Notas iniciais
Paola-chan : Yo minna !
Cat-chan : Oie azaradinhos de plantão ! Desculpa não termos postado ontem.
Paola-chan : Desculpaaaa !
Cat-chan : Mais ai esta o cap ~ le lagrima começa a cair.
Paola-chan : Calma Catarina !
Cat-chan : Espero que eles não me odeiem !
ATÉ LA EM BAIXO !!!

POV's da Iore.

–Pai !?! — falo.

Se eu to pasma ?

Claro !

Essa é a primeira vez que eu vejo ele em dias !

Meu pai um dia simplesmente sumiu da face da terra, desapareceu, evaporou, foi pra puta que pariu sem ao menos avisar, e ai, do nada, ele aparece na porta da casa do Rin ?

–Iore ? Filha ? O que você tá fazendo aqui ? — e ele ainda pergunta.

–Não te interessa ! — não que eu estivesse fazendo algo de errado, mas pombas, o cara some por um baita tempo e ainda se acha no direito de saber da minha vida ?

Sim, eu estou revoltada.

–Desculpa filha, eu . . .

–Desculpa porcaria nenhuma ! Que pensasse nisso antes de me deixar sozinha com a mãe ! — gritei- Ahhh, que saber ? Dane-se, desembucha logo, o que você tá fazendo aqui ?- perguntei, já sem paciência.

Ele olhou pro Rin e disse : — Muito obrigado.

.

.

.

MAIS O QUE ?

Tipo, o que ?

Desde quando meu pai agradece as pessoas ?

E desde quando ele agradece o Rin ?

–Pelo que ? — o Rin fala, mas depois parece que a fixa caiu. — não foi nada, não tem pelo que me agradecer. — ele diz meio envergonhado. — e . . . me desculpe pelos vidros da sua casa.

Eles sorriem.

Desde quando eles tem esse clima de companheirismo ?

Me lembro muito bem que até um tempo atras meu pai odiava o Rin com todas as forças, dizia que ele era fraco e covarde, e agora tão todos amiguinhos ?

–ALGUÉM ME EXPLICA O QUE TA ACONTECENDO ? — grito, chega, eles vão ter que me explicar.

–Você ainda não disse pra ela ? — meu pai pergunta.

–Disse o que ? — falei pasma.

–O Rin me contou que sua mãe me traia. — meu pai diz, eu olho pro Rin, pasma.

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POV's do Taichi

Agora eu senti pena da Iore, ela realmente não merecia.

Pra quem não sabe, a mãe dela é uma baita vadia, a mulher ficava com qualquer um, isso incomodava muito a Iore, tanto que ela não passava a tarde em casa.

Pra falar a verdade, ela passava, trancada no quarto mas passava, só que desdo seus treze anos ela foge toda vez que ela e a mãe vão ficar sozinhas, faz anos que eu tento fazer ela me contar o por que, só que ela não me diz.

Seguindo a diante, quando o pai dela sumiu ela ficou desesperada, passava o máximo de tempo na minha casa, até arrumou uma viajem pra ficar longe da mãe, e agora ela descobre o por que.

A olho, esperando tudo...

Tudo menos um sorriso.

–Você vai se separar dela não é ? — ela pergunta com um leve sorriso no rosto.

Ahm ? Essa garota piro ?

–Sim . . . — o pai dela responde, ela vai correndo abraçar ele.

Sim, ela piro, com certeza !

–Ainda bem ! — ... — Eu sempre quis te contar, mas ela não deixava, pelo amor de deus, me leva com você ? Não me deixa sozinha. — ele sorriu.

Alguém ai tem o telefone do hospicio ? Uma camisa de força pode ser!

–Pensei que você fosse me odiar . . . — eles se separam. — afinal, eu sou um pai ausente.

–Por mais que seja ausente, é melhor que ela. — acho que essa não era a resposta que ele esperava, mas o que ele queria ? Passou a vida inteira só querendo saber de trabalho, é obvio que a filha não ia morrer de amores por ele.

–Você já quer vir comigo agora ? — ele pergunta, ela olha pra tras, mais especificamente, pra mim.

–Não, hoje vou ficar com eles. — ele assente.

Por mais que a Iore faça coisas erradas, ela é uma ótima amiga.

Sem noção as vezes, mas ótima.

Mas antes de sair o Rin o para.

–Como você sabe onde eu moro ? — pergunta.

–Foi só ver na ficha do foguinho onde era o endereço dele. — disse chamando o elevador no corredor.

–E como você sabia que eu ia estar aqui ? — o Rin disse pasmo.

–Des do momento que vi vocês dois eu soube que o foguinho ia te manter em rédeas curtas. — e entrou no elevador.

Sério ?

O Pai da Iore disse isso ?

