Repentino

28 Taichi e seu mundo paralelo .


Notas iniciais
Paola-chan: Yooo minna !
Cat-chan : oi.
Paola-chan : Que foi catita ? Por que esse oi tão seco.
Cat-chan : Que é ? Quer que eu jogue água na cara das pessoas ?
Paola-chan : Visf . . . essa ai ta com TPM.
Cat-chan : Como eu queria q fosse só isso . . .
Paola-chan : Que foi ?
Cat-cahn : Te lembra da mecha de baixo do cabelo que eu descolori sozinha ?
Paola-chan : Sim. . .
Cat-chan : Bom, eu queria pintar de roxo, mas . . . só deu pra fazer de vermelho, e agora sabe que cor ta ? ROSA ! MEU CABELO TA ROSA !
Paola-chan : hahaha, quem mando fazer tudo em casa !
Cat-chan : E o pior, eu fui pegar o meu computador e quebrei, ta ligada na desgraça ? Quebrei o carregador !
Paola-chan : Hoje vc ta tendo um dia de Rin em ? KKKK
Cat-chan : Pelo menos comi branquinho com biz :3.
Paola-chan : Sempre fazendo gordice . . .
Cat-chan : EIIIIIIIIIIII !!!
ATÉ LA EMBAIXO !!!
P.S.: A gente tinha posto um cap viso, mais o Nyah foi troll e tirou do ar, ¬¬, a gente vai dar um jeito nisso depois.

POV's do Taichi.

O caminhão acabou de se chocar conosco.

Percebo que Iore não esta acordada, a balanço em tentativa de acorda-la mas não funciona.

Olho para o Rin, peço-lhe ajuda, grito seu nome. Ele não responde, acho que não me escuta.

Minha cabeça lateja, meus olhos começam a embaçar, mas não permito me cair na tentação de fechá-los, pois sei que se o fizer não os abrirei tão cedo novamente.

O motorista, com algumas lagrimas nos olhos, pede desculpas e implora que não o denunciemos, pois alega que já vez besteiras de mais, depois de alguns instantes o homem decide ir embora, porém, em vez de reclamar apenas volto meus olhos para meus amigos.

Viro me em tempo de ver Rin desmaiar. Meu peito aperta, agora sou o único com consciência. Pelo menos uma parte dela.

–Taichi !!! — escuto a voz de minha mãe cortar o silêncio e invadir meus ouvidos.

Não a respondo, não tenho mais forças para realizar tal ato.

Logo sinto os braços do meu pai me pegarem e, finalmente, me colocarem de pé, me encosto no poste ao meu lado, certamente não consigo me equilibrar sozinho.

Observo meus pais carregarem meus amigos até a calçada, colocando seus corpos inertes apoiados na cerca de nossa casa.

Caminho, me apoiando nas paredes e muros, até eles, sento me no lado de Rin.

Minha mente vaga pelo céu, não consigo mais me concentrar em nada, minha mente esta cada vez mais nublada.

Apenas percebo que estou realmente desligado quando já estou na ambulância, paramédicos me examinam, perguntam se eu estou bem.

Pergunta totalmente desnecessária na minha opinião, tanto que nem respondo.

Eles me mandam ficar com os olhos abertos, não dormir e eu consigo.

Por um tempo.

Nossa chegada ao hospital é realmente turbulenta, fiz me entender que Iore foi fazer uma cirurgia, não conpreendi muito bem o porque disto, já o Rin estava bem, parcialmente.

Estava em coma.

Já minha mente, continuava nebulosa, nada estava claro, era como se eu tivesse tido uma noite mau dormida e agora fosse impedido de pensar pelo sono.

Falando em sono . . . minhas pálpebras começaram a pesar cada vez mais, parecia quase impossível as manter aberta.

Começaram a fechar-se sem nenhuma permissão.

A última coisa que escutei e vi foi a enfermeira.

Gritando para que eu não fizesse aquilo.

Assim que meus olhos se fecharam a escuridão invadiu minha visão, porém, logo já estava em um quarto, um quarto branco.

Havia uma mesa no meio da pesa, em sua superfície, uma pistola.

O que esta havendo ?

–Taichi. — a voz grave de meu pai ecoa no quarto.

