Notas iniciais
Oi, galera! Então, atrasei a atualização da fanfic porque fiquei um tempo sem entrar na net. Motivos: problemas de saúde. Sem contar que rolou um bloqueio e tal. Mas enfim, esse capítulo ficou curto, mas eu não queria ficar mais tempo sem atualizar, então foi assim mesmo, desculpem pelo desleixo. ~ Nota: LEIAM AS NOTAS FINAIS. *caps lock pra - tentar - chamar atenção. q*

Aomine POV's.

Despertei ao ouvir claramente o som do celular de Kise tocar, por mais que este estivesse um tanto abafado por estar dentro do bolso da calça, debaixo de mais algumas peças de roupas. Pisquei algumas vezes até que pudesse enxergar claramente, tateando a pequena pilha de roupas com um pouco de dificuldade. Expirei pesadamente ao ver as inúmeras mensagens:

De: Akacchi.

Se reconciliaram?

De: Kurokocchi.

Pela bebida, são 1200 yenes.

De: Midocchi.

Venha buscar sua bolsa!

De: Muracchi.

Esta tudo bem?

De: Kagamicchi.

Kise, ainda esta vivo?

De: Takaocchi.

Dai-chaaaan, parabéns. ♥ (*ノ・ω・)ノ ヽ(・ω・ヽ*) ♥

(Eu sei que é você quem lerá isso, hehe)

"Ash, porque todos eles enviaram mensagens!?", pensei, enquanto voltava a olhar para Kise. Os primeiros jatos de sol da manhã atravessaram as frestas da janela, atingindo sua pele delicadamente, revelando um brilho próprio e, sem perceber, eu sorri. Estava contente por confirmar que tudo o que pensei ter acontecido na noite passada, de fato, acontecera. Sua face era tranquila enquanto dormia e, diferente de mim, parecia ter um sono mais pesado e cansado. O deitei sobre a cama enquanto saía de baixo dele cuidadosamente para não acordá-lo. Pus-me de pé e, enquanto vestia uma bermuda, ouvi-o resmungar algo enquanto tateava a cama e não pude conter o riso. Ajeitei os travesseiros reservas em uma fileira – como um substituto meu –, que logo foi abraçado por ele enquanto este se ajeitava na cama. Fiquei um tempo apenas observando-o. Parecia inacreditável que tivéssemos acabado assim, depois de tudo. Andei até o roupeiro, escolhendo uma muda de roupa para trocar assim que tomasse banho, quando percebi a movimentação na cama. Olhei por cima do ombro, deixando um riso mudo escapar ao vê-lo com os olhos semicerrados, esfregando-os com as costas das mãos. Deixei as roupas sobre uma cadeira de canto, indo até ele. Sentei na ponta da cama, tocando-lhe o alto da cabeça, afagando seus cabelos.

— Aominecchi... – Chamou, com voz manhosa.

Seus olhos procuravam os meus e quando os encontraram, sorriram. "Ah, como eu gostaria de acordar todas as manhãs e ter essa mesma visão", pensei comigo mesmo.

— Bom dia, Kise. – Sussurrei contra sua pele após beijar-lhe a testa.

— 'Dia. O que estava fazendo? – Indagou enquanto sentava na cama, espreguiçando-se.

— Ah, estava me preparando para o banho...

— Também quero.

— Huh? Banho?

— Sim. Posso? – Voltou a indagar de forma inocente.

Virei o rosto ao sentir que havia corado, na torcida de que ele não tivesse percebido. Naquele exato momento, eu havia pensado em algo totalmente pervertido. Pensar nesse tipo de coisa, logo de manhã, definitivamente não era da minha índole! Molhei os lábios com a língua enquanto recuperava meus sentidos. Voltei-me à ele novamente, tentando fugir do assunto.

— Ok, pode ir primeiro então. Vou ajeitar as coisas por aqui!

Mantive a atenção em seu rosto por um momento, afim de perceber qualquer tipo expressão decepcionada ou algo do gênero, mas apenas recebi um sorriso gentil em resposta. Sim, eu pensei na possibilidade dele me convidar para tomar banho junto à ele. "Sou um idiota pervertido", repeti três vezes pra mim mesmo mentalmente. Ele já estava completamente desperto agora e levantou-se da cama prontamente. Suas pernas tremeram de forma quase imperceptível e, para disfarçar, segurou-se no guarda-roupa e agachou-se minimamente para retirar as meias.

