Relatos do fim do mundo

4 Livro de mat capitulo 1 o começo do fim.


Notas iniciais
primeiro capitulo narrado por mat

Bom, não sei muito bem como poderia descrever o que ocorreu para vocês, mas tudo teve início no acampamento em que eu e alguns amigos estávamos, passamos em torno de 5 dias no meio da floresta, queríamos relaxar um pouco e aproveitar o tempo com os amigos, caçando, zoando, apenas aproveitando a vida.

Porém foi nesta diversão onde tudo começou. Nos dois primeiros dias de acampamento foi tudo tranquilo, ou pelo menos quase tudo, pois como sempre existem aquelas brincadeiras que deixam seus amigos putos – risos.

O terror realmente teve início no dia 20 de Dezembro.

20 de Dezembro – Dia do encontro.

Éramos apenas eu, meus 4 amigos, Rodolfo, Pedro, Caíque, Alan e algumas pessoas que eu não conhecia, que ficaram separadas de nós.

Após uma tarde tranquila e um tanto inesperada, pois incrivelmente a armadilha que Pedro havia feito funcionou, conseguimos capturar um animal para comermos ( não tenho muita noção de animais mas parecia muito com um rato grande), mas parecia bem comestível.

Noite do dia 20

Mat-E ai Pedro, você capturou o animal, mas será que vai conseguir cozinhar ele direito para comermos?(eu disse).

Pedro-Espere e vocês verão se eu sei ou não cozinhar.

Rodolfo-Não podemos esperar grande coisa em, acho melhor começarmos a preparar nossa janta reserva.

.Alan-Bom pelo jeito é melhor mesmo.

Pedro-Vocês todos duvidam, mas na hora de comer quero ver o que vocês vão falar.

Caíque -Tenho certeza de que falaremos que está péssimo.

Bom, nesta noite todos rimos e tudo ocorreu bem até a hora em que cada um foi para a sua barraca dormir, pois no dia seguinte teríamos de levantar cedo e ir atrás de comida.

Acabei acordando no meio da noite com alguns barulhos, pensei que não seria nada de mais, afinal estávamos na floresta, o mais comum lá seria ouvir barulhos estranhos no meio da noite, porém mal sabia eu de onde ou de quem vinha aquele barulho. Pois de repente todos nos assustamos com um grito muito alto e próximo, se parecia com a voz de Alan.

Alan-Socorro, alguém vem logo me ajudar, estou sendo atacado por um louco, me ajudem rápido!!!

Todos levantaram desesperados e realmente, quem estava faltando era o Alan, seguimos os gritos, e ao encontrá-lo ele já estava caído no chão desacordado, mal sabíamos o porquê, mas estava cheio de mordidas com a garganta rasgada, escorrendo muito sangue, nesta hora eu não sabia o que fazer, meu espanto foi tão grande que eu acabei ficando paralisado, no mesmo instante Pedro e Rodolfo correram para tentar salvá-lo.

Até aquele momento não havíamos encontrado ninguém, estava tudo calmo demais e muito preocupante, quando inesperadamente avisto um vulto correndo em direção aos meus amigos.

pessoa-Corram tem alguém vindo para cá!!

Foi apenas o tempo dos dois se levantarem que aquele vulto (que parecia muito um mendigo todo sujo e machucado) derrubou os dois, no instante em que caíram, ele mordeu a perna de Rodolfo que não conseguiu mais se mexer e ,como fez com Alan, mordeu a jugular de Caíque, e eu continuava estático vendo ele devorar meus amigos, apenas cada vez mais entrando em pânico.

Mat-Isso não pode estar acontecendo, não pode ser verdade — pensei comigo mesmo — é igual aos filmes é aterrorizante!

Desde pequeno sempre fui muito fã de filmes de terror então ao ver aquela cena horripilante instantaneamente anexei os fatos, não era um mendigo, um canibal, ou algo assim, era um Zumbi.

Ao voltar ao normal me toquei da situação em que estava então corri o mais rápido que pude até o carro de um de meus amigos (Pedro) que era nosso monitor e guia, pois já havia feito muitos acampamentos, a chave estava dentro do carro, porém o carro estava longe de nossas barracas, e ao chegar perto do carro, haviam mais daqueles zumbis próximos,apenas me lembrei que para nossa segurança Alan tinha deixado um taco de beisebol em sua barraca, voltei para pegá-lo, e corri em direção ao carro novamente, mas para conseguir passar tive de acertar todas aqueles “monstros”, finalmente após derrubar alguns deles consegui chegar ao carro, porém quando tentei trancar a porta tomei um enorme susto, aquele zumbi que matou meus amigos havia me seguido e estava segurando a porta do carro tentando entrar.

Com toda a força que tive chutei sua mão e puxei a porta conseguindo travá-la, foi então que outro zumbi pulou na frente do carro enquanto eu colocava a chave no contato e dava a partida no carro.

Não pensei duas vezes coloquei na primeira marcha e acelerei o carro para fugir daquele lugar, acabei passando pelo acampamento ao lado e vi as outras pessoas, muitas delas estavam na mesma situação que meus amigos, mas haviam alguns vivos correndo desesperadamente para o meio da mata, mas meu medo era tão grande que a única coisa que eu pensava era em voltar para a cidade e avisar as pessoas que eu conhecia.

Dia 21 de Dezembro – Dia da ligação

Após sair em pânico do acampamento a primeira coisa em que pensei foi encontrar meus pais e ver como eles estavam, tentei ligar inúmeras vezes, mas o telefone apenas tocava e ninguém atendia, fiquei muito preocupado, não sabia o que fazer, liguei para meu amigo Davi, afinal era um grande amigo meu e nos conhecíamos a muito tempo.

Ele atendeu, mas não acreditou no ocorrido, pensou que eu estivesse zombando da cara dele, achou que era um trote, avisei a ele para nos encontrarmos, mas tinha certeza de que ele também achou que fosse brincadeira e eu acabei ficando pior ainda, não tinha notícias dos meus familiares, não conseguia fazer meu melhor amigo entender a situação, estava totalmente sozinho, a única coisa que pude pensar foi em voltar para casa e ver como eles estavam porem fiquei pensando em Davi, e se ele fosse até o mausoléu?
Decidi ir para o mausoléu e esperar um pouco por ele, afinal se meus pais estivessem em casa eles estariam seguros e sei que Davi era curioso e um bom amigo , logo certamente ele iria para lá. Pensei que também existiria a possibilidade da infecção não ter chegado até lá, uma falha, pois o acampamento não era tão distante de nossa cidade.

Passei a noite toda em claro, estava afobado demais e muito preocupado para conseguir descansar, fiquei lá naquele local escuro, com o taco de beisebol na mão pronto para caso algo ou alguém aparecesse não saísse de lá inteiro, não sei exatamente quanto tempo fiquei confinado naquele local, mas para mim pareceu uma eternidade.

Após muito tempo de espera avisto uma sombra vinda em direção a mim, não tive outra escolha me preparei para atacar, e ao se aproximar mais corri em sua direção tentando-lhe acertar bem em sua cabeça, infelizmente, ou felizmente, tomei um contragolpe daquela pessoa, na hora percebi que era o Davi, não conhecia outra pessoa a não ser ele capaz de fazer essas coisas, ele era um monstro lutando.

A partir daquele momento as coisas melhoraram, ou pioraram, dependendo do ponto de vista, pois estávamos mais seguros juntos, entretanto aqueles monstros não paravam de aparecer e cada dia que se passava havia mais deles. (casa dele)