Renascer
14 Renascer
Notas iniciais
Demorou alguns dias para que acertassem todos os detalhes necessários e John Watson e Sherlock Holmes voltassem à Rua Baker, tudo havia sido tão cansativo que nem sequer acreditavam que finalmente estavam em casa. Os últimos dias foram extremamente agitados, embora de um jeito totalmente diferente do que estavam acostumados, já que tiveram de ir à delegacia diversas vezes, além do fato de Sherlock ter prometido desmembrar a rede criminosa de Norton. É claro que ele adorava aquilo, o jogo.
Ainda assim, não discutiram exatamente sobre o beijo que haviam trocado logo após a morte de Norton, porque falar não era do feitio de Sherlock e ter arrancado aquelas três preciosas palavras da boca do detetive durante uma situação de extremo estresse era o suficiente para John, talvez eles realmente não precisassem discutir acerca de seus sentimentos, pois estavam juntos e esse fato era o suficiente para os corações de ambos.
— Nossa parede ficou com mais uma marca de tiro – John observou.
— Bem... essa marca vai me lembrar sempre que você me salvou – Sherlock disse e enrubesceu, ainda era estanho ver John como seu... companheiro.
— Uma hora eu tinha que te salvar de novo – o médico proferiu – para equilibrar as coisas...
— Realmente.
Os dois se observaram e sorriram tão genuinamente que toda a dor pela qual passaram nos últimos anos parecia finalmente ter ido embora. Ainda assim, todo o cansaço dos últimos dias parecia finalmente recair sobre os seus ombros, parecia que tudo o que haviam vivido tinha sido surreal. Um sonho. Uma utopia.
Sherlock secretamente se sentia feliz pelas palavras que ouvira John proferir logo antes de matar Norton, já considerava John sua família há muito tempo, muito antes mesmo de perceber os sentimentos que nutria em relação ao médico baixinho e invocado.
Sim, família. Agora essa palavra ganhava um novo significado, não somente porque eram melhores amigos, companheiros e porque trabalhavam juntos, mas também porque haviam se tornado amantes. Ambos estavam extremamente exultantes com todos os acontecimentos que os levaram a finalmente revelar o que sentiam um pelo outro.
Como puderam ser tão cegos por tanto tempo? Ainda assim, não era fácil lidar com tudo aquilo acontecendo, nunca seria fácil algo que envolvesse aqueles dois homens. Sherlock Holmes era intenso demais para que optasse pelo caminho mais fácil, mais curto, mais provável. Era sempre o caso mais complicado, a família mais confusa, os amigos mais excêntricos, o relacionamento mais impossível. O homem mais incompreensível.
Rosie brincava no colo de Sherlock dizendo meias palavras que ainda estava aprendendo, logo a garotinha completaria um ano e sabiam que não demoraria para que ela começasse a falar, andar e correr. Sherlock sentia algo diferente em seu peito toda vez que interagia com a menininha, já tinha mil planos para ela e para o seu futuro, planos que não contaria para John até que chegasse o momento.
Organizaram suas coisas e brincaram com Rosie até que ela se cansasse, John preparou uma papinha e deu-lhe de comer, algum tempo depois Molly foi busca-la para leva-la ao circo com seu novo namorado. John havia sugerido que fizessem algum programa do tipo, mas Sherlock não havia aceitado alegando ser algo estúpido demais e depois do médico realmente pensar sobre o assunto sabia que Sherlock adivinharia todos os truques possíveis durante o espetáculo e tiraria a graça de tudo. Era melhor que Rosie fosse com Molly, com certeza a pequenina iria se divertir e, além do mais, eles ainda não haviam tido muito tempo a sós desde o crime.
Não demorou para que Molly chegasse toda sorridente e animada para levar Rosamund para passear, John entregou a pequena Watson para a amiga e lhe beijou a bochecha antes de sair.
— Comporte-se, Rosie – John disse levando o indicador ao narizinho da filha, arrancando-lhe uma gargalhada sincera e infantil.
— Molly – Sherlock disse entregando-lhe uma bolsa que parecia bem maior do que era necessário – tem um bloco de notas dentro da bolsa, deixei instruções de como cuidar da Rosie.
John e Molly se entreolharam segurando a risada.
— Tudo bem, Sherlock. – Molly disse sem ficar ofendida, já estava acostumada ao jeito do detetive.
— Tem um pen drive no bolso externo com algumas músicas – ele disse, sem acrescentar que ele próprio havia composto e gravado sons específicos para relaxar a criança – se quiser fazer ela dormir, vai ajudar.
— Isso será bem útil – ela disse sorrindo – bem, já vamos indo então. Queremos pegar um bom lugar.
Sherlock e John se despediram de Molly e o detetive depositou um beijo na testa de Rosie antes que saísse, estava nervoso com o fato de que a criança estaria longe deles, mas também conhecia e confiava em Hooper e sabia que no fim daria tudo certo.
