Conforme o combinado, no sábado Sammyrah encontrou com Saori nos limites do Santuário. Ambas estavam em roupas casuais, realmente se atendo ao plano de parecerem duas amigas fazendo compras num sábado à tarde. Ainda que ficasse seis meses em Paris e seis meses no Santuário, a maior saudade que a ruiva tinha era de andar pelos grandes centros comerciais vendo as vitrines e novidades. Sua cidade natal era um prato cheio para os amantes da Moda e ela encarava todo o passeio com naturalidade, mas percebia na encarnação da Deusa um brilho diferente em seu olhar, como o de alguém que não tinha muito acesso a aquela experiência:

—Está há muito tempo sem fazer compras, Saori-San? — perguntou, em um sorriso debochado, usando a forma com que os Cavaleiros de Bronze se referiam a ela.

—Não há muito tempo… Mas, lá no Japão, quase não vou às ruas procurar vestidos a meu gosto — suspirou, parando em frente a uma vitrine — Normalmente os costureiros e estilistas vão em casa e fazem tudo sob medida.

—Isso explica os vestidos enormes — Tatia virou o rosto e falou baixinho — e sem graça…

—O quê? — A deusa se virou um pouco desconcertada.

—Ah, desculpa… São bonitos, mas totalmente sem graça — Tatiana riu, enquanto avançava mais um pouco

—Você tem que relevar a minha posição... — olhou para os lados e, segura que não tinha ninguém ouvindo, sussurrou — … minha posição de Deusa.

—Claro… São vestidos respeitosos para a Deusa, mas totalmente sem graça para uma jovem herdeira. Vamos deixar o branco virginal no Santuário, Saori!

—Você não tem jeito, Tatia! — riu, tomando a liberdade de segurar no braço dela — anda, vamos dar mais uma volta para ver se achamos algo que nos agrade.

Enquanto as duas moças seguiam despreocupadas pela calçada, acabaram esbarrando em uma mulher loira que carregava uma série de caixas que tampavam sua visão e que, com o choque e o trombo, acabaram caindo espalhadas pela calçada:

—Pelos deuses — Saori exclamou, abaixando de imediato e ajudando a moça — Mil perdões, mas não te vimos.

—Calma… Esse tipo de acidente acon… tece — a moça ergueu o olhar e sorriu extremamente surpresa, falando em seguida — Sempre esbarro nas pessoas com minhas encomendas, mas esbarrar em Saori Kido e Tatiana Romanova é a primeira vez. Posso perguntar o que as duas fazem em Athenas?

—Saori me convidou para passar férias na casa dela... em Nafplio. — Tatiana rapidamente inventou uma história enquanto catava alguma das caixas — Fomos convidadas para a mesma festa e decidimos fazer compras aqui em Athenas, senhora…?

—Senhorita… Sofia Archiellis, muito prazer. — ela sorriu — E acho que posso resolver o problema de vocês com a roupa dessa festa.

—Conhece uma boa boutique pelo jeito — Saori indagou — espiei algumas coisas enquanto ajeitava as caixas e tem um vestido maravilhoso aqui, senhorita Archiellis.

—Pode me chamar de Sofia e… A melhor boutique de Athenas ainda está em fase de construção, mas eu posso muito bem criar um modelo exclusivo para vocês duas. Eu sou a estilista responsável pelo desenho e confecção desses vestidos.

As duas jovens se entreolharam e decidiram acompanhar Sofia até seu ateliê. Como ainda faltava algumas semanas para a festa de Julian Solo, não teriam problema em aguardar um vestido feito do zero, ainda mais se tratando de peças exclusivas e feitas sob medida, mesmo que Sofia tivesse comprometida a entregá-los o mais rápido que conseguisse.

O ateliê de Sofia nada mais era que um amplo apartamento, que ela afirmou dividir com sua amiga e sócia:

—Agnes e eu nos conhecemos desde o fim do ginásio… Uma pena ela não estar aqui — a loira sorriu, enquanto servia-lhes uma xícara de chá — Ela iria adorar conhecer vocês.

