Remains

3 Estilo




- Ei, Mitiko, quer uma carona?


- Não, obrigada Rich, vou com a Eleanor.


- Podemos tomar um café um dia desse não?


- Pode ser...-respondeu, incomodada com a insistência do oficial.


- Ótimo, nos vemos por aí.


Saiu e olhou ao redor. Mime havia sumido, ali só restava o pessoal da limpeza.


Não podia entender o porque de tudo aquilo, sua inteligência não alcançava a mente daquele criminoso, que era totalmente diferente dos outros que já condenara.


Era a quinta morte em um mês, mas nenhumas das vitimas tinha nenhuma ligação aparente, a não ser o sinal da fênix que lhes era marcado a ferro.


Relaxou um pouco, sentando-se em uma praça arborizada, e raciocinou.


Todas as vitimas eram mortas em situações normais, como voltar do trabalho, e isso era feito de modo rápido. Ainda assim, todos pareciam aterrorizados.


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- Ei, ei... Já falei que é melhor se manter no limite Eleanor, não quero que...


- Calma rapaz, como é mesmo seu nome?


- Mime. –respondeu a contragosto.


- Não estresse, só estou aqui porque, hum, gostei do seu estilo.


- Eu não tenho estilo, foi uma das poucas palavras que não puseram no meu dicionário quando eu nasci.-ironizou.


- Que convencido. Mas é só mais um ponto para o seu estilo gélido, não vai me espantar assim.


- Está começando a se tornar inconveniente.Não vai querer me irritar.


- E se eu quiser?


- Vai se arrepender.


- Ainda não me espantou.


Ele entrou em um beco e sacou o revolver.


-Eu não tenho medo da lei, nem a sigo ao pé da letra como você imagina. Não imagina o que eu posso fazer se me tiram dos limites. Quer brincar com o perigo?Quer se espantar? Está se arriscando.


- Eu gosto de me arriscar as vezes. E esse país é muito tedioso... –ela se esgueirou até ele- Logo se vê que não é daqui.


O beijou, sem o mínimo pudor ou qualquer aviso prévio.


- Seu beijo não é o que eu imaginava.


- É melhor?


- Não vai mais acontecer. –ele aproveitou a distração dela para sumir.


- É o que veremos.


Eleanor sorriu e foi até sua moto. Não estava muito longe mesmo.


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As investigações prosseguiram, mas nem o intelecto de toda a policia japonesa, com ajuda da Interpol, conseguia resolver aquele caso. Era o psicopata, porque com certeza o assassino o era, mais inteligente do mundo.


- Alberich?


- Sim, quem deseja?


- Aqui é a Mitiko. Acharam uma pessoa morta com a fênix.


- Mais uma...


-Só que essa é diferente.


- Vamos, eu já estou saindo.


- Me escuta!


- Fale. –ele parou na porta do quarto do hotel.


- Foi na Índia.


- Alberich, nosso avião está pronto. Com quem está falando?


-Com a Mitiko. Tchau. –desligou o celular- Mudança de planos, vamos para a Índia.