–Pai . . . — no seu lado esta minha mãe- . . . mãe . . .

–Amor . — olho para o lado oposto, e la esta meu moreno, com a mesma roupa do dia em que se declarou a mim.

–Yamato . . . — mau termino de falar e uma voz fala.

–Escolha. — meu corpo começa a andar involuntária mente até a pistola, a pegando de cima da mesa.

–Escolher ? — repito.

–Sim, escolha ! — fala novamente, estou com o dedo no gatilho. — O amor de sua vida ou seus familiares. — faz uma pausa, não respondo. — Escolha !!!

–Quem é você ? Por que esta fazendo isso ? — pergunto, desesperado, minha mão não larga a arma.

–Eu sou você, Taichi. — um volto preto aparece no meu lado. — eu sou o lado negro de sua mente. — percebo que o vulto ganhando forma. — mais você pode me chamar de obscuro, afinal, sou aquele que te amedronta, sou aquele que você esconde, sou aquele que você tem medo que o mundo veja.

O vulto esta com uma forma agora.

A minha forma.

Ele me rodeia, seu manto preto arrastasse no chão.

–Não . . . -sussurro.

–Sim !- ele diz, parando em minha frente. — você esta me reconhecendo, não é ?Esta vendo o que eu sou.

–Não . . . — olho pro Yamato, ele esta paralisado, olho meus pais, a mesma coisa.- o que você fez com eles ?

–Nada. — diz. — ainda.

Esse não pode ser eu, não pode.

–E então . . . quem você escolhe ? — diz, ele não para de caminhar de um lado ao outro. — estou cansando de esperar.

–Eu não posso escolher entre eles ! — grito.

–Ah, pode sim, ou você esqueceu ? Eu sou você ! Sei que você pode, mais não quer. — fala. — você não quer magoar ninguém. — chega perto de mim. — Você nega sua curiosidade, fazendo ela ir para seu lado obscuro, resumindo, para mim.- ele agarra meu queixo e sorri. — então escolha logo, estou cansando de esperar.

–Não vou escolher ! — digo.

Ele bate em meu rosto, porém, seu sorriso psicopático continua encravado em seus lábios.

–Então . . . — ele se aproxima do Yamato. — eu vou ter que te ajudar a escolher.

Ele estende a mão, logo vejo o Yamato se contorcer, seus gemidos de dor me rasgavam por dentro.

–Para ! Para já com isso ! — falo, não, grito.

–Aqui você não tem o poder de me ignorar. — ele diz, calmo. — quem manda aqui sou eu.

O Yamato grita.

–E é bom se acostumar, porque vamos ficar um bom tempo “brincando”. — fala me desesperando.

Espero que não seja verdade.

~o0o~

TRÊS DIAS DEPOIS . . .

Estou sentado num dos cantos da sala, com os joelhos levantados e minha cabeça entre eles, meus olhos estão arregalados, minhas lagrimas já se foram, se esgotaram.

Não sei quanto tempo estou aqui, mais já estou perturbado.

–Ahhhhh que tédio ! — obscuro fala. — só apertar seus membros internos já perdeu a graça !

Começo a me balançar, como um bebe no berço.

–Isso já esta me irritando, pode parar ? — fala, não o obedeço- tudo acabaria se você escolhesse, sabia ? — fala, não o respondo, ele suspira. — que droga ! Já fazem três dias que estamos aqui e eu nã . . .

–Três dias ? — o interrompo.

–Sim, sim, o tempo aqui passa cinquenta vezes mais rápido que o normal. — ele diz como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.

–Então . . . você quer dizer . . . — eu comecei.

–Sim, que enquanto você acha que passou cento e cinquenta dias aqui, na verdade foram apenas três. — finaliza com um sorriso na face.

Obscuro começa a andar em direção ao Yamato, logo uma faca surge em suas mãos.

–Acho que vou começar pelo dedão . . . — ele fala, como se fosse pra si mesmo, bom, não deixava de ser.

–Por que você esta fazendo isso ? — pergunto.

Ele para subitamente e fala : — você é sádico ?

–Não !!! — respondo, ele volta a andar.

–Exatamente. — fala direcionando a faca em direção aos dedos do moreno.

