Notas iniciais
Paola-chan: yoo minna! Agradecemos pela QUANTIDADE de review mandados! ~~~~~~~~~~~~~~~sintam a indireta~~~~~~~~~~~~~~~~ Haru-chan: pó gente, só três magoou gente! ~lê depressão profunda~ quase ñ posto essa semana. Ate lá embaixo!

–passei a tarde sem dar notícias pros meus pais, e você sabe como eles são. — Quando ele percebeu arregalou os olhos.

Meti um moletom, uma calça jeans e um tênis que ficavam pequenos no John (mas ainda um pouco grande em mim), saímos de casa e fomos correndo até o estacionamento do prédio.

Sabe quando eu disse que tinha achado que tava enfartando por causa da casa do John? Bom, agora eu tinha morrido e ressuscitado, ele tinha uma Ferrari.

Fiquei parado um tempo na frente do automóvel, admirando, porque não é todo dia que se vê um carro daqueles.

–Você não vem ? — pergunta John já no volante.

–Não me diga que você ganhou ele numa aposta!

–Quando eu aposto, aposto alto.

Acho que se eu apostasse, não ganhava nem um fuca.

Pulei pra dentro do veiculo, John o ligou nuns 200 km/h, olhei para o rosto do John, ele estava com um sorriso enorme, seus dentes eram bem alinhados e muito brancos, alá propaganda colgate, seus olhos âmbar brilhavam a luz da lua, nesse momento era como se o mundo tivesse parado, era como se só eu e o John estivéssemos nele, os cabelos do ruivo balançavam me fazendo ter inveja das suas madeixas, meus pensamentos foram interrompidos quando o carro parou bruscamente.

–Chegamos – John me informa, ele sai do carro e abre a porta do meu lado, ele tá tão feliz assim?

Assim que entramos em casa minha mãe me abraçou, ela devia estar mesmo preocupada, olhei para a sala onde o nii-chan, a Nagase e o meu pai estavam.

–Porque você não nos deu notícias, garoto? — disse meu pai com uma das mãos na testa.

–É que eu não vi o tempo passar . . . — todos ficaram em silêncio, afinal, não era algo tão grave assim, era?

Nagase, sempre minha salvadora, se levantou.

–Você deve ser o John. — ela disse estendendo a mão na direção do ruivo.

Ela tinha cabelos claros e olhos verdes, bem diferente de todos na minha família, eu adorava ela, porque? Um motivo, ela sempre me ajuda, quando eu faço besteira lá está ela pra ser minha cumplicie, sempre vi ela como um irmã, além do mais, ela é a única que me entende naquela casa, não sei como alguém tão legal como ela pode se interessar pelo IDIOTA do meu nii-chan.

John apertou a mão dela.

–Parece que eu sou famoso. — ele deu um leve sorriso, eu, John e a Nagase sentamos no sofá, é agora ou nunca, John pôs o braço por cima dos meus ombros e disse em um tão baixo mais que todos puderam ouvir.

–Quer que eu fale?- Balancei a cabeça negativamente, era eu quem devia dar a notícia.

–A gente já sabe que vocês tão namorando – disse o nii-chan, quem mais poderia dizer uma frase tão besta?

–Cala boca, idiota!- gritei com o rosto todo vermelho.

As vezes eu me pergunto se a bunda do meu irmão não tem ciúmes da quantidade de bosta que sai da boca dele.

–Ahhh, não precisa ter vergonha, irmãozinho!

–Takami, cala boca e me deix ...- fui interrompido pelo meu irmão.

Ele ta começando a me tirar do sério.

–Depois de hoje, que você fugiu do nada com ele, todo mundo já sabe, relax ...

–Não é isso, seu idiota, é que eu quero morar com o John!!!!

Oh, merda.

Não era bem assim que eu tinha planejado contar, todos me olharam como se eu tivesse soltado uma bomba, minha mãe tava com os olhos arregalados, meu pai com a mão na testa( como sempre), meu nii-chan com um olhar pervo, como se ele variasse muito de cara, e a Nagase um pouco chocada.

Droga, eu tinha conseguido contar da pior maneira possível.

–O que o Rin quis dizer é . . .

–Não, eu quis dizer isso mesmo. — a Nagase já ia remendar mais um erro meu, mas era bom que eles entendessem de uma só vez.

–A tarde foi tão boa assim? — disse o meu nii-chan, diga-se de passagem numa hora um tanto errada.