— A Rosie vai ficar bem, Sherlock – John disse, apertando-lhe o ombro.
— Eu sei, já deduzi tudo o que vai acontecer a ela essa noite – ele disse.
Dessa vez John não conseguiu conter a gargalhada, ver Sherlock daquela forma era uma novidade. Seus olhos se encontraram e nada precisou ser dito, finalmente eles estavam sós. John não resistiu ao impulso que se instaurava em seu peito e assim que fecharam a porta ficou na ponta dos pés e beijou Sherlock nos lábios, que agora já estava se acostumando com a sensação de John ser seu e o segurou com firmeza enquanto o beijo se aprofundava.
Direcionaram-se novamente em direção à cozinha, prepararam um chá bem quentinho que simplesmente caiu como uma luva naquele dia frio. Era estranho que o apartamento na Rua Baker estivesse assumindo aquele ar doméstico, mas não era nem de longe ruim, e eles sabiam com certeza que logo estariam afundados novamente em algum caso.
— E Irene? – John perguntou – acha que virá atrás de você? De nós?
— Acho que não – Sherlock deu de ombros – se ela for tão esperta quanto eu penso que é, e eu a acho bem esperta, ela vai sumir do mapa.
— Acho que chega de atentados as nossas vidas, não? – John perguntou.
— Já te disse que irei lhe proteger – Sherlock replicou – nunca mais quebrarei um voto...
John o interrompeu, não deixou que terminasse de falar e cobriu sua boca com os próprios lábios. Já estavam a dias numa incessante – e deliciosa – troca de beijos, mas seus corpos clamavam por mais. Direcionaram-se até o sofá em que Sherlock costumava se deitar para pensar e continuaram trocando beijos molhados e cheios de desejo durante todo o percurso.
John deitou Sherlock e se posicionou por cima dele, continuaram se beijando amorosamente, apaixonadamente, ardentemente. Um calor gostoso os envolvia, embora o dia estivesse frio e, muito provavelmente, fosse nevar mais tarde. Sherlock nem havia deduzido esse fato de tão distraído que estava com o contato constante com seu melhor amigo.
Sherlock beijava John com desejo aparente, embora fosse nítido que estava um tanto quanto relutante. Sabia o que tinha de fazer e o que queria fazer, mas o parceiro o deixava nervoso como se fosse um adolescente inexperiente. E de certa forma, era como se ele o fosse.
Já havia se deitado com outras pessoas, é claro, algumas pouquíssimas mulheres em sua vida e na maioria das vezes muito mais por algum interesse do que por um real desejo carnal, pensou que a última pessoa com quem havia tido esse tipo de contato íntimo fora com Janine... mas aquele não era o momento para relembrá-la.
Sentiu as mãos quentes e acolhedoras de John deslizarem por debaixo de sua camisa, o que lhe causou um arrepio estranho, porém gostoso e que fez com que a imagem de Janine sumisse completamente de sua cabeça. Watson tinha mãos pequenas, mas seu toque era macio e cuidadoso, acariciou seu corpo por debaixo da peça de roupa por um tempo para logo depois despí-la revelando um torso esguio e elegante.
Já haviam visto um ao outro seminus de relance vez ou outra, levando-se em consideração que moravam juntos e ainda tinha o episódio em que Sherlock havia adentrado ao palácio de Buckingham vestindo apenas um lençol, mas nunca tiveram a oportunidade de reparar em seus corpos.
John olhava Sherlock com encanto, seu corpo magro era tão belo e dotado de uma certa delicadeza fidalga. Levou a mão até o rosto de Sherlock e encarou os orbes azuis que ainda deixavam transparecer sua hesitação.
— Você é lindo, Sherlock – ele proferiu, não conseguindo conter as palavras dentro de sua boca – tão lindo...
Sherlock o puxou para perto e o beijou novamente, tamanha era a vontade e o desejo que continuaram com as línguas brincando dentro de suas bocas por um tempo que não conseguiram contar, só pararam quando o ar realmente começou a faltar, o que arrancou alguns risos dos dois homens.
Holmes direcionou suas mãos até o corpo do amante, tirou seu suéter revelando seu corpo. Quem olhasse aquele homem baixinho não imaginaria como tinha um corpo belo e bem desenhado, Sherlock prendeu a respiração ao vê-lo quase despido sobre si no sofá, já havia fantasiado aquela situação tantas vezes mesmo que insistisse em afastar aquela imagem de seu pensamento. Agora ela estaria sempre em sua mente.
John tocava o corpo de Sherlock com as pontas de seus dedos, explorando a pele branca e imaculada, saber que alguém ousou machucá-lo lhe causava arrepios, vê-lo naquela situação íntima era o suficiente para que Watson constatasse o quão frágil Sherlock era. E tudo que o médico mais queria naquele momento era cuidar daquele homem para sempre.
