Relatos do fim do mundo

5 Livro de mat capitulo 2 A garota


livro de mat .

O dia estava calmo, o sol estava brilhando com um ar tranquilo, os mortos vivos como de costume estavam perambulando pela rua em frente à casa de Davi.
Foi quando avistamos uma garota correndo desesperada tentando fugir gritando e atirando, quando vi aquilo mal pude pensar em algo já estava correndo para o andar de baixo e ia sair para tentar resgata-la, Davi mal pode me parar, veio correndo atrás de mim para tentar me impedir. A garota gritava pedindo socorro, só podia pensar em salvá-la Davi estava vindo com a katana atrás de mim, estava abrindo caminho pelos zumbis sem mata-los apenas dando algumas pancadas fortes em seus crânios tentando chegar o mais rápido possível até a garota, alguns paravam de se mover outros não, não pensei, mas desse jeito eu poderia acabar sendo morto junto com a garota, mas não podia deixar a garota ser morta, ao olhar para traz ví que Davi havia puxado a faca do exercito que mantinha em sua cintura e ia perfurando a cabeça dos Zumbis que tentavam se levantar após as pancadas que eu dava, Davi gritou que eu estava caminhando para uma situação que poderia matar a todos, penso que ele acreditou que eu não poderia piorar aquela situação, bem ele estava errado eu gritei para a garota.
mat- Ei se acalme, estamos chegando tente vir em nossa direção.

garota- SOCORRO me ajude, eles vão me pegar.
mat- Se acalme, estamos chegando.

Quando consegui chegar até a garota a peguei pelo braço e comecei a puxá-la no sentido da casa de Davi.

garota-Ei cuidado .

Não havia reparado que havia um daqueles mortos exatamente a minha esquerda, não tinha como eu me defender, vi algo voando em nossa direção, felizmente antes de qualquer coisa Davi havia lançado sua faca em direção ao morto vivo acertando em cheio o meio de seus olhos .
Davi- Mat, além de fazer essas loucuras agora não observa mais o seu caminho?
A garota tropeçou em um corpo e torceu seu pé , caiu no chão reclamando de dor , chorando e gritando “nós vamos morrer”.

Eu estava perdido, a garota havia caído e tinham muitos mortos vivos vindo em minha direção, foi quando Davi parou em nossa frente e disse.
Davi- Voltem para a casa eu vou segurar eles.

Mat-Mas ela esta com a perna machucada.
Davi-Você não tem braços? Pegue-a no colo e leve para dentro eu vou para-los.
Mat-Davi, é muito perigoso eles podem te pegar.
Davi-Agora você pensa nisso, depois de sair correndo e nos deixando nessa situação?
Davi pegou a faca da cabeça do zumbi morto e ficou parado em nossa frente como se fosse uma parede.
Davi-Ande, já limpei o caminho até o portão, todos já estão mortos.
Dito isso Davi atingiu o zumbi mais próximo com a katana dentro da bainha ainda, bateu com força suficiente para mata-lo e continuou fazendo a mesma coisa sucessivamente até que chegássemos até a casa, feito isso ele trancou a porta e entrou sem falar nada, passou por mim e pela garota como se nem existíssemos.
A garota chorando desesperadamente me agradeceu, deu um abraço bem forte e disse:
garota- Obrigada, obrigada mesmo. Me chamo Larissa e vocês como chamam ?
Mat- De nada, me chamo Matheus e o garoto sério ali se chama Davi.

Larissa tinha olhos castanhos bem escuros, cabelos longos e loiros, magra com um corpo bem desenhado, peitos médios, pareço um pervertido descrevendo ela.

Levei-a para dentro e a coloquei no sofá, Davi desceu e jogou em nós uma faixa, e disse:
Davi- Faça um curativo antes que isso inflame.
Mat-Valeu Davi.

Davi saiu da sala como se eu não tivesse dito nada e foi para o jardim. Terminando de enfaixa-la falei que havia sido apenas uma torção leve e amanhã ela já estaria bem, ela me agradeceu chorando.
Mat- Parece que você teve um dia difícil, descanse um pouco eu vou atrás dele para conversar.
Davi-Ok, obrigada de verdade, e agradeça ele por mim.
Lari- Agradeça você mesma quando se recuperar.
Sai da sala e fui até o jardim, Davi estava sentado encostado em uma árvore com fones de ouvido e olhos fechados, o típico jeito dele, ele sempre fazia isso quando queria relaxar, na maioria das vezes ele acabava dormindo, para um cara tão sério e inteligente, ele sempre me lembrava uma criança, ficava emburrado quando não conseguia fazer algo, dormia fácil e adorava doces.
Mat-Ei — chutei ele.
Davi- O que foi?
Mat- Obrigado pela ajuda, de verdade.
Davi- Ta, não foi nada, agora me deixe em paz.
Mat-To suave, vou ficar aqui um pouco, ta ouvindo o que?
Puxei um dos fones estava tocando Pink Floyd, Davi tinha um gosto muito eclético, tinha no Ipod desde rock até musica clássica e japonesa.
Mat- Bom som ein?
Davi -Sim, posso ficar sozinho agora?