Eu quero morrer.

–Espera um pouco . . . meu pai soube antes de mim sobre vocês ? — a Iore disse.

Bem . . . espera um instante . . . porque o pai da Iore sabe ?

E como ele sabe ?

–É, acho que tá na hora de contar pra vocês uma parte da historia que eu omiti – diz coçando a nuca.

Putz grila. E põem omitir nisso.

Ri muito com os presidiários tentando pegar o Rin, também fiquei de cara pelo John ter dado em cima dele na cadeia, um lugar super romântico sabe . . . ~ironia mode on ~.

Mas também fiquei muito puto da cara quando ele contou o que o pai da Iore disse.

Eu só não entendo.

Por que ele veio aqui ?

Ta, tudo bem, veio agradecer que alguém abriu os olhos dele, mas, ele não é homofóbico ?

Pelo que ele disse pro Rin . . .

Bom, mas, provavelmente, ele só disse aquilo porque tava de cabeça quente, afinal, tinha acabado de descobrir que a filha dele tinha sido trocada, e ainda por um homem, o pai dela não deve ser homofóbico, mas também não muito liberal, deve ser que nem a maioria das pessoas.

Respeita, mas não aceita.

Mas antes que vocês fiquem falando que todo mundo tem que aceitar eu digo que não.

Claro, seria o melhor, mas pensem comigo, todos tem direito de ter sua opinião, a única coisa que eu peço é respeito, você pode até não aceitar, mas respeite e trate bem as pessoas que são, isso é o que eu penso.

–Então . . . vamos ? — a Iore diz me tirando dos meus pensamentos.

–Você não ficou braba comigo ? — pergunta o Rin.

–Braba, não, chatiada, talvez, você me chamou de vadia, mas sinceramente ? Te perdoo, agora eu vou viver feliz da vida com meu pai, e nunca mais vou precisar ver aquela vadia. — nossa, eu sabia que a Iore tinha uma raiva do cão da mãe dela, mas não sabia que era tanto.

~0~

Depois de um tempo, já estávamos na rua.

Uma brisa leve tocava nossos cabelos e a lua iluminava nossas peles, hoje o céu estava mais estrelado que o normal, ou talvez seja só eu que nunca prestei muita atenção, o que é bem provável. Estávamos andando a aproximadamente dez minutos, não tínhamos dito nada, mas, por incrivel que pareça, o silêncio que se estabelecia entre nós não era daqueles desagradáveis, mas sim daqueles que você nem percebe que se formou, isso nunca aconteceu com você ?

Nunca aconteceu de você estar tão absorvido em pensamentos que, sem perceber, você fica em silencio por horas a fio, só pensando ?

Bom, é isso que estava acontecendo agora, olhei pro Rin, os seus olhos brilhavam na noite e ele permanecia entre eu e a Iore.

Hum . . . vou dar um chute, eu acho que ele deve estar pensando no que a gente vai ver agora, deve ser isso, depois olho pra Iore, a brisa balança suas maria-chiquinhas, ela deve estar pensando na sua vida daqui pra frente, bom, pelo menos é isso que o sorriso em seu rosto sugere.

–Onde será que eu vou morar agora ? — ela pensa em voz alta.

–Sei la, você não sabe se seu pai tem outra casa por aqui ? — digo, recebo seu olhar, ela nem deve ter percebido que falou em voz alta seu último pensamento.

–Ele não tinha um flete na zona norte ? — fala o Rin, que acabou despertando dos seus pensamentos.

–É ! Já tinha até me esquecido ! Mas la só tem um quarto . . . Eu é que não durmo na sala, ele que fique no sofá ! — rimos um pouco, a euforia da garota era contagiante.

Mas . . . provavelmente vou me arrepender mais tarde, porem, eu tenho que saber.

–O que aconteceu três anos atras ? — ela me olha, não sobrou nenhum resquício de sorriso em seu rosto.

–Então não fui só eu que percebi ? — Rin se pronuncia me olhando sério. — você não pode nos dizer Iore?

–Eu já disse que não aconteceu nada. — a ta, mente que eu gosto.

–Iore . . . — começo.

–Quantas vezes eu vou ter que repetir ? Não aconteceu nada ! Naquela época eu simplesmente me cansei de escutar os gemidos dentro de casa e preferi ficar mais na rua do que la, qual o problema ? Todo mundo no inicio da adolescência odeia os pais, é normal. — eu queria dizer que não, mas um pouco é verdade, no inicio da adolescência todo mundo cria uma rixa com os pais, porque sempre acha que eles não o entendem e blá blá blá, só que aquilo não era normal, como ainda não é, o normal é você brigar com eles, mas depois fazer as pazes, mas com a Iore foi algo a mais, porque até hoje ela odeia a mãe, a mulher deve ter feito algo.