—Certamente não faltarão oportunidades — Saori respondeu, após um curto gole em seu chá — Não querendo ser intrometida, mas já sendo... você se apresentou como “senhorita”. Como uma mulher tão bonita e inteligente como você pode estar solteira?

—Saori do céu… — Tatiana indagou colocando a mão na testa — Você acabou de conhecer a moça. Isso é pergunta que se faça?

—Eu sou curiosa, desculpa!

—Sem problema algum — a loira sorriu e, depois, deu um suspiro profundo — Eu amei muito um rapaz. Ele era um pouco mais novo que eu, apesar de nunca ter me dito isso com todas as letras… Ele foi aprovado num curso que sempre quis, em uma universidade nos Estados Unidos, mas nunca chegou lá. O avião que ele estava caiu no Triângulo das Bermudas… Nunca acharam a aeronave, nem os corpos, nem nada… Isso têm quase 10 anos e, desde então, fechei meu coração… Não totalmente, afinal ele pertence aos Bee Gees e ao Andy Gibb se ele me der bola — riu, mas foi possível ver as finas lágrimas que escorriam de seus olhos — Meu Raio de Luz ficava louco de raiva quando eu falava isso… Mas chega de nostalgia — balançou a cabeça — Quem quer tirar as medidas primeiro?

Saori até pensou em perguntar o porquê do apelido do falecido, mas sentiu um arrepio lhe percorrer a espinha e flagrou Sammyrah lhe encarando, percebendo que o arrepio era obra da bruxaria da ruiva:

Ela não conseguiu invadir minha mente, mas foi capaz de me atingir de alguma forma. Ela não tem noção da dimensão de seus poderes— pensou, enquanto ficava de pé e seguia a estilista — Eu vou, Sofia. Aí já te digo como vou querer meu vestido.

Após alguns minutos, foi a vez de Tatiana tirar suas medidas. Com tudo acertado, as garotas ficaram de fazer a primeira prova na semana seguinte, já que Sofia prometeu agilizar o serviço. Enquanto caminhavam de volta para o Santuário, Saori assuntou:

—Quando a Sofia estava contando sobre o namorado morto, eu senti um arrepio percorrer minha espinha. Não foi frio, mas uma sensação de alerta… Por acaso foi você?

—Sim… E eu peço perdão por isso — suspirou — Eu estava sentindo toda a tristeza da Sofia enquanto ela falava, conseguia ver parte de suas memórias… Ela o amava muito… na verdade, ainda ama. Não consegui ver o rosto, mas parecia um hippie de cabelos dourados bem gatinho. Percebi que você ia insistir no assunto, mas não conseguia entrar na sua mente de nenhuma forma. O máximo que consegui foi o arrepio.

—Considerando que eu sou uma deusa encarnada, você já fez muito… — inspirou profundamente — Tem uma coisa que suspeito há um tempo e, com o que você fez hoje, eu tive certeza.

—Que… Eu sou uma ameaça?

—Não, Sammyrah — a deusa interrompeu a caminhada, virou de frente para ela e tomou-lhe as mãos — Você é excepcional! Eu acredito que, se você dominasse todo o seu poder… Poderia facilmente ter expulsado o mal que dominava Saga.

Naquele momento, a ruiva deu um passo para trás e soltou as mãos da deusa. Ela tinha passado aquelas últimas semanas com o olhar despedaçado de Saga lhe pedindo por um resgate e que ela naquele momento de crise, escolheu se proteger. Não sentia que tinha errado naquele momento, mas se questionou por dias que, se não tivesse fugido e tivesse enfrentado aquela situação, teria seu mestre e seu amado Shura ao seu lado, poupando a cavalaria inteira e todo sofrimento em que o seu coração estava afundado:

—Isso só prova o quanto sou inútil, Saori — Ela murmurou, mudando seu semblante para um olhar triste e magoado — Em um lampejo de bondade, Saga veio pedir ao Afrodite e a mim que o matasse. Sabe o que eu fiz? — vendo a jovem balançar a cabeça em negação, a ruiva continuou — eu o mandei embora. Ele tava com a mente aberta. Eu poderia ter cutucado ela ao máximo e tirado o demônio, mas eu não o fiz. Sabe por quê? Porque quando eu achei que o infeliz do Gigars ia nos entregar para você, eu invadi a mente dele… Eu queria deixá-lo catatônico, mas… Eu o matei! — as lágrimas começaram a cair grossas e desenfreadas — Eu matei um velho manco, caolho e indefeso, Athena! O matei apenas para que ele não desmascarasse Arles! Eu sabia que, se eu tivesse entrado na cabeça do Saga naquele momento, com toda a fúria e o medo que eu estava dele, eu o teria matado também… Já me bastava todo o sangue que eu carregava por ter colaborado com ele. Eu não teria paz carregando a morte dele também.

Saori suspirou por um momento e se deu conta, a máscara de prata que a Amazona de Perseu usava era apenas mais uma. Claramente ela era uma das maiores vítimas da batalha das Doze Casas, todas as perdas que ela sofreu e fora o estigma que carregava. Em um gesto amigável, tocou seu braço, chamando sua atenção e falou:

—É fato que você errou com o Gigars, porém é apenas esse sangue que você tem nas mãos. — A deusa abraçou a amazona em uma tentativa de consolo — O resto da guerra não é culpa sua… Não se martirize por isso. É tudo culpa da entidade que possuiu Saga. Agora limpe seu rosto e tire a máscara da bolsa. Estamos chegando…

—Precisamos conversar seriamente sobre essas máscaras depois.-Tatiana resmungou, enxugando o rosto

—Isso… Depois. Eu… Vou dar uma passada no Templo da Cura para ver como está o tratamento do Seiya.

A ruiva a olhou de soslaio e colocou a máscara, tomando seu rumo em seguida.

***

Após duas provas, os vestidos ficaram prontos a tempo suficiente da festa. A mansão de Julian ficava nas proximidades da Ática. O evento estava lotado de celebridades e pessoas influentes de todas as partes do mundo. Ambas as jovens sabiam que a Família Solo era extremamente importante no comércio marítimo:

—Eu estou achando tudo muito exagerado para a festa de um adolescente — comentou Tatsumi

—Eu disse que era melhor deixarmos ele no carro — Tatiana comentou, enquanto servia-se de uma taça de champagne.

—Verdade… — a garota de cabelos lilases resmungou, repreendendo o criado em um tom moderado — Eu falei que você podia vir se tivesse cuidado com essa língua, Tatsumi — A jovem deusa cruzou os braços — Julian pode estar fazendo 16 anos, mas tomou as rédeas da empresa do pai, a dirigindo de forma esplendorosa e produtiva. Além do mais, a Sammyrah foi designada para me escoltar nesse evento, então pode voltar para o carro Tatsumi.

—Me perdoe, senhorita… — o homem coçou a careca e se afastou

Enquanto o mordomo se dirigia para a saída, a ruiva não conseguiu evitar um sorrisinho vitorioso, acenando discretamente ao “puxa-saco” de Saori:

—Tchauzinho, Cabeça de Polvo — A Amazona de Perseu estendeu um copo de ponche de frutas para a deusa, enquanto sorria — Então… Agora que estamos sozinhas, nós não tínhamos combinado em deixar os longos vestidos brancos apenas para a deusa? Que a jovem empresária iria usar algo mais de acordo com sua idade?

—E você queria que eu vestisse o quê, Tatiana? — Saori questionou, aceitando o ponche e dando um gole discreto — Um vestido preto, decotado e colado no corpo igual o seu? Eu não consigo… Além do mais, achei o modelo e a cor apropriada a minha idade.