Ele corta o dedão fora, fazendo o moreno urrar de dor, porém, ele não diz nada.

–Por que eles não falam ? — perguntei.

–Por que eu não deixo, você tem que decidir por si só. — diz.

–Por que ? Por que você quer tanto saber quem eu escolheria ? Isso é só uma ilusão . . . — digo.

–Ai é que você se engana, isso é uma representação do seu maior medo, a escolha que você fizer aqui vai refletir na sua vida. — fala tirando mais um dedo.

–Para com isso ! Ele não tem que sofrer !- grito.

–Você é que esta o fazendo sofrer, se você escolher entre ele e a sua família, acaba com o sofrimento de todos aqui. — fala arrancando mais um dedo.

~o0o~

MAIS QUATRO DIAS . . .

–Você insiste em não escolher ! — obscuro grito comigo. — Eu já estou ficando cansado disso !

–Eu nunca vou escolher, nunca. — falo serio.

Passou-se mais de um ano, na minha percepção, não tenho mais medo dele, já vi muita coisa aqui dentro.

–Cansei ! Tenho mais coisas para fazer do que ficar te aturando. — ele anda até a mesa, onde, depois de uns dias, ele deixou a pistola, pega e aponta para meus pais.

–Se você não escolher, eu escolho. — logo surge outra arma em suas mãos, mais esta aponta para o lado oposto, para o Yamato. — ou melhor, se você não escolher, todos morrem.

Eu não poderia deixá-los morrer assim.

Mais é só uma ilusão, porém ele me disse que a escolha que eu fizer aqui ira refletir na minha vida .

Pense Taichi, pense.

Ele é tudo que eu odeio !

.

.

.

É isso.

–Você não sente remorso ? — falo, eu odeio remorso. — digo, remorso de fazer isso comigo e com você mesmo.

–Sim, claro que sinto. — seu sorriso sumiu. — mais eu já tenho que lidar com todo o SEU remorso, só mais um não me fara mau.

Ele não tem o minimo senso de auto preservação.

Eu odeio gente assim.

O olho, já é tarde de mais, ele engatilha e atira.

Me permito olhar bem nos olhos de obscuro, suas orbes são negras, assim como seu coração.

Sem pensar mais, pulo para um de meus lados, indo de encontro com uma das balas, ela atinge meu peito porém, não doí, uma luz aparece na minha frente.

–Merda. — diz obscuro.

–Eu disse para você não fazer nada de cruel a ele ! — alguém fala, olho para minha frente e vejo . . . eu ?

O ser parecido comigo usa roupas inteiramente brancas, seus olhos são azuis.

–Você não devia se meter nisso, Bondade ! — grita obscuro. — eu tenho a autorização da consciência !

–É, mais a sanidade me mandou aqui, você piro ? Você está nos enlouquecendo ! Todos nós ! — Bondade aponta pra mim.

–E quem é você ? — pergunto.

–Ah, esse ai é Bondade, como o nome já diz, ele é o seu lado bom. — Obscuro explica. — resumindo, um estraga prazeres.

–Já chega, não ? Seu tempo se esgotou. — diz Bondade para Obscuro.

–Eu consegui que ele escolhesse, não preciso de mais tempo.- ele fala sorrindo.

Olho pra tras.

Eu escolhi o Yamato.

O moreno some, assim como meus pais.

–Bom, meu trabalho acabou, então já vou indo e . . . -Obscuro começa mas é interrompido.

–Não, você não vai a lugar nenhum, nos temos que ficar aqui até ele acordar. — Obscuro fuzila Bondade com os olhos. — O que é ? Se eu pudesse te mandava embora, mais Sanidade mandou nos dois ficarmos aqui.

–Sanidade enlouqueceu ! — Obscuro gritou.

–Nisso temos que concordar . — fala Bondade.

Ambos olham pra mim.

–Você esta bem ? — Bondade se aproxima de mim e me estende a mão.

–La vai o pucha saco. — fala Obscuro.

Estou começando a achar que minha mente quer me deixar louco !

~o0o~

MAIS TRÊS DIAS . . .

É, minha mente me quer louco, esses dois sempre estão brigando !