Só não entendo porque a Iore não quer nos contar.

–Chegamos ! — diz o Rin, vou deixar o papo morrer agora, mas ela ainda vai ter que nós explicar outra hora.

Olho pra frente e . . .

OH MY GOD !

Estamos parados na frente de uma boate, a fachada era de pedra com uma uma placa de metal, onde dizia J & R, tinha uma fila enorme na frente das portas de vidro, os únicos entre as pessoas e a boate eram dois guardas, um deles era moreno com um terno preto e gravata azul, e o outro era um homem de cabelo castanho e olhos igualmente escuros, com as mesmas roupas, uma mulher estava no lado deles, ela tinha dois coques, um em cada lado da cabeça, usava uma camisa azul solta até as costelas, depois uma saia extremamente colada e curta tomava conta do seu corpo, até a metade das coxas, seus saltos eram pretos, assim como a saia, ela estava com uma cara séria e, pelo que parecia, estava falando para o grupo de amigos que estava na fila que a boate estava lotada, e que só daqui a algumas horas teria lugar para eles, o pequeno grupo protestou mas decidiu esperar por mais algum tempo.

–Como a gente vai entrar ? — disse.

–Eu tenho uma ideia . — diz a Iore.

–Gente eu . . . — Rin tenta falar mas a Iore o interrompe.

–Deixa comigo. — caminhamos em direção aos guardas, assim que avançávamos varias pessoas nos xingavam e diziam que nós tínhamos que esperar nossa vez pra entrar.

Assim que chegamos na frente dos guardas a Iore chegou perto.

–Oi. — disse ela com um olhar sedutor.

Ah não.

Não me diga que esse é o plano dela.

–Oi- diz o guarda de cabelos castanhos a olhando de cima a baixo, e pelo visto, gostou do que viu.

–A noite esta linda, não ? -ela diz chegando mais perto do homem.

–Sim, mas não tão bela quanto você . — Iore ri, fingindo estar sem graça, ela aperta sua barriga fazendo seus peitos quase pularem pra fora, o guarda acompanha cada vai e vem do corpo da garota, a olhando sem nem se preocupar em ser discreto.

–Muito obrigada. — ela o olha de cima a baixo também, isso já esta me dando náuseas. — você também não é nada mal viu. Qual seu nome ? — olho para o guarda moreno e o vejo secar a Iore enquanto a mulher dos coques revira os olhos, eu não a culpo.

–Tsuda Kira. — diz enquanto a Iore toca seu braço.

–Então Kira . . . se você me deixasse entrar e a meus amigos também eu ficaria muito agradecida . . . — agora ela abraça o braço dele, fazendo seus peitos roçarem no braço do homem, o fazendo ficar com um olhar de lobo mau. — . . . .por favor. — essa última frase foi sussurrada no ouvido do homem.

Ele olhou pra ela, ele estava quase deixando quando a mulher com os coques o interrompe.

–Se quiser “falar” com ele, tudo bem, o mau gosto é seu, mas como eu disse agora a pouco para o pessoal aqui – ela apontou para os primeiros da fila. — a boate está cheia, e se eles, que estão esperando na fila, não podem entrar, você ai também não, agora, se quer ter alguma chance, vai pro final.

–Eu sabia que isso não ia dar certo . . . — diz o Rin, chamando a atenção de todos.

–Me-mestre ? — a garota dos coques indaga.

Que historia de mestre é essa ?

–Miasa ? — ele a olha. Eu to boiando. — então esse é mesmo o bar, nossa ! Ficou ótimo ! Vocês me surpreenderam ! Não sabia que a reforma ia ficar tão boa em tão pouco tempo ! — disse olhando com mais atenção a fachada.

–Rin ? — disse o tal Kira.- Eles são seus amigos ? — ele acena com a cabeça.

–Então entrem ! O chefe deve estar esperando vocês ! — disse o guarda moreno.

Varias pessoas protestaram mas nós entramos, a garota, a tal Miasa nos acompanhou até a parte de dentro do recinto. Passamos por um corredor, de um lado era um aquário de vidro gigante e do outro uma parede branca, ou quase branca, tinha alguns rabiscos nela.

–Ahhh, mestre, como hoje é o dia de inauguração nós decidimos deixar as pessoas escreverem seus nomes nessa parede, o chefe achou que era uma boa ideia. — ela tirou uma caneta e deu pro Rin, ele foi até a parede e escreveu seu nome.

Logo eu e a Iore repetimos os meus atos do Rin,e devolvemos a caneta pra Miasa.

Entramos na boate, ela era um máximo !