Baixou seus lábios em direção ao pescoço alvo, chupou-o com o intuito malicioso de marcá-lo, Sherlock era dele e dele apenas. Continuou o beijando naquele lugar visto que o parceiro demonstrava certa sensibilidade ali, seu corpo se arrepiava e se contorcia com aquele toque.
— John... – Sherlock susurrava.
Watson continuou baixando seus lábios, passou sua língua quente pelo corpo de Sherlock até encontrar seus mamilos rosados e graciosos. Ao mínimo toque de sua língua, sentiu-o endurecer e um sorriso obsceno apareceu em seu rosto. Concentrou-se algum tempo no mamilo já rígido enquanto arreliava o outro com seus dedos, notou a respiração do detetive estava falha, sinal de que estava adorando as sensações que o outro proporcionava a si.
Sentiu a língua de John descer por seu abdômen em uma trilha de beijos, até parar em seu baixo ventre, mais uma onda de arrepios percorreu seu corpo ao senti-lo ali tão perto de sua região íntima, John fez menção de tirar suas calças e um rubor adorável apareceu em seu rosto, assim como a hesitação transpareceu em seus olhos.
— Não precisamos continuar se não quiser – John disse, embora quisesse muito que o parceiro não desistisse naquele ponto.
— Obviamente que quero continuar – Sherlock disse.
John sorriu satisfeito e abaixou suas calças e suas roupas íntimas de uma vez, revelando um membro rígido e desesperado por mais daqueles toques engraçados. A vermelhidão no rosto de Holmes havia se tornado mais intensa, fato que fez com que uma risadinha escapasse da boca de Watson ao observá-lo completamente nu e a sua mercê.
— O que foi? – Sherlock perguntou, preocupado – por que está rindo?
— Não é nada, Sherlock – John o acalmou – é só que... você fica adorável quando está tímido.
Sherlock não respondeu, normalmente era ele que deixava John desconcertado, mas toda aquela situação, a falta de roupas e o fato de que ele estava prestes a fazer sexo com seu melhor amigo o deixavam um tanto quanto fora de controle, meio estático e sem saber o que fazer, mas de uma coisa ele tinha certeza: ele queria aquilo.
John observou o falo do amigo, enlevado pelo fato de que tudo em seu corpo parecia ser tão belo e delicado, seu pênis era comprido e rosado, um contraste bonito com a pele tão branquinha... havia um pelo fininho o adornando, e – a julgar pela sua rigidez – Sherlock estava bem animado.
O médico não se aguentou, beijou sua virilha arrancando um som totalmente novo de sua garganta, olhou o detetive em seus olhos e encontrou ainda mais incentivo para continuar. Direcionou seus lábios até a glande rosada e a lambeu com desejo, o gosto de Sherlock invadiu seu paladar.
Engoliu o falo por completo sem qualquer pudor, um som ininteligível saiu da garganta de Sherlock, a sensação dos lábios macios de John o envolvendo era simplesmente boa demais e só por ser John ali, nu junto a ele, já fazia tudo valer a pena.
O médico começou a se movimentar lentamente, sua boca quente se mexia em movimentos rítmicos, a resposta do corpo do companheiro foi instantânea, conforme foi acelerando a movimentação, espasmos deliciosos o transcorriam e Sherlock se contorcia cada vez mais.
— John... – ele gemia, abandonando o pudor.
Watson sentia o seu próprio pênis rígido contra os tecidos de sua roupa enquanto se concentrava no sexo oral, sentia seu próprio corpo se arrepiar a cada gemido e a cada nova reação que arrancava de Sherlock. Não se aguentou, trouxe o amante próximo de si e começou a beijá-lo novamente enquanto despia suas próprias calças e em seguida sua cueca vermelha.
As mãos finas e compridas de Sherlock passeavam pelas costas de John, naquele momento – finalmente – os dois estavam completamente nus. Holmes estava tão encantado e desejoso com toda aquela situação quanto Watson, acariciando-o com delicadeza e com luxúria na mesma medida.
Direcionou uma das mãos até o falo do amante enquanto a outra segurava o seu pescoço e o beijava avidamente, sentiu a grossura do membro entre seus dedos e passou a movimentá-lo de cima para baixo e de baixo para cima.
Agora era o som dos gemidos de John que ecoavam pela sala do apartamento 221B, o momento entre os dois era tão particular e tão especial que ambos sabiam exatamente o que tinham de fazer, conheciam um ao outro tão bem a ponto de ter certeza de que estavam no caminho certo apenas por suas reações.