Mais tenho que admitir, os últimos meses com eles foram muito engraçados, a única coisa ruim é a saudade que sinto de meus amigos e do meu amor, até de meus pais.

–Aiiiiiii, como você é chato Obscuro ! Já disse, só você aqui gosta de chocolate preto ! — fala Bondade, me tirando de devaneios.

–Claro ! Você e o Taichi tem o mesmo gosto ! É obvio que eu vou ser o único ! — Obscuro grita.

–Taichi, faz ele parar ! — fala Bondade.

–Bondade, eu já disse, aqui eu não consigo controlar o Obscuro, ele não me escuta. — digo.

–Viu, eu mando aqui ! — diz Obscuro.

–Manda nada ! Quem manda é a Consciência e a Sanidade, em conjunto.- diz bondade.

E por ai foi a briga, mais depois de um tempo Obscuro disse algo que me fez prestar atenção de novo na briga deles.

–Eu to é com pena do Inocência, ele tá com os dias contados . — fala.- já tá até fazendo as malas.

–Que isso ! O Taichi não vai mandá-lo embora tão rápido ! — rebate bondade.

–Você não acha que assim que ele acordar aquele tal de Yamato não vai tratar de tirar a Inocência dele ? — falou Obscuro, me fazendo engasgar.

–Como é que é ? — falei.

–Você escutou, sei que ele vai fazer isso. — ele olha pra mim. — quer dizer, nós sabemos hehehe.

–Não seja mau ! — falou Bondade.

E a discussão voltou ao normal, me intrometia de vez enquanto, porém, o que eu mais fazia era rir da cara dos dois.

Ou melhor.

Da minha.

~o0o~

DEPOIS DE QUATRO DIAS . . .

Estávamos todos caminhando, parece que Sanidade permitiu que eu tivesse mais espaço pra andar, então, me deu uma praia.

Gostei de Sanidade.

Todos estávamos de calções de banho, o meu era verde, o de Obscuro, preto e o de Bondade, branco.

Depois de algum tempo, Consciência achou que seria melhor se eles voltassem a sua forma real.

Eles estavam iguais a mim para não me assustar, ou algo do gênero.

Obscuro tinha cabelos pretos e olhos igualmente escuros com algumas sardas, já Bondade tinha cabelos brancos e olhos azuis claros, seus lábios eram bem rosados, nos três continuávamos com as mesmas feições.

Consciência disse que, como todos nós somos partes de um só ser, não podíamos ser muito diferentes.

Logica, venha ca, eu quero falar com você.

–Você esta bem ? — pergunta Bondade com um sorriso no rosto.

–Pare já com isso, Bondade ! — disse Obscuro.

–Parar com o que ? — falou.

–De sorrir pra ele por qualquer coisa. — disse Obscuro.

–Ciumes ? — ri Bondade.

–Talvez. — diz Obscuro com um sorriso no rosto, Bondade corou.

–Espera um pouco, você podem ter relacionamentos ? — pergunto.

–Sim, porque não ? — fala Bondade.

–Por que vocês são todos iguais. — falo.

–E o que que tem ? Nos apaixonamos pela pessoa, não pela aparência dela.- diz Obscuro.

–Nossa, você disse algo legal.- falo, e todos rimos, menos Obscuro, é claro.

–Só um conselho para você, Bondade. — disse Obscuro, tentando nos fazer parar de gargalhar. — sorria só pra você de vez em quando.

–Que pensamento egoísta ! -disse Bondade.

–É, talvez seja. — fala Obscuro. — mais que lhe faria bem, faria.

Andamos por mais alguns quilômetros, conversamos e rimos muito.

Também brigamos.

Depois do que me pareceram horas Bondade parou subitamente.

–Parece que Sanidade quer falar comigo, voltarei logo. — diz, desaparecendo em seguida.

Caminhei mais um tempo com Obscuro, não ficamos sozinhos desde aquele incidente.

Ficamos em silêncio por mais um tempo.

–Ok, entendi . . . — ele diz. — façamos o seguinte, que tal uma corrida ? — me propõem.

Estranho, afinal, eu gosto de competições.

–Com uma aposta junto, é claro. — completa.

Sabia !

–O que apostaremos ? — pergunto.