As paredes eram pretas com neos de cima a baixo, o chão era branco e, acredite ou não, brilhava, do lado esquerdo e do direito tinham sofás que iam de uma parede a outra da cor marrom de corina, no meio da pista não tinha nada, apenas pessoas, na parede, onde atras tinha o aquário, havia um enorme bar de madeira, com muitos barmans, na parte da frente tinha um grande palco, com um DJ em cima, de cada lado havia uma gaiola presa ao teto e dentro delas mulheres dançando com fantasias chamativas.

Imagine a branca de neve e a chapelzinho vermelho.

Pois é, to achando que ficaram pobres e vieram trabalhar aqui.

É, não tá fácil pra ninguém.

Também tinha uma espécie de segundo andar de vidro, onde tinham um monte de mesas, garçonetes com vestidos curtos andavam de um lado para o outro, seus vestidos eram colados e pretos, elas estavam com uma gravatinha borboleta azul.

–Nossa, isso aqui ficou incrível ! — disse o Rin.

–É, ficou mesmo ! — olho pra frente e vejo o ferrugem se aproximar, a Miasa se afastou, provavelmente voltando pra porta.

O ruivo pega o Rin pela cintura e lhe beija.

E o mais estranho . . .

É que eu não senti ciúme.

–Oi – disse o John.

Sim, já tá na hora de eu parar de chamar ele de foguinho, ferrugem, velinha de velório, cabeça de fosforo, isqueiro . . .

–Oi. — digo tentando não ser mau educado. — o que você faz aqui.

–Eu sou dono daqui. — ele disse, eu já disse que ele e o Rin ainda estão abraçados ?

Pera . . .

Dono ???

–Sério ? — diz a Iore.

–Sim.- ele fala. — bom, não o único dono . . .

–E quem é o outro ? — pergunta o Rin, curioso. (avá)

–Você. — o ruivo disse.

–Mas o que ? — espera, o Rin não sabia ?

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POV's exprex do Rin.

–Como eu disse, é você . — o John repete.

–Mas porque você fez isso ? — digo pasmo, mas por que porras ele fez isso ?

Eu sou o cara mais estabanado do mundo !

–Por que tudo que é meu também é seu. — ele disse.

Sim, eu fique corado.

Como eu já disse antes, eu sou uma espécie de xereta dos infernos que não sabe aproveitar os momentos felizes da vida.

Odeio a minha xeretice.

–Mas, você sabe, se algum dia a gente termi . . . -comecei, bom, só comecei mesmo.

–Rin, quando eu disse que não consigo viver sem você eu falei sério. — ele agora esta com uma cara bem séria. — eu pretendo ficar o resto da minha vida do seu lado. — ele toca em meu rosto.-eu não me importo com o dinheiro, eu só quero ficar com você, pra sempre. — ele chega cada vez mais perto de mim,até nossos lábios se tocarem.

Eu escutava a Iore dando chilique e dizendo, “que fofo, que lindo” mas nem dava bola, tava mesmo era mais preocupado em corresponder o beijo do John.

Passamos um tempo daquele jeito até escutarmos um “runrun”, enfim, uma tocizinha falsa, olho pro lado, o Taichi que fez.

Claro, ele deve estar achando meio chato.

Já a Iore tá tendo um ataque de fã girl.

–Entendi. — diz o John olhando pro Taichi. — vou deixar vocês se divertirem. — ele nos entrega três crachás. — com isso vocês podem consumir tudo que tem aqui, e de graça. — ele diz já indo embora, fiquei feliz.

Não por ele ter ido embora, claro que não !

Mas pelo que ele fez hoje.

Bom, vamos voltar os holofotes de volta pro Taichi !

Aqui é o Watanabe Rin, direto do bar J & R , agora é com você Taichi.

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POV's do Taichi.

Depois de ver aqueles dois quase se comendo na minha frente.

O que foi nojento.

Nós três resolvemos nos divertir, já estamos dançando no centro da pista a um bom tempo, e, acredite, isso fez muito bem pra minha alto-estima.

E porque ?

Eu nunca recebi tanta cantada de mulher na minha vida, tinha menininha, tinha piriguete, tinha coroa, olha, pode até ser chato dispensar elas, mais se fez bem pra minha autoestima fez.

A Iore e o Rin também receberam cantadas, o Rin foi o que menos recebeu, não por não ser bonito, mas porque o John ia “conversar” com cada um que ia falar com o Rin, todo mundo no lugar percebeu e decidiu não chegar mais perto dele, já a Iore, toda vez que eu olhava pro lado ela tava se agarrando com um cara diferente.

Ela é uma puta legal.

Ela até pode ser legal.

Mas continua sendo puta.