–CALA A BOCA TAKAMI – todos, to dizendo todos mesmo, gritaram isso, acho que o nii-chan finalmente entendeu o recado.

–Filho, você é muito jovem, quem vai cuidar de você? Não que a gente não confie em você John mas . . . você tem que trabalhar, não vai poder ficar cuidando do Rin 24 horas, e mais, você Rin tá em fase de crescimento, quem vai cuidar da sua alimentação? Quem vai ver se você vez o dever de casa? Quem vai passar suas roupas e arrumar o seu quarto? — tivemos uma pequena pausa, o John estava prestes a falar algo quando eu o interrompi.

–Mãe, eu não sou mais uma criança, já tenho idade suficiente pra me virar sozinho ... eu quero isso. — falei. Ela pôs a mão na testa e disse.

–Mas porque você quer tanto ir morar com ele?

Eu arregalei os olhos, não havia pensado nisso, tudo bem eu sei, eu sei que quando você quer sair de casa tem que pensar num motivo mas tudo havia acontecido tão rápido, eu havia prometido no calor do momento, quando eu disse aquilo eu só queria que o John para-se de chorar.

Então me lembrei de uma conversa que havia tido com meu pai a alguns dias atrás ...

FlashBack ~~~~

Eu estava deitado no meu quarto fazia algumas horas, não conseguia pegar no sono.

Tudo que estava acontecendo era uma loucura só, e o que mais me deixava encucado era o ruivo, como eu poderia ter me apegado em tão pouco tempo a uma pessoa? Demorei anos até perceber que gostava da Iore e em apenas alguns dias John já me faz ficar confuso.

Escuto a porta do meu quarto abrir e olho para lá, meu pai entra e senta na beira da minha cama.

–Você não foi jantar — ele diz.

Não respondo, não estava a fim de conversar e acho que meu pai entendeu. Por mais que eu sempre tenha conversado mais com a minha mãe, a pessoa que mais me entendia naquela casa era o meu pai, ele conseguia me ler como se eu fosse um livro aberto.

Ele pôs uma das suas mão no meu ombro e disse.

–Se você esta pensando sobre o John e essas coisas ... saiba que tem pessoas que quando conhecem alguém, tem uma ligação automática, até imediata, e digamos que se você é da nossa família essa ligação é bem mais forte.

Levantou e saiu. Pra mim, nada daquilo fez sentido, continuo sem entender o que está acontecendo, mas por algum motivo eu me acalmei e, finalmente, consegui dormir.

FlashBack off ~~~~

Meu pai levantou, se minha mãe não havia deixado, muito menos ele, já estava pensando em como fugir quando meu pai fala.

–Deixa ele ir.

.

.

.

MAS O QUE !?!?

Ele deixou !?!

Todos o olharam pasmos enquanto ele caminhava em direção a saída da sala.

–Mas . . .

–Pense bem, o John já salvou a vida do Rin mais de uma vez, ele roubou um ônibus só pra que ele chegasse a tempo em casa, você ainda tem duvidas que ele não vai fazer de tudo pela segurança do nosso filho? — terminou a frase e foi até a cozinha, minha mãe ficou pensando por um tempo.

–Tá! Eu deixo, mas você vai ligar pra mim todos os dias !!! — saltei do sofá e fui abraçar a minha mãe.

–Arigatou . — disse o John levantando e se curvando diante da minha mãe.

–E você, rapazinho, vamos ter uma conversa. — disse minha mãe para o ruivo.

–Nii-chan, me ajuda a pegar as malas que estão no seu quarto. — Eu disse, odiava pedir ajuda pro nii-chan, mas eu sou muito baixinho pra pegar a mala sozinho.

Se você tem uma estatura menor que o normal, você sabe o inferno que isso é.

Começamos a subir a escada, ao chegarmos no quarto do nii-chan, eu me sento na sua cama e espero ele pegar as malas.

–Rin, você estava com esses roupas quando saiu?

–Não, acabei tomando um banho na casa do John e ele me emprestou essas roupas.

O nii-chan me olhou e . . . droga , agora eu percebi a merda que eu fiz.

–Hum . . . , teve que tomar um banho lá porque? — Fiquei corado, piorando a situação.

–EU SABIA, você e o John tão mesmo namorando, né?

Curiosidade é de família.

–Mais é claro que não.