–Eu pararei de brigar por cinco dias se venceres. — disse, quase me convencendo.

Mas . . .

–E se eu perder ? — falo.

–Me defenderas na próxima briga entre mim e Bondade. — disse.

Não é nada de mais, concordo.

–O a linha de chegada sera aquela grande pedra. — aponta para um pedregulho mais a frente.

–Ok. — digo.

–No três. — fala- um, dois . . . — ele saiu correndo.

Mas também sai no dois, sabia que ele iria fazer isso.

Corremos por muitos quilômetros, até que finalmente chegamos na linha de chegada improvisada.

Obscuro venceu.

Porém, venceu por pouco, sendo assim acabamos tropeçando um no outro, ele caio em cima de mim.

Ia me levantar, mas algo não deixou.

Melhor, alguém.

–O que esta fazendo ? — pergunto.

Ele se abaixa e morde minha orelha.

–O que estou fazendo ? Lembrasse que você odeia um lado seu mais pervertido . . . — ele diz, descendo sua mão até meu calção.

–Você não pode fazer isso ! — eu digo.

–Eu posso.- ele fala. — mas não vou. — pucha sua mão de volta.

Relaxo um pouco.

Que imprudente !

–Você me assustou ! — digo.

–Esse era o objetivo. — fala e logo ri de mim.

–O que esta acontecendo ? — Bondade apareceu ao nosso lado. — não me diga que você . . . que você tentou agarrar ele, Obscuro ?

–É, tentei. — ele fala, aposto que só para magoar Bondade, Obscuro se levanta de cima de mim, me levanto logo depois.

Bondade ficou vermelho dos pés a cabeça, feito uma pimenta.

–Não me diga . . . . — Obscuro diz, andando em direção a Bondade, assim que chegou em sua frente, o segurou pela cintura e colocou sua mão no queixo do outro. — . . . . que você esta com ciúmes ?

–Não estou ! — ele começa a se debater, para tentar se soltar.

Obscuro o aperta mais, logo lhe da um beijo, consegui ver quando sua língua adentrou a boca do outro, porém, o beijo foi rápido .

–Deu, não precisa mais ter ciúmes. — diz Obscuro soltando o outro, que estava mais vermelho que antes.

–N-Não faça mais isso ! — diz Bondade.

–Até parece que você não gostou.- diz Obscuro. — você é santo de dia, mais aposto que de noite . . . é pior que eu ! — ri, não me seguro e rio também.

–Cala a boca ! — diz Bondade emburrado.

–Só se for com a sua. — diz, começando a andar em sua direção.

Bondade começa a fugir e Obscuro corre em seu encalço, realmente, eles formam um casal um tanto inusitado.

Percebo que estou me afastando, como se estivesse indo embora pelo céu.

Acho que estou acordando.

–Tchau !!!. — grito.

–Já foi tarde !!! — rebate Obscuro sem parar de correr.

Bondade, assim que percebe o que esta acontecendo, para e me abana, grita algo como um “tchau e uma boa sorte”, porém, ele é interrompido, Obscuro o abraça por trás, ou melhor, o agarra por trás.

–Te peguei ! — fala, beijando o pescoço do outro.

–Me solta ! — Retruca Bondade.

–Claro. — diz Obscuro. — assim que eu terminar de fazer o que eu quero.

Bondade nem tem tempo de reclamar, é jogado contra a areia e Obscuro monte nele.

Logo não tenho mais imagens do que acontece, já estou bem longe, tudo fica escuro.

Nossa, acho que sou o único ser que quando fica em como cria um mundo paralelo.

Espera . . .

Eu não to mais em coma !!!!

Ebaaaaaa.

–Não me julgue John, eu sei que você faria a mesma coisa pelo Rin, pra falar a verdade, já fez.- diz o Yamato, me tirando dos devaneios.

Ahhhh . . . é tão bom escutar essa voz de novo.

–Já vez o que ? — pergunto, começo a levantar meu tronco sentando-me na cama, coço meu olho esquerdo.

Foi só ai que eu percebi.

Eu acabei de sair de coma e a primeira coisa que eu disse foi isso.

Que ódio.

–Taichi . . . — Yamato diz tocando o meu rosto, um sorriso sai em seus lábios.