Depois de algum tempo o Rin nos chamou pro bar, assim que atravessamos aquele monte de gente chegamos no bar, nós sentamos um do lado do outro naqueles banquinhos, o Iore no meio virada pra frente e eu e o Rin, em de cada lado seu, virados pra ela.

–O que vocês querem beber ? — perguntou o barmam a nossa frente.

–Um . . . . — o Iore ia falar algo quando o Rin se intromete.

–Vê aquela garrafa. — porque todos os barmans pararam ?

–Se tá louco Rin ? Não é porque você sobreviveu depois daquele troço que todo mundo consegue, além do mais, a gente acrescentou umas coisinhas a mistura, vocês podem entrar em coma aucolico ! — disse o cara.

Espera um pouco .

O Rin pediu uma bebida ?

E ainda com alcool ?

–Rin, você tá bem ? — pergunto.

–Sim. — ele deu um sorriso malicioso. — cara, pega a bebida por favor. — o barmam achava loucura, tava estampado no rosto dele, mas mesmo assim pegou os copos e encheu com a bebida.

–Eu tenho uma teoria . . . — disse o Rin pegando o copo, logo nós três já tinhamos bebido o liquido. — . . . que quando a gente não sabe o que fazer, a melhor coisa é tomar um porre.

Quem é você e o que fez com o Rin ?

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POV's do Taichi bêbado.

Esqueci completamente o que eu estava fazendo, minha cabeça começou a girar tentando acompanhar as luzes dos neons que agora pareciam mais brilhantes, parecia que a gravidade era maior agora e que a musica tocava mais alto.

Comecei a dançar sem nem ao menos perceber, meu corpo se movia num ritmo rápido, olho pro lado, vejo o Rin e a Iore rindo, e porque eu não to rindo também ?

Começamos a gargalhar, não sei ao certo porque mais tudo me parecia muito engraçado, comecei a falar coisas desconexas, como, “eu amo pudim” e “minha mãe se chama Nami”, coisas do gênero, o que começou a me assustar, afinal, nenhuma dessas coisas eram mentira.

Mas eu não estava me importando com mais nada, só em me movimentar no ritmo da musica, em algum momento, que eu não sei ao certo quando, esbarrei em um homem, pedi uma especie de desculpa, que nem eu entendi.

–Deeeedessssssssscurpraaaa. — meio que sibilei.

Assim que o homem percebeu que eu estava bêbado deu um sorriso malicioso, seus cabelos azuis, claramente tingidos, não combinavam com a seus olhos vermelhos, deve usar lente.

Ele me pegou pelo pulso e começou a me arrastar para um corredor.

Será os do banheiro ?

Ao chegarmos la, ele me prensa na parede.

–Percebi que você dispensou todas as mulheres que foram falar com você, né gracinha ? -disse.

–Daaaaaaaa prarfrifvnfn parar . . . ?- falo vendo que o homem esta prestes a me beijar.

–Que isso gracinha ? Até parece que você não tá gostando. — ele já ia me beijar quando alguém o puxa.

Caio sentado no chão.

Meu equilibrio foi pro espaço.

–Ele disse pra parar. — o Yamato o para.

Hummmmmmm . . . o Yamato tá lindo com essa calça jeans e a blusa branca.

–Desculpa, não sabia que ele tinha dono. — diz o cara de cabelo azul.

–É, pois ele tem, e um BEM possessivo.- diz o Yamato me pegando pelo pulso pra me levantar.

Não sei como nem quando, mais o homem com cabelo azul já não estava no recinto.

E . . . olha, quando o Yamato me levantou ele acabou me abraçando e me segurando pela cintura, nossos rostos estão bem próximos.

–Você esta bem ? — ele perguntou.

–NãcdevnefjngvferinvgO. — falei, pois é, eu realmente não sei mentir quando to bêbado.

Ele ia se afastar, mais eu o puxei de volta.

–Não hum . . . . me larga. — digo o surpreendendo.

Ele volta a me abraçar.

–Eu não senti ciume do Rin hoje.- disse, o vi sorrir.

–Isso é bom. — ele diz me apertando mais contra si, nos sentamos no chão e ficamos abraçados.

Ficamos sentados durante alguns minutos, só sentindo o calor um do outro.

Não sei dizer muito bem se era por causa da bebida que o Rin me deu ou se foi algum comprimido presente na mesma que fez isso mas, parece que o cheiro no Yamato esta me viciando, parece que esse cheiro tá me deixando cada vez mais louco pra o atacar, bom, e foi isso que eu fiz.

Pulei em seu pescoço, colocando meu nariz em seu pescoço e o forçando sobre sua pele.

–Ei, isso faz cosquinha ! — ele começou a dar algumas gargalhadas, depois de um tempo, ele caiu de costas no chão e eu por cima dele, ia voltar a beijar seu pescoço quando ele me pega pelos cabelos, me fazendo o olha-lo.