–Então foram só uns pega? — na mesma hora as malas caíram em cima da cabeça do nii-chan, pela primeira vez eu tenho que agradecer ao universo.

Peguei as malas do chão e fui em direção ao meu quarto, comecei a jogar tudo pra dentro das malas, se eu ia morar com o John, precisaria de tudo. John . . . ele é bonito, protege quem gosta, e também é divertido, acho que ele daria um bom namorado.

"um bom namorado"

...

MAIS O QUE QUE EU TO PENSANDO !?!

Balancei minha cabeça de um lado para o outro, não quero pensar em coisas confusas agora, vou pensar em coisas mais importantes, tipo, eu levo ou não o sr.Orelhas ? O Sr. Orelhas é o meu coelhinho de pelúcia, ele é azul com uma gravatinha vermelha, eu dormia abraçado nele desde os dois anos de idade, claro que eu não durmo mais com ele né, seria ridículo, tcs (bem, as vezes não faz mal, né) mas. . . eu gosto de ter ele por perto, ouvi a porta se abrir, soquei o Sr. Orelhas na mala e olhem quem havia entrado.

–Moshi Moshi – era a Nagase, ela sabia que moshi moshi só se usava para falar no telefone mas mesmo assim ela continua falando, era até fofinho.

–Oi – respondi com um leve sorriso no rosto, ela sentou na cama.

–Então você vai se mudar mesmo?

–Parece que vou.

–Nunca pensei que você sairia de casa antes do Takami

–Eu não sou tapado feito ele, que tá com 22 anos e ainda mora na casa dos pais.

–Hey, não se esquece que eu vou me casar com esse tapado. — começamos a rir, eu ia sentir saudades dela, muitas mesmo.

Como eu disse, ela era como uma irmão pra mim, iria sentir falta dela remendando as minhas besteiras, me aconselhando e me consolando quando necessário.

–Vou sentir sua falta. -eu disse, ela se levantou e logo me deu um abraço.

–Não acredito que você vai me abandonar nessa casa de loucos. — ela disse me apertando um pouco mais.

–Nagase . . . eu . . . preciso . . . respirar

–Desculpa. — disse me largando, descemos as escadas com as malas, ao chegarmos na sala vimos uma cena um tanto bizarra, o John com um bloquinho e caneta anotando tudo o que minha mãe dizia.

–. . . Ele é alérgico a margaridas selvagens, circula isso hein, isso não é um circulo John, você só sublinhou, tá vamos em frente, ele tem medo do escuro então você precisa comprar aquelas luzinhas de crianças, sabe? As bem pequenas . . .

–Mãe !!!!! — disse meio vermelho.

–Filho, ele tem que saber como te cuidar.- ela olhou as malas – acho que você já está pronto.

Todos se dirigiram a porta e foram se despedindo de mim, meu pai disse para eu me cuidar e acordar amanhã na hora, afinal amanhã ia ter o ensaio do casamento do meu nii-chan, minha mãe fez uma lista de coisas que eu tinha que fazer num dia, ela colocou coisas tipo, vá ao banheiro, coma, não se esqueça de tirar o pijama de manhã . . . , quem se esquece de fazer coisas básicas desse tipo ?

Nagase me abraçou, e colocou no bolço do moletom uma barra do meu chocolate preferido, então chegou a vez do nii-chan, ele me abraçou e não disse nada, glória a Deus, então foi lá e apertou a mão do John dizendo:

–Você poderia não deixar o Rin muito acabado hoje ? Amanhã ele precisa tá andando.

Eu acho que essa foi a maneira tosca e escrota que meu irmão achou pra dizer pro John cuidar de mim, ou ele só tá sendo pervertido de novo.

Entramos no carro e fomos pra casa do John, bom, agora era minha casa também, ao chegarmos John me ajudou a levar as malas para o quarto, entramos e botamos as malas no chão.

–Valeu John – disse.

–Eu que tenho que agradecer e boa noite, não dorme muito tarde, temos um dia cheio amanhã- ele acariciou minha cabeça e foi pro seu quarto.

Será que ele levou a sério o que o nii-chan disse?

Enfim, agora essa era minha nova casa e minha nova vida, é tudo tão novo e emocionante ... meu coração não para de pular no meu peito, a partir de hoje as coisas vão mudar! E eu acho que só melhora!

Isso, é claro, se o universo não brincar mais comigo.