Senti muita falta desse sorriso . . .

Naquele lugar onde estava não via seu sorriso, nem escutava sua voz.

As lagrimas começam a rolar pelos meus olhos, comecei a me lembrar de tudo que aconteceu nos primeiros meses . . . quer dizer, dias da coma.

Das torturas que ele teve que sofrer, la, eu não escutava a sua voz, só gritos e urros.

O beijo, não to nem ai se meus pais estão vendo, se meus amigos ou se o presidente tá ali, só me importo em tirar a saudade que fiquei do Yamato.

Sua língua pede passagem e eu a deixo entrar, ela esplora cada canto da minha boca, logo minha língua imita a dele, ele passa as mãos para minhas costas, mas não aprofunda muito o beijo, após algum tempo nos separamos.

–Também senti saudades . . . — ele fala acariciando o meu rosto.

–Oh God . . . garotos, vocês tem que me dizer aonde conseguiram esses bofes – diz a mãe da Iore, começamos a rir.

Todos, só o pai da Iore, que ficou la de cara emburrada.

Eu tava envergonhado, mais graças a Deus, e pela piadinha, eu consegui não ficar vermelho.

Pelo menos, muito vermelho.

Olhei pro lado, vendo o Rin me olhando, John esta o abraçando.

É . . . pelo fato de eu ter achado aquela sena fofa acho que já superei o Rin.

–A quanto tempo você tá acordado ? — pergunto.

–Não sei, mais acordei essa manhã. — ele disse se aconchegando mais ao John.

–Hum . . . — e assim terminamos o papo, ele tava muito entretido com o John e eu com o Yamato.

Falando nele, ele ficou segurando a minha mão e me olhando o tempo todo, seus olhos não desgrudavam de mim nem por um segundo, acho até que ele tava acompanhando minha respiração, o olho também, ele toca meu rosto, suas mãos quentes massageiam as maças do meu rosto, logo elas passam pelas minhas orelhas, elas vão para a parte de trás do meu pescoço, se alojaram na minha nuca.

–Ei ! Acho que já chega de agarração né ? — escuto a voz da minha mãe que se aproxima, ela senta na cama, do lado oposto do do Yamato, e meu pai fica de pe ao lado dela.

–Você já esta melhor ? — pergunta minha mãe pondo a mão na minha testa. — eu li uma vez que as pessoas podem ficar com traumas das comas, acho que eu vou chamar um médico . . . não, um psicologo talvez seja melhor . . . bom, depende do que você viu no coma . . .

–Mãe ! Eu to bem ! — minha mãe acha que tudo que le nos livros vai acontecer comigo ¬¬.

–Graças a ciência. — minha mãe diz.

Foi ai que eu percebi, eles não piraram com o treco do Yamato.

O que é muito estranho, afinal, a logica seria eles morrerem de raiva.

–Ei . . . vocês já sabem do Yamato . . . . de mim . . . . — começo a falar, aperto a mão do moreno.

Não sei como eles vão reagir, provavelmente nada bem, mas, eu não tenho aquele tempo todo pra escolher como tive na coma, se eu tiver que escolher, eu já sei quem.

–Sim, eles já sabem, e nos aceitam . . . . — Yamato olha para os meus pais — não é ?

Meus pais dão um olhar desgostoso e respondem em coro : — É, aceitamos.

Os olho sério, nunca pensei que eles iam aceitar, logo um sorriso toma minha face e eu pulo em minha mãe, a abraçando, ela não faz nada por um bom tempo, mais depois retribui, por mais que eles sejam chatos muitas vezes, pelo menos, agora eu sei que eles se importam comigo.

Passamos um tempo daquele jeito, uns trinta quilos tinham saído das minhas costas, não, uns cinquenta, fiquei muito feliz, não precisaria escolher na vida real.

“Ainda, hehehe” — escuto a voz de obscuro.

“Não faça isso !” — esse é Bondade.

“Okay, vou fazer outra coisa então . . . “ — Obscuro fala.

“Não ous . . . “ — Bondade começa e logo escuto o som de um beijo.

Mais que merda foi essa ? Por que eu escutei a voz deles ?