Nos olhamos por um tempo, até ele me beijar.

Correspondi na mesma hora, assim que senti sua língua em meus lábios eu os abri, lhe dando passagem, sua língua invadiu com ansiá a minha boca, ela fazia movimentos circulares rodeando a minha, eu comecei a acompanha-lo, ou pelo menos tentando.

–Hummm . . . não é só o Rin que tem um namorado lindo em . — a Iore fala, ao seu lado esta o Rin.

–Não somos namorados. — disse.

–Só porque você não quer. — o Yamato responde, me levanto de cima dele e ele faz o mesmo.

–E quem disse que eu não quero ?

Eu + bebida = sincero.

Sincero até de mais.

–Então . . . . — o Yamato se ajoelhou – você que namorar comigo ? — ele pegou a minha mão.

–S-sim. — disse envergonhado, legal, eu fico sincero quando bebado,mas a vergonha continua.

Espera um pouco . . . AGORA EU TENHO UM NAMORADO ?

Ele levanta, parece feliz mais . . . não tão feliz quanto deveria.

–Bom, eu espero que eu tenha a mesma resposta quando você estiver sóbrio. — ele anda até mim e me da um selinho. — agora vou levar vocês pra casa.

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POV's do Taichi sobrio

Depois de muito insistir Yamato finalmente nos fez ceder, eu, Rin e a Iore finalmente deixamos ele nos levar.

Ao chegarmos tomamos banho, claro que não juntos, mas tomamos banho, depois tomamos um belo de um café bem forte, o Yamato me deu mais um selinho e foi embora.

E agora, o Yamato acabou de sair pela porta me deixando sozinho com os meus amigos.

–Bem . . . então você tem um namorado agora ? — tava demorando pra Iore dizer algo do gênero.

–É Iore, tá na hora de você aceitar que só você vai virar uma velha sozinha cheia de gatos. — Rin fala.

–Ei !!! — disse Iore e nós caímos na gargalhada.

E assim se foi nossa noite, em brincadeiras, brigadeiros, filmes e por último uma bela noite de sono, dormimos bem cobertos com o nosso cobertor, ficamos na sala mesmo, no chão.

Depois de sonhar bastante acordei, mesmo sem querer, afinal, não posso ficar sempre sem dar as caras em casa.

Estremeço só com a ideia.

Será que os meus pai já se acalmaram ?

Não, provavelmente não . . .

Será que eles me odeiam ?

Talvez . . .

Será que algum dia vão me aceitar ?

Creio que não . . .

Nada me diz que que as coisas vão melhorar.

–Você já acordou ? — Rin levanta seu tronco e coça seu olho esquerdo.

–Já . . . — falo vagamente.

–Você tá pensando nos seus pais não é ? — ele diz.

–Ta tão na cara assim ? — pergunto.

–Você é mais transparente do que pensa. — ele diz me olhando. — pode ir falando, porque você tá tão preocupado ?

–Por nada. — digo.

–Taichi . . . me olha. — viro minha cabeça em sua direção. — só estamos nós dois aqui, bom e a Iore, mais ela dorme feito uma pedra, não vai nos escutar.

–. . . .

–Taichi, eu sei que você odeia jogar seus problemas pra cima dos outros e que odeia preocupar seus amigos, mas de vez em quando as pessoas precisam desabafar. — o Rin fala.

Solto um suspiro.

Ele tem razão.

Eu acho . . .

–É o seguinte, meus pais me rejeitaram, ficaram discutindo de quem era a culpa por eu ser desse jeito, eu dei uma baita de resposta pra eles e sai de casa.- disse de maneira simples,principalmente pra não me machucar.

Pena que não funcionou.

–É eles são uns babacas. — disse o Rin.

Nossa, isso ajudou muito !

–É, são mesmo. — falo vendo o Rin se aproximar de mim.

Ele me abraça.

–Nunca se esqueça que eu e a Iore sempre vamos te ajudar, ok ? — eu o abraço, contenho as lagrimas, não quero preocupar ele mais do que já preocupei.

–Ok.- falo o abraçando, ficamos daquele jeito por um tempo.

O abraço do Rin é algo que me transmite uma segurança, mas não uma segurança como o do Yamato, mas sim como se nós fossemos irmãos.

–Ei ! Vocês dois tem namorados lindos ! Não se esqueçam ! — a Iore finalmente acordou, o Rin a puxa para um abraço em grupo, ficamos abraçados por alguns minutos até que o Rin se levanta.

–Vamos. — ele diz.

–Vamos pra onde ? — fala a Iore.

–Vamos pra casa do Taichi. — como é que é Rin ?

–AHNNN ? — eu e a Iore falamos.