—Sim… Apropriadíssimo para uma debutante — A ruiva deu um gole na taça — mas ainda falta um tempo para essa festa, não é? — debochou — Podia ter, ao menos, mudado a cor.

—Tá… Na próxima festa que eu for, juro que tentarei algo diferente.

—Muito bem — aproximou a taça para um brinde — a propósito, já viu nosso ilustríssimo aniversariante?

—Ainda não… Eu não o conheço pessoalmente, mas dizem que Julian Solo é um jovem inteligente e muito bonito.

—Oras, fico lisonjeado de ouví-la falar assim a meu respeito, senhorita Kido.

O olhar de ambas as jovens seguiram a firme voz, deparando-se com um rapaz alto, esguio, longos cabelos azuis bem ajeitados e trajando um smoking branco bem apanhado:

—E aí está ele — a ruiva indagou, em meio a um sorriso, seguido de um gole em sua taça.

—Eu sou Julian Solo — se apresentou, tomando a mão da empresária e pousando um beijo suave nela em forma de cumprimento — Muito obrigada por comparecer em meu aniversário.

—Eu fiquei honrada com seu convite.

—Essa pode ser a primeira vez que nos vemos, porém seu avô e meu pai eram grandes amigos.

—Sim… Meu avô me contou várias histórias sobre seus amigos gregos, os bilionários Solo.

—Eu a convidei justamente porque queria conhecê-la — ele se aproximou mais um passo — Só que eu não esperava que você fosse tão bonita.

Sammyrah apenas observava tudo com um sorriso divertido. Certamente, estava lendo na mente de Julian tudo que ele queria falar a Saori:

Firme, confiante e direto. Tudo que um homem precisa ser— falava em seus pensamentos — A melhor coisa que ela fez, foi ter mandado aquele pé no saco do Tatsumi de volta pro carro.

—Eu gostaria de conversar contigo em particular… — o aniversariante continuou, voltando a pegar na mão da herdeira de Kido — Podemos ir a varanda?

A deusa virou seu olhar a Tatiana, que apenas respondeu:

—Não se incomode em me deixar sozinha, Saori-san. Eu sei me cuidar

—Que deselegância a minha, senhorita Romanov — Julian se aproximou, tomando-lhe a mão em cumprimento — Não me leve a mal, mas não reparei em você aí atrás.

—Compreensível, Julian… É normal quando se está deslumbrado — puxou a mão — Agora não deixe a garota esperando.

A ruiva ficou observando ambos sumirem pela vidraça da varanda. Achou melhor não tentar ouvir a conversa, pois sabia que, caso algum limite fosse ultrapassado, Saori a chamaria:

—E eu deixei a armadura no carro caso ocorra algum incidente — murmurou, instantes antes de esvaziar sua taça.

Enquanto a jovem deusa conversava com Julian, Tatiana circulava pela festa vendo rostos conhecidos e de muitos famosos, incluindo algumas estrelas de Hollywood, se encostou no bar, bebericando uma nova taça de champanhe enquanto se perguntava se aquela gente toda, assim como elas, sequer conhecia o aniversariante. Enquanto se perdia em pensamentos, viu Saori se aproximar num passo rápido. Ela tinha uma expressão assustada e o rosto levemente ruborizado:

—Precisa sair daqui ou apenas beber algo? — A ruiva resumiu

—Preciso beber algo e… conversar.

—Acho que estava pressentindo isso quando decidir pegar uma taça de champagne, ao invés do ponche, para você — estendeu o copo — Dá um gole nisso aí e desembucha tudo que o bonitão falou.

A neta de Mitsumasa bebeu um pouco da taça e iniciou o relato:

—Ele começou me falando da empresa, de um sonho que o pai dele tinha em dominar o mundo, já que 70% do planeta é água e que, depois que o pai dele morreu, tomou esse sonho pra si… E perguntou se eu queria estar ao lado dele nisso tudo como sua esposa.