Comecei a desfazer minhas malas, guardando as roupas, os sapatos, colocando minha luminária no criado mudo( é, eu ainda durmo de luz acesa, problem?) e, por fim, o Sr. Orelhas na minha cama, só pra enfeitar sabe . . . , comecei a procurar pelo meu pijama, aonde sera que estava. . .? Revirei o guarda roupa e não achei, lista de defeitos:

1- xereta

2- preguiçoso

3- avoado

E essa lista só cresce, abri a porta e fui no quarto do John, afinal ele já havia me emprestado uma muda de roupa, não faria diferença me emprestar um pijama também. Abri a porta do quarto, era em tons de cinza com uma cama enorme no fim do quarto, a esquerda tinha um guarda roupas tão grande que acho que cabia as roupas de todo mundo de Tokyo ali! E do lado direito tinha uma estante de livros e uma escrivaninha, olho para a cama que é onde o John estava sentado. Sentei na mesma enquanto o ruivo estava mexendo no notebook, ele fechou o computador e olhou pra mim.

– Que foi? tem algo no meu rosto? — perguntei ficando vesgo pra olhar meu nariz, ele soltou uma pequena risada.

–Não, não tem nada . . . – falou se debruçando sobre mim – . . .ainda.

Ele atacou meus lábios com ânsia, mas desta vez não foi um beijo selvagem como o último, mas sim um doce que não se transformaria em algo mais quente, ele levantou saindo de cima de mim.

–Aaaah, se você não tivesse compromissos amanhã, eu te pegava de jeito.- fiquei levemente corado com essa, tá tá não vou mentir, fiquei muito corado.

–Me empresta um pijama?- achei melhor ir direto ao assunto antes que ele mudasse de ideia e me atacasse.

–Não – disse o John abrindo o guarda roupa.

Mas ... mas ...

–Mas eu não trouxe pijama, com oque eu vou dormir ?

–Com isso. — ele estendeu a mão e lá havia uma camisa branca praticamente transparente. -To com uma curiosidade de saber como você fica assim . . . — ele disse me olhando com uma cara muito perva, peguei a blusa da sua mão e fui até a porta.

–Boa noite – disse meio brabo saindo pela mesma, entrei no meu quarto e me despi só deixando a cueca branca, coloquei a camisa que (só pra constatar) ficava bem grande em mim, as mangas tapavam as minhas mãos e o comprimento dela vinha até a metade da minha cocha, eu tinha que admitir, ela era bem confortável e tinha um cheiro muito gostoso, um cheiro conhecido ... aquele era o cheiro do John, me deitei na cama me abraçando no Sr. Orelhas, já que ele estava na minha cama mesmo, e dormi profundamente.

~o~

Acordo com um som, deve ser o ruivo, me levanto e vou em direção a cozinha, ao entrar no comodo o ruivo me olha deixando o café derramar.

–Ohayo – digo ainda sonolento, esfrego meus olhos com as costas da única mão livre que eu tenho, a outra está ocupada segurando o bracinho do Sr. Orelhas, a camisa do John deve ter aberto um pouco durante a noite porque um de meus ombros esta amostra, as mangas extremamente compridas ainda cobrem as minhas mãos.

Plim Plim .

–John o café tá caindo no chão.- digo virando minha cabeça de leve para o lado, eu finalmente reparo em seu rosto, rosto inlegível, assim que olho pro seu nariz vejo um fio de sangue saindo, coro ao perceber isso.

–Assim já é demais.- disse o ruivo caminhando em meu encontro.

Dou alguns passos para trás mas não é o suficiente para evitar que ele me alcance, e quando chega até mim me joga no chão e começa a atacar meu pescoço vorazmente, ele para por um instante para me observar.

Começo a corar ainda mais quando ele acaricia meu rosto com uma das mãos.

–Eu não consigo me controlar desse jeito.- o ruivo começa a abrir a minha camisa.

–Que jeito ?- pergunto inocentemente.

–Assim, tão fofo, você geralmente é tão nervosinho . . .

–É que de manhã eu pareço um bebê, não consigo pensar direito até tomar um café bem forte – começo a me sentar,mas o John me faz deitar de novo.

–Nada de café, quero me divertir um pouquinho . . . — voltou a atacar o meu pescoço sem dó nem piedade.

Como eu disse, não penso direito pela manhã mas eu tinha que me concentrar ...

Juntei o resto de sanidade que me sobrava e disse:

–Ma. . . mas o . . . ensaioooo . . . do casam . . ento do nii-chaaaan ? — perguntei manhoso.