–Uma hora ele vai ter que voltar pra casa, e se ele fizer isso sozinho os pais dele vão vir pra cima dele, mas se estivermos juntos eu e você, Iore, podemos dar umas pancadas nos pais dele. — diz o Rin.

Eu sei que ele não quis dizer que vai realmente bater nos meus pais, mas que vai me ajudar com eles, que se eles começarem a me agredir ele e a Iore vão intervir.

Ou ele só quis dizer que vai bater neles.

Não duvido de mais nada.

~0o0~

Já estamos no rua, bem belos caminhando na boa, com o vento em nossos cabelos, tá tudo muito perfeito, espero que demore muito a chegada na minha casa.

TRIM TRIM TRIM.

Meu celular toca, o pego no bolço e atendo.

–Moshi-Moshi ?

“-Taichi ? Oi-”-quem é esse ?

–Oi . . . Quem é você ? — falo.

“-Eu sou o Shiro, seu irmão.”- paro de andar subitamente na rua.

–O que ouve Taichi ? — pergunta a Iore.

–Nada, é só o meu irmão– digo, frisando a palavra irmão.

–Como você conseguiu o meu numero ? — pergunto pro Shiro.

“-O pai me deu, ele me contou que você descobriu”- ele faz uma pausa- “ desculpa, eu não queria que você soubesse dessa maneira, eu ia te falar um dia, conversar com você, não queria que você me odiasse antes de me conhecer”

–Se é com isso que você esta preocupado, pode relaxar, eu não te odeio, nem gosto de você, ainda não sei o que pensar a seu respeito. — digo voltando a caminhar.

“-Isso é bom ! Bem, é melhor do que eu esperava . . . então, eu poderia falar com você algum dia desses ? Nos podíamos sair pra tomar um milk shake, se você quiser, é claro.”- fala com um tom de entusiasmo.

–Por que não ? Pode ser. — falo, não que eu esteja com vontade de conhece-lo, mas eu não posso julga-lo se nunca o vi.

“-Ótimo ! Ligo pra você mais tarde.”- fala, parece que ele esta feliz — “ Ahh, só mais uma coisa, leve a Iore com você por favor.”

–Ahn ? Por que ?- pergunto.

“-Explico assim que nos vermos, é muito complicado pra falar pelo telefone, então . . . tchau ! Até mais tarde !” — ele fala e logo desliga, não me dando tempo de dizes nem mais uma palavra.

–Do que vocês estavam falando ? — pergunta o Rin.

–Ele me disse que quer me conhecer, que não queria que eu o odiasse e que quer conhecer a Iore também .- falo.

–Ahn ? Por que ele quer me conhecer ? — ela fala.

–Foi o que eu perguntei, ele disse que era complicado de explicar pelo telefone. — digo pensativo.

Até entendo que ele quera me conhecer, afinal somos irmãos, mais porque a Iore ?

Se ele quisesse a conhecer porque é minha amiga teria convidado o Rin junto.

Se não é porque ela é minha amiga, eu não consigo imaginar outro porque pra isso, não faz sentindo.

O que a Iore tem a ver com isso ?

Eu acho que essa é a primeira vez na vida que eu não tenho nem ideia do que vai acontecer.

Geralmente eu tenho as minhas suspeitas, as vezes elas não estão certas, mais pelo menos tenho suspeitas, mais agora . . . .

Isso me pegou desprevenido.

Talvez ele seja um stalker, que vive de olho na Iore e que agora quer conhece-la ?

Nãããããããão, muita teoria da conspiração.

Se bem que, é o que mais faz sentido agora, ele pode gostar da Iore e querer que eu a apresente a ele, já que somos irmãos e ela é a minha melhor amiga, só não entendo porque ele quer que eu a leve quando nos vamos nos ver pela primeira vez ?

Claro ! Esse papinho de “eu não quero que me odeie” é só fachada pra mim levar a Iore até ele.

Que cara nojento !

Não, espera Taichi, se nem conhece o cara, você não sabe se é isso que ele realmente quer.

Mais se não é, o que mais seria ?

Muito suspeito, muito, bom mais toda essa historia é suspeita.

Sabe, eu acabei de ficar com vontade de conhecer esse meu irmão, ele é um tanto esquisito ao meu ver, mais parece ser interessante, quando eu vi ele pela primeira vez eu o achei com cara de nerd, sei la, os cabelos castanhos estavam desarrumados, os olhos verdes se destacavam atrás das lentes dos óculos, e o moletom de Harvard denunciava que ele era um mini gênio, mais até que ele é bonitinho, claro, é meu irmão né, tá ok tá ok, me achei agora, ele aparentava ter um metro e oitenta, por ai, é, ele puxou a altura do meu pai.

