Relicário Infernal

3 Trabalho noturno


Notas iniciais
Oi amores, como estão? ♥

Maria era uma senhora com seus cinquenta e poucos anos, cabelos curtos com mechas grisalhas cobrindo o castanho, olhos castanho-escuro. Ela tinha a Visão, e trabalhava no Instituto a alguns anos. Ajudou a cuidar de Felipe quando ele nasceu e conhecia todas as história para dormir. Ela vivia em um lar de familia quando seus pais morreram em um incêndio em sua antiga casa. E quando Tânia a encontrou -estava em uma luta com um licantropo que quebrou o acordo- estava em desvantagem, sua estaca de prata estava perdida em algum lugar e seu marido Rafael -pai de Felipe- estava lutando contra outro. Maria viu tudo e jogou um simples garfo de prata para Tânia. Que por sua vez acertou no lobo ganhando tempo para pegar sua estaca.

Desde então ela mora e trabalha no Instituto. Ela salvou a vida de Tânia, e cuidou de seu filho. Não por obrigassão, mas por amor. Maria era da família.

Ela cozinhava magicamente. Ela dizia que o segredo da mágica era a rádio que ela ouvia enquanto cozinhava. Nina -mãe de Nicole- descordava já que poderia ouvir rádio o dia inteiro e continuaria queimando a comida. Mas lá estava Maria fazendo como sempre as vontades dos dois. Ela não conseguia dizer não a ninguém, era boa de natureza.

–Aqui está. Creme de cebola com carne assada e batata dourada. E de sobremesa fiz um bolo de chocolate para vocês. -Ela pousou a mão na cabeça de Nicole- Sei que é o seu favorito menina Nicole.

–Obrigada Maria. -ela sorriu e começou a comer.

–Senhorita Justine não vai jantar hoje? Será que ela quer que eu leve a ela?

–Não Maria, Justine saiu.

Maria fez que sim com a cabeça e começou a cantarolar as músicas que ouvia na rádio.

A cozinha era enorme, toda de ladrilhos brancos com detalhes florais azul-claro.Lá Maria encontrava tudo que precisaria em uma cozinha de restaurante. A Clave gostava de manter seus Caçadores bem alimentados.

–Vocês irão sair hoje? Ver aquelas coisas da noite? -ela fez um sinal da Cruz.

–Sim, mas não se preocupe Maria.

–Não digam para não me preocupar. Façam um favor a essa velha e tomem muito cuidado com esses... essas coisas horrorosas.

Maria sempre foi julgada "filha das trevas" nos lares em que morou já que ela tinha a Visão, via a verdadeira face de demônios. Desde que mudará para o Instituto não saiu mais.

–Sim, senhora. -Felipe disse sorrindo para ela.

Ao terminar o jantar os dois se dirigiram a sala de armas e se equiparam. Lâminas serafim, é claro suas estelas, o rastreador de demônios, facas de prata e água benta. Embora desde que ocorreu a Guerra Infernal não tiveram problemas com os licantropos e as Crianças da Noite, nem com feiticeiros, e das fadas ninguém sabia de nada. Estavam isolados após a traição contra os Nephilins.

A Guerra Infernal ocorreu a três anos atrás, quando Jonathan Morgenstein ou Sebastian como alguns chamam tomou posse dos três Instrumentos Mortais e quase destruiu a raça dos Nephilins. Isso só não aconteceu graças a Clarissa Morgenstein, Jace Herondale e seus amigos que deterão Sebastian.

Os pais de Nicole e Felipe lutaram na Guerra Infernal e graças ao Anjo retornaram com vida. E agora viviam como uma grande família. Família pensou Nicole, eles não deixariam de ser uma família se ela e Felipe ficassem juntos.

Ela sorriu com o pensamento e Felipe fez uma careta para ela.

–Você feliz por ir caçar?

–É claro. É nosso trabalho. -ela respondeu o fazendo sorrir.

–Tudo bem então. Me dê seu braço. -ela esticou o braço e com a estela ele começou a desenhar as runas.

Ela não sentia mais dor com as runas marcadas em seu corpo. Sua pele tinha cicatrizes brancas e finas. Os braços de Felipe também, a diferença é que ele tinha muitas mais cicatriz que Nicole. Eles sempre se marcavam antes de qualquer luta. Já era um costume.

Quando Felipe terminou as runas de Nicole; a runa que os escondia de olhos mortais, força, energia, velocidade e silêncio. Nicole começou seu trabalho. Seus braços marcados de sol eram tão rígidos e fortes que ela poderia desenhar todas as runas do Livro das Cinzas.

Quando terminaram Felipe checou as armas de Nicole e sorriu.

–Pronta?

–Pronta. -ela sorriu de volta.

)(

Pegaram um táxi e foram para o Leblon, era íncrível como os demônios adoravam os lugares mais badalados da cidade. Pagaram o motorista e foram andando as pessoas passavam com suas vidinhas comuns e preocupações banais.

–Ali. -Felipe apontou com o queixo e o sensor nas mãos- Não são muitos, o sinal não está tão forte. Vai ser rápido.