Sherlock mal podia crer que aquele homem tão belo, tão esperto, tão companheiro estava transmitindo por meio de toda aquela situação que também o amava. Finalmente o detetive foi capaz de deduzir qual era o segredo para preencher aquele vazio que insistia em existir em seu peito, não era se afundar em drogas ou resolver casos obcessivamente, o segredo para que finalmente se sentisse feliz era se tornar um com John Watson.
Ele era o único capaz de fazê-lo renascer.
John se posicionou por cima de Sherlock novamente, umedeceu seus dedos e preparou-o para o que estava por vir, Sherlock se contorcia com a face totalmente rubra, porém ansioso pelos próximos acontecimentos. John encostou seu pênis na entrada rosada do parceiro, puxou o prepúcio para baixo e a lambuzou com o pré-gozo que recobria sua glande.
Aos poucos foi se inserindo no amigo, aos poucos foram se tornando um, aos poucos renasciam juntos. Sherlock Holmes e John Watson eram amigos, companheiros, colegas de apartamento, parceiros na resolução de crimes e, de certa forma, parceiros de crimes. E agora renasciam como amantes.
Sherlock se contorcia ao sentir aquele membro o adentrar, seu corpo inteiro ardia e um pouco de suor recobria sua testa, John levou uma de suas mãos ao rosto alvo e o acariciou de forma a tentar lhe mostrar que estava tudo bem. Quando seu pênis finalmente se viu engolido pelo reto do amigo, soltou um gemido de alívio, alto e rouco.
Os dois entrelaçaram as mãos e olharam nos olhos um do outro. John ficou um tempo parado, esperando que o amigo se acostumasse com ele dentro de si.
— Posso me mexer? – John perguntou, afastando os cachos negros da testa do detetive.
Sherlock meneou a cabeça em concordância, impossibilitado de falar qualquer coisa. John começou a se mover vagarosamente e todo o ardor no corpo de Sherlock se reacendeu, o que ocasionou que sons guturais escapassem de sua garganta.
— Estou te machucando? – John perguntou, compreensivo.
— Um pouco... – Sherlock admitiu – mas não pare.
John continuou, adotou um ritmo lento até perceber que o corpo de Sherlock estava mais relaxado. Certamente que, por Sherlock ainda não estar acostumado a ser invadido daquela forma, não seria possível evitar a dor, mas John faria de tudo para que aquele momento fosse único.
Por mais que sentisse que seu corpo ardia e doía, John Watson o tratava com tanto carinho que Sherlock nem sequer se importava com o fato de que seu corpo tentava repelí-lo de alguma forma. Não, Sherlock apenas o trazia para mais perto e o incentivava a continuar cravando contra si cada vez mais fortemente.
O detetive observava as expressões no rosto daquele homem lindo acima de si, os cabelos loiros grisalhos se tornaram um prateado bonito na meia luz do cômodo, seus olhos cintilavam desejo e amor, seus lábios finos estavam úmidos e por meio deles escapavam sons que Sherlock nunca imaginou que acharia tão belos.
John continuou se movimentando cadenciadamente até atingir um ponto específico que fez Sherlock ver estrelas, ao perceber a reação do amante continuou tentando acertar sua próstata enquanto sons animalescos escapavam por ambas as gargantas. Sherlock estava delirando por conta da invasão e por sentir seu pênis friccionado entre ambos os abdomens.
Watson percebeu que Holmes estava em seu limite, levou uma de suas mãos livres até seu falo e continuou investindo contra seu corpo lívido até que, juntos, atingiram ao orgasmo. Aninharam-se no sofá após aquele momento íntimo tão gostoso e assim permaneceram até que o frio cortante lhes obrigasse a se vestirem.
— Ei... Sherlock... – John quebrou o silêncio gostoso – o que nós somos a partir de agora?
— Somos o que sempre fomos, John.
— Uma família? – John perguntou.
— Obviamente.
Os dois permaneceram aninhados um ao outro durante um tempo até tomarem coragem de se levantar, tomarem um banho e se vestirem novamente. Sherlock sabia que todos os seus amigos já haviam entendido o que estava acontecendo entre eles, mas não comentou nada com John, achou que seria divertido ver sua reação.
Algumas horas depois enquanto ele e John arrumavam suas coisas no quarto de Sherlock, ouviram o celular do detetive tocar. Sherlock ficou extremamente animado ao ler as mensagens que recebera enquanto John o observava com uma das sobrancelhas levantadas.
— Assassinato triplo – Sherlock disse com a animação evidente em sua voz – Graham disse que não há provas.
— Não existe crime sem provas – John observou.
— É claro que não – Sherlock sorriu já procurando seu casaco para vestir e ir de encontro a Greg – você vem?
— Claro – John respondeu.
E assim os dois homens abandonaram mais uma vez o velho apartamento da Rua Baker rumo a um novo mistério, pela primeira vez como um casal.
Era hora do jogo, e Sherlock Holmes e John Watson estavam no caso.
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