—Pera… Eu sabia que ele tava querendo te cortejar, mas real que ele te pediu em casamento?

—É, Tatia! — virou o resto do champagne e, aproveitando um garçom próximo, serviu-se de outra taça — Ele me pediu em casamento e, quando eu perguntei se era piada, ele veio com um papo de vidas passadas, dizendo que sentia que me conhecia há tempos e blá blá blá.

—Ok — Tatia deu um meio sorriso — venhamos e convenhamos que casamento é um pouco exagerado, afinal vocês dois são muito jovens, mas vocês combinaram de se encontrar em outro momento, procurar interesses em comum, dançar, se conhecer?

—Mas nem pensar.

—Por quê? Considerando que Julian é extremamente bonito, riquíssimo e está caindo de amores por você?

—Porque… Porque eu não quero, Tatiana.

—É por causa do Seiya, né?

—D-D-Da onde você tirou esse absurdo?!

—Quando te encontrei no Japão, você me apresentou os Cavaleiros de Bronze. Aí aquele belo chinês que atende pelo nome de Shiryu disse que “faltava o Seiya” e você soltou que ele não era importante. Isso quando os 3 ali presentes analisavam cada parte visível do meu corpo. Todos os dias você ia até o Templo da Cura, que fica bem no fundo do bosque, apenas para ver como ele estava e, se não o podia fazer, pedia a alguém… Todos os sinais indicam que você gosta dele. Só resta admitir isso para mim, Saori-san — sorriu — e não me venha com “é apenas gratidão por ele ter salvo minha vida”.

—Agora que você mencionou o nosso encontro casual no Japão… Eu não disse a eles que você e Sammyrah de Perseu são a mesma pessoa.Então…

—Ah tá, você é bem esperta pra desviar atenção quando quer, Kido.-A ruiva suspirou, dando uma última olhada na festa desanimada- Fique tranquila. Não revelarei nada… Só revelarei quando você derrubar a lei das máscaras.

—De novo isso?

—Claro! Estamos em 1987. As mulheres votam, usam calças, trabalham… Ok, considerando que o Santuário parece ter parado em 1160 a.C, temos amazonas que treinam com malhas coladíssimas ao corpo, algumas usam apenas collants e polainas… Saori, seja bem franca comigo: uma máscara de prata ou bronze realmente nos iguala aos homens?

—Você tem toda razão, Tatia, mas é que… — hesitou por alguns instantes — Vamos esperar a plena paz para isso, sim? Achei que todo o mal seria erradicado, mas sinto uma energia ruim se aproximando. Enfim...– bocejou — Vamos para casa? Estou cansada…

—Eu concordo contigo — deu de ombros — Não tem mais nada interessante nessa festa.

—Claro que tem! — A herdeira de Kido se animou — Já vi uns rapazes lindíssimos que não tiram os olhos de você

Tatiana apenas riu, tomou um último gole de sua taça e respondeu:

—Saori, minha cara, quando se é viúva de um Cavaleiro de Ouro… — suspirou — os civis parecem tão…

—Civis…- A deusa balançou a cabeça concordando — você tem razão Tatiana… vamos embora mesmo?

—Sim! Essa festa já deu o que tinha que dar… — Tatia riu, observado a garota, certamente desacostumada a beber álcool, virar a segunda taça de champanhe. Por isso, resolveu causar mais um pouco — Já tivemos emoção demais para a mocinha aí, não é? Ainda mais com o Seiya te esperando em casa.

—O que? — respondeu meio tonta, agitando as mãos — Não, Tatia… O Seiya ele é… É uma gracinha… Digo, ele vive fazendo gracinha.

—Ai, Saori-san — grudou no braço dela — Se não fosse esse vestido cafona, eu driblava o Polvo e te levava pra dançar

—O Tatsumi… não fala pra ele que eu bebi, tá? Ele é pior que uma velha

Notas finais
A Sofia é a namorada do Aiolos na fic "Enquanto o Grande Mestre não Descobrir"