–Nós temos duas horas antes disso, eu posso fazer muita coisa com você nesse tempo . . . — eu mostro certa resistência, é de manhã ainda e eu nem tomei café e queria estar andando no ensaio do casamento, ele senta em cima de mim e me encara. — você não quer continuar o que a gente tava fazendo ontem ? — fico corado, tava bom ontem, muito bom e . . . .

Espera só um minutinho ...

. . .

–EU SOU GAY !!!! — a ficha finalmente caiu.

John sentou do meu lado e começou a me encarar, depois de alguns segundos começou a rir loucamente.

–Você ainda não tinha percebido? — ele da umas risadas e depois fica pensativo – acho que você é Bi, afinal, você namorava uma garota, né?

Sério, eu ainda não tinha percebido o quanto eu gostava do John, tá, já sabia que gostava dele mas não tinha percebido que era esse tipo de atração, fiquei deitado olhando pro teto, eu realmente gostava do ruivo mas eu não podia ser gay, sempre achei que essas pessoas estavam erradas porque aquilo era contra as leis da natureza, mas agora ... eu as entendia, não se consegue fugir disso.

Nunca fui de fugir dos meus sentimentos, só que nunca os entendi de primeira (meio lerdo na vida). Não iria começar com aquela história de "me recuso a gostar de um homem, vou me forçar a gostar de mulher", não sou assim, mas que é um choque você descobrir que gosta de homens depois de passar a vida toda acreditando que gostava de mulheres, é.

Quer saber? Vou deixar rolar, eu posso estar enganado como posso ter achado a pessoa certa pra mim, vou deixar acontecer e se em algum momento sentir que não quero mais, eu paro.

É isso que as pessoas normais fazem, né?

–Garoto, você tá bem ?- não sei a quanto tempo estive fora do ar mas o John estava com uma cara bem preocupada.

–Desculpa, é que de vez em quando me prendo nos meus pensamentos. — me levantei, precisava de um café.

Antes que eu pudesse me vira o ruivo segurou a ponta da minha camisa me fazendo virar em sua direção, assim que o vi ele me puxou, acabei caindo no seu colo, com uma perna de cada lado do seu corpo, ele pôs as mãos no meu quadril, me puxando para mais perto de si, pus as mãos em torno do seu pescoço.

–Eu ser assim não é anormal, né? — pergunto, ele revela um pequeno sorriso.

–Claro que não- ele apertou a minha bunda me puxando mais para perto – e já que você descobriu sua opção sexual – ele começou a massagear as minhas costas- vamos continuar com o que a gente tava fazendo ? Hoje eu tranquei a porta, assim o Yamato não vai nos interromper como ontem. — o ruivo atacou meu pescoço e me deitou no chão novamente.

Espera um pouco, ontem ?

Yamato ?

Essas duas palavras me fizeram lembrar da conversa que eu escutei no escritório, juntei o resto de força e de bom senso que me sobrou e empurrei o John, que me olhou.

Por que, né, eu não podia simplesmente esquecer e curtir o momento, nãooo, minha curiosidade tinha que falar mais alto.

–Que foi neko ? -disse meio impaciente.

–Ontem eu escutei uma conversa sua com o Yamato, que mulher era aquela de quem vocês estavam falando ? — acho que estraguei a manhã do John, ele se levantou de cima de mim e foi até onde se encontrava o café.

Olha, pro John ter me largado assim a coisa devia ser séria.

–Não tenta fugir, quem é ela ? — disse me levantando também.

–Ninguém.- ele disse sentando na mesa com duas xícaras de café, me sentei do seu lado e comecei a tomar o conteúdo que estava dentro da caneca, eu não podia deixar daquele jeito, eu tinha que saber quem era essa garota.

–E essa “ninguém” tem nome ?

–Não que te interesse- ai, essa doeu.

–Porque você não me diz quem é essa garota ?

–Para com esse ciuminho idiota, ela não representa nada pra mim.

–Não foi isso que o Yamato disse .- respondo rápido – porque ele pode saber e eu não ?

–Porque ele é meu amigo .

Levantei sem olhar pra ele e disse -Pensei que eu também era.- E sai correndo.

Notas finais
Haru-chan: galera, a gente postou um capitulo maior pra vcs se animarem !!!Paola-chan: sexta sai o proximo! Ja nee!