— Esta tudo bem? – Indaguei, mesmo sabendo que se algo realmente não estivesse bem, ele não diria.

— Tudo sim.

Assenti, mesmo que ainda estivesse um pouco preocupado com ele. Pisquei algumas vezes em um pequeno espanto ao vê-lo retirar a camisa, ficando totalmente nu. Na noite passada, estivemos muito íntimos, mas devido ao calor do momento, eu quase não havia notado o seu belo corpo. Era magro, porém bem desenhado. Tinha nádegas fartas e coxas bem definidas. Não era do tipo musculoso, mas se cuidava muito bem. Parecia frágil à primeira vista, mas se prestasse um pouco mais de atenção, era perceptível o quão másculo era. Eu me sentia inquieto por vê-lo tão a vontade, sentia que estava bem mais envergonhado que ele e, de fato, eu estava. Não conseguia me concentrar em nada além daquele corpo. Já ele, não parecia se importar em ficar nu em frente à outra pessoa ou ser observado estando desta forma. Perguntava à mim mesmo o quão acostumado ele estava com esse tipo de situação, se ele se sentia a vontade por estar comigo ou agia assim porque já não fazia mais diferença... Tsc.

Fui desperto de meus pensamentos assim que ele começou a caminhar até o banheiro, adentrando-o para após posicionar-se de baixo do chuveiro dentro do box, sem sequer fechar as portas — tanto do banheiro quanto do box. Assim que o registro foi aberto, a água começou a cair gradativamente, molhando os seus cabelos – que pareciam converter-se à ouro líquido – , para após cair-lhe nos ombros e descer pelo restante do corpo. Ele estava de costas e tocava o corpo com as pontas dos dedos, como se estivesse o inspecionando. Eu tive vontade de largar tudo o que estava fazendo e abusar dele ali mesmo, mas respirei fundo e me controlei. Não tinha certeza sobre como ficaria a nossa relação daquele dia em diante, afinal de contas, mesmo que ele estivesse ciente de quase tudo sobre mim depois que foi embora (graças ao Midorima), eu não sabia quase nada sobre ele... Como, onde e com quem viveu até então, suas experiências de vida, sua carreira profissional, sequer sabia o quanto tinha mudado e amadurecido. E, eu também não queria arruinar tudo, então apenas desviei o olhar e voltei a dobrar as roupas bagunçadas, guardando-as no roupeiro.

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Tomei uma ducha rápida. Sai do banheiro já vestido e secando os cabelos quando senti um delicioso cheiro de café recém passado. Fui até cozinha onde encontrei Kise, acabando de passar café, então sorri. Ele usava as minhas roupas. Não tínhamos diferenças gritantes de altura e peso, mas minhas roupas ainda ficavam um pouco mais folgadas nele. A blusa gola V quase se tornava gola U, expondo claramente o pescoço e clavículas, ambos marcados com pequenos chupões e mordidas. Ri comigo mesmo. "Talvez eu tenha pegado pesado demais".

Assim que ele percebeu a minha presença, sorriu, puxando a cadeira para que eu me sentasse.

— Era eu quem deveria fazer isso, não? – Voltei a rir, fazendo-o rir também.

— Não diga bobagens, apenas coma!

Olhei para a mesa. Havia pães, manteiga, geleia, ovos e bacon fritos e alguns frios; tinham pratos, talheres e xícaras organizadas em pares, e antes de sentar-se, Kise colocou o bule sobre a mesa. Eu me sentia feliz, era como se fossemos um casal recém-casado. Tomamos café juntos e conversarmos sobre coisas aleatórias. Depois, lavei a louça enquanto Kise a secou e guardou. O clima estava ótimo e eu comecei a planejar muitas coisas para fazermos ao decorrer do dia... Foi então que o telefone de Kise tocou. Seus olhos fitaram o visor do celular por um tempo, com uma expressão levemente carrancuda, que logo se desfez ao perceber que eu o observava.

— Com licença, Aominecchi... Preciso atender, sinto muito! – disse ele.