Mat- Já disse to afim não.
Davi — Que tal você ver como a garota esta? E se ela precisar de algo? Você já arriscou nossos pescoços para salvar ela, que tal pelo menos cuidar dela agora?
Mat -Ta dessa vez você venceu, vou preparar algo para agente comer.
Davi — Fico muito grato.
Levantei e fui até a sala, Davi estava bravo, não pela garota estar aqui mas por eu ter agido sem pensar. Ela estava encolhida no sofá puxando os joelhos junto aos peitos e chorando.

Mat -Você esta bem?
Lari — Ai, desculpa, é que isso tudo é uma loucura. Ta tudo acontecendo tão rápido, eu acabei de perder meu pai.
A abracei e disse
Mat — Eu sinto muito, sei como você se sente. Perdemos muitas pessoas queridas deis de que isso começou.
Chorando mais ela afirmava com a cabeça, então eu disse.
Mat -Ei, Lari. Posso te chamar assim?
Ela acenou positivamente para mim.
Mat — Esta com fome? Vou preparar algo para agente comer. Não quer ir comigo para a cozinha?
lari — Não, é melhor eu evitar pisar com esse pé assim?
Mat — E quem disse em pisar, opa.
A peguei no colo e a Chacoalhei, ela soltou um leve sorriso.
Mat — Isso, assim mesmo que eu gosto, temos que sorrir nesses tempos difíceis.

Quando o jantar ficou pronto fui chamar Davi.

Davi estava suado, diria até encharcado.

Mat — Davi porque você esta nesse estado?

Davi — Estava treinando.

Mat — Cara, porque você não relaxa por um momento se quer?

Davi -Se eu relaxar e você sair correndo para salvar alguém mais uma vez posso não ser capaz de salvar você e você nesse momento é minha única família. Não seria capaz de me perdoar caso isso acontecesse.

Dei um soco na cara de Davi, e ele nem ao menos reagiu.

Mat -Porque você não perde essa sua mania de carregar o mundo nas costas?

Davi -Não se trata de carregar o mundo em minhas costas, se trata de eu ser capaz de manter o mínimo de humanidade nesse mundo utópico que estamos vivendo.

Mat -você não esta sozinho, não precisa se excluir do mundo para poder garantir nossa segurança. Vai tomar um banho e vamos jantar que a comida já ta pronta.

Mais tarde no jantar Lari perguntou um pouco sobre como era nossa vida antes de tudo começar e nos disse como era a sua. Depois de conversarmos muito fomos para a sala onde Lari acabou pegando no sono, Davi embora tivesse aquele jeito rude a pegou no colo e a levou para seu quarto onde a deixou dormindo em sua cama, assim que fez isso voltou para a sala onde ficamos conversando sobre o que iríamos fazer de agora em diante.

Três dias se passaram como trinta minutos, Lari já não estava mais mancando, Davi continuava a se afastar de nós, mas com certa diferença ele já estava interagindo com Lari e agora éramos três brincando de descobrir novas formas de matar aqueles que já estavam mortos, mas não sentiam a vontade de descansar em paz.

Lari — Ei Mat !

Mat -Oi?

Lari -Quanto tempo será que vamos conseguir sobreviver aqui?

Mat — A casa de Davi é um porto seguro, acredito que por muito tempo.

Lari — Mas enquanto a comida uma hora nos precisaremos ir atrás dela.

Mat — Verdade, não havia pensado nisso, mas ainda temos comida pra muito tempo aqui.

Davi entrou na conversa.

Davi — Já andei pensando nisso, estava estudando a região e há casas suficientes para pegarmos comida quando precisáramos.

Lari — A entendo, menos mal, mas tem alguma ideia de como fazer isso?

Davi — Tenho estudado formas seguras de fazermos isso, então acredito que não temos que nos preocupar por enquanto.

Mat -Porra Davi, você não descansa nem por um minuto?
Davi — claro que descanso, você não viu hoje que quase que não acordo?

Após o termino do jantar, fui até a garagem onde lembrei que Davi costumava guardar o narguile fui tentar encontra-lo para ver se Davi ficava um pouco mais tranquilo afinal, ele adorava narguile .ao fuçar no armário encontrei o narguile,algumas caixas cheias de essências e muito carvão, o peguei e levei até a sala. Na sala estava davi sentado então o perguntei:

Mat — E ai, ainda gosta disso?

Davi — Claro.

Mat — Quer fazer uma rodada?

Davi olhou para mim com uma cara de você esta falando sério. Eu, Lari e Davi passamos a noite fumando e rindo, Davi se soltou um pouco mais podia dizer que as coisas estavam parecendo muito como era antes de tudo começar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.