essa doença é vocês dois. — cuspo em seu rosto.
Minha saliva escorre por sua bochecha, ele esta paralisado.
–Rin . . . — Nagase fala. — . . . já chega.
–NÃO! — grito, começando a tirar todos de seus devaneios.- sabe . . . — me viro para Taira e Nami, que já esta de pé.- se o Taichi morresse naquele acidente, sabe a última coisa que ele teria sentido por vocês ? — olho bem nos seus olhos – Medo.
Chego perto de seus ouvidos, colocando minha cabeça no meio das deles.
–Talvez até um pouco de nojo . . . — faço uma pausa – É, da pra ver o quanto vocês amam o filho de vocês. — falo com irônia.
Mas logo a adrenalina se vai e eu sinto uma forte dor nas pernas, começo a cambalear pra trás e me choco com algo que me segura firme, sinto um aroma familiar.
–John . . . -falo pouco antes de desmaiar.
~O~
Começo a abrir os olhos, calmamente, vejo um amontoado de gente na minha volta.
Que que é ? Virei o papa agora ?
–Eu disse, ele só desmaiou — fala a enfermeira, medindo minha pressão.- ele fez movimentos muito bruscos depois de passar muito tempo parado, sem contar que arrancar todos os canos de si próprio do nada também não é muito recomendado.- ela tira o medidor de pressão de mim e sai do quarto.
–Meu filho ! — minha mãe derrama lágrimas e me abraça forte meu pai se junta a nós e meu irmão em seguida.
É bom senti-los de novo.
–Eu amo muito vocês também mas . . . eu preciso respirar ! — falo e eles saem de cima de mim.
–É, você precisa respirar, mas não vai se livrar de um abraço meu, viu ? — diz Nagase que me abraça logo após, nós nos abraçamos por um tempo e depois sai de cima de mim.
Minha mãe fica me olhando, meu pai também, ele tenta limpar as lagrimas dela e . . . ele tá chorando ?
Meu irmão e a Nagase ficam abraçados.
Olho pro John, ele senta do meu lado e segura a minha mão.
–Você esta bem ? — ele pergunta.
–Sim . . . — falo .
–Ei, vocês dois, não precisam ficar envergonhados, podem se beijar se quiserem, todo mundo sabe que vocês já fizeram muito mais que isso — eu juro que mato o nii-chan.
–Ufa, ainda bem que vocês não se importam. — diz o John fazendo todos rirem, logo ele me tasca um beijo.
Não vou descrever porque vocês já sabem como os beijos entre mim e o John rolam, a única coisa que vocês tem que saber, é que esse beijo foi muito intenso para um beijo em publico, serio, minha boca ficou inchada ! E vermelha, que nem o meu rosto . . .
–Nossa ! Até eu senti calor com essa ! — cara, eu até já tinha esquecido que a mãe da Iore tava ai !
–Cala boca, ninguém pediu a tua opinião. . . — nossa, o pai da Iore tá revoltado.
–Você vai começar de novo . . . — ela fala.
Eles começam aquelas discussões nada sérias, Nagase tenta animar os ânimos.
Olho pros sofás, os pais do Taichi não estão ali.
O John se deita na cama comigo, me abraça.
Onde eles foram ?
–Eles foram pegar umas mudas de roupa em casa. — o John me fala.
–O que aconteceu depois que eu desmaiei ? — falo, me ajeitando em seu peito.
–Bom, eu fiquei te segurando, Taira e Nami ficaram tão chocados que não se mexeram por uns cinco minutos, depois falaram que iam buscar roupas em casa e saíram, nos buscamos a enfermeira e depois você acordou. — olho pro rosto do John.
–Eu dormi por quanto tempo ? — falo.
–Duas semanas.- ele fala beijando a minha testa.
Pera . . .
–E as aulas ?
Eu quero me matar !
Que tipo de pessoa pensa em colégio depois de acordar de um coma ?
–Toda a cidade se comoveu com o acontecido, mas o motorista não foi preso, ele era filho do dono de uma com confeccionaria de carros, parece que ele ficou bêbado e roubou um caminhão da loja do pai, ele não ia ser preso, só que todos na cidade começaram a protestar. O rostinho de vocês três começou a aparecer na TV todo dia. — ele deu uma risadinha.
–Qual a graça ? — pergunto.
–É que você não viu a tua foto que mandaram pra TV. — ele ri mais um pouco – Não sabia que você já tinha usado aparelho.