Estranhei, mas apenas assenti tranquilamente, vendo-o voltar para o quarto enquanto atendia o telefone. Em instantes, o cômodo tornou-se silencioso e eu fiquei inquieto. "Por que esse clima, logo agora? Com quem ele esta falando? Sobre o quê? Seria com... Kagami? Não pode ser... De jeito nenhum!" Senti uma pontada no peito ao lembrar de uma cena específica do passado e acabei pensando na louca possibilidade deles terem algo. Quando dei por mim, já estava rumando em direção ao quarto. Eu sabia que escutar a conversa dos outros não era algo legal, mas eu não podia evitar, estava inquieto demais! Acabei espreitando.

Kise estava tão inquieto quanto eu. Não falava, não respondia, apenas andava de um lado para o outro com o celular pressionado contra a orelha, para que não houvesse nenhuma possibilidade de outra pessoa além dele ouvir o que a pessoa do outro lado da linha dizia. A pessoa parecia estar dando algum tipo de sermão, pois a expressão dele não era boa e não haviam respostas. Sempre quando ele ia responder, era como se a pessoa o cortasse. Ele parecia nervoso, suava um pouco e mexia no cabelo nervosamente. De repente, teve uma deixa e disse:

— Eu não quero voltar. Você não pode me obrigar a fazer algo assim! Pare de me ligar ou serei obrigado a mudar o número do meu telefone. – Fez uma breve pausa. – Ah, vá para o inferno e não fale coisas sobre alguém que você não conhece!

Ao perceber que ele ia desligar o telefone, voltei rapidamente para a cozinha, sentando numa das cadeiras. Arqueei a sobrancelha enquanto pensava no que tinha ouvido ainda à pouco, sem entender absolutamente nada. Não importa a forma como eu via aquilo, ainda cheirava mal. "Alguém estava querendo levar Kise pra longe? Quem? Pra onde? Por que?" Eu achava que sabia pouco sobre ele, mas no fim, eu não sabia praticamente nada. E agora, quem estava ficando nervoso era eu.

Kise POV's.

Assim que desliguei o telefone, o abri, tirei a bateria e joguei tudo sobre a cama. Fui direto para o banheiro, liguei a torneira e comecei a molhar o meu rosto abundantemente, esfregando-o. Encarei meu reflexo no espelho por alguns instantes e acabei tendo uma epifania. Eu tinha coisas para resolver e, por mais que eu negasse à mim mesmo, sabia exatamente o que precisava fazer. Eu precisava partir. Não só pelo meu bem, como pelo de Aomine também.

Respirei fundo, sequei o meu rosto, peguei minhas roupas do cesto e voltei para o quarto, onde recuperei o telefone móvel, ainda completamente aberto. Cheguei na cozinha e dei de cara com Aomine. Sua expressão era indecifrável, mas — de acordo com a situação — imaginei que estivesse confuso e esperando por alguma resposta minha. Ele estava me fitando e toda a coragem que eu tinha armazenado em mim, desapareceu.

— Você tem uma sacola? – Indaguei num fio de voz.

— Pra quê? – Sua voz deixava óbvia a sua confusão.

— Para eu levar as minhas roupas... Não se preocupe, assim que lavar as suas, eu as devolverei!

— Mas... Eu não entendo, aonde você vai?

— Embora.

{Continua...}

Notas finais
Então, devido a grande quantidade de bloqueios, essa fanfic será mais curta do que eu havia planejado. Espero que vocês entendam, estou bem desanimada porque quem me conhece fora daqui, sabe que eu trabalho com arte (desenho em especial) e eu levei um projeto de mangá para uma editora mas meu projeto foi recusado por ser yaoi - já que o gênero não tem um grande público brasileiro e tudo mais. Aí, né. Não tenho ânimo pra nada! HAHAHA. MAS ENFIM! Quero que vocês respondam nos comentários a opinião de vocês sobre eu tentar fazer uma continuação dessa fanfic ou não. Eu estava pensando em fazer duas, na verdade. Uma com o arco MidoTaka (Midorima x Takao) e outra MuraKashi (Murasakibara x Akashi). O que acham? Espero respostas. Beijinhos!