Espera . . . minha mãe disse algo sobre ficar com traumas depois da coma, não me diga que . . . que . . . . eu vou ter que aturar esses dois por mais tempo ?

Ai, ai, vou ter que bater um papo com Consciência.

O abraço já acabou faz tempo, e meus pais já estão sentados lá no sofá, Yamato continua me olhando e mexendo no meu cabelo.

–Para . . . — falo.

–Parar com o que ? — pergunta, mexendo mais nas minhas madeixas.

–Se sabe . . . de ficar me olhando, to ficando envergonhado. — digo.

Acho que meu corpo decidiu fazer cosplay de tomate.

–Mais . . . eu passei tanto tempo sem ver seus olhos, que eu não consigo parar de olhar. — ele diz, me deixando mais vermelho.

Passei de tomate pra tomatão.

–Ei ! Eu tenho problema de glicose, podem ir parando antes que eu seja internada, por favor ? — a mãe da Iore diz, nos rimos.

Muita gente deve estar falando que a mãe da Iore é legal e que não tem motivo pra alguém odia-la, bom, nunca dissemos que ela não é legal, só que é uma puta, acredite, ela não pega tanta gente só por causa da beleza.

Espera . . .

Ptuz ! Como eu pude me esquecer !

–O que que a Iore tem ? Eu sei que ela fez uma cirurg . . . — começo.

–Ela fez o que !?! — Rin pergunta exaltado.

Espera um pouco . . .

–Você não perguntou por ela ? — penso alto.

–Eu . . . Eu pensei que ela só estivesse em coma também.- falou um pouco vermelho.

A claro, e é por que tá na moda usar gaze na cabeça que ela tá com essa bandagem.

É, não importa se eu to no hospital ou não, minha ironia nunca me abandona.

Cara, chequei na conclusão que o Rin as vezes não se toca mesmo : — Ta ok, — digo, não pe hora pra brigar. — mais . . . afinal, o que ela tem ? — pergunto novamente.

O sorriso no rosto de sua mãe e pai se vai.

A coisa é tão grave assim ?

–Ela bateu com a cabeça muito forte no chão. — o pai da Iore começa. — Teve um traumatismo craniano.

Ele faz uma pausa, não tava com a cara de quem ia chorar, mais dava pra ver que ele tava abalado.

–Os médicos fizeram uma cirurgia, ela não corre mais risco de vida. — a mãe da Iore fala. — Porém, ninguém sabe quais as consequências ainda.

Ficamos todos em silêncio.

Como algo assim foi acontecer ? Me lembro bem de te-la abraçado pra que nada de ruim acontecesse, não adiantou nada ?

E quais serão os danos ? Espero que não tenha nenhum, mas . . . e se tiver ?

–Calma, ela vai ficar bem. — diz o Yamato, percebendo minha preocupação.

–É, eu espero. — respondo meio sem esperanças.

TRIM TRIM TRIM.

Um telefone toca.

–É o meu, vou atender, já volto. — fala meu pai, saindo do quarto.

Escuto ele falar um “oi” apressado e um “sim, sim, os dois estão bem, sim o Taichi tá melhor, aham aham, claro ! , hummm ela ainda não acordou . . .” meio baixinho, como seu não quisesse que ninguém escutasse.

–Ele tem atendido a esses telefonemas uma vez por dia. — me fala minha mãe.

Eu fitava a porta, todos devem ter notado.

–E quem é ? — pergunto, já tendo uma ideia de quem poderia ser.

–Shiro, um colega do trabalho, ele esta preocupado com vocês. — diz minha mãe, e eu estava certo, é o meu irmão.

Espera um pouco, Shiro, um colega de trabalho? Se ele disse que era colega do trabalho, ele ainda não deve ter contado, olho pro Yamato.

–É aquele cara. — falo, ele intende o recado, ele me olha sério, só ai me lembro, ele não sabe qual a relaçao entre eles.

–Ele é o que dele ? — pergunta, como se lesse a minha mente.

–Filho. — ele fica pasmo, e quem não ficaria.

–Você vai contar ? — fala.

Penso por um tempo, meu pai vai esconder isso pra sempre se eu deixar para ele contar, mas . . . não me sinto no direito de falar algo dessa magnitude.

