Notas iniciais
Eu sei que eu prometi o outro cap pra ontem de noite, mas aconteceu muita coisa ontem comigo e eu não tinha cabeça nenhuma para escrever mas aqui está! O último capítulo do Jones! Espero que gostem.
JFK, um dos maiores aeroportos dos EUA, agora está lotado. July não foi a única pessoa a ter a brilhante ideia de ir embora de New York. Não consigo achar em meio a tanta gente neste aeroporto imenso uma simples placa com os horários dos voos. Sei que July irá pela American Airlines para Vancouver, mas no meio desse aeroporto lotado de gente e enorme eu não faço ideia de onde eu acho o portão de embarque. Corro por ele e tento achar a placa dos voos. E acho. Voos para tods os lugares do mundo. Paris, Amsterdam, Londres, Dubai, Rio de Janeiro, e Vancouver. O de July sai daqui a 40 minutos. A entrada no portão d embarque é daqui a dez minutos. Tenho que correr. Portão de embarque sete. Estou no primeiro. A essa altura, ela já deve estar se despedindo de seus pais bondosos com personalidades completamente contrárias a da sua irmã. Acho que Ashley era a ovelha negra da família. Estou correndo na frente do portão de embarque número dois. Sim, passaram-se um minuto de corrida e ainda estou no dois. Tenho que ir mais depressa. Peço licença a todos que estão parados no meio do aeroporto, se despedindo de familiares e checando suas bagagens. Portão de embarque número três. Uma parte modernizada do JFK, feita para a virada do milênio. Melhor parte. Não tenho tempo para aprecia-la, já que tive varias oportunidades ao viajar para o exterior, para estabelecer relações com o Brasil, Australia e até a India. Portão de embarque número quatro. Ainda na parte moderna, o portão está rodeado por uma praça de alimentação com McDonald's, Burger King, KFC e Wendy's. Concorridos, claro. Não tenho tempo para comer, tenho que alcançar a July. Portão de embarque número cinco. Parte velha do aeroporto, apenas com Check-ins nacionais de voos não muito distantes. Está um inferno de gente. Imagino que indo morar com os pais, afinal, se morrer nos EUA, que morra com sua família, não? Consigo derrubar um homem magricelo que estava passando na minha frente. Ele reclama, mas vejo que está com tanta pressa para pegar seu voo quanto eu estou para alcançar a mulher da minha vida. Portão de embarque número seis. Estou visualizando o sete. Não vejo a July. Falta um minuto para ela entrar no portão. Corro o mais rápido que posso. Pareço um maratonista em pleno JFK. Portão de embarque número sete. Paro, ofegante, e consigo sentir o suor escorrer pelo meu rosto como uma fonte d'agua. Tento enxergar os inesquecíveis cabelos cor de mel de July McPhee. Não acho. Mas consigo achar as indiscutíveis pernas perfeitas, o corpo mais bonito que já vi e combinado com seu rosto perfeito. Sim, July McPhee está de cabelos pretos.
– July? — falo, alto. Ela está se despedindo do casal de seus pais.
Ela se vira, e ao me ver, esboça o sorriso mais lindo que eu já vi.
– Jones! — fala ela. E corre para me abraçar. Tenho que me acostumar com seus cabelos pretos.
– July, você pintou os cabelos!
– Pintei, gostou?
– Gostei, mas...
Dou uma pausa. Tenho que saber o que falar.
– Mas... — fala ela.
– July, eu queria te dizer que, duas torres caem, um pentágono é atingido por um avião, e um homem pode se apaixonar por uma mulher após uma tragédia. Coisas impossíveis acontecem, coisas maravilhosas, tristes, sem sentido, nem nexo. Dá para sentir medo, dá para sentir alegria, dá para querer ser feliz. Tudo pode acontecer, e a cada segundo nós devíamos comemorar que estamos vivos, por que, apesar de parecer muito clichê, a vida é bela! A vida nos leva a coisas que nunca pensamos. Muçulmanos fazem minha chefe se jogar da torre norte do World Trade Center, e eu me apaixono por sua irmã. E eu cheguei a conclusão que, pessoas morrem todos os dias. Não há nada que a gente faça que vá mudar isso. Eu te amo, Juliana McPhee. Eu te amo. Isso é real. Isso é sincero. Isso sou eu. Você em menos de uma semana me fez me sentir como um homem de verdade. Você me fez ver a beleza da vida quando todos os cidadãos do país em que eu vivo não veem isso. Você me fez mudar. Eu te amo.
Seu rosto em lágrimas se aproxima do meu, dando o melhor beijo que eu já dei em uma mulher em toda a minha vida. Qualquer que seja o melhor beijo do mundo até esse momento, acabou de perder a posição para o beijo de Jones Jonathan e Juliana McPhee.
Seu rosto se afasta do meu, e vejo seu rosto em lágrimas falar:
– Eu te amo também, Jones. Você pela primeira vez fez eu me sentir como uma mulher, e me fez achar a felicidade no momento que eu menos esperava. Mas vamos, se não vamos perder o vôo!
Não vim aqui para ir embora com a July. Eu só não queria ir embora sem me declarar para ela.
– July... — eu falo, segurando a mão dela antes de entrar no portão de embarque. — Eu não vou para Vancouver com você.
– O quê? — ela parece espantada. — Por que não?
– Eu não queria sair sem me despedir decentemente de você, sem ser aquela bagunça que foi ao você sair do meu apartamento. Eu queria dizer tudo que eu sinto por você. Mas entenda, que New York é minha casa. E você tem razão, uma bomba pode explodir na minha frente a todo momento. Mas depois disso tudo que aconteceu, eu estou vendo New York com olhos de turista, e estou amando ainda mais, acho que vale a pena correr o risco de levar uma bomba na cara. Tenho certeza que essa cidade, esse país, vai ressurgir das cinzas. Eu sei disso, eu sinto. New York é perfeita, e eu quero viver toda minha vida aqui. Mas eu queria te dizer que você foi a primeira mulher que eu amei, e sempre vou amar. Não vão ser aviões ou bombas que vão mudar isso.
Vejo nos olhos dela um olhar de cumplicidade. Sinceramente, eu estava esperando que ela me odiasse eternamente por isso. Mas ao invés disso, a única coisa que ela sentiu foram meus lábios se encontrando com os dela.
E se solta do nosso último beijo, e com nossas testas encostadas uma na outra, ela sussurra para mim:
– Nunca se esqueça.
Notas finais
A próxima pessoa será uma mulher, e se passará dessa vez no Pentágono, uma base militar também atacada no dia 11 de Setembro de 2001. Se gostou desse capítulo, não esquece de comentar e favoritar a história! Até amanhã!
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