Mais sera que ele é legal ? E quem é a mãe dele ?

–Chegamos. — diz a Iore me tirando dos meus pensamentos.

Minha casa estava ali no outro lado da rua, parecia tanto tempo que eu não a via, mesmo que tenha sido apenas uma noite, pra mim pareciam anos, como meus pais estariam ?

Olho pela janela e os vejo brigando, provavelmente por minha causa, eles estão com umas olheiras enormes, devem ter passado a noite inteira preocupados, mais se realmente quisessem saber onde eu estava teriam me ligado, não ?

Meu celular toca pela segunda vez hoje.

–Moshi-Moshi ? — digo desanimado.

“-Você tá bem ?”- pergunta o Yamato preocupado.

–Sim, eu acho . . .- falo vagamente. — eu to na frente da minha casa.

“-Quer que eu entre com você ? Eu chego ai rapidinho” — ele fala.

–Não ! Ta louco ? Meus pais ainda nem aceitaram o fato de eu ser gay e você já quer que eu leve meu namorado em casa ?- depois do que eu disse eu me toquei.

Namorado ? Porque essa palavra soa tão diferente das outras vezes que eu a disse?

É como se ela tivesse um novo significado, é como se fosse muito mais do que só uma palavra agora, corei, é a primeira vez que eu chamo alguém de namorado.

“-Então . . . você se lembra da noite passada ?”- ele diz no outro lado da linha.- “fico feliz, bom, então amor, eu vo deixar você cuidar disso, me liga assim que você puder” — ele diz.

Um frio bate na boca do meu estomago, ninguém nunca me chamou de amor, bom, não nesse sentido, minhas mãos tremem de leve, isso é que é estar apaixonado ?

Até agora, eu to gostando.

–Ok. — respondo sem jeito.

“-Ah, só não se esqueça de uma coisa”- ele diz.

–O-O que ? — gaguejo.

“-Não esqueça que eu te amo” — ai meu coração.

Ele tá muito acelerado.

–E-Eu t-tambem t-t-te a-a-a-am-o-o . — tomara que ele tenha entendido, porque eu não vou conseguir repetir.

“-Acredite, eu te amo mais, bom, mais não vamos enrolar, quanto mais sedo você terminar de falar com seus pais mais sedo vai poder ligar pra mim, beijos, ahh, fala pro seu pai que se ele te bater eu acabo com a raça dele, tchau amor !” — ele termina de falar e já desliga.

Nossa, esse dialogo foi muito meloso.

–Acho que a minha diabetes aumentou só de escutar vocês dois falando. — disse a Iore, rimos um pouco, mais logo tivemos que voltar a realidade, eu tinha que falar com meu pais.

Finalmente decido atravessar a rua.

Bom, eu decido mais parece que o meu corpo não me obedece, fico parado, com meu corpo paralisado.

Cinto minhas mãos tremerem, minha visão embaçar, minha cabeça doer.

Isso tudo é medo ? Medo dos meus pais ?

Começo a me lembrar de todas as vezes que meu pai me deixou roxo por não fazer exatamente o que ele mandava, ou de todas as vezes que a minha mãe me trancava no banheiro e me deixava la durante o fim de semana inteiro, isso acontecia muito quando eu era criança, então com o tempo eles pararam, eu simplesmente não se davam ao trabalho de sequer olhar pra mim.

Mas também tem uma parcela de mim que acha que eles realmente se arrependeram do que faziam, minha mãe me pediu desculpas e meu pai, do seu jeito escroto, também, quando completei onze anos eles já não faziam mais isso, brigar comigo ? Sim, isso sim, mais partir pro fisico já era coisa do passado.

O problema é que eu sempre faço o que eles mandam com medo que aqueles tempos voltem, não sei se com esse fato eles vão fazer todo de novo.

Sinto minhas mãos serem pegar, olho pros meus lados, Iore pegou minha mão direita e o Rin a esquerda.

Eles tem razão, algo mudou sim desda quela época, agora eu tenho eles !

E agora eu tenho o Yamato.

Aperto as minhas mãos.

–Vamos ! — digo.

Começamos a andar em direção a minha casa.

–Obrigado gent . . . — não consigo terminar a frase.

Um caminhão nos atropela.

Notas finais
Cat-chan : Antes que vocês me odeiem, esperem o próximo cap !
Paola-chan : Lembrando, a culpa é dela.
Cat-chan : A ideia foi sua !
Paola-chan : Mais eu não te obriguei a escrever !
Cat-chan : ~ le katana ~ O que você disse ?
Paola-chan : Eu tenho chocolates !
Cat-chan : Os chocolates que se danem !
Paola-chan : ADEUS VIDA !!!!
ATÉ SEMANA QUE VEM !!!

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