–Tudo bem.

Era um bar de luxo, o som estava baixo mas estava agitado, muitas pessoas conversando. E eles viram dois homens de costas conversando com uma mulher loira. Eram demônios Ahiab e com certeza aquela seria sua próxima vítima. Nicole sentiu um arrepio na espinha. Esses demônios eram crueis e não eram comuns por ali. Ultimamente muitos demônios incomuns da região estavam aparecendo.

Felipe fez um sinal com a cabeça e Nicole assentiu.

Eles avançaram para cima dos dois, o mais baixo caiu no chão quando Nicole bateu com o cabo da espada em sua cabeça. O demônio se desconfigurou completamente se tornando um lagarto nojento e gigante com garras afiadas e sem olhos; veneno escorria de suas presas. Ele bateu no braço de Nicole a empurrando para o lado.

Felipe foi pego de surpresa, o demônio já tinha sentido a presença dele e o empurrou para longe. Ele levantou rapidamente.

–Samuel. -Felipe gritou e a lâmina serafim brilhou com a luz celestial.

Ele perfurou o demônio pela cabeça com a lâmina. O demônio se desintegrou deixando uma nuvem de poeira e sangue negro na lâmina. Felipe buscou Nicole com os olhos e a encontrou.

Ela havia centralizado seu objetivo depois do impacto em uma das mesas do bar se levantou e pegou a lâmina serafim.

–Cassiel. -ela disse em um tom normal, a lâmina resplandeceu.

–Vocês mataram meu amigo, e acabaram com a minha noite. O que vou fazer agora? -a voz perturbadora do demônio ecoou, o veneno escorrendo- Meus amigos vão matá-los.

O demônio sorriu diabolicamente e Nicole fincou a espada na metade do corpo do demônio, o que ela deduziu ser o estômago. Ele se desintegrou deixando o chão gosmento e nojento.

Felipe foi ao seu encontrou, ele pôs a mão em sua testa, seus olhos tinham preocupação.

–Pelo Anjo. Você está bem?

Ela tocou a testa e estava saindo sangue, não sentia dor porque estava com adrenalina de combate. Mas gostou da preocupação de Felipe.

–Está tudo bem Lipe, é só um corte.

Um som alto de vidro estilhaçado. Os poucos mundanos curiosos que estavam ali saíram correndo e gritando. Nicole teve a mesma intuição. Eram demônios, muitos deles. Pelo menos uma dúzia. Felipe olhou para ela e tentou sorrir. Pegou a outra lámina.

–Guriel. — a lâmina brilhou, agora ele tinha duas nas mãos. Tinha que dar certo.

Nicole fez o mesmo, sem ao menos fazer uma iratze para cura pegou a outra lâmina serafim.

–Israfil.

Eles estavam cercados, e partiram para o ataque com o esquema de defesa que haviam aprendido com Justine. Costas coladas para fazer a defesa do companheiro sem deixar o ataque. As lâminas serafim cortavam e transformavam tudo em pó de demônio. Sangue negro escorria pelas espadas dos jovens caçadores.

–São muitos. -Felipe disse- Precisamos de um plano, e rápido.

Nicole olhou para os lados em busca de alguma solução, mas sem perder o foco em combate. Seu sangue fervia de adrenalina de combate. Ela olhou para o holofote na beira da rua iluminando uma galeria. Luz para demônios era como criptonita para o Superman.

–Me da cobertura, tive uma ideia.

Felipe assentiu com a cabeça,agora estava pelos dois e ainda fazendo a guarda.

Nicole com um salto largo cortou a cabeça de um demônio e chegou ao holofote. A luz era cegante. Ela começou a empurrar o holofote para a área de combate. Era pesado e ela precisava ser rápida. Suor escorria do seu rosto mas ela conseguiu, com esforço o holofote reluziu na imagem horripilante de demônios contra Felipe. Mas ela precisava ser rápida, tinha outro. Quando ela virou. Um garoto alto e forte de cor marrom chocolate e sem cabelos, apenas nascentes de fios escuros estava virando com toda a facilidade do mundo.

E o que mais a deixou impressionada. Ele sabia para onde girar o holoforte. E a luz queimou os olhos dos demônios que estavam atacando Felipe. Alguns fugiram no mesmo instante. Felipe rasgou o último demônio que sobrou ao meio. Ele olhou em um sinal de aprovação para Nicole, e seu rosto gelou em preocupação. Ele sussurou um "abaixe-se" para a garota que abaixou imediatamente.

Atrás dela, um demônio escorpião horrível. Ele lançou sua calda venenosa e horripilante para cima dela no mesmo instante que se abaixou. Felipe lançou a lâmina serafim que instantaneamente matou o demônio.

Nicole olhou para Felipe para se certificar que estava bem. Ele caiu no chão. Ela correu imediatamenteparaperto do amigo. A calda do demônio tinha feito um ferimento grave no braço de Felipe. Lágrimas quentes escorriam de seu rosto. Ela mediu a pulsação e sentiu alivio. Ainda estava vivo.

Notas finais
Espero que tenham gostado! ;)