Porém, prefiro ser mau educado do que enganar minha mãe mais tempo.

–Vou ter que contar . . . — digo aflito.

–Ei ! Do que vocês tão falando ai ? — pergunta meu pai, entrando no quarto.

–Do seu filho. — falo.

Ele para e me manda um olhar como se dissesse “você não faria isso . . .”

Oh, pode apostar que eu faço.

–Desde quando você se refere a si mesmo na terceira pessoa ? — pergunta minha mãe, ingenuamente.

–Não to falando de mim . . . — os olhos do meu pai arregalam. — to falando do outro filho dele.

–Que isso garoto ! Você sabe muito bem que depois que você nasceu eu não pude ter mais filhos ! — disse minha mãe, interrompendo o que meu pai ia dizer, ele me da um ultimo olhar.

“Eu to te suplicando, não faça isso garoto” é o que o olhar dele diz.

Que tivesse pensado nisso antes.

–E quem disse que você é a mãe ? — falo.

–Cala boca, garoto ! — meu pai grita, nossa brigas com olhares acabaram.

–Ela tinha que saber ! — grito de volta.

Ele anda em minha direção, levanta o braço, já ia desce-lo quando algo acerta seu rosto.

–Nunca mais ouse nem ameaçar ele ! — grita Yamato, com o punho fechado.- Se você fizer isso de novo, eu juro que acabo com a tua raça !

–Calma Yamato. — digo firme, ele me olha.

–Mais amor . . . — começa.

–Acredite, eu sei me defender. — ele senta do meu lado, provavelmente pensando, algo como “é to vendo” mais não fiquei brabo com ele, afinal, ele só estava me defendendo.

–Então é verdade . . . — minha mãe fala. — você tem um filho ?

Fiquei com pena dela, saber desse jeito e ainda na frente de todos.

–Eu . . . eu não sei como isso aconteceu ! — ele diz.

–Eu sei ! Você me traiu ! — ela grita e com razão.

–Eu não te trai ! — ele fala.

A é, então foi o que ? Você foi possuído por acaso ? Ou vai dizer que é sonambulo ?

–Então como ele nasceu !?!- pergunta minha mãe.

–Eu não sei ! — fala, agora ele deixou todo mundo pasmo.

Como assim não sabe ? Foi você quem fez !

–Como não ? — ela pergunta.

–Eu simplesmente não sei, ele tem vinte anos, o mesmo tempo que nos temos de casado, ele nasceu nove meses depois do nosso casamento . . . . — ele fala.

Então . . .

Isso só pode dizer que . . .

–Você gerou ele na sua despedida de solteiro ? — minha mãe diz, seguindo meu raciocino.

–Eu não tinha pensado nisso, mais, sim deve ter sido, eu fiquei tão bêbado que devo ter dormido com uma qualquer e nem me lembro.

Todos estavam pasmos, ele teve um filho antes do casamento, e não sabe quem é a mãe ?

–Ei ! Uma qualquer não ! — grita a mãe da Iore. — Então . . . você achou nosso filho ? Como ele esta ?

OH

MY

GOD.

Agora choquei !

Notas finais
Paola-chan : É gente . . . . por essa foi . . . .hum . . .
Cat-chan : Surpreendente ?
Paola-chan : É . . . . da pra me dizer como isso foi possivel ?
Cat-chan : hum
.
.
.
.
.
.
.
Não.
Paola-chan : Porrrrr queeee ?
Cat-chan : Quem mandou dizer que eu faço gordice ?
Paola-chan : Não falei nada que não fosse verdade . . .
Cat-chan : ~le eu me sigurando pra não puxar a katana ~ respira catarina . . . . e é agora que eu não te conto mesmo.
Paola-chan : Ahhh, qual é, me contaaaaaaaaa.
Cat-chan : Nina nina não.
Paola-chan : Sua m . . .
Cat-chan : Eu sei, eu sei, sou má muahahahahaha u.u.
ATÉ O PRÓXIMO !!!
P.S.: Dedicamos esse cap a Bella-chan, que foi mais inteligente que o L e o Kira juntos e desvendou o pq do Shiro queria conhecer a Iore ! Nós ficamos boquiabertas!

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