OH
MY
GOD!
–Merda ! — não acredito nisso ! Só falta eles terem enviado a que eu to com uma espinha do tamanho de uma segunda cabeça no nariz, bem na pontinha.
É, não é de hoje a minha má sorte.
–Bom, mas enfim, mesmo o povo insistindo, o cara não ia ser preso, ele tinha sumido do mapa, só que eu o achei, grampeei o telefone dele e descobri que ele ia pra fora do país. Então decidi que era hora de dar uma “ajudinha” pra policia.- opaaa, não gostei das aspas.- No dia seguinte ele apareceu na porta da delegacia, com três costelas quebradas, um tímpano furado, com apenas cinco dentes na boca, oito cortes nos braços, sete dedos sem unhas . . . -fiquei com pena do cara. — Que que é ? Esse cara já tinha estuprado alguém e saído em pune !
–Mas você não é policia pra sair fazendo justiça ! — na verdade, aquele cara merecia, mas eu tava com medo que ele quisesse se vingar do John.
–Ah, qual é ! O Yamato fez mais da metade de tudo isso ! — ele fala.
–Meio a meio, cara. — o Yamato fala, logo olho em volta.
Todos estavam olhando pra mim e pro John.
–Ta legal, o filho de vocês arrumou um namorado ou um guarda-costas ? — pergunta a mãe da Iore.
–Os dois. — Nagase fala e todos nós rimos.
Era bom saber que o pesadelo tinha acabado.
A porta abre e os pais do Taichi entram.
Todos param de rir e ficam os olhando, eles olham pra mim, ficam inexpressíveis.
Eles olham pro próprio filho, Nami tem que segurar a mão do marido pra homem não ir até la.
Yamato esta sentado na cama, de mãos dadas com o Taichi, o moreno se levanta da cama.
–Quero falar com vocês dois. — diz. — se vocês não vierem eu digo aqui mesmo.
–Sobre o que seria o assunto ?- pergunta Nami, que esta bem mais calma.
–Sobre o futuro do seu filho. — começa a caminhar até a porta. — se é que isso ainda importa pra vocês.
Eles, Yamato, Taira e Nami, saem do quarto e vão até o corredor, eles fecham a porta.
Todos ficam quietos dentro do quarto, todos aqui são uns xeretas dos infernos, bando de curiosos.
“-Então, o que é ?”- Taira pergunta.
“-Agora que vocês já sabem do meu relacionamento com o seu filho, eu quero que saibam que se não aceitarem, eu vou tirar o Taichi da casa de vocês e ele vai passar a morar comigo”- ele fala convicto.
Choquei !
Como é que é ?
“-Você ficou louco ?”- diz Nami.
“-Não, eu só decidi que não vou deixar a pessoa que eu amo sofrer por causa de vocês” — o moreno disse.
“-Mas isso é contra a lei !” — fala Taira.
“-Na verdade não . . .” — começa Nami.- “se o próprio Taichi entrar com uma ação na justiça é possível”
“-Mas aonde ele vai achar um advogado?”- pergunta Taira.
“-Eu me esqueci de mencionar? Sou formado em direito” — o Yamato fala.-”e tenho os meus contatos, então, se não aceitarem e começarem a o tratar melhor, é certo que eu vou tira-lo de vocês”
Com essa última frase entra no quarto, volta a sentar na cama do Taichi e segura a sua mão.
–Você não acha que pegou muito pesado com eles ? Você falou que ia tirar o filho deles. — diz o John.
–Não me julgue John, eu sei que você faria a mesma coisa pelo Rin, pra falar a verdade, já fez.
–Já fez o que ? — olho pro lado.
O Taichi acordou.
Notas finais
Paola-chan : Você só não pôs um final que nem o último com medo que eles te batessem né ?
Cat-chan : . . . .Enfim, eu ganhei trufa de paçoca !!!!
Paola-chan : Eu que dei !!!!
Cat-chan : Eu tirei até foto, virou até meu papel de parede do celular. ³3³.
Paola-chan : O pior é que ela não tá mentindo !
Cat-chan : Vou deixar as fotos aqui depois ! Se deliciem ! Ahh, a primeira é o meu papel de parede do celular !
Paola-chan : A Catita fez um ensaio foto gráfico pra truffa !
Cat-chan : Claro, né ? kkk , até o próximo cap gente !
ATÉ SEMANA QUE VEM !!!
P.S.:A gente devia ganhar dinheiro por fazer propaganda !
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